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Postado em 31 ago 2016 às 11:31
Revisão da temporada – Brooklyn Nets

Com apenas 21 vitórias, equipe nova-iorquina terminou longo ano com terceiro pior recorde da liga

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Por Ricardo Stabolito Jr.

Brooklyn Nets (21-61)

Temporada regular: 14º lugar da conferência Leste
Playoffs:
não se classificou

MVP da campanha: Brook Lopez (20.6 pontos, 7.8 rebotes, 2.0 assistências, 1.7 tocos)

Brook Lopez 2

Pontos positivos

– Se há um ponto positivo na temporada regular do Brooklyn Nets é Brook Lopez. O pivô teve uma de suas poucas campanhas totalmente saudáveis da carreira e, mais do que isso, exibiu ótimo basquete. Foi um dos mais eficientes atletas operando no post up da liga e ficou entre os 20 maiores cestinhas do ano atuando em 73 dos 82 jogos (20.6 pontos em média).

– Para um time que passou a maior parte da temporada atuando sem um armador experiente, as estatísticas de assistências do Nets são bastante satisfatórias. Eles ficaram, por exemplo, na metade de cima da tabela em como taxa de assistências (17.1%) e porcentagem de passes que se tornaram assistências (7.6%) jogando com caras como Shane Larkin e Markel Brown na armação.

– O Nets foi um dos times que mais arremessaram para três pontos na temporada passada, mas teve um rendimento interessante no quesito – especialmente, para um elenco sem muitos chutadores. Seus 35.2% de conversão nos tiros de longa distância foram o 13º melhor índice da última campanha.

– Bem, a temporada terminou. Isso não deixa de ser um ponto positivo, né? Desde o começo do ano, todos tinham consciência de que a campanha 2015-16 seria um longo calvário para o Nets antes de ter condições de reestruturar o elenco. O time sobreviveu, no fim das contas.

Pontos negativos

– Convenhamos: a campanha do Nets foi o perfeito do reflexo do seu elenco e atual situação como franquia. Vinte e uma vitórias é até um resultado mais “bondoso” do que esse grupo de jogadores passivo, desmotivado e sem talento em uma franquia totalmente mal gerida parecia poder fazer.

– O Nets esteve entre os três times da última temporada (com Los Angeles Lakers e Phoenix Suns) a terminar entre os cincos piores da liga em eficiência defensiva e ofensiva. Foi uma equipe que não passou nem no teste visual – foi sofrível de se assistir –, muito menos em termos estatísticos.

– Plantéis muito ruins costumam, ao menos, servir como laboratório para encontrar atletas úteis “voando fora do radar” da liga. Mas nem isso o Nets conseguiu fazer. Dos pouquíssimos talentos não lapidados que encontraram, nenhum permanecerá no time para a próxima temporada – como, por exemplo, o ala-pivô Willie Reed.

– É difícil pedir algo de interessante do trabalho à beira da quadra com um elenco tão raso, desmotivado e pouco versátil, mas o fato é que os trabalho de técnicos – entre o experiente Lionel Hollins e o “calouro” Tony Brown – do Nets foi realmente muito pobre e nada acrescentou ao cenário geral.

Análise

Dizer que o Nets foi um coadjuvante na última temporada seria uma análise muito bondosa. A verdade é que o time foi um verdadeiro figurante. Era difícil encontrar alguma motivação para acompanhar uma de suas partidas ou mesmo para buscar dados e realizar qualquer tipo de análise. Todos já sabiam que o elenco era fraco, sem atrativos e a campanha estava fadada ao fracasso. Aparentemente, ninguém se deu sequer ao trabalho de assistir ao desastre acontecer.

O Nets começou a temporada sem um real armador titular (Jarrett Jack sempre foi um bom reserva), com sete derrotas consecutivas e um claro motim nos bastidores se criou contra o técnico Lionel Hollins, que acabaria demitido. A situação piorou após um dos poucos destaques do elenco, o calouro Rondae Hollis-Jefferson, lesionar o tornozelo e ser declarado desfalque pelo resto da campanha. O clima já era de fim de festa, mas estávamos apenas em dezembro.

“Quando isso acabar, alguém me ligue e diga que não estou mais preso aqui que eu empacoto minhas coisas e vou para casa”, disse Hollins, em uma entrevista coletiva pós-jogo ainda na sexta semana da temporada. Essa era a situação. Um dos pontos fortes da campanha anterior e da gestão do técnico, a parceria entre Brook Lopez e Thaddeus Young já não trazia mais resultados dinamizando o ataque ou dominando os adversários nos rebotes. Tudo desmoronou.

