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Postado em 2 fev 2014 às 23:59
O Jogo em Números (02-02-14)

Os passadores com as assistências mais valiosas da liga, os arremessos de média distância de Blake Griffin e atuações de 50 pontos inesperadas são alguns dos assuntos desta semana

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Por Ricardo Stabolito Jr.

50 abaixo de 20

Terrence Ross foi assunto da coluna na última semana e volta a ser protagonista na primeira edição de fevereiro. Afinal, no último sábado (25), o ala-armador surpreendeu a tudo e todos marcando 51 pontos na derrota do Toronto Raptors para o Los Angeles Clippers. Para se ter uma ideia da surpresa, ele tornou-se o primeiro atleta com média inferior a 10.0 pontos a conseguir uma partida de 50 ou mais pontos na história da NBA.

Bem, então vamos reduzir um pouco as exigências: desde o início da temporada 2000-01, Ross foi somente o décimo jogador com média abaixo de 20.0 pontos por jogo a ter uma atuação de 50 ou mais pontos na temporada:

Jogador

Pontos

Data

Média naquela temporada

Tony Delk

53

02/01/2001

12.3

Rashard Lewis

50

30/10/2003

17.8

Jamal Crawford

50

11/04/2004

17.3

Damon Stoudemire

54

14/01/2005

15.8

Richard Hamilton

51

27/12/2006

19.8

Jamal Crawford

52

26/01/2007

17.6

Jamal Crawford

50

20/12/2008

19.7

Brandon Jennings

55

14/11/2009

15.5

Andre Miller

52

30/01/2010

14.0

Terrence Ross

51

25/01/2014

9.2

Além do que já dissemos sobre Ross, uma atuação totalmente sem precedentes, observe que Jamal Crawford aparece na lista em três oportunidades e três temporadas diferentes. E mais: lembre-se que a atuação de 55 pontos de Brandon Jennings aconteceu em seu sétimo jogo como profissional, quando era um calouro do Milwaukee Bucks.

 

Pega rebote, Nets!

O Brooklyn Nets quebrou um recorde absolutamente indigesto da NBA na última sexta-feira (31), na derrota da equipe para o Oklahoma City Thunder. O time pegou apenas 17 rebotes nos 48 minutos de ação, o menor número já coletado por um time em um jogo na história da NBA. O número parece ter sido produto da ineficiência nova-iorquina na defesa, permitindo mais de 63% de aproveitamento ao adversário nos arremessos de quadra.

Apenas quatro times na história pegaram 20 ou menos rebotes em uma partida de NBA, o que mostra quão “impressionante” é o feito do Nets.

Time

Rebotes

Adversário

Data

Brooklyn Nets

17

Oklahoma City Thunder

31/01/2014

Detroit Pistons

18

Charlotte Hornets

28/11/2001

Seattle Supersonics

19

Phoenix Suns

14/04/1999

Seattle Supersonics

20

Charlotte Hornets

06/03/1998

Mas, como a ineficiente defesa pode ter sido causa do recorde do time comandado de Jason Kidd, o que pode ter causado as outras péssimas atuações coletivas nos rebotes? Vamos aos números dos oponentes naqueles jogos:

Time

Aproveitamento nos arremessos

Erros de ataque

Arremessos errados

Rebotes ofensivos

Thunder

63.6%

16

28

10

Hornets (01)

51.4%

18

34

15

Suns

57.3%

13

32

12

Hornets (98)

51.4%

23

34

19

Em casos como o Nets e o Sonics (99), o problema dos rebotes se explica pelo alto índice de aproveitamento cedido aos oponentes nos arremessos de quadra. No entanto, veja como os dois outros jogos são mais complexos: não só influencia o alto número de rebotes ofensivos permitidos, mas também o alto número de erros de ataque do adversário – que são, lógico, posses que terminam sem gerar rebotes e reduzem a “oferta” deles nas estatísticas.

 

Quem tem a assistência mais valiosa?

Nós temos acesso constante ao número de assistências que um atleta registra por jogo. Mas nem todas as assistências são iguais a outras, tem o mesmo valor. Há aquelas que geram arremessos de dois pontos, de longa distância, cestas e falta e outras situações diferentes. Enfim, existem assistências mais valiosas do que outras. E, vamos investigar qual dos principais passadores da liga tem a assistência mais valiosa.

