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Postado em 25 set 2016 às 09:47
Meninos, eu vi

Gustavo Freitas analisa o fim de uma era com a aposentadoria de Kevin Garnett

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Por Gustavo Freitas

Eu vi os três começando na NBA. Já acompanhava há algum tempo e não foi difícil admirar cada um deles. Mas começar uma temporada sem Kobe Bryant, Tim Duncan, e agora, Kevin Garnett, é algo que não acontece desde 1994-95. Claro que isso mexe com quem gosta do esporte, mas esses aí possuem um detalhe em comum, além do talento: a paixão pela competição.

Os três se despedem com pelo menos um título na bagagem. Garnett foi campeão pelo Boston Celtics em 2007-08, enquanto Kobe e Duncan possuem cinco troféus cada. Desses, apenas Garnett atuou por mais de um time. Após 12 temporadas no Minnesota Timberwolves, o ala-pivô foi negociado para o Celtics, onde ficou por seis anos. Em 2013-14, foi trocado para o Brooklyn Nets, que iniciava uma tentativa frustrada de lutar pelo campeonato. Durou uma temporada e meia e retornou ao Wolves.

A primeira passagem pelo time de Minneapolis foi marcante e, para muitos, ele foi o responsável direto pelo primeiro locaute na NBA. Hoje é bem mais comum ver um jogador saindo de seu contrato de calouro, e após uns três anos ele recebe um aumento considerável. Mas na época, seu salário pulou de US$ 2.1 milhões para US$ 14 milhões, valor que dobrou em cinco temporadas. Apesar de toda controvérsia gerada por seus vencimentos, ele provou nos anos seguintes que era capaz de calar os críticos. Em pouco tempo, ninguém falava mais sobre o assunto.

Garnett escondeu durante toda a carreira sua altura real. Sempre afirmou ter 2,11 metros, enquanto nitidamente era pelo menos três centímetros maior. O motivo? Não queria jogar de pivô, algo que acabou acontecendo no Celtics. Para ele, era melhor jogar fora do garrafão, usando sua habilidade e a altura em seu favor do que enfrentar atletas bem mais pesados e fortes que ele. No fim da carreira, e claro, sem tanta mobilidade, aceitou atuar na área pintada.

KG Spree Cassell

Ao lado de Latrell Sprewell, Wally Szczerbiak e Sam Cassell, sem esquecer de mencionar Fred “The Mayor” Hoiberg, Garnett alcançou o ponto mais alto de sua carreira até então. Em 2003-04, o Timberwolves liderou a conferência Oeste com 58 vitórias na temporada regular, passou pelo Denver Nuggets e Sacramento Kings nos playoffs, mas foi brecado na final de conferência pelo Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal, Karl Malone, Gary Payton, e claro, Kobe.

Anos depois, foi envolvido na troca que o levou para o Celtics e o time tornou-se aquele a ser batido. Com Paul Pierce, Ray Allen e Rajon Rondo, foi campeão logo na primeira tentativa. E olha que Rondo estava longe de ser reconhecido como um grande armador. Pierce, Allen e Garnett eram chamados de Big Three. Deu certo, e por lá, sempre foram candidatos ao título.

O tempo passou, porém.

O corpo já não era mais o mesmo. A velocidade, idem. A passagem pelo Nets foi terrível, com tempo de quadra restrito e sem a função de principal jogador. Ele não tinha mais condições de atuar em alto nível.

Não me surpreende o fato de Garnett parar agora, aos 40 anos. Não pela idade, mas pela forma que conseguiu chegar até ali sendo útil. Claro que ele não era mais um jovem e estava sendo cada vez mais raro vê-lo em quadra. Foram apenas 43 jogos desde a troca para o Timberwolves. Ficou de fora de 66 embates, dando sinais óbvios de que o fim estava próximo.

Mas a sua capacidade de se fazer ser entendido, provavelmente era a sua única motivação para ainda estar considerando seguir a carreira. Garnett sempre foi dono do vestiário por onde jogou. Ao mesmo tempo em que era o sujeito que fazia Glen Davis chorar, ele conseguia fazer com que Rondo fosse o seu cão de guarda. Sim, isso mesmo. Garnett se metia em confusões em quadra, geralmente com atletas de seu tamanho e Rondo tomava suas dores. Os vídeos abaixo são só alguns dos exemplos.

Tudo isso motivava Garnett. Era seu combustível. Era sua identidade. Fazia com que seus companheiros o seguissem sem pestanejar. Nos últimos meses serviu como “tutor” de Karl-Anthony Towns, ensinando os caminhos a serem percorridos, passo a passo.

