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Postado em 7 fev 2014 às 23:46
Visita ao Departamento Médico #7

Kaio Kleinhans comenta o alto número de lesões que têm sido registradas na atual temporada da NBA

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Por Tiago de Vasconcelos

Nesta edição do “Visita ao Departamento Médico”, vamos discutir o grande número de lesões que vêm acontecendo na NBA e tudo que envolve isso – calendário, treinamentos e até a mentalidade de jogadores/dirigentes.

No esporte profissional, a cada dia vemos um número maior de contusões e atletas que não se lesionavam vem perdendo um número crescente de partidas nas últimas semanas. A grande pergunta que fica é: trata-se realmente de um aumento significativo ou estamos percebendo apenas porque mais jogadores importantes estão sendo as “vítimas”?

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Antes de começar a discussão, eis uma lista que resume os titulares e reservas importantes que já perderam jogos e desfalcaram seus times, além de um número aproximado de quanto ficaram fora de ação:

Armadores: Derrick Rose (fora da temporada), Nate Robinson (fora da temporada), Rajon Rondo (40), Steve Nash (40), Russell Westbrook (26), Steve Blake (26), Eric Bledsoe (25), Chris Paul (18), Deron Williams (16), Patrick Beverley (16), Raymond Felton (16), Jrue Holiday (14), Michael Carter-Williams (12), Jeremy Lin (dez), Brandon Knight (oito), Kemba Walker (sete), Mario Chalmers (seis), Mike Conley (cinco), Jameer Nelson (cinco), Ty Lawson (quatro), Tony Parker (quatro), Goran Dragic (três), Stephen Curry (três), Kyrie Irving (três), George Hill (três), Jeff Teague (dois), Brandon Jennings (dois) e José Calderón (um).

Alas-armadores: Kobe Bryant (42), Tony Allen (21), J.J. Redick (20), Jason Terry (16), Dwyane Wade (13), Bradley Beal (dez), James Harden (oito), Rodney Stuckey (oito), Tyreke Evans (sete), O.J. Mayo (sete), Manu Ginobili (sete), Marcus Thornton (seis), Avery Bradley (cinco), Dion Waiters (cinco), Arron Afflalo (cinco), Thabo Sefolosha (quatro), Eric Gordon (três). Kevin Martin (dois) e Joe Johnson (dois).

Alas: Danilo Gallinari (fora da temporada), Jeff Taylor (fora da temporada), Andrei Kirilenko (30), Michael Kidd-Gilchrist (20), Xavier Henry (17), Jimmy Butler (13), Andre Iguodala (12), Wilson Chandler (oito), Kawhi Leonard (oito), Shawn Marion (seis), Carmelo Anthony (seis), Shane Battier (seis), Paul Pierce (cinco), Trevor Ariza (cinco), Chandler Parsons (cinco), Gordon Hayward (cinco), Harrison Barnes (quatro), DeMar DeRozan (dois), Evan Turner (um), LeBron James (um) e Kevin Durant (um).

Alas-pivôs: Ryan Anderson (26), Tobias Harris (21), Amare Stoudemire (13), John Henson (11), Glen Davis (11), Ersan Ilyasova (dez), Anthony Davis (oito), Nenê Hilário (sete), Andrea Bargnani (sete), Pau Gasol (seis), Derrick Favors (seis), Terrence Jones (cinco), Kevin Garnett (cinco), Tim Duncan (três), Carlos Boozer (três), Thaddeus Young (três), Kevin Love (dois), Kenneth Faried (dois), Dirk Nowitzki (dois), Zach Randolph (dois), Jared Sullinger (dois), Chris Bosh (um), David Lee (um), Serge Ibaka (um) e Paul Millsap (um).

Pivôs: Al Horford (fora da temporada), Brook Lopez (fora da temporada), JaVale McGee (45), Omer Asik (30), Larry Sanders (26), Brandan Wright (25), Chris Kaman (24), Tyson Chandler (24), Marc Gasol (23), Nikola Vucevic (18), Jason Smith (17), Al Jefferson (nove), DeMarcus Cousins (sete), Nikola Pekovic (cinco), Anderson Varejão (três), Joakim Noah (dois), Kendrick Perkins (dois) e Enes Kanter (um).

Lesões da temporadaComo vemos acima, a lista de jogadores importantes que já perderam partidas neste ano é grande e muitos têm chances ou confirmação de que não entram em quadra mais na temporada. Os números totais são impressionantes: aproximadamente 2.400 ausências em partidas devido a lesões foram registradas na primeira metade da campanha. São 500 a mais do que em 2012-13 e 300 a mais do que a média da liga nos últimos dez anos.

