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Postado em 24 set 2016 às 11:00
Revisão da temporada – San Antonio Spurs

Time foi superado pelo Thunder nas semifinais de conferência e perdeu seu maior ídolo

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Por Gustavo Freitas

San Antonio Spurs (67-15)

Temporada Regular: eliminado pelo Oklahoma City Thunder nas semifinais do Oeste em seis jogos
MVP da campanha: Kawhi Leonard (21.2 pontos, 6.8 rebotes, 2.6 assistências, 1.8 roubada, 1.0 bloqueio)

Kawhi Leonard defesa

Pontos positivos

– Quando um grande time recebe o reforço de um jogador como LaMarcus Aldridge, você só pode esperar grandes feitos. O San Antonio Spurs melhorou ainda mais um elenco já recheado de grandes atletas, mas que carecia de novas fontes de ataque no garrafão, embora Aldridge saiba arremessar de qualquer parte de dentro da linha de três.

– Kawhi Leonard mostra a cada ano o quão excepcional jogador ele é. O ala saiu barato para o Spurs na noite do draft de 2011. Muito barato. Lembra como foi? George Hill foi para o Indiana Pacers por Davis Bertans, Erazen Lorbek e claro, Leonard. Ótimo no ataque, melhor ainda na defesa, o MVP das finais de 2014 ainda pode fazer mais estragos por aí.

– A mensagem era clara da direção do Spurs. Passar o bastão de Tony Parker e Tim Duncan para Leonard e Aldridge. E os dois contribuíram muito. Eles foram responsáveis por 33.6% dos pontos e 31.2% dos rebotes da equipe em 2015-16.

– Discreto, o australiano Patty Mills vai ganhando espaço na rotação e, pela primeira vez na carreira, superou os 20 minutos por jogo. Tony Parker não está ficando mais jovem e as lesões atrapalham a cada ano. Mills apareceu bem, com 8.5 pontos e 2.8 assistências, além de 38.4% de aproveitamento de três pontos.

Pontos negativos

– O que aconteceu com Danny Green? De um ano para o outro, o ala-armador caiu de produção vertiginosamente e não conseguiu recuperar-se durante a temporada. Green não foi, nem de longe, uma grande ameaça da linha de três em 2015-16, com 33.2% de aproveitamento e foi pior ainda nos lances de quadra, com 37.6%. A defesa, pelo menos, ajudou seu caso.

– Pela primeira vez na carreira, Duncan ficou abaixo dos dez pontos por jogo. A idade pesou ao ponto de ele ficar sem pontuar, de forma inédita, em quase 14 minutos diante do Houston Rockets na fase regular. Nos playoffs, repetiu a dose contra o Oklahoma City Thunder. Na pós-temporada, foram dez jogos e em apenas um deles, superou a marca dos dez pontos, justamente em sua despedida das quadras, com 19.

– Boban Marjanovic não teve tempo de quadra, nem espaço para atuar de forma regular. No pouco que lhe foi oferecido, porém, surpreendeu e obteve médias de 21.0 pontos, 13.7 rebotes e 1.6 toco se jogasse 36 minutos por partida.

– O Spurs contou com diversos veteranos (Andre Miller, Rasual Butler, Kevin Martin, David West e Boris Diaw), que pouco puderam contribuir pelo inchaço do elenco. Se por um ponto, o time sempre tinha ótimas peças de reposição, por outro, teve a questão da “ferrugem”. Sem muito tempo de quadra, quando entravam pareciam travados e demoravam a ajudar. Quando estavam aquecidos, já era hora do banco.

Análise

O Spurs montou um verdadeiro esquadrão. Não só no papel, claro. Em quadra, o time voava e atingiu a melhor marca de vitórias em sua história (67 em 82 jogos). Era esperado que fizessem a final do Oeste diante do Golden State Warriors, mas pararam em então emergente Oklahoma City Thunder.

É óbvio que não dá para criticar uma equipe de tanta tradição (nos últimos 20 anos). O Spurs jogou quase da mesma forma que fora campeão em 2014 e ainda recebeu LaMarcus Aldridge como reforço. O que era bom, ficou ainda melhor. Falhou, é verdade, na hora mais importante da temporada. Mas não tinha como bater o atleticismo do Thunder de Russell Westbrook e até então, Kevin Durant.