A ruptura dos ligamentos do joelho de Jack, em janeiro, foi só o fundo do poço para a equipe nova-iorquina: já atolada nas últimas posições do Leste, viu-se obrigada a escalar caras como Shane Larkin, Markel Brown, Donald Sloan e Sean Kilpatrick na posição pelo resto do ano. Foram longos três meses de calvário, atenuadas vez ou outra por grandes atuações pontuais de Lopez e Bojan Bogdanovic – jogando bem, mas envolto por rumores de troca.

Nesses três meses, o Nets contratou um novo gerente-geral no ex-pivô Sean Marks – um jogador depressivamente ruim, mas que esboça bons movimentos dentro das possibilidades do time “limpando a casa” dos enganos de Billy King. A efetivação de Tony Brown injetou um pouco mais de vontade ao time na segunda metade do ano: o motim acabou, as derrotas foram menos revoltantes e as formações equivocadas tentadas por Hollins foram extirpadas, dando espaço a jogadores mais jovens.

Mas, sejamos sinceros, quem realmente se importou? Tudo que o torcedor do Nets queria é que o ano simplesmente acabasse.

Nets futuro

Futuro

Executivo jovem e visto como uma figura inteligente nos bastidores da liga, Sean Marks possui o evidente objetivo de buscar soluções arrojadas para levantar uma franquia no fundo do poço – sem ativos, escolhas de draft ou imagem sadia entre os jogadores da liga. Ele fez o que pode no início do processo. Ou seja, ainda bem pouco para trazer uma melhora significativa ao time em curto prazo.

Fazer o que pode significa que o novo GM foi atrás de algumas opções periféricas no mercado: fez ofertas altas por atletas que podia convencer a atuar em uma situação menos promissora (Jeremy Lin, Trevor Booker, Kenny Atkinson como treinador), apostas em talentos que pode recuperar (Anthony Bennett, Greivis Vasquez, Caris LeVert via draft) e procurou valores no basquete internacional (Justin Hamilton). Não era o desejável, mas o que foi possível por enquanto.

O Nets não projeta ser uma equipe substancialmente melhor do que na temporada passada, mas, pelo menos, você vê algo se formando: é um grupo de jogadores majoritariamente jovem, que tem muito a provar, comandados por um técnico com experiência tanto na NBA, quanto no basquete internacional. É um recomeço com cara de recomeço, sem queimar etapas e com o magnata russo Mikhail Prokhorov sabendo que dinheiro não compra títulos instantâneos.

O caminho não parece ser curto para o Nets, mas, pela primeira vez em muito tempo, o time parece estar dando um passo firme no caminho certo – e não viver de uma ilusão de grandeza representada pelo seu suntuoso Barclay’s Center.

  • Guilherme Prates

    “É um recomeço com cara de recomeço”
    Essa passagem resume perfeitamente o que é o Nets hj. E estão certíssimos.

  • Paulo OKC

    Nets vai ficar enrolando temporada por temporada até o time voltar a ter alguma pick.Pelo menos o Lin vai poder fazer o que quiser em quadra.

  • Rodolfo Ribeiro #OKCLoyalty

    podia vir jogar a NBB até ter pick

  • Evandro

    Melhorou, mas, infelizmente, não conseguira ir para os playoffs. E assim, sem ter nenhum pick no draft por um tempo, ficara nessa por um longo período (contratando apostas). Isso, se o Lopez não intimar para ser trocado.

    • Gustavo

      Em 2017 terão a pick do Celtics (swap), mas 2018 é sem pick novamente…

      • Jefferson Cavalcanti

        Eles só terão pick de primeira rodada em 2019 dps desse swap.

        • Gustavo

          Sim, foi o que eu disse, 2017 ficam com a do Celtics, 2018 sem pick. Talvez você confundiu sem com tem, hehehe

  • Bruno – LA.Lakers 16x🏆

    Sem picks… sem futuro !

  • ThiagOo25

    Coitado do Brook Lopez…

  • Danilo Veroneze #GreenRunsDeep

    PERDE PERDE E PERDE MAIS

  • Thiago Pinto

    Ponto negativo: A lesão de Jarrett Jack atrapalhou demais meu fantasy, ja que ele tinha média de mais de 7 assistências por jogo e em Janeiro ficou dificil repor.

    • jetnba

      podiamos fazer uma liga fantasy do jumperbrasil!!!! quem topa???

