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Postado em 21 ago 2016 às 11:02
Jumper Brasil Discute – Basquete Nacional

Integrantes do site opinam sobre situação e futuro da modalidade no país após Rio-2016

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Por @vinidonato

Brasil Rio-2016

A seleção brasileira não conseguiu. Com duas vitórias em cinco partidas, a equipe do técnico Rubén Magnano não foi além da fase de grupos no torneio olímpico e despediu-se precocemente do Rio-2016. O sonho de uma medalha, que chegou a ser forte em alguns momentos, acabou bem cedo. E agora, de onde partimos e para onde vamos?

O Jumper Brasil convoca cinco de seus integrantes e abre espaço para um debate sobre o presente e o futuro do nosso basquete. Como melhorar a qualidade da modalidade no país após os Jogos Olímpicos? E que tipo de “marco” representa as Olimpíadas, afinal? Nosso pessoal opina – e aguardamos seus comentários também:

 

1- A seleção brasileira de basquete foi eliminada na primeira fase das Olimpíadas. O que deu errado desta vez para nossa seleção?

Gabriel Farias – O grupo não era dos mais favoráveis, com cinco boas seleções para quatro vagas. A seleção brasileira recuperou a condição de enfrentar qualquer adversário, e poderia tanto ganhar os cinco jogos quanto vencer apenas a Nigéria. Durante os jogos, a defesa no perímetro foi falha e colocou o Brasil em situações difíceis durante toda a competição. Apesar da épica vitória sobre a Espanha nos últimos segundos, a equipe de Ruben Magnano não se sente à vontade na hora de fechar as partidas.

Gustavo Lima – Mais uma vez, o Brasil pecou nos momentos decisivos das partidas. Responsabilidade dos jogadores e do treinador Rubén Magnano. O Brasil mostrou despreparo técnico e mental tanto para iniciar bem quanto para finalizar as partidas. Poderíamos perfeitamente ter batido a Croácia e a Argentina. Sinceramente, não devemos nada às quatro seleções que se classificaram no grupo, tanto que derrotamos a mais forte delas (Espanha). O Brasil desperdiçou uma chance de ouro para trazer o basquete de volta ao gosto popular.

Gustavo Freitas – Várias coisas. Acho que, principalmente a insistência em jogar com uma formação alta, quando alguns adversários apostavam em times baixos, foi um dos problemas graves. É não enxergar o que está acontecendo ao seu redor. O jogo contra a Argentina é um exemplo claro disso. A convocação também ficou a desejar. Eu sei que Anderson Varejão e Tiago Splitter estavam machucados, mas era realmente necessário levar um terceiro armador, sendo que ali estavam Leandrinho e Benite? Eu sei que esses dois jogam em posição diferente, mas em algum ponto da carreira foram armadores. Faltou, por fim, utilizar mais Nenê e Augusto Lima no ataque. Não ao ponto de o time ficar unidimensional, mas para fazer o outro time dobrar mais, abrir espaços e fazer o adversário “gastar” mais as faltas.

Vinicius Donato – Existe um lado otimista, se olharmos os resultados. O Brasil esteve próximo de vencer quase todas as partidas e faltou, no geral, alguém para assumir a responsabilidade de fechar esses jogos. E se não entregássemos de bandeja aquela partida para a Argentina, poderíamos chegar bem mais longe. Mas a realidade é outra, e bem mais dura. O Brasil ficou em quinto lugar de um grupo que só teve a Espanha avançando às semifinais. Estávamos em casa e tínhamos a vaga nas mãos em certo ponto. Fora o passeio que tomamos da Lituânia, uma equipe que sofreu alguns passeios posteriormente na competição.

Ricardo Stabolito Jr. – Do ponto de vista dos resultados, nada. Nós tínhamos um grupo complicado, vencemos duas partidas e tivemos chances de vitória em todas as outras. Eram cinco times para quatro vagas desde o começo, então o resultado foi natural. Do ponto de vista de performance, eu acho que muita coisa. Para ser sucinto, o Brasil não pareceu um time particularmente bem treinado.

 

2- Quais jogadores você destacaria positivamente nesta campanha? Houve decepções?

Gabriel Farias – Nenê foi o grande jogador da seleção brasileira durante os Jogos Olímpicos. Com as ausências de Tiago Splitter e Anderson Varejão, o pivô dominou o garrafão ofensivo e defensivo, batendo de frente com grandes nomes da posição. Pode ter faltado técnica, mas Nenê foi gigante na atitude, trouxe a torcida para a quadra e não se escondeu. Apesar de reservas, Raulzinho, Giovanonni, Benite e Felício contribuíram muito mais que o esperado durante as rotações e merecem créditos. Leandrinho não se encaixou no sistema de muitas mudanças e jogo coletivo no “5 contra 5”. seus melhores momentos foram quando a partida permitiu que o ala mostrasse sua qualidade na individualidade. Rafael Hettsheimeir teve uma grande oportunidade nas ausências de Varejão e Splitter, mas não mostrou porque foi escolhido por Magnano como titular.

