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Postado em 2 set 2016 às 11:08
Revisão da temporada – Chicago Bulls

Time ficou de fora dos playoffs pela primeira vez desde 2007-08

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Por Gustavo Freitas

Chicago Bulls (42-40)

Temporada regular: 9º lugar da conferência Leste
Playoffs:
não se classificou
MVP da campanha: Jimmy Butler (20.9 pontos, 5.3 rebotes, 4.8 assistências, 1.6 roubada)

Jimmy Butler

Pontos positivos

– Foi a temporada de afirmação de Jimmy Butler. O ala-armador assumiu as principais funções no time de Illinois e, não por menos, seguiu sendo consistente dos dois lados da quadra, retornou ao Jogo das Estrelas e ganhou uma vaga no elenco que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

– Seja lá o que acontecesse, o Chicago Bulls podia confiar em Pau Gasol no garrafão. Com Taj Gibson, Nikola Mirotic ou Joakim Noah ao seu lado, o espanhol sempre garantiu a parte dele, mesmo sem precisar jogar tantos minutos (31.8 por noite).

– As evoluções de Doug McDermott e Mirotic foram vistas em 2015-16. O ala-armador foi extremamente eficiente nos arremessos de três e ganhou espaço na rotação com o técnico Fred Hoiberg. Saltou de meros nove minutos em sua primeira temporada para 23 no ano passado. Já o naturalizado espanhol, foi eficiente no ataque, também com os chutes de longa distância. Mas MiroMagia (obrigado pelo apelido tosco, Cearah) era a bola de confiança fora do garrafão. Isso vai aumentar na próxima temporada.

– O Bulls de Hoiberg mostrou alguma evolução durante a temporada. Não em termos de vitórias e derrotas, pois o time perdeu mais do que ganhou na reta final, especialmente por conta das inúmeras lesões de seus principais atletas. Mas principalmente, na forma de pensar o jogo e sair em transição. Esse tipo de mentalidade é que o treinador quer em seus jogadores.

Pontos negativos

– Embora os pontos positivos não sejam tão positivos assim, os negativos é que deixam o torcedor do Bulls um pouco mais preocupado. Ficou de fora dos playoffs pela primeira vez desde 2007-08, ainda que tenha terminado com saldo positivo (42 vitórias em 82 partidas).

– O Bulls não teve o elenco que Hoiberg queria. Nem tinha muito o que fazer, mas o estilo de jogo corrido não foi realizado de forma eficaz. Eram jogadores formados para Tom Thibodeau, que primava por defesa e por um ataque mais comedido, de mais eficiência do que volume.

– Contusões não são exatamente as desculpas para nenhum time na NBA. Toda equipe perde jogadores ao longo da temporada, mas quando falamos dos principais jogadores perdendo jogos por lesões, aí não tem mesmo o que fazer. É torcer para dar certo, no máximo. Como o elenco não era profundo e dependia muito de Gasol, Butler e Derrick Rose, a situação ficava feia quando um deles não entrava em quadra. Isso sem contar com Noah, Mirotic e Mike Dunleavy. Esses seis perderam juntos, 161 partidas. É muita coisa, se pensarmos que a base da equipe era essa.

– Os problemas nos vestiários eram claros, especialmente entre os principais jogadores. Rose e Butler não se bicavam (apesar de que depois, um afagou o outro), Gasol se sentiu desrespeitado, Noah, idem. Faltou experiência a Hoiberg para lidar com situações adversas, tanto que o time naufragou depois da parada para o Jogo das Estrelas e viu outras equipes passando na tabela, sem forças para reagir.

Análise

O bom de tudo é que passou. A temporada 2015-16 serviu como aprendizado para Hoiberg e seus comandados. A diretoria não quis negociar para melhorar o elenco e ainda perdeu uma das referências no vestiário, o armador Kirk Hinrich. O veterano foi trocado para o Atlanta Hawks por Justin Holiday e uma escolha de segunda rodada de 2018. Não que Hinrich conseguisse fazer alguma diferença em quadra, pois, aos 35 anos, servia mesmo como influência para os mais jovens.

