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Postado em 26 set 2016 às 11:07
Revisão da temporada – Utah Jazz

Inconstância, contusões e falhas em partidas decisivas “sabotaram” uma campanha promissora

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Por Ricardo Stabolito Jr.

Utah Jazz (40-42)

Temporada regular: 9º lugar da conferência Leste
Playoffs:
não se classificou
MVP da campanha: Gordon Hayward (19.7 pontos, 5.0 rebotes, 3.7 assistências, 1.2 roubos de bola)

Gordon Hayward 2

Pontos positivos

– O Jazz consolidou seu status como um dos melhores times defensivos da liga na última temporada com o sétimo mais baixo índice de eficiência na marcação da campanha: cederam apenas 101.6 pontos a cada 100 posses de bola.

– Por mais que nem sempre seja agradável de assistir, a equipe possui um estilo e identidade bem definidos pelo trabalho cada vez mais consistente de Quin Snyder. Desaceleram as ações, gostam de formações altas e marcam forte.

– Gordon Hayward assumiu uma tarefa pesada com muita firmeza ao carregar a função de principal criador de jogadas do time na maior parte da temporada, mantendo o (sempre desfalcado) Jazz na disputa por vaga nos playoffs.

– Até por apostar em formações mais altas, a equipe é uma das melhores da liga ao falarmos de rebotes: teve a quinta maior taxa de rebotes coletados na temporada passada (sétimo entre os defensivos e terceiro nos ofensivos).

Pontos negativos

– O Jazz parecia ter uma vaga nos playoffs nas mãos na reta final da temporada, mas, incrivelmente, conseguiu perdê-la – em uma sequência que incluiu derrotas para o Lakers e contra um Clippers que poupava vários titulares.

– Para um elenco jovem e bons atletas, o time joga em um ritmo assustadoramente lento: sua média de 93.3 posses de bola por partida foi a mais baixa da campanha de forma disparada. Foi a única equipe a ter menos de 95 posses por jogo.

– A ausência de um armador provado pela maior parte da temporada fez bastante diferença para o Jazz, que teve o quarto pior índice de taxa de assistências e a terceira maior porcentagem de posses terminadas em erros de ataque da liga.

– Por azar ou incompetência, a franquia de Salt Lake City foi assolada por pequenas lesões ao longo da temporada e isso cobrou seu preço. Snyder teve que escalar 12 jogadores diferentes como titulares mais de uma vez no ano.

Análise

O Jazz terminou a temporada retrasada empolgando torcedores e analistas: o time teve uma das melhores campanhas e defesas da liga em março e abril de 2015, o que criou grandes expectativas para o rendimento do jovem elenco na campanha passada. Com um treinador à imagem do grupo de atletas – o talentoso estreante Quin Snyder – e uma filosofia de jogo solidificada, a franquia parecia destinada a um grande salto na classificação do Oeste neste ano. Não aconteceu.

Por que não aconteceu? Vários fatores contribuíram, na verdade. A lesão de Dante Exum ainda na offseason, quando atuava em amistosos pela seleção australiana, seria o primeiro de uma série de problemas físicos que acometeram a equipe na temporada. O armador não entrou em quadra na campanha e doze jogadores foram escalados no quinteto inicial por mais de uma vez no ano. Só dois titulares absolutos disputaram mais de 60 partidas no ano.

A ideia de não trazer um armador mais provado para substituir Exum, inserindo o novato brasileiro Raulzinho Neto (que fez boa temporada de estreia) como titular, tornou a armação do Jazz pouco operante ofensivamente e sobrecarregou o ala Gordon Hayward, que precisou ser a grande força criativa do time com a bola nas mãos pela campanha quase inteira. Foi evidente que o líder técnico da franquia carregou um fardo pesado demais. Só na reta final do ano que a direção de Utah trouxe um armador mais experiente para assumir a posição (Shelvin Mack).

Ainda assim, o Jazz manteve-se na disputa por uma vaga nos playoffs por meio de sua sólida identidade. Os comandados de Quin Snyder tiveram altos e baixos, mas sempre teve uma forma sólida de jogar: lento, defensivo e com ótima proteção de aro – o que, por consequência, permite que jogadores de perímetro sejam mais agressivos “apertando” a bola. Foi assim, de uma forma nem sempre agradável de ver, que Utah passou perto de superar os problemas e chegar ao mata-mata.