Gustavo Lima – Nenê foi o grande destaque do Brasil e um dos melhores jogadores do torneio. Chamou a responsabilidade e exerceu bem o papel de líder da seleção brasileira. O incansável Alex foi outro jogador com bom rendimento, apesar do lance em que se precipitou e tentou ser herói contra a Argentina. As decepções para mim foram Leandrinho, considerado nosso melhor arremessador, que teve um desempenho pífio nas bolas de três pontos (14% de aproveitamento), e Marquinhos, talvez o principal jogador atuando no país nos últimos anos, que simplesmente sumiu em alguns jogos.

Gustavo Freitas – De cara, acredito que tenham sido Nenê, Alex, Augusto Lima e Vitor Benite. Do outro lado, faltou um pouco do Leandrinho, exceto em determinados momentos. Raulzinho precisa evoluir e rápido em como pensar o jogo. Ele corre ou pensa. Os dois, ele não faz bem, embora seja ótimo defensor.

Vinicius Donato – Destaco as atuações de Nenê que, apesar de não terem dado a classificação ao Brasil, resgataram (ou construíram) o prestígio dele com o torcedor. Guilherme e Benite superaram as minhas expectativas. Rafael Hettsheimeir deveria ser o nosso “quatro aberto”, aquele jogador de garrafão que abre e mata a bola de três pontos, mas não funcionou. Leandrinho foi muito inconstante e o Brasil precisava que ele fosse o grande jogador dessa equipe ao lado de Nenê.

Ricardo Stabolito Jr. – Nenê é o nome óbvio que vem à cabeça. A forma como ganhou a torcida após sua história conturbada com a seleção foi a grande história do basquete brasileiro no Rio – infelizmente, abafada pela eliminação precoce. Alex é sempre um destaque entre os veteranos, enquanto Vitor Benite e Augusto Lima finalmente se consolidaram como peças para o futuro da seleção.

 

3- Como você avalia o trabalho do técnico Ruben Magnano nestas Olimpíadas e durante todo o tempo em que esteve no cargo?

Gabriel Farias – Magnano teve êxito incontestável nas primeiras duas partes de seu projeto. Reuniu um grupo, levou a seleção brasileira de volta aos jogos olímpicos e manteve seu time no nível de competição necessário para desafiar outras potências do basquetebol, assim como esperávamos há anos. Porém, o trabalho começou a cair com a pífia participação na Copa América 2015 e desentendimentos com atletas da NBA por conta da antiga história de dispensa. Magnano convocou uma EQUIPE para os jogos olímpicos com a intenção de rodar todos os atletas durante as partidas. A estratégia permitiu ao técnico explorar cansaços dos adversários e mudar o rumo de partidas com diferentes formações. Por outro lado, a estratégia tirou o ritmo dos atletas, e causou o efeito de “esquecer” jogadores no banco de reservas em momentos importantes.

Gustavo Lima – Não gostei do trabalho do Magnano no Rio. Errou diversas vezes em escalações e rotações. Nenê marcando Nocioni contra a Argentina? A segunda unidade joga bem, e o que o Magnano faz? Mantém a formação que foi mal em quadra. Nada contra o Rafa Luz, mas qual a razão para levar um jogador que mal entrou em quadra no torneio? No geral, o trabalho do Magnano é bom, inegavelmente. O Brasil voltou a ser respeitado pelos adversários nos últimos anos, apesar do fiasco com o time B na Copa América de 2013.

Gustavo Freitas – Difícil avaliar só por conta das Olimpíadas. Se for pelo resultado, foi ruim. Se for pela forma que jogou, mediano. Como citei na primeira pergunta, alguns erros foram determinantes para a eliminação. Mas no geral, desde a sua chegada, eu acho que o Brasil evoluiu muito. Passou de uma seleção que não se classificava para as Olimpíadas para um grupo que tinha em mente brigar pelos cinco primeiros lugares em todas as competições que entrou. Não deu nas Olimpíadas, mas eu diria que o trabalho é satisfatório. Magnano não é um cara que a CBB achou na esquina. É um campeão olímpico e isso precisa ser respeitado.

Vinicius Donato – O trabalho de Magnano foi bom até as Olimpíadas, especialmente se lembrarmos que a seleção andava um pouco sem prestígio, com seus principais jogadores priorizando a NBA. Compramos a vaga para o Mundial-2014 e acabamos tendo um bom desempenho. Já a participação nesses Jogos Olímpicos é pra esquecer. Fosse qualquer outro técnico com menos história, seria massacrado, mas tal histórico fez com que ele fosse apenas criticado. A atuação dele contra a Argentina foi crucial para nossa derrota. Ali, errou seguidamente na rotação e estratégia de jogo.

Ricardo Stabolito Jr. – O trabalho de Magnano, como um todo, foi muito bom até o Rio de Janeiro. Voltamos às Olimpíadas e, mais importante, ao mapa do basquete mundial. Seu trabalho nas Olimpíadas foi ruim e caótico: incompreensíveis rotações (ápice para o jogo contra a Argentina), ataque terrivelmente estagnado, as suicidas trocas defensivas e pouca inspiração em momentos decisivos. Quanto mais penso, menos gosto.

