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Postado em 14 set 2016 às 13:26
Revisão da Temporada – Milwaukee Bucks

Franquia de Wisconsin fez campanha decepcionante em 2015-16, mas pode ter encontrado o caminho do sucesso

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Por Gabriel Farias

Milwaukee Bucks (33-49)

Temporada regular: 12º lugar da conferência Leste
Playoffs:
 não classificado
MVP da campanha: Giannis Antetokounmpo (16.9 pontos, 7.7 rebotes, 4.3 assistências, 50% de aproveitamento nos arremessos)

Pontos Positivos

– O grego Giannis Antetokounmpo foi a grande estrela do Milwaukee Bucks na campanha 2015-16. Após perder a primeira partida da temporada, o ala dominou todas as ações da equipe, seja no ataque ou na defesa. Por incrível que pareça, os 15.9 pontos, 7.1 rebotes e as 2.8 assistências de Antetokounmpo até o Jogo das Estrelas não representavam o auge do jogador na campanha. Depois das lesões dos armadores Michael Carter-Williams e Jerryd Bayless, Antetokounmpo foi efetivado como armador em quadra, e a libertação ofensiva permitiu ao grego alavancar seus números para 18.8 pontos, 8.6 rebotes e 7.2 assistências nos 28 jogos finais. 68% de aproveitamento em arremessos próximos ao aro, Antetokounmpo conseguiu 24 partidas de pelo menos 20 pontos e registrou cinco triplos duplos.

– Além de Antetokounmpo, Jabari Parker e Khris Middleton provaram que a franquia de Wisconsin poderia ter alcançado mais na temporada.  Enquanto Parker manteve seus números de calouro, porém, registrando médias semelhantes em 51 jogos a mais. Apesar de não ter mostrado um arremesso de longa distância relevante, Parker foi um eficiente strech four no esquema de quatro alas do técnico Jason Kidd. Middleton fez valer o contrato de US$ 70 milhões assinado na agência livre ao liderar a equipe em pontos (18.2) e aparecer entre os 20 primeiros da liga em minutos atuados, roubos de bola e aproveitamento em lances livres.

– Um dos motivos para as 33 vitórias do Bucks na temporada foi o aproveitamento de quadra da equipe durante os 82 jogos. A equipe de Jason Kidd converteu 46% de suas tentativas, ficando com o quinto melhor índice de conversão.

– Querendo ou não, a vitória sobre o Golden State Warriors que encerrou o início perfeito dos então campeões da liga foi um ponto alto na temporada do Bucks.

Pontos negativos

– Grande contratação do Bucks na agência livre, Greg Monroe não funcionou como pivô da equipe. O ex-jogador do Detroit Pistons terminou a temporada com 15.3 pontos, 8.8 rebotes, 2.3 assistências e 52% de aproveitamento nos arremessos de quadra, números semelhantes aos da campanha 2014-15. Ainda assim, o pivô não se encaixou ao lado do trio Antetokounmpo, Middleton e Parker, especialmente, após a oficialização do grego como armador. Nos 27 jogos com Antetokounmpo como armador, Monroe foi reserva em dez, além de ver seus minutos, índice de uso e tentativas de arremesso diminuírem significativamente.

– Apesar dos 46% de aproveitamento nos arremessos de quadra, a equipe do Milwaukee Bucks tentou apenas 82 tiros por partida, quinta menor marca da liga. Com poucos arremessos tentados, a equipe ficou teve o sexto pior ataque da temporada 2015-16 com 99 pontos por partida.

– A falta de um armador nato deu brecha para o crescimento de Giannis Antetokounmpo e Khris Middleton, mas resultou em 15 erros ofensivos por partida, sexta pior marca entre os 30 times. Além dos dois alas citados, Michael Carter-Williams também registrou mais de dois turnovers por jogo.

– O Bucks da temporada 2015-16 foi especialista em aparecer como sexto pior em algum quesito. As dez vitórias nos 41 jogos da campanha superaram apenas Brooklyn Nets, Philadelphia 76ers, New Orleans Pelicans, Phoenix Suns e Los Angeles Lakers.

– As lesões e a falta de confiança nos armadores do elenco forçaram o técnico Jason Kidd a mudar seu quinteto inicial 19 vezes durante a temporada regular.

Análise

Após uma surpreendente classificação para a pós-temporada em meio à lesão do então novato Jabari Parker, a franquia do Milwaukee Bucks percebeu que poderia alcançar números superiores na campanha 2015-16 com a contratação de um grande agente livre. Apesar de não ser um grande mercado, a equipe de Wisconsin seduziu o pivô Greg Monroe, peça que faltava para a formação que já contaria com Michael Carter-Williams, Khris Middleton, Giannis Antetokounmpo e Parker.