Falando em jovens, isso foi uma coisa que deu certo no Bulls. Mirotic, McDermott, Bobby Portis e o surpreendente Cristiano Felício, ganharam espaço com o treinador e produziram de forma satisfatória. Claro que no fim da fase regular, era mais uma questão de sobrevivência na temporada, aliada a testes para o futuro. A base é boa e pode render frutos.

O fato de Hoiberg não poder contar com jogadores que pudessem executar seu estilo de jogo, pesou. E muito. Não tinha quem conseguisse trabalhar em transição com eficiência. Rose estava cada vez mais acanhado, pois não conseguia infiltrar com a mesma facilidade de seus anos de glória. Arriscava os arremessos, mas sem precisão. Ele mesmo chegou a dizer que se sentia um pouco preso. Para um bom entendedor, ele estava com medo de ir para cima e se machucar novamente, tanto que qualquer queda era motivo de preocupação da comissão técnica.

Mas o problema não parou por aí. Sem Noah por boa parte da temporada, Hoiberg começou a forçar a barra com Taj Gibson como pivô substituto. Sim, ele era ala-pivô titular, mas era obrigado a jogar muitos minutos como a única referência no garrafão. O treinador utilizava formações mais baixas, com Mirotic de ala-pivô e às vezes, com até três armadores (Rose, Moore e Brooks). Isso aconteceu principalmente quando Butler estava contundido.

Gasol mostrou-se desinteressado na reta final e afirmou que não pretendia permanecer para a próxima temporada. Se um jogador desse calibre demonstra esse tipo de comportamento em um elenco que ainda chorava por seu antigo treinador, aí é que o vestiário virava terra de ninguém.

O grande ponto positivo foi ver Butler assumindo a bronca. Ele pegou a bola e tentou ser o organizador de jogadas. Depois que voltou de contusão, em março, foram 18 jogos, com médias de 16.7 pontos, 5.5 rebotes e 6.1 assistências. Mas deu sinal de desespero, forçou jogadas e converteu somente 23.2% dos arremessos de longa distância no período.

Futuro

Dwyane Wade Bulls

Eu acompanho NBA há mais de 25 anos e, não me lembro de uma vez em que a diretoria do Bulls fizesse um esforço mínimo para trazer reforços de peso. Para a minha surpresa, isso aconteceu agora. Tudo bem que para isso, a base dos últimos anos tenha ido para o espaço, mas as saídas de Noah, Rose e Gasol, especificamente, não serão tão sentidas. Chegaram Rajon Rondo, Robin Lopez e o astro Dwyane Wade.

Entendo perfeitamente que Rondo e Wade já passaram do melhor ponto de suas carreiras. Talvez mais pelo segundo, já que o armador liderou a NBA na temporada passada em assistências no Sacramento Kings e recuperou o seu moral. Wade chega não para ser lembrado por ter atuado no Bulls em seu estágio final de carreira, mas quer fazer parte de algo especial.

Existe uma preocupação por conta do espaçamento da quadra. Rondo, Wade e Butler jamais foram especialistas em arremessos de longa distância, e o jogo corrido precisa muito dessa parte. No entanto, Mirotic e McDermott estarão mais tempo em quadra por conta disso. Mas é bom lembrar que Rondo teve o melhor aproveitamento de três na carreira em 2015-16, enquanto Wade também surpreendeu, mas nos playoffs, com mais de 50% de acertos. Bem que Pat Riley avisou. As presenças de Isaiah Canaan e do calouro Denzel Valentine, também serão notadas. São ótimos no quesito.

Vejo com bons olhos (talvez mais do que o torcedor do Bulls) esse elenco, essa formação. Para funcionar, precisa de tempo. Chegaram peças muito importantes no grupo, que vão fazer o time mudar de patamar. A cara está ficando cada vez mais próxima do que Hoiberg quer. Faltam alguns detalhes, mas o time tem tudo para evoluir e voltar aos playoffs.

  • Rômulo Franco Cardozo

    Também estou empolgado com esse time de chicago, mesmo sendo torcedor do Boston… vai ser muito legal ver wade, buttler e rondo juntos!

    • 76

      Será legal mesmo. Espero que de certo. Sou muito fã do Wade e do Rondo.