      • Thiago Pinto

        Ja tem. Procura no facebook o grupo “Jumper Brasil NBA fantasy”. Eles lançaram ontem o tópico para as ligas da próxima temporada.

    • Guilherme Prates

      Eu não tenho IDEIA de como se joga fantasy… :/

      • Thiago Pinto

        Cara, ano passado joguei pela 1a vez. É bem fácil, vc faz o Draft e monta sua equipe. Você tem 12 jogadores no plantel e só 10 pontuam por dia (é raro jogarem os 12 no mesmo dia), ai vc escolhe esses 10. Na liga do Jumper são 9 “quesitos” (pts, assist, reb, blk, stl, 3PTM, tur, %FG, %FT) e a cada semana vc enfrenta alguem, o objetivo é ganhar no máximo de quesitos (Se vc fizer 9-0 é melhor que 5-4) pq eles contam vitoria por quesito e não no todo, ou seja, a cada semana você pontua de 0 a 9 e não 0 ou 1. Não sei se ficou muito confuso, qq coisa pergunta ae rs.

  • Thiago Pinto

    Sei lá, no lugar do GM do Nets eu faria algo “incomum” até voltar a ter picks. Montaria uma seleção européia. Ia lá no Velho Continente, pegaria os melhores caras e ofereceria bons salários. Colocaria o Blatt no comando do time. Não acompanho basquete Europeu, mas a galera que conhece acha que daria pra montar um time competitivo?

    • Guilherme Prates

      Na teoria, dá. Na prática, os melhores jogadores de lá não topariam a oferta do Nets.

      • Rodrigo Oliveira

        Mesmo oferecendo a titularidade, sei lá o Rodrigues topou no Syxers, talvez outro toparia no Nets mas investiram pesado no Lin.

        • Guilherme Prates

          Então, mas mesmo assim, não tem porque o camarada sair da titularidade de um CSKA, Real Madri ou Barcelona (sempre favoritos a títulos continentais) pra jogar num time que não vai pros playoffs, longe da família, dos fãs, dos amigos, falando uma língua que não é a sua… Tem muitos fatores tbm. O Rodrigues já jogou na NBA, ja ganhou tudo na Europa e agora tá voltando, o caso dele é a regra, montar um time competitivo só de europeus seria foda. Muito foda!

      • Thiago Pinto

        Vc acha que não? Oferecendo 8/9MM ano, por exemplo? Acho dificil recusarem um valor desses.

        • Guilherme Prates

          Precisaria de mais, não é tão fácil assim um jogador europeu que é ídolo por lá mudar pra NBA, envolve casa, família, vontade de sair e até perder visibilidade no país natal, sair de um campeão rpa jogar num time desconstruido… E nem a NBA olha europeus com bons olhos. Acho que, na prática, não daria pra formar um bom time, mas trazer uns 2 bons jogadores.

  • Junior Andrade

    Troca logo o Lopez por picks de primeira rodada.

    • Guilherme Prates

      Ou por outros bons jogadores que possam compor elenco. Ou esperam até o fim do contrato e perde o Lopez de graça, é uma opção tbm…. rs

    • Marcelo Desoxi

      A única chance de se reerguer sem esperar uns 8 anos é fazendo isso. É melhor aproveitar enquanto o Lopez tá focado, saudável e jogando bem.

    • Rodrigo Oliveira

      Você acha que não já tentaram, mas as propostas nesses casos são de muita desvantagem para o Nets, então preferem deixar ele lá mesmo, já que o jogador não se incomoda tanto.O elenco desse ano é um pouco melhor , mas as outras equipes se reforçaram e talvez devem ficar no top 5 dos piores colocados da liga.

  • drakes

    Caris LeVert até entendo para outro time, mas é um jogador que vem de uma contusão complicada, tinha lido que só retorna aos treinamentos em dezembro, quer dizer isso ocorrendo a perda do Young foi apenas perda.

    Rondae Hollis-Jefferson para mim é jogador em evolução do time, Booker é um bom espaçamento ao lado do Lopez, eu diria que vindo por perdas e ganhos que o time fica ali em 22 vitórias, com um teto nas 29 vitórias se muita coisa der certo e ser um bom draft muitos times podem ter interesses de tankar,

    Também será surpresa para mim se eles não ficarem com a pick do Celtics, já que acredito que o time de Boston irá exigir os direitos da troca de escolhas.

    Concluindo não será agora que o time do Nets passará de 30 vitórias.

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