 

Brasil basketball

 

4- Você manteria Magnano à frente da equipe? Em caso de mudança, é melhor trazer outro técnico estrangeiro ou temos uma boa opção dentro de casa?

Gabriel Farias – O trabalho de Magnano foi feito, em todas as partes. Dessa forma, fica mais justo decidir se o argentino deve permanecer ou não. Particularmente, eu manteria o treinador, a não ser que seu relacionamento com a atual geração esteja desgastado. Se esse for o caso, aceitaria sem reclamações uma mudança no comando técnico. Quanto à contratação de um novo estrangeiro, acho que José Neto e Demétrius Ferraciú, integrantes da comissão técnica brasileira nas olimpíadas, podem dar continuidade ao trabalho de Magnano com qualidade e, se necessário, promover uma renovação no elenco visando à Copa do Mundo 2019 e aos Jogos de Tóquio 2020.

Gustavo Lima – Acho que o ciclo do Magnano à frente da seleção acabou. Ele foi importante para que o Brasil voltasse a ser competitivo no cenário internacional. O quinto lugar em Londres e na última Copa do Mundo são elogiáveis, apesar do gostinho de que poderia ter ido mais longe. Mas agora, com a renovação do elenco pedindo passagem, penso que o mais correto seria trazer uma mente nova para o comando da seleção, seja estrangeiro ou brasileiro. Temos bons técnicos no país, como José Neto e Gustavo de Conti (auxiliares de Magnano), que podem perfeitamente conduzir o novo ciclo.

Gustavo Freitas – Manteria, sem pensar muito.

Vinicius Donato – Não manteria Magnano no comando da seleção. Precisamos começar um novo ciclo e trabalhar jovens atletas. Magnano é um campeão olímpico e pode estar no comando de uma equipe madura, pronta para disputar títulos expressivos. Sobre a nacionalidade do treinador, é claro que contar com um grande nome estrangeiro é a melhor opção. Entretanto, se não houver investimento na base e condições de trabalho, além do comprometimento dos atletas, de nada adiantaria importar alguém.

Ricardo Stabolito Jr. – Não. A performance em declínio em quadra, mais do que os resultados, prova que o ciclo terminou. E, diferente do que pode-se imaginar, Magnano sairia com a sensação de dever cumprido. O ideal sempre é trazer um grande nome internacional para seu lugar, visto a situação interna do nosso basquete, mas acho que a tendência é um dos atuais assistentes assumir – Neto, Demétrius ou de Conti.

 

5- O site oficial da Liga Nacional de Basquete postou uma carta aos basqueteiros afirmando que “Essa Seleção merecia. Essa geração merecia”. Você acredita que uma geração que ficou marcada por inúmeros pedidos de dispensa nos últimos anos merecia melhor resultado?

Gabriel Farias – Não. Eu acredito que a Seleção Brasileira alcançou o resultado que merecia. A meu ver, a quinta colocação no grupo B com duas vitórias foi um resultado normal, principalmente com a seleção jogando no mesmo nível das finalistas europeias e de um time marcado pelo título olímpico em 2004. Se o Brasil merecia mais que qualquer um desses times, não mostrou em quadra.

Gustavo Lima – A geração merecia porque, em várias oportunidades, foi criticada injustamente. Boa parte do público, influenciada pelo nacionalismo exacerbado do nosso maior nome no esporte (Oscar Schmidt), virou as costas para os caras da NBA que não disputaram algumas competições por questão da falta do bendito seguro, do mercado de agentes livres da NBA e de divergência política com a CBB. Considerei uma sacanagem, por exemplo, quando o público vaiou Nenê e Leandrinho no NBA Global Games de 2013, realizado no Rio de Janeiro. Quem merece vaia é a turma incompetente que comanda a CBB. Uma pena Anderson Varejão e Tiago Splitter não disputarem a olimpíada por conta de lesões. Era a última chance dessa geração angariar um resultado expressivo.

Gustavo Freitas – É complicado tocar nesse assunto. Antes de qualquer coisa, eu acredito no profissionalismo. O sujeito é pago para jogar pelo time e, em momentos cruciais, precisa pedir dispensa. Não tenho o menor problema com isso. Exemplo disso é o Cristiano Felício, que vislumbrava um futuro melhor no Chicago Bulls e, aparentemente, terá. Deu “sorte” com a contusão de Varejão, mas ele não seria chamado se não tivesse talento. Por fim, eu acho que esse grupo merecia sorte melhor. Merecia ir mais longe, sem dúvida alguma.

Vinicius Donato – Tenho a nítida impressão que as olimpíadas serem disputadas no Rio de Janeiro foi o fator responsável por alguns atletas voltarem as atenções para a seleção brasileira. Parece que virou peça de barganha, e isso fortaleceu essa geração de uns anos pra cá, com resultados aparecendo. Mas quando vejo algumas histórias de como certos atletas/equipes chegaram à conquista de uma medalha olímpica, não consigo concordar com a frase. Talvez uma parte deste elenco até merecesse ir um pouco mais adiante, só que nada além do nosso próprio desempenho e bastidores nos colocou na situação em que estamos.