    • Vinícius Maia

      Ainda mais se o Rondo e Wade cumprirem suas palavras e reconhecerem, na prática, o Butler como líder da equipe. Não digo que o Bulls vai brigar pelas primeiras posições da conferência nem nada do tipo, mas se esse trio encaixar, eu acho que eles tem tudo para darem, aos fãs, partidas divertidas de serem assistidas, principalmente para os mais saudosistas como eu que preferem ver um time que favorece o jogo próximo a cesta do que o jogo focado nos arremessos de longa distancia como é o do Warriors.

  • ThiagOo25

    Uma das equipes que quero ver o rendimento em quadra. Espero que a ESPN e o SportTv passem bastantes jogos.

    • Doctor D – Heat

      Este ano Sportv vai passar até as finais, salvo engano e a ESPN terá rodada dupla toda semana. Creio que tenha jogos pelo menos 4 dias por semana.

      • ThiagOo25

        Na ESPN vai ser isso mesmo, rodada dupla. Mas durante a transmissão da final do basquete masculino aqui no Rio, o Everaldo marques se não me engano disse que as finais ainda é exclusividade dos canais ESPN.

  • Killer Crossover

    Ouvi dizer que o Patrão e o Rondo vão se bicudar no vestiário kkkkkk. O problema ai mesmo é a falta de arremesso, mas o Wade acerta suas bolinhas de 3, quem sabe se ele trabalhar mais isso, até mesmo pra reinventar um pouco o jogo dele que depende de infiltrações.

  • Gustavo

    Se por um lado esse perímetro espaça pouco a quadra, por outro defende demais, então pode compensar do outro lado da quadra. E se a defesa adversária não precisa ficar neurótica com os tiros longos, vai ter que se virar e muito para evitar infiltrações e o pick and pop com o Mirota.
    Vai ser interessante ver o Bulls.

  • Péricles

    Estão deixando a gente sonhar

  • Charles Teodista

    Eu tinha colocado em outro post e resolvi colocar aqui também.

    Um time com Rondo, Wade, Butler, Mirotic e Robin Lopez como titulares e um banco que mescla experiência com jovens que pode render frutos pela primeira vez em muitos anos formado por Cristiano Felício, Taj Gibson, Denzel Valentine, Doug McDermott, Isaiah Canaan, Spencer Dinwiddie, Jerian Grant, Tony Snell, Paul Zipser e Bobby Portis é para ficar de olho e se der liga briga fácil por final de conferência.

    Abraços à todos.

  • – Tiago

    Estou muito ansioso para que a temporada comece logo, quero muito ver esse time do Bulls jogar. Esse trio Rondo, Wade e Butler, até quem não é torcedor do Bulls esta curioso para ver jogando.

    • Gustavo Freitas

      Foto do Ron Harper? Respect.

      • – Tiago

        Ele mesmo haha

  • David Ribeiro

    “Vejo com bons olhos (talvez mais do que o torcedor do Bulls)”

    Isso é bem verdade. Posso entender um pouco como deve funcionar o Bulls, mas não consigo ter um pensamento positivo com esse roster. Lopez e Mirotic não são pontos tão positivos assim em suas funções (minha opinião), e isso prejudica o garrafão. Mas gostei muito quando Valentine foi selecionado e Canaan contratado,até mais do que a chegada de Rondo.

  • fernando senna

    Todo mundo animado p ver os bulls na próxima temporada mas devo relembrá-los sobre a saída do P.Gasol. Esse cara deve ser um dos melhores PF da história, jogou muita bola nesse time, e acredito que o garrafão sem ele e noah nao esta preparado para agora ser lopez e mirotic. Esses dois caras sao bons mas não estao preparados p assumir o posto de titulares de um garrafão de um time tão forte. Acho que Rondo sempre vai deixar uma interrogação depois dos ultimos micos.. o cara é meio doidão. Wade não vou comentar. um dos melhores SG da história, esse aí td mundo quer ver no que vai dar. Acho que wade é inteligente o suficiente para muitas vezes sentar no banco para J.butler, e saber entrar na hora certa e fazer o estrago q tds aqui ja sabem q ele é capaz. uma combinação muito interessante, porém é possível ainda que butler faça eventualmente um SF e jogue junto c wade. já o rondo, acredito que jogará muitos minutos e será muito usado na distribuição do jogo