Mas nem mesmo essa paixão por fazer a diferença fora das quadras parece ter seduzido Garnett a continuar jogando. Diferente de Kobe e Duncan, era a única “pedra cantada” que iria parar antes do início da temporada passada. Bryant só definiu após os primeiros jogos, enquanto Duncan optou por deixar o basquete depois de o San Antonio Spurs ser eliminado nos playoffs.

Apenas em salários, os três receberam juntos pouco mais de US$ 900 milhões em suas carreiras. Mas os verdadeiros números são: 48 seleções para o Jogo das Estrelas, 39 indicações para os times ideais da NBA, 39 para os times de defesa e 11 títulos.

Exceto Duncan, que não só disputou o basquete universitário, mas também jogou os quatro anos, Kobe e Garnett pularam direto do colégio antes da banalização que ocorreu nos anos seguintes e culminou com a proibição para tal.

Garnett igualou a marca de 21 temporadas na NBA, que pertencia apenas a Robert Parish e Kevin Willis. Ele encerra sua jornada como um dos jogadores mais completos que a liga já viu.

Senti tristeza quando vi Dennis Rodman sem chances de atuar depois de passagens problemáticas por Dallas Mavericks e Lakers. Aconteceu o mesmo quando Michael Jordan deixou o basquete em definitivo. Depois, foi a vez de Shaq. É duro ver três ídolos parando de uma só vez. Restam Dirk Nowitzki e Vince Carter. Ainda bem.

Meninos, eu vi. Meninos, eu os vi.

  • Rodolfo Ribeiro #OKCLoyalty

    Ta com quantos anos já, Gustavo? 72 tambem?

    • Gustavo Freitas

      38.

      Grato. haha

  • Rodolfo Ribeiro #OKCLoyalty

    É foda nao ter visto esses caras na melhor fase da carreira.Mas foi suficiente pra tê-los como meus idolos.Não vi Kobe no auge,mas é impossivel nao dizer que ele é meu terceiro jogador favorito pelo simples fato dele ser o mentor dos meus dois maiores idolos no esporte.Tambem não vi Duncan no auge,mas o vi acabar com jogos e ganhar títulos usando algo proximo a 70% do talento dele,o suficiente.Tive a oportunidade de ver Dirk,talvez não no auge,mas o suficiente pra vê-lo ser campeão,passando pelo jovem time que eu,ainda bem jovem,começava a torcer naquele ano.Então,as migalhas que pesquei foi o suficiente pra ver o tamanho desses caras dentro da esfera esportiva.
    Não fiquem tristes,outros monstros virão. Unica coisa que entristece é ver a competitividade se esvair com essa mentalidade da maioria dos novos ídolos..

  • Douglas Silva

    os 3 juntos somam o número de títulos do Bill. lol.

  • BetoMavs

    A geração mais foda da NBA para mim, dela saiu o meu maior ídolo no basquete, e dela saiu também os caras que mais “odiei”, ver esses caras competindo foi/é um privilégio enorme, a NBA fica um pouco menos divertida com a aposentadoria dessa galera. Espero que esses novos talentos que estão surgindo, tenham o mesmo “apetite” em competir que esses monstros.

    • Rafael Victor

      Depois que aquele Bulls do final do anos 90 se desfez, a NBA meio que perdeu o encanto pra mim, já não via quase nenhum jogo ( já era começo de adolescência, mal parava em casa a noite), por isso não vi o primeiro título do Duncan, só sabia o que aconteci pelo meu irmão mais novo que nunca perdeu o interesse! Só que em 2000 se falava muito em Vince Carter, Allen Iverson… Shaq era o novo rei, aí não demorou muito pra voltar e ver que tinha uma galera formidável que ia continuar fascinando tanto quanto os primeiros caras que me fizeram apaixonar pelo jogo! Geração FANTÁSTICA!

  • Pra quem tem adoração aos anos 90’s pelo estilo de jogo praticado, pela geração que preencheu 85% dos times da liga com talentos únicos e que a cada temporada vão fechando seu ciclo na liga (indo ao HOF ou se aposentando) deve ser um baque essa renovação e como a NBA mudou pra esses caras (hoje minoria).

    Acompanhar Garnett no último um ano e meio pelo Wolves já foi uma despedida e uma ruptura gradual com o passado. Porque sua utilidade era uma capacidade defensiva limitada pelo avanço da idade e raros momentos de potencial do gênio da #21. Kobe no Lakers parecia um ”estranho no ninho” arremessando tantas vezes de longa distância pelas limitações físicas e Duncan permaneceu inteiro até o fim (sem modificações no seu jogo original), mas a destacar a importância de Greg Popovich em preserva-lo durante várias temporadas em sua reta final de carreira.