Para começar, separamos os 20 jogadores da NBA que possuem média de seis ou mais assistências por jogo e disputaram, pelo menos, 25 partidas nesta temporada. Depois, uma conta simples: dividimos o número de pontos que geram por jogo com suas assistências pela já citada média de assistências para achar o “valor” médio das assistências do passador. Nos dois quadros abaixo, estão aqueles com os cinco maiores e cinco menores índices:

Jogador

Média de pontos gerados por assistências

Assistências por jogo

Pontos por assistência

Goran Dragic

15.3

6.1

2.508

LeBron James

15.5

6.4

2.422

John Wall

20.7

8.6

2.407

Deron Williams

16.6

6.9

2.406

Ty Lawson

21.4

8.9

2.404

 

Jogador

Média de pontos gerados por assistências

Assistências por jogo

Pontos por assistência

Mike Conley

14.4

6.3

2.285

Stephen Curry

20.4

9.0

2.266

Chris Paul

25.3

11.2

2.259

Kyrie Irving

13.9

6.2

2.242

Brandon Jennings

18.0

8.1

2.222

Não é surpresa para ninguém que o aproveitamento dos times nas bolas de três acaba tendo influência direta no resultado aqui. Os cinco jogadores com maior índice de pontos por assistências estão nas 14 equipes com melhor porcentagem de acerto de longa distância. Alguns deles, notadamente, jogam com ao lado de vários ótimos chutadores (LeBron, Dragic, Wall).

Enquanto isso, quatro dos cinco com pior índice estão entre as 15 piores equipes no mesmo quesito – o que anula até mesmo o fato de dois deles serem os líderes em assistências por jogo da temporada. A exceção é Stephen Curry, mas você pode argumentar que ele próprio é o melhor arremessador de três pontos do elenco. E já que Curry não pode dar passes para si…

 

Gasol “ressuscita” a defesa do Grizzlies

O Memphis Grizzlies sofreu um duro golpe com a ausência do pivô Marc Gasol em 23 jogos da temporada até agora. Sem o atual vencedor do prêmio de melhor defensor da NBA, a franquia passou de uma das três defesas mais eficientes para a sexta pior (permitindo altíssimos 106.4 pontos a cada 100 posses de bola). Desde o dia 14 de janeiro, porém, a identidade defensiva do time parece ter renascido das cinzas com o retorno do espanhol ao quinteto titular.

Desde que Gasol voltou às quadras, o Grizzlies vem cedendo apenas 93.2 pontos a cada 100 posses de bola aos oponentes. O índice não é apenas mais de 13 pontos menor do que o registrado na ausência do pivô, mas também superior aos 94.1 pontos a cada 100 posses do Indiana Pacers – que lidera a liga no quesito com sobras nesta temporada, quatro pontos acima do Chicago Bulls.

 

Blake Griffin e os arremessos de média distância  

Houve um tempo em que Blake Griffin era largamente criticado por “só saber enterrar”. Este tempo passou porque o ala-pivô do Los Angeles Clippers mostrou uma sensível evolução técnica no ano passado e nada em seu jogo melhorou tanto quanto o arremesso de média distância – um atributo muito importante, especialmente atuando ao lado de um pivô como DeAndre Jordan. O fato é que nunca o titular da conferência Oeste no Jogo das Estrelas chutou tanto e tão bem de média distância quando nesta temporada.

Vamos considerar aqui o arremesso de média distância como a terceira área dos mapas da NBA (de 16-24 ft. o que pode ser traduzido em 5-7m.). Abaixo, você vê o mapa de Griffin e seus tiros de quadra na atual temporada:

Blake Griffin shotchart

Comparando com aqueles de suas três primeiras campanhas como profissional, a melhora de sua pontaria é sensível. Ele já acertou mais arremessos de média distância (A.M.D.) do que em qualquer outra temporada e com índice de acerto consideravelmente melhor também. Veja no quadro abaixo:

Temporada

A.M.D.s convertidos por jogo

Aproveitamento de A.M.D.s

A.M.D.s em relação ao total de arremessos

2010-11

0.85

33.3%

15.27%

2011-12

1.32

30.2%

22.31%

2012-13

1.02

34.3%

22.86%

2013-14

1.80

41.5%

26.76%

Hoje, mais de ¼ dos arremessos de Griffin acontecem de média distância e seus 41.5% de aproveitamento estão ao nível da liga nesta faixa da quadra. Houve um tempo em que mantê-lo longe do garrafão era a estratégia de qualquer oponente quando ia enfrentar o Clippers. Isso, na verdade, até continua. Mas foi-se o tempo em que era uma certeza de sucesso.