No papel, esse foi o principal quinteto utilizado pelo técnico Jason Kidd, porém, o Bucks venceu apenas 11 das 30 partidas que disputou quando iniciou o jogo com seu quinteto ideal. A cada 100 poses de bola com os cinco em quadra, o Bucks perdia por quase sete pontos, sofria nove cestas de três pontos a mais e registrava quatro assistências a menos que os adversários.

A tabela na virada do ano mostrava o Bucks na 13ª posição da conferência Leste e, com o fracasso cada vez mais claro, Kidd resolveu mudar. Além de enviar Greg Monroe para o banco de reservas em diversas oportunidades, as lesões dos armadores Michael Carter-Williams e Jerryd Bayless permitiram ao técnico dar mais liberdade para Antetokounmpo, colocando o grego como o principal distribuidor do time. A mudança pode não ter resultado em um aumento significativo no número de vitórias, mas serviu como uma pré-temporada para a campanha 2016-17.

Considerando os 29 jogos após o All-Star Game, Middleton, Antetokounmpo e Parker melhoraram consideravelmente suas médias, deixando um grande ponto de esperança para a sequência da franquia.

Futuro

Com a missão de encontrar dois jogadores para complementar o trio Khris Middleton, Giannis Antetokounmpo e Jabari Parker, o Milwaukee Bucks contratou o armador Matthew Dellavedova, o ala Jason Terry e o ala-pivô Mirza Teletovic. O australiano campeão com o Cleveland Cavaliers tem características diferentes do concorrente Michael Carter-Williams, sem precisar reter a posse de bola por muito tempo. Teletovic representa uma tentativa de melhora nos tiros de longa distância da equipe, principalmente, vindo de um jogador de garrafão. Além da experiência, Jason Terry também aumenta o poder ofensivo do sexto pior ataque da última temporada.

Thon Maker e Malcom Brogdon foram recrutados no draft, mantendo a filosofia de ter jogadores que possam atuar em diferentes posições. Ambos apresentaram versatilidade durante a Liga de Verão, porém, também mostraram problemas quando o assunto é aproveitamento em arremessos. O ala-pivô de 19 anos acertou 37% de seus arremessos de quadra, enquanto o ala-armador de 23 anos conectou 34%.

Greg Monroe continua no elenco e pode até iniciar a temporada como titular, mas, dificilmente, conseguirá superar as baixas expectativas dentro do sistema da equipe. Se Monroe vier do banco, Miles Plumlee e John Henson brigarão pela vaga. Na temporada 2015-16, ambos provaram se encaixar melhor com o trio principal.

O time tem totais condições de vencer mais que 33 partidas na próxima campanha, mas terá dificuldades para desbancar outras sete equipes no Leste. Uma volta aos playoffs dependerá da adaptação de Antetokounmpo como armador durante uma temporada completa, algo que para Jason Kidd, pode resultar na primeira campanha com triplo duplo de média desde Oscar Robertson em 1961-62. Se isso acontecer, veremos a franquia de Wisconsin na pós-temporada.

  • Doctor D – Heat

    O Jumper vai criar ligas no Fantasy?? Cadê o Gustavo Freitas?

  • BetoMavs

    Era um time que começou a temporada cheio de expectativas mas que no final decepcionou, MCW parece que tinha mais hype do que talento, e o Monroe é um bom talento mas parece que está jogando na época errada.

  • Marcelo Desoxi

    MCW brincou com meu coração. Achei que seria do top 5 de armadores em alguma fase da carreira, pelo que parece….

    • Matheus Pitarello

      é, eu acho que muitos esperavam isso, inclusive eu…

  • Espero que o Giannis venha para o All Star Game nessa temporada. Acredito que o time irá brigar pelas 4 primeiras posições do leste. Aposto muito no crescimento do time como um todo.

    • benhur

      calma né…

    • Knickerbockers

      Empolgou! Acho que esse time ainda não está maduro pra pegar play-offs.

  • Knickerbockers

    Estou aguardando uma grande evolução do Parker. Acompanho ele desde a época do college e muito se espera desse jogador. Sei que ele teve a infelicidade de se lesionar na temporada como rookie e isso atrapalhou o seu desenvolvimento, mas está na hora de mostrar que ele é um jogador diferenciado. Na época de NCAA muito se falava de Wiggins x Parker, que seriam o futuro da NBA, a mídia até criou uma rivalidade para os dois, tipo Lebron x Melo.

  • Pedro Ferreira

    O Parker ta decepcionando,certo que teve aquela lesão que atrapalho,mais não me lembro de nenhum grande jogo dele essa temporada

    • Teve uma vitória contra o Rockets que ele anotou 36 pontos (ou algo por ai) com mais de 60% de aproveitamento nos arremessos, lembro de ter sido o melhor jogo dele. Ele melhorou bastante após o All Star, acho que o problema dele foi ter voltado da lesão acima do peso, estava bem rechonchudo no início da temporada.

      • Pedro Ferreira

        Espero que desenvolva seu potencial maximo

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