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Postado em 31 jan 2016 às 13:19
Blazers, o destruidor de previsões

Gustavo Lima analisa a surpreendente campanha do time de Portland

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Por Gustavo Lima

O Portland Trail Blazers talvez seja a maior surpresa desta temporada. Se nas previsões, inclusive do Jumper Brasil, a equipe do Oregon era considerada carta fora do baralho por causa da reconstrução do elenco, na prática estamos vendo um time aguerrido e que vai brigar até o fim para chegar aos playoffs. Se a temporada regular terminasse hoje, o Blazers iria para a pós-temporada com a oitava melhor campanha da conferência Oeste (22 vitórias e 26 derrotas).

Saíram peças importantes como LaMarcus Aldridge, Wesley Matthews, Nicolas Batum e Robin Lopez. Todos titulares e jogadores consolidados da NBA. Só restou Damian Lillard do quinteto inicial das últimas temporadas. E o técnico Terry Stotts, que levou a equipe à pós-temporada nos últimos dois anos, foi mantido para o projeto de reformulação.

Admito que fui um daqueles que acharam que o Blazers brigaria pelas últimas posições do chamado “Oeste selvagem” e que “tankaria” ferozmente. Também pudera. Perder quatro titulares e suprir essas ausências com jogadores considerados de segunda e terceiro escalões não motivou muita gente a acreditar no time de Portland. Mas uma das graças do esporte é quando ocorre a surpresa, quando prognósticos são derrubados. É o que o esse Blazers, time com a folha salarial mais baixa da NBA (US$ 45,6 milhões), está fazendo. Em 2015/16, o time já angariou vitórias contundentes contra Cleveland Cavaliers, Oklahoma City Thunder e Los Angeles Clippers, equipes consideradas postulantes ao título.

Lillard, aos 25 anos, é o patrão do time de Portland em quadra. Ele assumiu o protagonismo com a saída de Aldridge e não decepcionou até o momento. O armador é o líder da equipe em pontos (24.3), assistências (7.0) e bolas de três pontos convertidas (123). Aliás, as médias dele em pontos e assistências são as melhores da carreira. Lillard é o sexto maior pontuador da temporada e o oitavo em passes decisivos na liga, o que comprova que ele não é um armador limitado a ser cestinha.

E o companheiro de Lillard no backcourt é, na minha humilde opinião, o mais forte candidato a MIP (Jogador que Mais Evoluiu). C.J. McCollum, de 24 anos, desabrochou na liga, após duas temporadas amargando a reserva. Habilidoso e com repertório ofensivo de dar inveja, ele é o segundo cestinha do time (20.7 pontos) e o líder em aproveitamento nas bolas de três pontos (39.2%) e roubadas de bola (1.1), além de ser o 16o maior pontuador da liga. Sua média de minutos em quadra subiu de 15:41 para 35:07, o que já faz dele um jogador indispensável ao time. McCollum está mostrando consistência nos jogos e que não sente o peso de ser a segunda arma ofensiva de uma equipe em reconstrução.

Lillard e McCollum formam o segundo backcourt mais pontuador da temporada (45.0 pontos), atrás apenas dos “Splash Brothers” Stephen Curry e Klay Thompson (50.8 pontos). A dupla funciona muito bem porque ambos são capazes de criar o próprio arremesso e distribuir a bola. Quando Lillard descansa, McCollum permanece em quadra. E vice-versa. Ou seja, o Blazers sempre tem ao menos um deles em quadra para comandar o ataque.

Quanto aos outros titulares, vale dizer que Al-Farouq Aminu, de 25 anos, foi contratado justamente por sua energia e disposição defensiva. Com Lillard e McCollum incumbidos de serem as principais peças ofensivas, era preciso trazer um ala que fosse um bom marcador. E Aminu está cumprindo bem o papel que lhe foi proposto. Você sabia que ele é dono do maior salário do time na temporada (USS8 milhões)? Os outros dois titulares do Blazers – Noah Vonleh e Mason Plumlee – formam um garrafão improvável e limitado ofensivamente. O primeiro ainda é muito cru e está crescendo de produção aos poucos. Mas temos que dar um desconto a Vonleh, afinal ele tem apenas 20 anos. Já Plumlee (25 anos), campeão mundial pela seleção norte-americana, em 2014, (sempre bom lembrar disso) é um pivô que não é especialista em proteger o aro, mas também não é uma negação nesse quesito. Ele vem sendo importante nos rebotes (líder do time nessa estatística, com média de 7.9) e nos passes (terceiro melhor do time em assistências, com média de 2.8), além de mostrar muita entrega quando está em quadra. Plumlee é um ótimo passador para um cara de 2,11m de altura, e só precisa aprimorar seu jogo de costas para a cesta para se tornar mais efetivo no ataque.