 

Jogo rápido:

– O mês de janeiro foi fantástico para Kevin Durant. Todo mundo viu o que ele fez dentro de quadra. Mas aqui vai um número: o ala do Oklahoma City Thunder fechou o período como o primeiro atleta a anotar mínimo de 550 pontos e 90 assistências desde Michael Jordan, em 1987. Além dos dois, apenas quatro jogadores conseguiram a façanha na história da NBA: Nate Archibald (72), Kareem Abdul-Jabbar (72), Oscar Robertson (67) e Jerry West (65).

– Muito prejudicado por contusões em quatro jogadores da rotação de Gregg Popovich, o San Antonio Spurs sofreu sua segunda derrota consecutiva na última terça-feira (28), diante do Houston Rockets. Até então, o time texano era o único da liga que não havia perdido duas vezes consecutivas nesta temporada.

Anthony Bennett marcou 15 pontos na derrota do Cleveland Cavaliers para o New Orleans Pelicans, na última terça. Depois de 32 partidas, esta foi a primeira vez que o ala-pivô anotou dígitos duplos em pontuação na carreira. Nunca uma primeira escolha de draft demorou tanto para ter um jogo de dez pontos. De longe, bem longe. Quem foi o segundo que mais demorou? Andrea Bargnani, em 2006, precisou de “apenas” nove.

– A última terça também foi de marca histórica para Zach Randolph. Com os 23 pontos e dez rebotes anotados contra o Portland Trail Blazers, o veterano ala-pivô chegou ao 190º duplo-duplo com a camisa do Memphis Grizzlies. Ele ultrapassou Pau Gasol e tornou-se o recordista da franquia no quesito.

– E em qual dia Anthony Davis marcou 30 pontos e distribuiu oito tocos? Isso, na última terça. Com 20 anos e dez meses, o ala-pivô do Pelicans tornou-se o segundo jogador mais jovem da história a anotar tais números em um jogo. Ninguém menos do que Shaquille O’Neal era duas semanas mais “garoto” quando também saiu de quadra com tais números, em janeiro de 1993.

Fontes estatísticas: NBA.com, ESPN, Basketball Reference, NBA Wowy e Elias Bureau Sports.

  • E ainda tem quem critique a escolha de Gasol como Jogador Defensivo do Ano (que é diferente de “melhor defensor”).

  • quero os crédito por te falado aquilo do Anthony Davis. Comentei isso na reportagem do jogo que ele conseguiu os 30 pontos e os 8 tocos. Podem ir la ver. Aluyson tambem é cultura, chupa McGee

    • Ricardo Stabolito Jr.

      Foi bom você falar disso pra eu colocar as fontes. Mas eu vi na ESPN Stats & Info mesmo.

      • acredito em você Ricardo, falei de chato mesmo hahahah’. Eu lembro que vi no dia do jogo naquelas paradas no placar que falam algumas curiosidades durante o jogo.

        • Ricardo Stabolito Jr.

          Ah, é isso aí, aluyson. Muita coisa dessas rápidas saem de lá.

  • Raphael Mascarenhas

    Ricardo, vc sempre fala sobre as estatísticas defensivas de alguns jogadores, e sempre fala da defesa do Hibbert. Quando de aproveitamento ele cede dentro do garrafão, essas coisas. Muita gente ja da como certo o Defense Player of the Year pra ele. Será que tinha como vc comparar ele com o Davis em algum podcast ou até aki mesmo no jogo em números? Se fosse pra eu dar o premio, daria pro Davis, mas como não me ligo muito em estatísticas avançadas, prefiro consultar o especialista! Se puder fazer esse favor, agradeço.

    • Ricardo Stabolito Jr.

      Anoto o tema aqui para o próximo Jogo em Números. Mas já adianto que muito se fala do Hibbert por causa do aproveitamento que ele cede em torno do aro, que mal passa dos 40% FG.

  • O Griffin tem um aproveitamento bisonho do lado esquerdo. 60%!

    Igual ao Bass do Boston, uma vez o Daniel Emiliano do Celtics Brasil fez uma matéria mostrando a evolução da defesa e do arremesso que já era bom do Bass, e que melhorou sensivelmente com o Stevens nessa temporada.

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