logo lance
undo
Nacionais
Internacionais
Leste
Hawks
Celtics
Nets
Hornets
Bulls
Cavaliers
Pistons
Pacers
Heat
Bucks
Knicks
Magic
76ers
Raptors
Wizards
Oeste
Mavericks
Nuggets
Warriors
Rockets
Clippers
Lakers
Grizzlies
Timberwolves
Pelicans
Thunder
Suns
Blazers
Kings
Spurs
Jazz
Postado em 11 dez 2015 às 18:13
Não é tão fácil, Mikhail!

Ricardo Romanelli recapitula gestão do magnata Mikhail Prokhorov no Brooklyn Nets

Compartilhe nosso conteúdo!
Envie por email!
Compartilhe no Google+ Google +
Tweet esse post! Twitter
Compartilhar no Facebook! Facebook
Por Redação Jumper Brasil

O bilionário russo Mikhail Prokhorov comprou o New Jersey Nets prometendo novos tempos, em 2010. Na época, a equipe alternava temporadas ruins e regulares desde as duas finais disputadas no início do século, sob a liderança de Jason Kidd. Um misto de elencos fracos e pouco interesse do público fizeram a proposta do magnata boa demais para ser recusada pelos antigos donos. O juramento de grandes injeções de capital e investimento fizeram a proposta boa demais para ser recusada pelos torcedores.

A empolgação foi enorme e não poderia ser diferente. Estavam nos planos uma mudança do time para o Brooklyn – local de grande concentração de fãs de basquete – com uma arena bilionária e até o rapper Jay-Z tornou-se dono minoritário da franquia. De repente, o Nets era cool e o sucesso parecia inevitável. Parecia impossível dar errado. Mas deu.

Deu errado por uma sucessão de equívocos. O começo foi quando, ao chegar, Prokhorov decidiu trocar Rod Thorn por Billy King na gerência geral do time. Thorn não era nenhum gênio, mas tinha grande experiência com o Nets (10 anos) e montou o elenco bicampeão de conferência. Com a mudança drástica, seria prudente manter um dos baluartes do antigo time por perto para uma transição mais suave. Longe disso. Ele ainda o substituiu por Billy King, alguém que faz o ex-GM parecer um dos mais habilidosos executivos da liga.  

A grande maioria das decisões de King nos últimos cinco anos foi altamente reprovável. Ele trocou todas as escolhas de primeira rodada de draft do Nets até 2019 por atletas que, em grande parte, já não integram o elenco. A franquia apostou (erroneamente) em Deron Williams, desmotivado e sem compromisso, para ser sua principal referência. Trouxe os veteranos campeões Kevin Garnett e Paul Pierce por um caminhão de ativos para liderar um experimento desastrado com o recém-aposentado Jason Kidd como técnico em 2013. O ex-armador evoluiu bastante como treinador no jovem Milwaukee Bucks, mas não tinha condições de comandar um time veterano com a pressão de chegar aos playoffs saindo da carreira de atleta.

O comando técnico, aliás, foi outro aspecto muito trocado também na gestão de Prokhorov/King: Avery Johnson, P.J. Carlesimo, Kidd e, agora, Lionel Hollins passaram pelo cargo de treinador com filosofias bem distintas desde 2010. Isso, em um time passando por várias transformações (atletas, nome, direção, arena e cidade), ajudou tudo a ficar ainda mais sem identidade.

Prokhorov e Billy King

Todos os erros podem ser atribuídos, em última análise, ao russo. Sua intenção era boa: desejava liderar um processo de mudança que levaria o Nets de volta ao topo da NBA. Ocorre que falhou grandiosamente na execução com sua megalomania e criou um elenco pouco coeso em quadra, sem pontos de união ou objetivos comuns. Ele assumiu uma franquia sem ter qualquer noção de como atingir o sucesso a nível de NBA e cercou-se dos piores conselheiros possíveis.