Complementando a rotação do time de Portland, temos o ala-armador Allen Crabbe, os alas Gerald Henderson e Moe Harkless, o ala-pivô Meyers Leonard e o pivô Ed Davis. Crabbe (23 anos) é o terceiro cestinha da equipe (11.3 pontos) e peça importante vinda do banco para ajudar o setor ofensivo. A temporada dele realmente está acima da expectativa. Henderson e Harkless brigam por minutos, mas nenhum deles chamou a atenção em Portland até agora, tanto que, provavelmente, devem deixar a equipe ao final da temporada (ambos têm contratos expirantes). Já Leonard (23 anos), que começou a temporada como titular na posição 4, é um big man que espaça a quadra com seus chutes de média e longa distância, e também tem bom passe. A mudança de Stotts foi acertada, pois Leonard rende mais vindo do banco. Mas é bom dizer que ele ainda mostra inconsistência. Fechando o time, Davis (26 anos) é o cara para fazer o trabalho sujo no garrafão. Ele é o segundo reboteiro do time (7.2) e, assim como Plumlee, atua sempre com muita garra.

Vale ressaltar o grande trabalho de Terry Stotts à frente da equipe de Portland. Mesmo com um elenco muito pior que o dos anos anteriores, e com um time titular com média de idade de apenas 23.8 anos, ele está levando o Blazers a uma improvável pós-temporada. Perder uma estrela (Aldridge) e três titulares de bom nível (Matthews, Batum e Lopez), não trazer nenhuma peça de reposição confiável e ainda deixar o time na zona de classificação para a pós-temporada é para aplaudir o trabalho de Stotts, que comanda o Blazers desde 2012. Arrisco-me a dizer que ele merece uma menção honrosa no prêmio de técnico do ano. No time de Portland, todos têm os papéis bem definidos. Times bem treinados são assim. E Stotts ainda dá confiança aos seus comandados. Nas mãos dele, McCollum, Aminu, Crabbe e Leonard melhoram seus desempenhos. Vonleh, por ser o mais novo da turma, está demorando mais a se desenvolver, mas a tendência é que siga o mesmo caminho dos companheiros.

O jovem e reformulado Blazers tem o décimo melhor ataque da liga (média de 102.2 pontos), e ainda é o quarto em bolas de três convertidas por jogo (10.1), o quinto em rebotes (46.1) e o sétimo em eficiência ofensiva (107.1 pontos por 100 posses de bola). Nada mal, nada mal. Ah, e esse time está surpreendo tanto nesta temporada que o fantasma das lesões parece que não ronda mais a cidade de Portland. Que continue assim. Não quero nem pensar no que o Blazers poderia ter conquistado se tivesse Greg Oden e Brandon Roy saudáveis…

Mesmo que, no fim das contas, o time não consiga a classificação para os playoffs (a batalha contra Utah Jazz, Sacramento Kings e New Orleans Pelicans pela oitava vaga no Oeste promete ser feroz até o fim da temporada regular), o torcedor do Blazers deve ficar orgulhoso de sua equipe. Na primeira temporada após a saída de quatro titulares, o time está demonstrando que tem valor e que a base jovem pode trazer resultados ainda melhores em um curto espaço de tempo. 

Na próxima temporada, o Blazers terá cerca de US$ 40 milhões de espaço na folha salarial para utilizar no mercado de agentes livres. Essa equipe com mais dois, três reforços de bom nível pode fazer barulho em 16/17. Que o bom trabalho da franquia de Portland possa servir de exemplo a algumas equipes como Philadelphia 76ers e Minnesota Timberwolves, que parecem que estão num rebuild eterno.

  • Esteferson Matos

    Lillard evoluiu mais ainda nessa temporada, vem conduzindo o time mediano do Blazers a oitava colocação do Oeste.

  • Lucas

    Esperava o Pelicans bem melhor que o Blazers ,mas o jogo se inverteu.