Ricardo Stabolito Jr. – Sim. Alguns atletas forma achincalhados injustamente nos últimos anos, outros tiveram extensos serviços prestados à seleção em um período em que o basquete brasileiro parecia falido. Despedirem-se sendo considerados um “vexame” pela (palavras não definem) Veja não é um fim justo para ninguém.

 

6- O que esperar do basquete brasileiro, masculino e feminino, para os próximos anos?

Gabriel Farias – O basquete masculino está no caminho certo, recuperou prestígio e qualidade a partir de um trabalho planejado em todos os níveis de formação até o time principal. Se necessária, a renovação poderá ser conduzida de forma natural, sem prejudicar os resultados. O basquete feminino se encontra em situação mais delicada. Os elogios ao planejamento masculino não se repetem no feminino, que, apesar de dominante na América do sul, não faz frente aos times dos outros continentes.

Gustavo Lima – Vai ser um período complicado. Acho que a situação é mais grave no feminino. Pela falta de apoio no país e porque jogadoras do quilate de Érika e Adrianinha deram adeus à seleção por conta da idade. O masculino tem uma boa safra pedindo passagem – Raulzinho, Benite, Ricardo Fischer, Augusto Lima, Cristiano Felício, Lucas Dias, Bruno Caboclo, Lucas Bebê, entre outros.  Mas para termos condições de brigar com as grandes potências do basquete, temos que investir na base. É triste ler que a CBB cancelou os torneios de base em 2016 e não tinha dinheiro para as passagens das duas seleções brasileiras Sub-18 para a disputa de suas respectivas Copas Américas. Se a Liga Nacional de Basquete (LNB) não tivesse entrado em cena, não teríamos disputado as competições. Uma vergonha. A má gestão impera na CBB há não sei quanto tempo. Muda o comando e a situação continua no vermelho. O caminho mais correto a ser seguido é a LNB assumir a gestão do nosso basquete. O NBB melhora a cada edição, tanto que até uma parceria com a NBA foi firmada recentemente. A CBB já mostrou em diversas oportunidades a sua incompetência. Se o futuro do nosso basquete depender deles estamos lascados.

Gustavo Freitas – O masculino, eu acho que precisa aumentar o nível das competições de seus atletas. Não é tão difícil. Os melhores precisam aprender no basquete europeu a parte tática da coisa. Precisam evoluir em vários aspectos. Acredito que temos uma base a ser formada para os próximos ciclos olímpicos, mas mais que isso, existe talento. Não podemos ser imediatistas e, do nada, jogadores com futuro acabam sendo “queimados” por resultados. Precisa haver um pouco de paciência e, principalmente, estrutura. Melhorar os torneios, especialmente a base, é um ponto. Sobre o feminino… vespeiro. Claro que existem bons nomes, mas precisa imediatamente de um torneio com mais do que seis equipes. Precisa colocar ali um técnico respeitado. Foi uma vergonha o que fizeram com o Antônio Carlos Barbosa. Ele desenhava uma jogada e elas faziam outra. Aqui, a solução é trazer alguém com gabarito, com experiência. Alguém que não tenha nada a ver com o que está aí. Um estrangeiro (americano, de preferência) seria uma ótima pedida.

Vinicius Donato – Precisamos de mudança. A palavra de ordem deveria ser “renovação”. Investir em intercâmbio, fortalecer a base e melhorar as competições. Há algum tempo, o basquete disputava com o vôlei a preferência como o segundo esporte mais popular do país. Hoje, sinceramente, não sei qual posição o basquete ocupa nesse ranking. Perdemos visibilidade e prestígio. A recente parceria com a NBA é um bom sinal e espero poder ver resultados concretos logo. E repito: precisamos de renovação, dentro e fora das quadras.

Ricardo Stabolito Jr. – Não faço ideia. A CBB, sabemos, joga contra e trabalha para nosso atraso. O basquete masculino vai passar por uma reformulação profunda e, como sempre, há peças em que apostamos que não vão funcionar. Nem sabemos se Magnano será o treinador, né? Mas isso é um cenário otimista perto do basquete feminino: minha impressão é que ele morreu e precisa de um tratamento de choque para ser reanimado.

  • Charles Teodista

    Ótimas análises e concordo com quase tudo que foi dito aqui más, dizer que Bruno Caboclo (Duas temporadas na NBA e que apresenta evolução quase zero) e Lucas Bebê (Atleta que parece que chegou ao limite de onde pode chegar) são parte do futuro da Seleção eu discordo.

    Para que tenhamos algum futuro é necessário que haja uma reformulação geral na CBB, seja na gestão, seja mentalidade dos dirigentes e principalmente na forma como são tratadas as categorias de base.

    Acho eu que o pensamento em relação ao basquete no país de veria começar com a pergunta: Como vamos superar as grandes seleções do mundo?

    Na minha opinião a resposta seria: Vamos mudar a formação dos atletas de base focando na força física aliada à técnica européia.

    Uma ideia que me surgiu é, que tal criar-se uma parceria entre as prefeituras, governos estaduais, governo federal, federações, iniciativa privada e associações para que o esporte seja desenvolvido em várias partes do país com mais suporte, torneios e campeonatos em várias categorias tanto no masculino quanto no feminino.