A perspectiva para o Nets é muito ruim em curto prazo: o time possui pouquíssimos jogadores com mercado para tentar alguma troca e não tem jovens promessas ou a perspectiva de escolhê-los via draft. Ocupa a vice-lanterna do Leste, à frente apenas da pior equipe da NBA, o Philadelphia 7ers. É hora de Prokhorov fazer o que deveria ter feito desde o princípio: investir em um projeto em longo prazo para orientar suas ações de negócios e basquete.

Considerando a disponibilidade de investimento que tem e o mercado em que está inserido, o Nets tem um potencial gigante. Para alcançá-lo, porém, precisa de bons movimentos e cercar-se das pessoas certas – como seu vizinho New York Knicks fez ao contratar Phil Jackson. É isso que o bilionário precisa entender: ficou no passado a época em que dinheiro, um bom mercado e correr riscos garantiam sucesso. Na NBA atual, é primordial planejamento e execução durante anos. Esta é uma lição que, por exemplo, serviria também ao Los Angeles Lakers.

Deixamos aqui, por ora, apenas o desejo de que Prokhorov tenha aprendido que não é tão fácil vencer na liga. Mais do que dinheiro, é necessário construir um ambiente vencedor em torno de filosofia e elenco coerente. Esperamos também que ele não tenha desanimado de fazer grandes investimentos e apostas no Nets, pois a NBA carece de mais donos que invistam no negócio. Isso é muito bom para o esporte e, justamente por isso, precisamos de modelos de sucesso com esse perfil. Para que outros se encorajem a fazê-lo.

  • Lucas Ottoni

    O grande problema do Nets é justamente a falta de ativos. Os caras desperdiçaram várias escolhas valiosas de draft e montaram elencos geriátricos nos últimos anos. Esse é outro time, que apesar do ótimo mercado, vai penar na NBA, assim como o Lakers.

    Mas há casos piores. Times que têm péssima gestão, elencos bisonhos e mercado menor, como Sixers, Pelicans, Nuggets, etc…, terão ainda mais dificuldades. O Nets tem grana e mercado gigante. Pra eles, só falta uma coisa: COMPETÊNCIA.

    • Rodrigo Morais

      Tentar acelerar as coisas é sempre um problema, tira por exemplo o pelican podia ter no time hoje o Noel no lugar do Asik e o Payton no lugar do Holiday, não que sera hoje melhor do que é, mas teria um futuro bem mais otimista.

  • Rubem Figueira.

    Problema do Lakers é so o Kobe se aposentar..Russell hj fez 1 otimo jogo..jogou como todos esperamos…acho q o time tem umas boas pecas.. No caso do meu Sixers…Caso tudo corra de forma positiva, para o início da próxima temporada, a franquia vai contar com Nerlens Noel, Jahlil Okafor, Joel Embiid, Dario Saric, Robert Covington, Jerami Grant e, pelo andar da carruagem, pelo menos uma escolha top 3 do próximo Draft. Se somarmos a isso o cap space de cerca de US$ 65 milhões, o cenário fica ainda mais favorável. Resta apenas saber até que ponto Jerry Colangelo terá voz ativa no sentido de estabelecer outro tipo de mentalidade…e que eu saiba Philadelphia é 1 dos maiores mercados da Nba…

    • Alisson-Bulls

      Que q tem haver o lakers aqui

      • Rubem Figueira.

        Era pra botar no comentario do lucas abaixo como resposta.

  • Anderson Tomás

    O grande problema dos caras foi o investimento a curto prazo que é uma espada de dois gumes. O planejamento a curto prazo sempre vem acompanhado de riscos. Falando de um passado mais recente dos caras ( estou me referindo a dentro da quadra) , quem diria que Joe Johnson e D -Williams pudessem “esquecer” de jogar Basquete ? Brook Lopez estar mais no Departamento Médico que o próprio médico, e KG e PP dar retorno tanto de marketing como dentro da quadra quase zero?

    Mandar Avery Johnson embora foi uma sacanagem . Realmente o tempo nos mostrou que teve incompetência, mas o azar que geralmente anda junto do mesmo, foi bem enfático.

    Salvem o Estado de Nova York.

© Copyright Jumper Brasil 2007-2017 - Todos os direitos reservados