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Postado em 17 set 2016 às 11:00
Revisão da temporada – New York Knicks

Time ficou de fora dos playoffs nos últimos três anos

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Por Gustavo Freitas

New York Knicks (32-50)

Temporada regular: 13º lugar da conferência Leste
Playoffs:
 não se classificou
MVP da campanha: Carmelo Anthony (21.8 pontos, 7.7 rebotes, 4.2 assistências, 43.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra).

Pontos positivos

– O letão Kristaps Porzingis, outrora vaiado na noite do draft pela torcida, terminou a temporada entre os líderes dos calouros e virou um dos destaques do New York Knicks em seu primeiro ano.

– Carmelo Anthony diminuiu o volume de arremessos e, consequentemente, passou mais a bola. Resultado: melhor temporada do astro em assistências na carreira, com 4.2 por jogo.

– Robin Lopez, como sempre, foi sólido no garrafão. O pivô trouxe um pouco mais de segurança para a área pintada, algo que o time não via desde 2013-14, quando ainda tinha Tyson Chandler.

– A temporada acabou.

Pontos negativos

– Derek Fisher, aparentemente, era o único além de Phil Jackson que entendia sobre o triângulo ofensivo. Não entrou na cabeça dos jogadores, Fisher foi substituído por Kurt Rambs e o time ficou de fora dos playoffs pelo terceiro ano consecutivo.

– O time foi concebido sem balanço nas posições. Se para o garrafão, o Knicks tinha Lopez e Porzingis, seus reservas Kevin Seraphin e Kyle O’Quinn foram subaproveitados, com cerca de 11 minutos para cada. Já na armação, o veterano e em decadência física Jose Calderon (pior temporada em assistências na carreira, com 4.2) tinha um estabanado Jerian Grant, que queria fazer de tudo e no fim, não produzia.

– Porzingis cansou na reta final da temporada. Normal para um estrangeiro, que não está acostumado ao intenso ritmo da NBA com 82 jogos. O arremesso, especialmente o de três pontos, parou de cair na segunda metade (de 34.9% para 29.4%), pegou menos rebotes (de 7.7 para 6.2), bloqueou menos arremessos (de 1.9 para 1.6), jogando até mais tempo do que no começo.

– O Knicks não defendeu no perímetro. Apenas com Arron Afflalo de especialista no setor, o time foi o que menos roubou bolas na temporada, o terceiro que mais permitiu assistências do adversário e o sexto que mais sofreu em arremessos de três pontos.

Análise

Não foi bonito. O Knicks iniciou a temporada com ambições de voltar aos playoffs e até chegou a figurar entre os oito melhores do Leste em novembro, quando tinha oito vitórias em 14 jogos, mas caiu de produção e jamais recuperou-se. Essa queda foi vista especialmente em Anthony, sempre um dos cestinhas das últimas temporadas. O ala até deixou de forçar jogadas em demasia e progrediu em procurar seus companheiros, porém não conseguiu assumir o mesmo protagonismo de até então. Uma séria lesão no joelho, no entanto, ajuda a explicar. Mas não responde totalmente.

O Knicks “apanhou” para fazer o triângulo funcionar, mas o perímetro, principal responsável por isso, foi pífio dos dois lados da quadra. O arremesso foi um terror (43.9%, 26° da liga) e a defesa parecia uma peneira.

Nada que Fisher fizesse dava certo. A solução, como sempre, é trocar de treinador. Entretanto, todos sabiam que o problema não estava só ali. Era o conjunto. Era o grupo formado pela diretoria. Um quinteto inicial até respeitável, mas o banco fraco e sem grandes alternativas. Pela busca frenética de jogar baixo, os melhores reservas (O’Quinn e Seraphin) eram basicamente turistas. No mais, era um amontoado com Derrick Williams, Lance Thomas, Sasha Vujacic e Grant. Enquanto os três primeiros procuravam apenas o arremesso e não marcavam bem, o time sofreu com a segunda unidade e era justamente quando era batido por adversários.

Com Rambis, a situação não mudou em nada, justificando ainda mais que o que estava errado não era o técnico, mas tudo o que foi planejado por Jackson. No fim, serviu apenas para evidenciar que o Knicks jamais teve algum controle dentro ou fora das quadras. O episódio que envolveu Cleanthony Early foi somente mais um caso de cuidados inadequados com a franquia e com atletas.