  • felipe fernando Oliveira

    Acho que Bulls vai ter uma boa temporada. O perimetro com Rondo alem de dispensar comentarios na armação ainda é otimo defensor, Butler vai pontuar e defender com a mesma intensidade e acredito que seus pontos devem subir muito com rondo abrindo espaço pra ele, Doug ótimo arremessador e muito inteligente tem que melhorar a defesa, Mirotic vai ter seu papel alavancado por Rondo no ataque e sendo que sua defesa é razoavel, pra mim a duvida fica entre Portis e Lopez se eu fosse Fred eu iria de Portis que não deixa a desejar no ataque e tem uma defesa muito melhor que a de Lopez. O banco liderado por Wade e Taj tem otimos jovens inteligentes como Grant e Denzel e outros intensos fisicamente como Snell, Canaan e Spencer. Deixei Felício pro final pois quero muito ver como vai ser a temporada desse jovem pois fisicamente ele dispensa comentário, mas gostei de ver como seu QI de basquete cresceu muito, acho que a temporada ao lado de Gasol e de Noah fez muito bem pra ele. Acho que Bulls vao brigar da 4ª a 8º vaga.

    • drakes

      Concordo com quase tudo, Hoiberg fez sua melhor campanha na NCAA com seu time utilizando menos a bola de três, ou seja, é um técnico que pelo histórico já fez esse ajuste antes.

      Lopez é minha divergência, ele é muito subestimado, apesar de alto dá para jogar acelerar o jogo com ele em quadra, um razoável passador para posição, desde a época do Blazers o que o time perde com sua saída é a % de eficiência ofensiva, já que ele depois do Drumond é o melhor jogador em “tip shots”.

      Ele, vai espaçar muito bem com o Mirotic.

      Trocar rose (depois veio Noah via FA) considerei que a diretoria de CHicago foi muito bem, Grant é um excelente backup.

      Perdas em termos de vitórias da temporada passado, vejo só o Gasol, o bulls é favorito para mando de quadro. Até hipoteticamente penso:
      1- Cavs
      2- Raptors
      3 – Celtis
      4 – Bulls – Pistons

    • Doctor D – Heat

      Como assim banco liderado por Wade? Hahahaha

    • David Ribeiro

      1) Wade banco?
      2) Portis jogando de Center?

      Acho que não ein…

  • Doctor D – Heat

    Vejo o Bulls com grandes perspectivas. Wade deve jogar um pouco mais, tendo em vista que deve entrar na rotação com Valentine, talvez Snell e McDermott, nos momentos com Butler jogando de nº 2… Mirotic e Dermott nos tiros longos, e os 3 pivôs de força que o time têm, pode dar uma boa liga. Torcer pro Rondo não machucar.

    Será meu segundo time na temporada, até porque, infelizmente, o Heat não deverá chegar nos Offs…

  • JimmyJordan

    A temporada do Bulls será cercada de incertezas: “Será que Rajon vai manter o nível de comprometimento que falou nas entrevistas”? Será que vai manter a mesma dedicação que o fez ir a Vegas acompanhar a garotada da Summer League? Será que vai manter a “humildade” ao dizer que o time é do Jimmy Butler?

    Será que Wade vai aguentar mais de 30 minutos na regular season sem se lesionar? Será que Hoiberg será capaz de tirar o melhor do bom e velho Dwyane?

    Será que a transição ofensiva vai funcionar na velocidade que Fred deseja?

    Eu não sou torcedor do Botafogo – RJ (Mas inegavelmente estou com os dois pés atrás).
    Ao meu ver a vinda do Wade foi um cala boca na torcida e uma estratégia de Marketing para as vendas de ingressos não caírem já que Jerry Reinsdorf e companhia são ávidos por playoffs.

    Deixamos a síndrome de Estocolmo (Derrick Rose) e trouxemos alguém com problemas mas que pode e ainda rende muito bem principalmente em momentos decisivos (Wade).

    Apesar do pensamento botafoguense se enveredar por toda minha mente, quero ser um bom Flamenguista e ter fé no improvável: Esse time dar liga. hehehe

  • Marcos Gordinho

    Time que têm Wade pode usar uns 3 cones de quadra pra completar a linha que ainda vale a pena assistir.

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