  • Olavo #RipCity #Emerging

    Pra mim, essa tamanha “surpresa” do público em geral vem pelo fato de poucas pessoas realmente acompanharem o Blazers, com todo o respeito. Até por isso achei incabível colocarem o Blazers na última colocação do Oeste, como foi a previsão do Jumper aqui.

    É claro que eu também não imaginaria o time estar nessa posição hoje, mas ai tem uma parcela também dos times que vêm decepcionando esse ano. Ninguém imaginaria que, hoje, Kings e principalmente Pelicans iriam ter os recordes que possuem hoje. Então, no caso de uma situação “normal” (pelo menos do Pels) o Blazers iria estar justamente no tipo de posição que eu imaginei no começo do ano, 9º, 10º, 11º colocado.

    E, pra mim, isso nunca foi ser otimista demais. Fazer o caso de que o time seria melhor que Lakers, Wolves e Nuggets era fácil, porque o Blazers já possui um jogador (Lillard) que é melhor que qualquer um que jogue nesses times, então pelo menos ele iria conseguir algumas vitórias por time esse ano, o que já aconteceu algumas vezes. E ai você adiciona mais o CJ, que sempre foi um cara que possuía um talento acima da média no ataque e que o único problema dele era ganhar as oportunidades, mais a chega de alguns Role Players que podem ajudar, caso de Aminu e Plumlee, e ainda possuir, na minha opinião, um dos melhores treinadores da liga no Stotts, pra mim ficava bem claro que o time iria conseguir fazer uma temporada, no mínimo, decente e ficar na faixa intermediária da Conferência.

    Ainda tenho minhas dúvidas se o time iria ou não “Tankar” pós ASG (Pra salvar o Pick desse Draft, o time iria precisar ficar fora dos Playoffs. Caso contrário, a pick vai por Nuggets como parte da troca pelo Afflalo), mas também não me importaria em ver o time brigar pra valer por essa vaga. É sempre bom motivar os jogadores a vencer, em vez de criar uma mentalidade perdedora. Qual for a opção do time no futuro, estarei de acordo.

    • Gustavo Freitas

      Olavo, a decisão final de colocar o Blazers em 15° no Oeste foi minha. Primeiro, houve uma votação entre os participantes da reunião. Eu perguntava a cada um deles e todos foram unânimes em dizer que o Blazers seria o 15°.

      Isso foi feito com todos os times, mas no dia das postagens, eu remodelei um pouco a lista, de acordo com o que eu achava.

      Mas é isso.

      • Olavo #RipCity #Emerging

        Tranquilo, Masto. Opinião é opinião. O time ainda estava sem cara naquela época também, foi meio que um tiro no escuro. A maioria das pessoas que tinham essa percepção que o time iria ser melhor do que aquilo que esperavam eram torcedores mesmo, que estão sempre acompanhando.

        • Gustavo Freitas

          Sim, claro. E esse tipo de “surpresa” é a que a gente mais gosta. Quebrar a cara assim é legal. haha

      • Luca

        É lógico que foi sua, sabe porra nenhuma de basquete.

      • DamonHeat

        galera dando uma de mãe diná kkkkk
        no inicio da temporada 90% apostava que o blazers seria um dos piores time do oeste. Eu era um desses.
        Coisa que não aconteceu.

    • Olavo, que impacto esse time teria se somente o LaMarcus tivesse ficado?
      Lillard, McCollum, Aminu, Aldridge e Plumlee? (Supondo que fosse possível, claro)

  • Leo R.

    O backcourt que mais gosto atualmente da liga. Disse que McCollum vinha forte pro MIP antes da temporada começar, e por enquanto vem se concretizando. Henderson, quando chegou, além da experiência achei que viria a ser o 6th men do time, mas não vem nada bem. Blazzers vem fazendo um ótimo trabalho, com bons valores e cap sobrando pra trazer bons jogadores que venham para realmente melhorar a qualidade do time. A oitava vaga no Oeste, seja com qual dos 4 ficar, estará bem representada. Me arrisco ainda a apostar no Kings, apesar da inconsistência. E em relação a Lillard, no meu gosto, viria atrás apenas de Curry e West. Cp3, Wall e Rondo são gênios, mas prefiro o estilo de jogo dos outros anteriormente citados.