Fora dos playoffs pelo terceiro ano seguido, sobrava ao Knicks apenas a agência livre, pois suas escolhas no draft haviam sido negociadas anteriormente (lembra da troca de Andrea Bargnani?).

Futuro

Para as próximas temporadas, o cenário do Knicks ainda é duvidoso. Por mais que tenha se reforçado na offseason com nomes de peso como Derrick Rose, Joakim Noah, Courtney Lee e Brandon Jennings, entre outros, o elenco vai continuar sofrendo com um banco de reservas de qualidade duvidosa. Para piorar, Rose e Noah não são confiáveis no aspecto físico e tiveram algumas lesões graves nos últimos anos.

De qualquer forma, o Knicks seguirá com Anthony como a sua principal estrela, enquanto Porzingis deverá crescer ainda mais de produção. A expectativa é grande por conta dos dois, além da chegada de Rose, MVP de 2011. Se tudo der certo para o técnico Jeff Hornacek, que faz sua estreia na equipe, é possível enxergar o time brigando por uma vaga nos playoffs.

Anthony está recuperado de uma contusão que o atrapalhou durante 2015-16 e promete voltar a ser mais importante no ataque. Rose chega, inicialmente, para realizar a função de coordenador ofensivo. Hornacek deu indícios de que pretende fazer de seu armador a principal peça, procurando antes o passe do que o próprio arremesso, deixando Anthony mais livre para executar suas jogadas.

Acredita-se que a equipe vai jogar mais em transição, buscando arremessos de longa distância e passes mais rápidos na procura de jogadores livres. No comando de Hornacek, é esperado que o Knicks seja mais competitivo. O triângulo ofensivo não será obrigatório, o que de certa forma, é bom para o elenco.

O Knicks pode ser o time do oito ou oitenta. Precisa contar com jogadores saudáveis para poder fazer algo na temporada, pois se depender em demasia do banco, terá um enorme problema. A tendência é que o time seja mais forte.

 

  • Pedro Ferreira

    Knicks perdeu muitas d[ecadas com gestões ruins,era pra essa franquia ser muito maior do que é porque é uma das mais antigas,e fica em uma das maiores cidades do mundo

    • Pedro Ferreira

      décadas*

  • Sid Payne- Dança muito

    Knicks vs Cavs tem tudo pra ser um os melhores duelos do leste

  • Luiz

    Ai ai knickão da massa ano após ano sempre uma incógnita.

  • BetoMavs

    Rose-Lee-Anthony-Porzinga- Noah é um bom quinteto, se todo mundo conseguir jogar pelo menos uns 80% dos jogos, é time para pegar playoffs, ainda tem alguns jovens muito bons no roster…mas vamos ver, do NYK pode se esperar qualquer coisa.

    • Fiz umas contas loucas baseadas em chutes (ahahaha) e, analisando bem superficialmente, se jogar os “pelo menos 80% dos jogos” que você disse, o Knicks consegue ficar com um recorde de 43-39 ou até 46-36. Acho difícil passar disso.
      O que você acha? Hehe

      • BetoMavs

        É bem por aí mesmo Oshiro-san.

  • Dirk

    Não gostei do Porzingao da massa ter sido vaiado no draft, mas o menino demonstrou qualidade e um futuro promissor, tomara q continue nessa pegada…
    Bem, provável quinteto titular do Knickao da massa:
    PG – Rose
    SG – Lee
    SF – Melo
    PF – Porzingis
    C – Noah
    Em condições normais de temperatura e pressão, é um grande quinteto, um dos melhores da temporada, masmas as frequentes lesões e a falta de um banco de qualidade vai fazer a diferença…
    É com pesar q dou o palpite de q o Knickao não se classifica para os plyoffs, ou então disputa a oitava vaga com Hornets e Bucks, pelo menos é o q eu aposto…
    [OFF] – galera, ouvi falar q no universitario do ano q vem tem um muleke muito bom chamado Lonzo Ball e q existe a expectativa do próximo draft ser o melhor dos últimos anos, confere?

    • Vinícius Maia

      Rapaz não acompanho nada sobre prospectos de draft, mas vi seu comentário, fui pesquisar sobre esse lonzo Ball e o garoto parece jogar demais. Teve um torneio aí que ele teve médias de triplo duplo. O estilo de jogo dele me lembrou um pouco o do Rose, porém com mais visão e mais organizador do que o Rose

  • Thiago Legori

    Se o time se manter saudável, pega playoffs fácil… o problema é um time cheio de canelas de vidro aguentar a temporada. De qualquer modo tem q manter o otimismo. Go Knicks!!!!