Nada menos que nove jogadores tiveram um rating abaixo de cem pontos (pontuação sofrida estimada por cem posses de bola) em defesa. O número é surpreendente, se pensarmos que entre 2012-13 e 2014-15, foram oito atletas somados. Isso passa pelo estilo de jogo imponente do técnico Gregg Popovich, que comanda a equipe desde 1996-97. O Spurs foi o menos vazado na última temporada, com apenas 92.9 pontos sofridos por embate. O mais próximo disso foi o Utah Jazz, com 95.9.

Mas se pensa que o time texano só se importou com um lado da quadra, você está bem enganado. Mesmo prezando a troca de passes para somente quando algum jogador estivesse livre pudesse arremessar, o Spurs foi o décimo que mais pontuou (103.5 por jogo), o segundo com o melhor aproveitamento de quadra (48.4%) e três pontos (37.5%), ambas marcas atrás apenas do Warriors.

Infelizmente, a idade chegou para Duncan. Sem condições de atuar em partidas em sequência, o veterano perdeu tempo de quadra e também, mobilidade. Tudo bem. Ele estava mais lento, menos necessário no ataque, mas fazia toda a diferença na defesa. Aos 40 anos, pediu o boné. Já não era tão empolgante para ele, o que é completamente compreensível para alguém que teve a mesma rotina desde 1997-98 e quase 1.400 jogos. Vai fazer falta.

Futuro

Para 2016-17, o Spurs não perdeu tempo e fechou com o espanhol Pau Gasol. Tudo bem, ele não é nenhum garoto. Mas, aos 36 anos, o atleta foi um dos destaques do Chicago Bulls nas últimas duas temporadas e foi titular em um Jogo das Estrelas enquanto esteve no time de Illinois. Gasol chega para ocupar a vaga de Duncan. Experiente, ótimo arremessador e passador, ele se encaixa perfeitamente no esquema de Popovich. David Lee também chegou, mas para ser o David West da vez.

Fora isso, a diretoria voltou a apostar em jogadores pouco conhecidos ou de menor expressão, como Dewayne Dedmon, Patricio Garino, além de atletas que tinha seus direitos, como Ryan Richards (draft de 2010), Davis Bertans (2011), e Livio Jean-Charles (2013). Isso sem contar que pode ter dado o pulo do gato no recrutamento deste ano ao selecionar o ala-armador Dejounte Murray, que era figura carimbada no Top 20 dos mocks na 29ª escolha.

De resto, o elenco perdeu Diaw, Miller, West, Marjanovic e Matt Bonner, e manteve a base titular quase intacta, com exceção feita a Duncan. Aliás, pela primeira vez em quase 20 anos, o Spurs vai começar uma temporada sem o camisa 21 em quadra. Estranho demais, mas a vida segue em San Antonio. Manu Ginobili era esperado para seguir seus passos, mas optou por jogar mais um ano. Menos mal.

A ideia é aprimorar ainda mais o estilo de jogo de passes e de defesa forte. A preocupação está em Parker. Popovich deverá limitar seu tempo de quadra, dando mais espaço a Mills. Assim, por mais que o australiano não seja especialista como organizador (o camisa 9 também nunca foi exatamente um desses), o time ganha em arremessos de longa distância. O quinteto que está em quadra fica responsável por achar o melhor jogador posicionado para o chute. Sem definições atribuídas. Com Gasol, o passe de dentro do garrafão para arremessadores melhora bastante.

Que o Spurs vai brigar novamente pelos primeiros lugares do Oeste, ninguém duvida. Pode até não ser o time a superar o Warriors (talvez, ninguém consiga de fato), mas a expectativa é tão boa quanto as dos anos anteriores.

 

  • Rodolfo Ribeiro #OKCLoyalty

    Furar o desenho tático do Spurs é um dos maiores desafios dos times hoje.Tentar se desenhar taticamente contra eles já se provou não ser a melhor das opções e o Spurs é o adversario que eu tenho mais medo de enfrentar.Pra passar por eles tem que remar contra a maré.E foi isso que fizemos.Tome Westbrook arremessando de qualquer jeito pra Adams e Kanter converterem no rebote.E tome Andre Roberson correndo atrás do Kawhi.Foi assim, e so dava assim.Pra mim,depois de Heat x Spurs,é o maior classico da NBA nos últimos anos.
    Vão vir insanos mais uma vez.