    Apesar de paulista eu cresci no Bahia e jogava vôlei e basquete nas décadas de 1980 e 1990 e tínhamos torneios intermunicipais, regionais, Jogos Abertos do Interior e até algumas partidas em outros estados do nordeste e já era difícil conseguir apoio, hoje então o apoio é quase zero.

    Ainda assim eu tive a oportunidade de ver e conhecer atletas que tinham um potencial incrível más não tinham oportunidade de ir para os grandes centros em busca de uma equipe de porte para evoluir e despontar no cenário nacional e talvez até internacional.

    Em relação à permanência ou não do técnico, acho que é complicado quando se trata de colocar brasileiros no comando já que não vejo muitos deles indo procurar evoluir e aprender com os grandes nomes internacionais.

    A seleção fez o que tinha capacidade de fazer em um grupo fortíssimo onde qualquer um tinha chances de se classificar.

    Abraços à todos.

    • rodrigo tavares

      Acho valido um desenvolvimento de tal iniciativa Charles.

    • Doug

      Pois é Charles…a falta de incentivo vai muito de o basquete não ser um esporte tão lucrativo…daí a ideia de o esporte precisar de mais verba do orçamento público, só que a pasta do esporte é bem desprivilegiada e as prioridades são outras…mas, dava para pelo menos esboçar alguma coisa…a gente vê, por exemplo, no futebol, tanto moleque bom que fica sem oportunidade por falta de apoio…pelo menos começar algo, sinalizar para algum caminho melhor, alguma direção…eu acho que uma maior relevância do esporte nas universidades ia ser muito boa…imagina fomentar uma política esportiva nas universidades com torneios nacionais e regionais em várias modalidades, ia ser show e ia abrir uma oportunidade para muito mais gente, além de elevar o nível do esporte…e isso não custaria tanto assim, porque estrutura as grandes universidades até têm…aproveitar essa onda olímpica e utilizar de um legado p começar a engendrar a ideia…

  • Zack Batista

    Tenho um pensamento muito parecido com o do Gabriel Farias, 98% diria..rs.

    Bem, todos são feras, na verdade, muita boa matéria. =D

  • Lucas

    PG- Raulzinho, Fisher
    SG-Benite, Deryk
    SF- Caboclo, Lucas Dias
    PF- Faverani, Augusto Lima
    C- Bebe, Felicio

    Tem uma base para o futuro precisa ganhar experiencia internacional. Acredito que vai depender da saude mais ainda veremos no mundial Huertas e Splitter

  • Uncle Drew

    Caso o Magnano saia, eu acho q o Brasil tem q continuar com técnicos estrangeiros. Vale lembrar q quem deu inicio a esse “ressurgimento” do basquete brasileiro a nível internacional, foi o espanhol Moncho Monsalve, com aquele título da Copa América em Porto Rico (acho). Depois veio o Magnano e continuou o trabalho.
    Tem modalidades em q trazer técnico estrangeiro é bastante benéfico. O Handebol Feminino tá aí para provar (é um Dinamarquês q comanda a seleção) e no basquete tbem, com os exemplos citados acima.
    Acho q precisa continuar tentando técnicos estrangeiros, principalmente os Europeus.

  • Doug

    Concordo com bastante coisa do G. Freitas…não tudo, mas a sua maioria…

  • rodrigo tavares

    Respondendo as perguntas:

    1. A seleção caiu em um grupo de seleções fortes e com bagagem de competições de alto nível. Resultado esperado tirando o otimismo. Faltou um grupo real preparado para disputar os jogos, ter jogadores debutantes na seleção em plena olimpiadas não da para esperar um time com o minimo de entrosamento.

    2. Nenê mostrou o porque na idade que esta continua nos drafts da NBA. Boas novidades para o futuro fora benite, augusto e felicio.
    Decepção foram os nossos alas mais experientes marquinhos e principalmente leandrinho sumiram quando mais se necessitava.

    3. Olimpiadas: Perdeu o controle dos jogos e não soube utilizar as peças que tinha nos momentos chaves.
    Todo o trabalho: Positivo se levarmos em consideração o que ele recebeu ao assumir o cargo. Infelizmente nossa Liga Nacional sobrevive ( muitos times não estão sustentaveis) e nossas divisoes de base sofrem o contra trabalho da CBB.

    4. Acredito que o ciclo Magnano esta fechado (não da melhor maneira possivel). Para assumir a seleção deveriamos receber um novo tecnico estrangeiro pois a CBB tende a calar a boca dos nacionais.
    Obs: Respeito imensamente nossa comissão tecnica mas uma hora ou outra eles terão que cobrar a CBB.

    5. Resultado melhor nas olimpiadas sim, pois fizeram frente as demais seleções, como geração não devem nada mas como equipe saem no negativo.

    6. Temos uma liga nacional que reacendeu o basquete. Para o masculino temos uma geração que bem treinada e ciente pode render bons frutos. No feminino temos uma incognita pois até o esportes mas popular desse país colocou em xeque o feminino.
    Sobre a CBB sobram criticas e cobranças que parecem em outro idioma para os responsaveis pela nossa amanda bola laranja.