  • Pedro Coimbra

    Trazem bom jogadores ,só q não tão confiáveis quanto a forma física e na expectativa de conseguir tais jogadores ,deixam de garantir um bom banco de reservas, algo q pra esse time do Nicks seria essencial.

  • David Ribeiro

    “Pontos positivos
    […]
    – A temporada acabou.”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Vinícius Maia

    “Derek Fisher, aparentemente, era o único além de Phil Jackson que entendia sobre o triângulo ofensivo. Não entrou na cabeça dos jogadores.”

    Cara eu já vi uns videos e também já li artigos explicando como funciona o triângulo e como alguém que já treinou basquete, honestamente, eu não consigo entender porque alguns atletas tem tanta dificuldade para assimilar o esquema. Na verdade quando eu vi explicações sobre o assunto, eu tive até a impressão de já ter usado em algumas jogadas ofensivas na época que eu treinava. Dennis Rodman certa vez disse que aprendeu o triângulo em 15 minutos o que mostra quão simples o esquema é. Eu fico até surpreso por um esquema tão simples ser a principal arma de um técnico da NBA e ainda mais surpreso quando atletas da NBA não o entendem.

    “Hornacek deu indícios de que pretende fazer de seu armador a principal peça, procurando antes o passe do que o próprio arremesso.” Isso é algo que eu estou muito curioso para ver: Rose priorizando a organização e as assistências ao invés de infiltrações e arremessos.

    “O triângulo ofensivo não será obrigatório”. Não entendi essa obsessão que tio Phil tinha em querer que treinadores e atletas utilizassem esse esquema. Tudo bem que funcionou com ele e seus 11 anéis estão aí para provar, mas acho que não é o melhor caminho ele como GM querer ditar o esquema tático da equipe. Cada técnico tem sua filosofia de trabalho, seu arsenal tático e acho que isso deve ser respeitado pela franquia quando ela decide contratar um técnico.

    • Guilherme Prates

      eu não conheço o esquema do triângulo a fundo, inclusive vou procurar pra saber mais, mas vale lembrar que o Dennis Rodman era absolutamente brilhante em se posicionar na quadra.

      • Vinícius Maia

        Sinceramente eu não sabia dessa qualidade do Rodman Guilherme, mas ainda assim eu não vejo grande complexidade no triângulo. Claro que, como qualquer outra movimentação, tem que ser bem trabalhada pelos atletas para que funcione bem, mas não consigo enxergar muita dificuldade na movimentação. Inclusive vejo movimentações mais elaboradas e complexas em alguns momentos nos jogos.

  • Rose: 18, 6.
    Anthony: 25, 7, 4.
    Porzingis: 17, 8.

    Ahahaha chutar médias é algo muito divertido… essa temporada estará muito boa de acompanhar!

  • wesley

    acho que ira longe NYK

  • Diego Alexsander

    Melhores reservas O’Quinn e Seraphin? Eu vi uns 70 jogos temporada passada, e a atuação dos dois foram sofríveis. Subaproveitado para mim só D. Will. Salvando Thomas, todos os reservas sofríveis.

    • Gustavo Freitas

      Já viu eles no Magic e no Wizards? Eles eram bons tecnicamente e tinham espaço para jogar. No Knicks, com 11 mpg, a coisa ficava terrível. É difícil pro pivô jogar num esquema assim. Porzingão saía e Melo ia pra PF. Ou seja, o time tinha três ou até quatro pra uma posição no garrafão quando Melo estava na quatro. Claro que não ia sobrar tempo.

      E Derrick Williams, cara… como ele é sofrível na defesa.

      • Diego Alexsander

        Eu só acompanho os jogos do Knicks, de fato. Talvez com mais tempo, ou em um sistema que os privilegiasse, eles rendessem mais. D. Will era útil atacando. A defesa era tão ruim que era difícil salvar alguém. Ora por preguiça, ora por falta de qualidade mesmo.

    • Pedro Ferreira

      Mais pense pelo lado positivo,esse ano não vai ser sofrivel que nem o outro,pelo menos não na teoria

  • Pedro Ferreira

    Essa temporada será tmb um teste para o Anthony,não ter mais a desculpa que não tem um time decente,porque agora ele tem

  • ThiagOo25

    Curioso para ver logo esse time.

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