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Postado em 4 fev 2014 às 12:30
Os desafios de Adam Silver

Ricardo Romanelli discute os novos paradigmas que o sucessor de David Stern encara no comando de uma liga em franca expansão

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Por Ricardo Stabolito Jr.

Por Ricardo Romanelli

Com a aposentadoria de David Stern, comissário da NBA durante os últimos 30 anos, nasce uma nova era no basquete. O dirigente agora aposentado, como já discutido aqui no Jumper Brasil, liderou a liga durante um período de profundo crescimento e prosperidade. Adam Silver foi escolhido como seu sucessor e agora tem desafios de uma NBA moderna pela frente.

Silver, 51 anos, assume o comando da NBA após ter sido indicado por Stern e ratificado pelos donos de time em outubro de 2012. O período de transição, portanto, foi planejado com a devida antecedência e executado com tamanha precisão que até mesmo as bolas utilizadas na liga, que levam a assinatura do comissário, foram feitas antes da temporada na mesma fábrica e no mesmo lote que as que tinham a assinatura de Stern. Esta medida, assim como tantas outras, mostra que o novo comissário é tão detalhista e dedicado quanto seu antecessor – e isso é muito bom.

No entanto, apesar de terem personalidades amplamente convergentes, Silver vai enfrentar desafios diferentes dos encontrados por Stern quando assumiu o cargo. Desafios originados pela posição de grandeza a que Stern alavancou a liga nas últimas décadas e, justamente por isso, de magnitude e complexidade maiores.

Uma das primeiras questões que Silver terá que administrar é qual direção tomar quanto à globalização da NBA. Principalmente na última década, a liga tem feito um esforço enorme para inserir seu basquete nos mais variados mercados ao redor do globo. Com isso, estabeleceu escritórios em locais estratégicos do planeta (como China e Brasil). Estes movimentos de abertura se consolidaram com a realização de jogos e outros eventos menores nestas cidades, mas para fixar a presença nestes pólos será necessário oferecer algo permanente. A realização de jogos da temporada regular ou mesmo o estabelecimento de uma franquia parece inviável por conta das distâncias que teriam que ser percorridas. O caminho mais lógico possível seria a criação de algo como centros de treinamento e recrutamento de jovens talentos, criando verdadeiras filiais de descobrimento de jogadores para o draft, reunindo ao longo dos anos olheiros e dirigentes (aqui e lá) das franquias.

Esta é uma ideia perfeitamente viável e que, em muito, ampliaria a participação da NBA nestes mercados que escolheu explorar, tendo em vista que levaria mais atletas destas regiões para a liga.

Além disso, o próprio Stern já destacou qual será um dos maiores focos de Silver no comando da NBA: a atuação em mídias sociais. Esta seria, segundo o ex-comissário em entrevista a ESPN Radio, uma das expertises pessoais do novo comissário. Isso passa desde a maneira como os meios oficiais da NBA se comunicam com o público nas diferentes plataformas até padrões comportamentais mínimos que devem ser exigidos das franquias e jogadores nestas mesmas plataformas. Chegar a uma equação que não apenas agrade, mas seja justa a todos neste sentido, é uma das tarefas mais espinhosas para organizações do vulto da NBA nesta era digital.

Outro ponto sobre o qual a liga será obrigada a se debruçar com maior critério são as transmissões “piratas”. A NBA tem feito um esforço gigante para que todos tenham acesso aos seus jogos, oferecendo ampla cobertura inclusive via League Pass que, proporcionalmente, possui custos bem aceitáveis. Mesmo assim, os links “piratas” existem em abundância e isso acaba afetando a negociação da NBA com as grandes redes de televisão, gerando pouco interessante perda de receitas para a liga.

Silver também teria, segundo alguns rumores, uma proposta elaborada para extinguir as divisões da NBA: deixar apenas as conferências Leste e Oeste como parâmetros de classificação. Esta surge como uma medida urgente, tendo em vista que as divisões são um anacronismo de uma época em que as distâncias eram proibitivas pela menor velocidade com que se ia de um lado a outro dos EUA. Numa era de viagens ágeis e rápida comunicação, a mudança faz todo o sentido. No entanto, ela deve esperar algum tempo antes de ser proposta, pois não é o objetivo da liga gerar uma mudança estrutural deste porte no começo de uma nova gestão.

Mídias sociais, redes de televisão e atuação internacional. Estes foram, nos últimos anos, os departamentos da NBA que responderam diretamente a Silver – como “segundo em comando” da liga. Não é por acaso que, agora, que ele é o homem escolhido para lidar com uma situação em que tais áreas terão prioridade de pauta. São, ao mesmo tempo, as mais urgentes e carentes por novas políticas. E o novo dirigente-mor tem as virtudes e qualidades corretas para implementá-las.

Será interessante ver como Silver se porta diante destes desafios originados pela NBA global e soberana que temos hoje. São desafios diferentes da “Era Stern”, mas que possuem especial significância para o futuro da liga que o antigo comissário deixa.

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  • Tom

    League Pass tem um valor aceitável. O que não é aceitável é a velocidade de conexão a internet no interior do Brasil. Por isso não assino o LP. Não vou pagar pra ver jogos travando e a conexão caindo toda hora. Infelizmente essa é a realidade do nosso país.

    Quanto as divisões acho errado acabarem. Tem muita rivalidade interna entre os times. Deixa do jeito que está q tá bom.