  • Rafael Victor

    Sempre gostei do Blazers, por causa desse logo estranho deles, na época que o Pippen passou por lá mais ainda! Temporada passada apostava que iam roubar a cena nos Playoffs, mas o time sofreu com as lesões, nessa temporada fico feliz em ver que não tem tank porra nenhuma e tão jogando pra valer, com o Chorão destruindo e o CJ McCollum aproveitando a oportunidade pra mostrar o jogador que é, tomara que a reconstrução siga por esse caminho até o final e futuramente montem um time pra disputar o título!

    Teria sido legal ver o Timberwolves fazendo a mesma coisa nessa temporada, mas…

  • Rodolfo Ribeiro

    Com esse CAP aí eles vão fazer um estrago na próxima temporada.. Olho no time do chorão.

  • Tárcio

    O Time é bem limitado.
    Mas tem um belo treinador um craque e alguns caras que contribuem para a campanha boa. Em menor escala, mas é o mesmo que acontece com o Mavs.

  • O Oeste Selvagem, não é mais tão selvagem assim né…e só por isso o Blazers iria pros offs nesse momento, já que tem campanha negativa.
    Então não sei até que ponto o Blazers é uma surpresa positiva…ou a conferencia é uma surpresa negativa.

  • Penisvaldo

    o time do portland em 2011 se estivesse saudavel era time para brigar por titulos
    Felton/Andre miller
    Brandon Roy/Wesley mathews
    Gerald wallace/Nicolas batum
    Lamarcus Aldridge/j.j hickson
    Marcus camby/Greg oden
    timaço, a cidade pode ficar orgulhosa dessa equipe, esta fazendo bonito, diferente de wolves que desde que acompanho nba nao vao para os playoofs isso e vergonha demais. o time nunca briga por nada

  • Elber Sampaio

    Ninguém apostaria nesse time antes da temporada começar e pra mim também ficaria de maos dadas com Lakers na lanterna. O Tank parecia o melhor caminho e ainda pode ser uma opção, pra aumentar ainda mais as expectativas pra proxima temporada.

  • Um fator precisa ser levado em consideração pra campanha do Blazers — a divisão Noroeste. Como eu previa ela se nivelou muito competitiva e o time de Oregon pode contar com o fato de jogar contra: Jazz, Nuggets e Timberwolves mais vezes que os outros times e isso faz muito bem pra sua campanha.

  • Danilo Félix

    Por acompanhar MUITO o Portland achei sempre exagerado colocá-lo como 15º do oeste. Achava que o Blazers ficaria sossegado em 9º, mas a queda dos Pelicans mudou um pouco o cenário (nunca acreditei no Kings, não pelo talento, mas por acreditar que esse time vai se auto-destruir nos vestiários). Agora eu vou discordar da análise da reposição em Portland. Na minha opinião, apenas LaMarcus Aldridge não teve substituto à altura.
    O que eu vi foi a mídia subestimar demais os jogadores que o Portland trouxe. Nunca entendi no que o Mason Plumlee, por exemplo, fica devendo ao Robin Lopez. Inclusive Plumlee é um jogador muito mais inteligente em quadra.
    No fim da temporada passada Leonard e McCollum deram claros sinais de crescimento. Então Matthews faria falta na defesa, mas CJ tinha condição de criar mais impacto no ataque e compensar, como vem fazendo, uma eventual saída. Quem acompanhou a temporada regular dos Blazers viu ainda que chegaram aos playoffs apesar do Batum. Temporada ridícula do francês, apesar das boas médias de assistências e rebotes. O cara simplesmente não era confiável e não estava compensando na defesa. Só Aldridge mesmo, que é all-star, que saiu e deixou ainda um espaço vazio para um “big” pontuador.
    Enfim. Talvez seja hora de dar um pouco de crédito a certos times que não aparecem tanto nas transmissões da ESPN e Sportv. rs

  • Alysson Alberto Elias

    Blazers sim tá mandando bem, com a dupla de gêmeos Lillard e McCollun. A enganação do oeste continua sendo o Pelicans, que todo mundo sempre aposta e nunca chega.

  • Boa campanha visto o jovem elenco que tem em mãos, o Blazers está surpreendendo muita gente, inclusive eu, mérito de Lillard, McCollum e cia…mas principalmente do Terry Stotts, muito bom técnico que não deixou a equipe se perder na temporada e está colocando em prática bem o que aprendeu com Carslile no Mavericks, muito bom técnico…

  • CLM Lakers

    E ainda arrebentou com o cap do OKC oferecendo aquele contrato horrível pro Kanter.

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