    Simplesmente vou lembrar desse lance para sempre — Passado e presente lado a lado!!!

    https://www.youtube.com/watch?v=o8xCDvWQ20U

  • Vinícius Maia

    Sobre o melhor momento de Garnett no Wolves ter sido ao lado de Sprewell e Sam Cassel, ontem eu estava lendo um artigo sobre o período em que Garnett e Stephon Marbury jogaram juntos. O artigo dizia que os dois formaram uma dupla perfeita e que eram cotados para ser a nova “Stockton/Malone” e muitos inclusive apostavam em Marbury superando Stockton devido a seus números incríveis com a camisa do Wolves. É uma pena que Marbury tenha decidido romper a parceria por motivos que, pelo que eu entendi, até hoje ninguém sabe explicar direito, nem mesmo Garnett que o considerava uma irmão.

  • Pedro Ferreira

    Tres monstro da historia do basquete estão entres os 30 maiores da historia sem duvidas farão falta!

  • Felipe Rodrigues

    Vão fazer falta.

  • Luiz Henrique Santos

    Foda! Toda uma geração se aposentando, depois do Nash já tava triste esta temporada então… Mas vamos lá! Tem jovens chegando para arrebentar #GoBucks

  • Sander Santos Baptista

    Eu posso falar para os meus filhos que vi muitas feras da NBA jogar: KG, Kobe, Pierce, Vince Carter, T-MAC, Duncan, Nash, Kidd, Shaquile e J. O’Neal, Iverson, Karl Malone, Yao Ming, A dupla de Wallaces do Detroit(como eu os odiava), Chancey Billups, Ray Allen, entre outros…

    Oh Saudades!!!!

    Ps: Nada contra a geração atual, eles são realmente muito bons. Mas quem viu essas feras que eu citei, sabe que era diferente. A intensidade, competitividade, rivalidade, paixão, entrega, as brigas que eles arrumavam e genialidade foi inigualável.
    Para mim, a melhpr geração da NBA.

  • Da geração 90s só restam 5 nomes em atividade agora:
    Pierce, Carter, Dirk, Artest e Manu
    Isso se o Pierce não pegar o mesmo bonde do KG nos próximos dias e vazar tmb.

  • Douglas Vinicius

    o que me faz ficar de boa com essa safra de jogadores que infelizmente está encerrando é que bons nomes estão surgindo desde o draft de 2011 que teve Leonard, Irving, Isaiah Thomas que de pick 60 foi para allstar game,por mais que eu não curta, teve o Klay Thompson também, guardada as devidas proporções, porque eu nem estou comparando com os da decada de 90, longe disso, não sou louco a esse ponto, mas quero dizer que está vindo uma safra até legal, tomara que esses caras de 11-16 tenha essa mesma paixão e intensidade pelo jogo que esses caras tiveram, o que infelizmente nessa atualidade que o que vale são os selfies e os snapchats é meio difícil.

  • 76

    No primeiro ano do Big Three, Rondo ainda estava se firmando, mas depois se tornou um BIG Four.

  • Lindo texto!! Realmente como jogam esses caras! eu tive o prazer de vê-los jogando e o MELHOR conseguiram seus títulos, um cara com a RAÇA do Garnett tinha que ganhar o seu anel…

  • Sander Santos Baptista

    Acabaram de me enviar uma msg dizendo que o Paul Pierce tbm parou. Procede?

  • Juan Gabriel

    Excelente texto, Mastô!! Só esqueceu de adicionar o The Truth junto ao Dirk e Carter

    • Gustavo Freitas

      Pierce tem um texto só pra ele, caso se aposente agora. Mas acho que joga mais essa temporada.

      • Matheus Pitarello

        confirmado, ele vai jogar mais uma… essa vai ser a ultima dele, segundo ele

      • Juan Gabriel

        não esperava menos vindo de você hahaha

  • dougmallmann

    Foi difícil vê-lo saindo do Celtics. Mas não vê-lo em quadra será ainda mais cruel!

  • Charles Teodista

    Eu sou torcedor do Bulls e acompanho esse apaixonante esporte desde o início dos anos 1980, vi lendas e mitos jogarem e me extasiei. Eu sempre que pude assisti Spurs, Lakers e Boston jogarem por causa de Duncan e Manu em San Antonio, Pau Gasol em Los Angeles e Pierce e Garnett em Boston.

    Garnett era a encarnação da raça aliada à técnica aliada à excelência.

    Abraços à todos.

  • João Rafael Barros

    Entre os tres aposentados em 2016, prefiro KG aos dois KobeGay e DuncanComum.

  • Matheus Serafim

    Kobe foi melhor que os dois , mas acho que jaja o LeBron passa ele
    Lets Go Cavs

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