A NBA foge do assunto sempre que questionada e nega em entrevistas que a atual temporada vem sendo a mais “danosa” para os jogadores, mas, a cada dia, mais reportagens e matérias são escritas sobre o assunto – o que evidencia um grande problema. As repetidas lesões de astros como Kobe Bryant, Derrick Rose e Russell Westbrook estão assustando os fãs da liga no mundo inteiro. Some-se a isso a falta que jogadores como Tyson Chandler, Andre Iguodala, Deron Williams, Rajon Rondo, Marc Gasol, Brook Lopez e Al Horford fazem para suas equipes e o assunto acaba se tornando inevitável.

É perceptível que mais atletas importantes estão ficando afastado das quadras e, com isso, todos na NBA acabam perdendo – seja em nível de jogo, em atratividade do produto para o público – afinal, os telespectadores querem ver grandes astros e seus jogadores favoritos na televisão – ou no próprio marketing da liga. Então, quem seria o vilão desta história? Dirigentes? Técnicos? Preparadores? Administradores da liga?

O calendário da NBA sempre será lembrado nesta discussão: são muitos jogos, muitas viagens e treinos. A rotina extremamente cansativa aliada ao jogo explosivo, físico de hoje faz com que aumente o risco de contusões dos jogadores pelo desgaste natural pelo corpo. E, quanto mais tempo ficam em quadra, mais impacto sofrem. Ou seja, mais lesionados.

Colocando mais alguns números “na mesa”, a NBA contabiliza uma média de 104 contusões significativas – aquelas que causam desfalques por dez ou mais partidas – nas últimas dez temporadas e já temos 76 delas na atual campanha. Lembre-se que acabamos de passar da metade do calendário da liga. E tenha em mente que, na última temporada completa, foram registradas apenas 88 lesões desta gravidade.

Prejuízo lesões NBAOs números vão além: cinco jogadores perderam 80 ou mais jogos na última temporada e, na atual, dez já perderam 40 partidas (equivalente a 100% da temporada até a data da coleta das estatísticas). Vários outros atletas perderam mais de 20 ou 30 partidas, o que também é uma quantidade bastante significativa.

Se os times perdem com a ausência dos seus craques dentro de quadra, o dano também é grande nos balanços e finanças da franquia. Confira ao lado o prejuízo aproximado das equipes em função das lesões dos seus atletas. Embora leve em conta apenas a primeira metade da temporada, o quadro mostra como alguns times têm sido muito prejudicados financeiramente pelas lesões – o que envolve, mais do que salários, quotas de patrocínio, publicidade e outras fontes de verba.

Outro fator que influencia indiretamente os números da tabela é o fato de jogadores serem poupados ou até terem seus retornos adiados por uma série de motivos (precaução, complicações, “tanking”), o que acaba inflando as perdas.

Um dos times que chamam a atenção no quadro é o Portland Trail Blazers: o time computa 40 ausências, mas 32 delas são acumuladas pelo calouro C.J. McCollum. Como ainda precisa consolidar um espaço na rotação, ele não fez muita falta à equipe (que está muito bem na temporada e se mantém como um caso bem sucedido na liga) e, por isso, o número alto de ausências não acarretou um grande prejuízo.

Os desfalques de atletas, ícones, ídolos são um grande problema para as franquias e o calendário é um vilão na luta dos times contra as lesões. Mas, por questões financeiras e até históricas, a chance de uma diminuição de jogos parece pequena. Então, caímos em uma nova pergunta: será que tem alguma forma de minimizar o problema em questão sem mudar o calendário, o número de jogos?

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  • rodrigohawks

    tem que se achar uma outra maneira mas diminuir os 82 jogos sou contra a liga e assim a decadas e uma marca dela não se pode mudar …. agora sou a favor de campeonatos e um unico ano …. tipo começando em janeiro e terminando em julho ou agosto …. pelo menos os jogadores passariam natal e ano novo em casa e ficaria bem mais organizado …

  • Tem que ter diminuição,de 82 jogos para uns 54,pq é cansativo demais,tudo bem que os times perdem $$,mas mesmo assim,é melhor do que ter lesões e prejudicar ainda mais o time.