  • Maia-bucks

    Internet no brasil realmente NAO ajuda…

  • LFC

    Primeiro passo seria extinguir as camisas com mangas rsrs Muitas vezes deixei de assistir a um jogo quando um time joga com elas.
    Silver parece ser adepto da ideia de colocar patrocínios nos uniformes (estima-se que com isso, cada franquia receba cerca de US$ 100 milhões por temporada), resta saber como isso será feito.
    A ideia de acabar com as divisões não é tão ruim quanto parece. Sobre jogos na Europa, creio ser muito complicado.
    Outro ponto, que todo mundo tem interesse, é sobre uma possível mudança no draft (o que poderia evitar um tank). No entanto, não acho o sistema atual ruim (a loteria). Além disso, todos os novos tipos possuem vulnerabilidades.
    PS: não tem nada de ralação com o post (muito bem feito, diga-se), mas andei lendo fortes rumores que vinculam uma possível troca entre Lakers e Suns…Lakers recebia Emeka Okafor (Emeka Okafor – cujo contrato de 14,5 milhões de dólares expira ao final da temporada) e picks e o Suns ficaria com Pau Gasol (acho que a diretoria viu q o projeito tank fracassou e a equipe vai pros playoffs)

    • Bruno#L.A.Lakers

      Se for por picks de 1 rodada adeus Gasol !!

  • Jogador Estrela!

    Este careca não tem estofo. Tem que ir alguém com inteligência e autoridade para a frente da NBA. Este vai destruir a NBA.

    • Tom

      Po, o cara foi assistente do Stern por um bom tempo. Provavelmente está preparado para a função.

    • Espere ao menos alguns anos para ver a sua gestão e, assim, tirar alguma opinião com base em algum embasamento. Silver mal esquentou a poltrona do comissário.

      • Exagerei no “base em algum embasamento”…

      • Jogador Estrela!

        Mal começou já tem ideias maradas. Quer por 10minutos em vez de 12mins por quarto, parece que quer continuar a inovar as camisas com mangas e há boatos que as Divisões podem acabar. Por alto ele quer por NBA tipo futebol jogado com a mão.

      • Vinícius Maia

        Períodos de 10 minutos não são tão absurdos. Nos campeonatos de nível mundial organizados pela FIBA é assim. Quanto as divisões, também não vejo grandes problemas em acabar. Na verdade muitos (assim como eu) nem se lembram que existem divisões, lembram-se apenas que tem conferência leste e oeste

  • ele parece com o tropeço da familia Adams

  • Tom

    O principal desafio do Silver é fazer com que antes do campeonato começar cerca de dez times estejam cotados como candidatos ao título, assim como na NFL. Hoje, no máximo 4 times começam o campeonato com reais chances. Isso tira muito interesse do público.

  • Cleber

    Tomara que não tenha patrocínio nas camisas…pois ficariam horríveis…

  • Fabio Fontes

    Na parte da globalizaçao, acho viavel os times criarem times de desenvolvimento em outras partes do mundo, times afiliados e training camps.

  • FABIANO

    Gosto muito do site, leio praticamente todos os artigos, mas não costumo deixar comentários, mas neste tenho que deixar minha opinião, em outros países não sei como é a situação, mas no Brasil, a visibilidade de jogos na Tv é horrível!!! Passa dois jogos por semana na ESPN, isso quando não tem campeonatos de Tenis, que passam somente as reprises, e 1 jogo por semana no Space, ou seja, 3 jogos por semana!!! A NFL por exemplo, chega a passar 3 jogos no mesmo dia na ESPN, fora outros dias, inclusive em TV aberta, da qual a NBA não passa em NENHUM canal aberto, isso eu acho lastimável, nòs temos jogadores titulares em pelo menos 3 equipes da NBA, o povo brasileiro gosta de basquete, tem um mercado grande a ser explorado, e sò tem jogos por semana? Pra quem possui Tv a cabo? Se o cara quer ampliar a visibilidade da marca, tem que expandir e muito isso ai….
    Já fui assinante do League pass por duas temporadas, esse ano como Rose se machucou eu não comprei, pq gosto de ver ele jogando em especial, realmente não é um valor alto, mas como o amigo disse, nossa internet, principalmente do interior, trava muito e dificulta um pouco para ver os jogos em qualidade boa, precisamos da NBA em mais canais, principalmente nos abertos, e em mais dias e horários…

    • Jogador Estrela!

      Na França e em Portugal, a NBA só passa em canais a cabo. A sorte de Portugal é que tem NBA no canal a cabo + NBA TV. De vez em quando em Portugal há 3 jogos por dia.

      Mas atenção NBA TV é só uma operadora de Televisão que a tem o resto das operadores não têm.

      • Acontece que ao contrário de muitos países, no Brasil grande parte do povo não tem canais a cabo e nem intenção em comprar. Mesmo chegando a copa do mundo, pode-se ver nas pesquisas que a procura para se aderir a tv a cabo não é tão grande. Grande parte disso devido ao preço alto para a realidade brasileira.

  • Iuriritto

    Na sky tem um canal que passa 4 jogos por semana ,
    No space passa 1 e na espn 2 , assim eu vejo jogo
    Todos os dias !
    Porém quase todos são do MIAMI !

    • Tom

      Só falta o Sports+ ir para outras operadoras de TV a cabo.
      E falta tb a presença da liga na TV aberta!

      • Eduardo Saraiva

        esse canal parece que é propriedade da Sky, então não deve ir pras outras operadoras…

      • Tom

        O Sports+ é de um grupo de comunicação argentino. Não sei se eles tem relação com a Sky.

  • marquin

    O principal, q é resolver essa questão do DRAFT, não foi citado. Isso é muito mais importante do que se preocupar com mídias sociais, né?

  • O fim das divisões poderia ser uma boa, já que isso pode possibilitar a aparição de novas franquias (quem sabe, o retorno do Supersonics?)

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