  • Sid Payne- Dança muito

    To doido pra ver um Spurs vs Thunder, ver se o Pop vai bota marcação quíntupla no West

  • Pedro Ferreira

    A 20 anos sendo exemplo de administração, 5 titulos em 6 finais e ainda com Leonardo e Aldridge,mais um década insana vem pro Spurs

  • antonio

    time titular dessa temp parker – manu – kawhi – aldrige – gasol timaço

    • Knickerbockers

      Danny Green é o dono da posição 2, e já não é de hoje.

      • antonio

        green jogano nada

  • Rodrigo Soares

    A cada temporada que passa o Parker cai mais de rendimento ( claro tem a idade) mas o Spurs vai pra mais uma temporada sem reforçar a armação… isso é algo que me preocupa um pouco , ainda mais com o Parker bastante irregular na última temporada.

    Mas iremos brigar de novo isso sem duvidas! GO SPURS GO

  • Rodrigo Medeiros

    alguem sabe se o Laprovítola vai ficar por lá? Foi ele que foi fazer testes né?

    • Ele está no elenco da pré-temporada, porém vai ter que jogar bem pra ficar, dos 19 jogadores do elenco 4 serão cortados pra temporada regular.

      • Rodrigo Medeiros

        Obrigado Paulo.
        Sabe qdo sai a lista definitiva?

        • Acho que logo após a pré-temporada mesmo, entre os dias 22 e 24 de outubro possivelmente, pois a temporada começa dia 25.

      • Na verdade, serão 20 jogadores na pre-temporada, saiu a lista hoje, esqueci do Joel Anthony (cone rs)

  • Galvão 🔥 #305

    Foi a temporada que desde quando comecei a ver a NBA, vi um jogador do Spurs ter tantas jogadas de ISO quando Kawhi Leonard teve essa temporada. Realmente ele recebeu carta branca do Pop pra tomar conta da equipe.

  • ThiagOo25

    A posição mais enfraquecida do Spurs para mim será na de PG. Deveriam ter pegado alguém nessa posição.

  • Killer Crossover

    O Kawhi cresceu ofensivamente essa temporada (ou simplesmente teve apenas mais liberdade como já disseram), mas por outro lado ele oscilou bastante o que não é muito do Leonard. Não acho que o Spurs vá deixar de ser competitivo da noite pro dia, pelo contrário, perdeu um dos maiores jogadores que o jogo já viu, mas recompôs com uma peça não tão grande historicamente falando, mas tecnicamente tão boa quanto (considerando os últimos anos do Tim Duncam, e não comparando). Porém, mesmo vindo com uma vaga (pra mim) entre os 4 do Oeste, não acho que é um time tão forte, pelo menos que ver em quadra antes.

    • ThiagOo25

      Pode ser considerado o segundo mais forte do Oeste, terceiro.

  • Douglas Vinicius

    nem lembrava que o Davis Bertans era ainda fruto daquela magnifica troca de 2011 haha
    o meu único medo com o Spurs é a questão de atletismo no garrafão, com Gasol e Aldridge sem duvidas é o garrafão mais técnico da liga, e com um arsenal ofensivo poderoso, porém vimos o que o Adams fez com o nosso garrafão nos Playoffs, tomara que o Dedmond entre bem durante as partidas para preencher esse defeito que teremos. De resto é observar esses garotos que estão chegando: Davis Bertans, Livio Jean-Charles, e os frutos da nova classe Dejounte Murray, Bryn Forbes e Ryan Arcidiacono que é um dos meus jogadores favoritos da ultima NCAA, claro que eles devem dividir NBA e D-League como o Jonathon Simmons na ultima temporada, mas será interessante observar essa talvez “nova safra” do Spurs, o Pop sabe trabalhar muito bem jogadores jovens, fazendo com que eles se desenvolvam.

  • Pablo Leite

    É fácil entender porque dessa vez Duncan pontuou tão pouco. Duncan estava passando o bastão para Aldridge, no ataque, e assumindo papel que era do Splitter em fazer o trabalho sujo para ele, mas agora, ele fazendo esse trabalho para La Marcus, assim como um dia Robinson fez para ele. A ver como a equipe se reconstituirá nos próximos anos, já que Parker já começa a decair, e se lesiona cada vez mais, e Ginobilli fará sua última temporada com a franquia.

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