  • Raphael Mascarenhas

    Não concordo com diminuição de jogos, e sim com uma regularidade maior do calendário. Por exemplo, o Lakers, se eu não me engano duas vezes, jogou 4 partidas em 5 dias. Depois, ficou duas vezes, 4 dias sem jogar. Não adianta vc da uma semana de descanso e na outra vc mandar o cara jogar todo dia. O campeonato dura 6 meses. Sou a favor de uma off-season mais curta, e de uma temporada regular mais longa, continuando com os 82 jogos, mas com um calendário melhor distribuído. Por exemplo, começando em novembro, e acabando em Maio em vez de Abril. Os playoffs aconteceriam em Junho e Julho, e teriam Agosto e Setembro inteiro pra descansar e a pré temporada em outubro (que é quase férias pros principais jogadores).

  • Eu acho que é um calendario mt grande, 82 partidas é algo mt absurdo.
    Eu tentaria algo como 60 partidas. Ta otimo, até pq, em qual outro campeonato do mundo as equipes jogam mais de 50 vezes na temporada?
    Isso prejudica demais os atletas, e por mais que é assim faz mts anos, o jogo hj nao é mais o msm de 10-15 anos atras, por isso sou a favor de uma mudança, pelo bem de td mundo

    • É mano, primeiramente parabéns mais uma vez, excelente matéria.
      Se a liga não quer fazer alterações as franquias teriam que desistir de playoffs e/ou títulos consecutivos, é só olharmos o Miami, depois de 3 temporadas chegando as finais, o time esta tendo que poupar sua temporada para conseguir se manter vivo na pós-temporada, infelizmente vivemos em um mundo onde o dinheiro fascina as pessoas e transforma caráter, então é difícil imaginar alguém com coragem de ajudar os jogadores e as franquias, porquê alterações como essas transformam tudo, principalmente a forma de gerenciar os patrocínios, risco que ninguém quer assumir.

  • eu acho que deveriam aumentar os intervalos dos jogos ,aumentar em pelo menos uns 20 dias a temporada regular e diminuir alguns dias da pré temporada ,assim ao menos os times teriam um tempinho a mais pra recuperar seus jogadores entre uma partida e outra e eu acho que os times deveriam parar de jogar duas noites seguidas com mt frequencia ,enfim o que eu acho que pega pesado são os excesso de jogos por dias seguidos ,isso é que exige demais e prejudica a NBA !!

    • Tiago

      Boa..isso mesmo.
      Temporada mais longa, com o mesmo número de jogos.
      É até óbvio que repouso faz com que os atletas regenerem-se dos desgastantes jogos/viagens.
      Quando os caras não estão jogando estão dentro de um avião viajando ou em um hotel..
      Tem alguma questão que impede (à princípio) a liga de extender a temporada e não sei o que é..talvez conflito com outros esportes de grande audiência nos EUA

  • Luiz Henrique Santos

    Aumenta o calendário com mais meses e o mesmo número de jogos, com rodadas únicas (todos jogam) 3 ou 4 vezes por semana, atualmente tem jogo todo dia, fica difícil até para os fãs acompanharem todos os jogos, mesmo com TV e internet fixa as rodadas por exemplo no Sábado, Quarta e Sexta todo mundo já vai saber que nestes dias tem NBA, ficar melhor para a TV transmitir, Para os fãs acompanharem, para a venda de ingressos…

  • Carlos Eduardo

    Será que a liga só vai agir quando o monstro fisicamente LeBron James perder muitas partidas por lesão? Porque pra mim quando chegar ao ponto desse cara se lesionar grave, é porque a situação é péssima!

  • Thiago

    O calendário é grande? Sim, mas é ilusório pensar que vão diminuir o número de jogos simplesmente pq os time perderiam dinheiro. A solução talvez fosse estender o calendário, aumentar em 1 ou 2 meses, proporcionar um maior descanso aos jogadores, isso é viável. Outra solução seria impor uma limitação ao tempo de jogo de cada jogador, por exemplo, ninguém pode passar de 30 minutos. Ao meu ver essa seria uma solução muito interessante! Aumentaria a possibilidade de efetuar estratégias em que se coloca os principais jogadores em quadra e também aumentaria o tempo dos reservas em jogo, que em geral é limitado. Só de diminuir o tempo de jogo das principais estrelas ao meu ver já ajudaria na prevenção das contusões.

    • Tiago

      Limitar tempo de jogo por jogador..
      Não viaja mano..

  • PH

    Podia manter os 82 jogos, mas podiam dar uma esticada no calendário, sei lá… em vez de ser de 30 de Outubro a Abril, ter 1 mês a mais, ou acabar com os back-to-backs se for possivel

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