    PS.1: Parabens pela iniciativa e pela discurssão. Achei que faltou um tópico de “o que podemos fazer” para nos envolver mais.
    PS.2: Acho valido materias sobre a historia do nosso basquete e de como chegamos ate aqui, aumentaria muito a noção de como temos que brigar pela nossa paixão

    Um abraço.

  • Talles Soares

    – Concordo com muita coisa sendo dita.

    – CBB realmente precisa de uma reformulação, igual a que ocorreu com o vôlei que deve ser a do esporte coletivos a mais organizada do país tanto em seleções como clubes.

    – O basquete feminino ta no limbo, morto e enterrado. Hoje é essa realidade. Acho que tem que vir não só apenas um técnico estrangeiro mas um cara que possa ajudar na restruturação do basquete feminino, porque é muito triste ver uma seleção que já foi prata e bronze nessa situação.

    – Magnano tem que sair. Agradeço pelo que ele fez, mas acho que se insistir mais 4 anos nele vai ser mais do mesmo. Talvez técnico estrangeiro seja uma boa, mas acho que será um da casa mesmo.

    – Talento nós sempre tivemos, o que falta mais e conseguir desenvolver os nossos talentos. Tem uma entrevista de um técnico europeu que fala que o Brasil tem um potencial físico muito próximo dos EUA.

    – Outra coisa o basquete precisa começar a “roubar” os jovens que hoje praticam principalmente o vôlei, mostrar que eles podem ter um futuro profissional no esporte, mesmo que não vire um astro da NBA.

  • Wadson Pinheiro

    Como no outro post, credito a eliminação precoce ao trinador, que em diversos momentos não soube qual time manter em quadra, optou por jogadores mais lentos quando os adversários eram mais leves em quadra. Faltou tb aquele jogador para colocar a bole em baixo do braço e resolver os jogos nos momentos decisivos. Acho que o masculino tem um futuro melhor encaminhado. Eu traria um técnico europeu e deixaria a gestão do basquete nas mãos da LNB, que faz um ótimo trabalho com o NBB.

  • Rafael

    Acho que poderíamos ter um treinador com uma mentalidade diferente, mais moderno, acostumado com o Basquete europeu. Apostaria num Pablo Laso ou David Blatt

  • Thiago Pinto

    Como todos aqui tbm concordo com grande parte do que foi falado. O Brasil fez e faz frente com qualquer seleção do mundo hoje (exceto USA), mas acho que falta o craque. Um cara que na hora que o jogo aperta bota a bola embaixo do braço e decide.

    Não acompanho o NBB e nem o basquete europeu, mas vou falar uma impressão que eu tenho, por favor me corrijam se eu estiver errado. Me parece que apesar da NBB melhorar a cada ano, poucos jogadores brasileiros vão para a Europa. Acho que falta um pouco isso, é como no futebol, aqui no Brasil é só o inicio, os melhores vão para fora (no caso do basquete NBA ou Europa).

    Quanto ao Magnano eu tbm trocaria, de preferencia por outro Europeu, embora eu não conheça nenhum.

  • Thiago Pinto

    Ah, eu sei que não é o foco do site, mas seria legal uma coluna semanal sobre o basquete nacional.

  • Julio Zago

    O Brasil estava em um grupo muito difícil nesse Olimpíada, é fato que o time poderia se superar e classificar, faltou pouco, mas a eliminação não foi surpreendente para mim.
    Para o futuro, inicialmente e acima de tudo, é preciso que o trabalho na CBB melhore seu trabalho, e muito, muito mesmo, a desorganização impera por ali e isso afeta não só a credibilidade do time, mas também a formação de novos jogadores.
    Sobre o comando técnico, acredito que o momento seja propício para uma troca, mas a escolha deverá ser extremamente criteriosa, é preciso buscar uma evolução, alguém que seja capaz de trazer melhorias para o time, não acredito que nenhum dos assistentes do Magnano tenha essa capacidade, portanto minha opção seria por um técnico europeu. Mas como convencer algum a vir trabalhar aqui? Isso já é outro problema…

  • 1- Em primeiro lugar os desfalques. Brasil sempre usou e abusou do garrafão, até por nossos melhores jogadores serem da área pintada, sabemos que não temos jogadores que se destaquem pelo seu arremesso, e aí as lesões de Varejão e Splitter (foda no basquete FIBA) fizeram muita falta. E o segundo foi as rotações de Magnano (normal), sempre ele falha em suas rotações, o Benite e o Augusto foram os que mais sofreram em suas escolhas, principalmente no jogo contra a Argentina.

    2- Nenê foi o craque do time. Comandou, dominou o garrafão, mostrou o basquete que sempre esperávamos dele quando era convocado para a seleção. No mais acho que Benite, Augusto, Felicio, e Raulzinho (precisa saber organizar mais o jogo) saem fortalecidos. Alex e Gio tiveram despedidas dignas e merecem aplausos. Hettshmaier e Rafael ficaram devendo (nem convocaria mais os dois) e o Leandrinho foi uma grande decepção, só indo bem quando partia para a individualidade esquecendo que o basquete é um esporte coletivo.

    3- No geral o trabalho do Magnano foi um trabalho bom. Recuperou o prestígio da seleção, deu organização ao time e conseguiu fazer com que os jogadores “marcassem” mais, mas ficou no ar um gostinho de “poderíamos mais”. A falta de sabedoria em fazer o ataque atuar (basquete NÃO é só defesa), e suas rotações exdrúxulas (entrou bem, sai meu filho) acabam por minar o plano de um pódio nos torneios disputados.

    4- Definivamente não. Acredito que o seu trabalho já está desgastado, acho que é a hora de mudar, apesar de achar que um brasileiro será colocado no cargo pela CBB, ainda acho que seria a hora de um estrangeiro assumir a seleção, meu nome preferido seria o Blatt, pela experiência que tem na europa e NBA.

    5- Acho que sim, o fato da CBB não pagar o seguro, e as lesões foram o fato de vários atletas não jogarem na seleção, então esse “papinho furado” de que os atletas não amavam seu país não pegou pra mim não.

    6- No masculino temos muitos garotos bons, que com Splitter e mais um veterano (Huertas, Nenê), temos time para continuar bem no cenário, já no feminino o buraco é mais embaixo. Sem uma liga no mínimo organizada, e sem jogadoras de talento (Iziane, Adrianinha e Érika se aposentaram da seleção), essa geração vai continuar ali 12-16 do mundo mesmo.

  • General

    1 – Sendo preciso, a falha das rotações. Principalmente no começo da partida, com o time superior ao adversário, era comum o técnico realizar alterações que modificavam completamente o estilo de jogo prejudicando o sistema defensivo. Houve grotesca falha na marcação da zona de três pontos. E, por vezes, surgiu a falta de um esquema extra, de um detalhe que poderia ter feito a diferença, a seleção jogou no modo feijão-com-arroz, tecnicamente falando.

    2 – Nenê surpreendeu e esteve sempre alerta se doando em quadra o tempo todo, estaria facilmente no time dois das Olimpíadas em sua posição. Alex Garcia e Guilherme Giovanonni, os mais criticados antes da competição, fizeram o que poderia ser esperado deles. Jogaram muito e mostraram muita versatilidade. Benite, Augusto Lima e Felício poderiam ter ido melhor, mas não comprometeram. Rafael foi uma incógnita negativa, faltou comprometimento, pareceu sempre perdido em quadra. Raulzinho não merece ser questionado pois ainda é inexperiente e ainda tem muitos anos pela frente para mostrar serviço, mas acredito que possa ser um futuro grande atleta para o país. O Huertas foi bom e se movimentou bastante, mas não defendeu e o técnico argentino (que já foi do Brasília) colocou em prática o esquema que mais adora, o Small Ball da linha de três (ele fazia com frequência no Brasília, mas diferentemente do que aconteceu com os argentinos, o esquema não funcionou no time), outras equipes sentiam o mesmo e também aumentaram as tentativas dos chutes de três. E o Leandrinho foi uma “decepção previsível” uma vez que o sistema FIBA sempre o atrapalhou pois é um estilo muito mais coletivo que o da NBA, quando ele atuou no NBB sempre pareceu estar em menor capacidade técnica que na NBA.

    3 – O que dizer do argentino. É um grande técnico. Mas teve muitos altos e baixos nos seis anos de Brasil. Vejamos, em 2010 foi quinto no mundial, em 2012, foi vice no pré-Olímpico, 2011, foi quinto no Pan (pior campanha), nas Olimpíadas de 2012 foi quinto perdendo nas quartas, em 2013 perdeu todos os jogos do pré-Mundial tendo que comprar vaga em 2014, ano em que passou de fase, das oitavas, mas ficou nas quartas, em 2015 foi ouro no Pan vencendo todos os jogos e agora em 2016 não passou de primeira fase nas Olimpíadas. Houve muita expectativa para que o mesmo fizese mais nesta Olimpíada, mas ele falhou. Não sentiu as mudanças que as outras equipes fizeram, não percebeu a falha de suas rotações, não “entrou em quadra” e permitiu que todos os adversários tivessem vantagem prevendo o que estaria por vir e encontrando as previsões em quadra quando iam jogar com o Brasil.

    4 – Não manteria e traria algum técnico mais experiente da Espanha. Um que soubesse trabalhar com limitações técnicas e valorizasse a mescla.

    5 – Merecer é um termo bastante complicado de ser analisado. Que as dispensas atrapalham uma comissão técnica e os próprios jogadores, não há dúvidas. Mas reconhecendo nossas limitações e os fatos ocorridos no último ciclo olímpico, essa seleção merecia ir um pouco mais além. Antes eu acreditava numa medalha, mas assim que o primeiro jogo rolou tive que dar o braço a torcer que a luta para passar seria grande.

    6 – No masculino é preocupante. Temos muitos “novatos” que sequer mostraram seu jogo em vias de fato. Alguns dispensados da NBA e nenhum atleta chamando muita atenção das equipes para as próximas escolhas. A palavra de ordem é a renovação. Estamos prestes a ter que mudar boa parte do time e é necessário fazer uma seleção dos jovens para pegar rodagem com os que estão prestes a sair. Muitos olham para a NBA, mas também temos visto muitas boas peças jovens no Brasil, o “problema” é que os de NBA quase não jogam, os daqui jogam muito, mas precisam experimentar outras ligas e quando vão, também tem que ficar no banco por um tempo. Precisamos aumentar o nível do NBB e da liga de desenvolvimento nacional para que os clubes de fora tenham interesse de fazer de nossos atletas, jogadores titulares deles.

    No feminino é mais traumático. Uma liga nacional com seis clubes é uma piada. Mas se formos observar, os seis times é que são os grandes heróis por não permitirem o sumiço da liga. Muitos outros times, por falta de recursos, acabaram desistindo pois é um torneio que “custa caro” porque se não é investido muito no masculino, no feminino então… Tirando raras atletas que conseguem ir para o WNBA, não vejo outras conseguindo o mesmo feito tão fácil. É preciso voltar os olhos para o esporte dentro do Brasil e se há falha na formação das equipes (tanto masculinas quanto femininas) é porque quem faz a gerência do esporte está tendo dificuldades ou simplesmente não quer ou não faz nada. Alô CBB! De repente está na hora de fazer um limpa como o que diziam que seria feito na CBF e até agora nada.

    Construiu uma base enquanto esteve no comando e algumas peças agora vão dar lugar a novatos que o mesmo não trouxe. Acho que este é um dos maiores erros que o mesmo tem feito além de sempre confiar demais na capacidade dos atletas. O basquete muda muito com o passar dos anos e é preciso de um que compreenda e sinta isso. Não sei quem poderia o substituir, mas um experiente espanhol cairia bem.

  • TRUETHIAGO

    O que eu tinha pra dizer quanto a participação e resultados já disse naquele post da derrota contra a Argentina, então não serei o chato para ficar repetindo as mesmas coisas toda hora.

    Sobre o Magnano, a pergunta é se ELE também vai querer continuar, pois a bucha que tende a vir é ainda maior do que a que pegou, em 2010. Quando o argentino chegou, a seleção estava longe das Olimpíadas, mas no papel tinha jogadores de relevância, seja na NBA (Nenê, Varejão, Leandrinho) ou no basquete europeu (Huertas e Splitter). Agora o cenário não é dos mais animadores, promessas que tanto podem surpreender e evoluir ao patamar desses que já tiveram pápeis importantes, como também não existe garantia alguma de que terão mesmo carreiras sólidas. Repito, nem falo simplesmente de NBA, na Europa, idem.

    A minha ideia, que obviamente não seria o cenário ideal, mas como duvido que na CBB farão algo no sentido de reforçar os campeonatos e torneios de base, é fazer parcerias com universidades digamos menores do College, tentando colocar a molecada lá na NCAA. Claro que não em Duke, Kentucky, Kansas, North Carolina, Arizona, Michigan State, UCLA etc, essas conseguem recrutar os melhores saindo direto do HIgh School. Porém, em projetos menos badalados, acredito que existe espaço, sim.

    South Carolina, por exemplo, fez uma temporada muito boa na SEC (atrás apenas de Kentucky e Texas A&M na Conferência) tendo como base um time que tinha 1 armador venezuelano, 2 alas lituanos e um outro jogador de Gabão. Fui ver o elenco desse ano, e de novo eles terão esse de Gabão, além de 1 australiano, um vindo da Estonia, e outro que parece ser pivô, de Senegal. Enfim, um Georginho da vida, que aqui no Brasil joga poucos minutos no NBB pelo Pinheiros, provavelmente teria mais tempo de quadra jogando, sei lá, em uma Seton Hall, Dayton, Temple, Tennessee, Arkansas, Alabama, New Mexico, enfim, são várias opções. O único brasileiro que me vem a cabeça agora, que jogava constantemente (considerando a Divisão 1) era o Rafael Maia, em Pittsburgh. Parece que o filho do Joaquim Cruz, que chama Paulo, também estava no elenco de Arizona, mas era da turma do Gatorade, jogou apenas 16min no total da season.

  • Allan Lopes Soledade

    Bela matéria,abrangente e informativa,parabéns a todos.

    Bom,dava para o Brasil passar de fase,faltou frieza principalmente nos finais das partidas.Mas o grupo tb não ajudou.

    Mangano recuperou o basquete masculino.Mas acho q o ciclo dele encerrou.Temos uma boa base e com um treinador brasileiro,poderemos ir melhor no futuro.

    O basquete feminino me preocupa muito.Está morrendo e ninguém parece se preocupar com isso.

  • GoCavs

    Já começo minha campanha por David Blatt na seleção brasileira!

  • Rômulo Franco Cardozo

    Não vocês, mas eu sinto falta de um definidor no Brasil.. um cara com arremesso e QI de basquete confiável para finalizar os jogos…

    • LASH-Lakers

      Tb, mas isso não resolveria tudo, tem vários outros problemas muito maiores que esse, e q levam a esse, pq só esperar q apareça do nada um pontuador é complicado.

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