Não chegou lá por outro problema: a instabilidade. O Jazz foi uma das equipes que deram muito aperto ao histórico Golden State Warriors nos jogos em Oakland e, ao mesmo tempo, perdeu um confronto decisivo, em casa, contra os reservas do Los Angeles Clippers – a derrota que sacramentou a eliminação. Está claro que o time sofre compreensivelmente quando Rudy Gobert, a âncora da defesa, é desfalque, mas é impossível não pensar que a ausência de veteranos ou mais opções úteis para os momentos mais críticos da temporada tenha pesado contra o jovem Jazz.

É difícil não qualificar a temporada do Jazz como um fracasso, mesmo diante de circunstâncias contrárias, ao notarmos que um Houston Rockets absolutamente problemático conseguiu superá-lo pela oitava posição do Oeste. O ponto positivo é que ainda há muito tempo – e talento – para que esse time encontre o caminho correto e deixe os tropeços no passado.

Rudy Gobert 2

Futuro

O Jazz pareceu ter identificado as duas grandes carências de seu elenco e “atacou” o mercado com bastante lógica. A equipe não só conseguiu melhorar sua armação para além do retorno do jovem Dante Exum, mas trouxe um necessário grupo de veteranos para reforçar seu elenco majoritariamente jovens em alternativas e na gestão de momentos cruciais – como a garantia da vaga nos playoffs da última temporada.

A chegada de George Hill, em troca fechada com o Pacers, traz o tipo de armador que o sistema em que o Jazz atua precisa: um arremessador de longa distância capaz de marcar múltiplas posições e que pode atuar sem a bola nas mãos. Além disso, ele é um jogador experiente e provado. Pode não fazer a armação de Salt Lake City muito mais criativa, mas sobe o time de patamar em relação ao último ano.

Os veteranos Boris Diaw e Joe Johnson também chegaram a Utah, trazendo não só mais referências com vastas experiências em playoffs que possam influir de forma positiva no jovem elenco, mas também atletas criativos ofensivamente que possam “destravar” o ataque do Jazz. Diaw é um ótimo passador que infiltra e arremessa, enquanto Johnson continua um jogador que pode criar eventualmente cestas para si em situações de um contra um.

Agora, Quin Snyder supera um drama para encarar outro: com os vários lesionados da última temporada retornando em plenas condições e os novos sólidos reforços chegando, encontrar espaço na rotação para todos vai ser um desafio. O elenco atual possui 13 jogadores que tiveram espaço na rotação de suas franquias na campanha passada e é seguro dizer que esperam atuar a partir de outubro.

O Jazz agora tem alternativas e parece no caminho certo para ir aos playoffs mais uma vez. Isso, lógico, se lesões, inconstância e a gestão do elenco não atrapalharem. Mais uma vez.

  • Denilson

    GO JAZZ

  • Julio Zago

    Realmente o Jazz não possui um jogo agradável de ser assistido, mas não há como negar que a franquia possui um time extremamente aguerrido e competitivo.
    O trabalho do Snyder também é pouco comentado mas é muito bem feito, no meu entender as contusões impediram que esse time chegasse ao seu ápice na temporada.
    Considerando os reforços apresentados, que vão acrescentar principalmente mentalidade vencedora e experiência, o Jazz é um time a ser observado no próximo campeonato.

  • Rodolfo Ribeiro #OKCLoyalty

    Eu acho até o time do Jazz um bom time,mas sei lá..Tenho visto uma previsões do Jazz pra essa temporada e achei meio exageradas.A maioria daa projeções colocando o Jazz em 4° ou 5°.Pode ate ser que consigam,mas fazer uma projeção dessa de cara eu acho meio forçado.Vejo o time,com o que vi ate agora,brigando da 6a posição pra baixo.Meu palpite é indo em 8° pros offs,porque acho que falta caras pra se apresentarem nos momentos difíceis das partidas.

  • Luiz

    Jazz vem pra 50+ vitórias

  • Pensa num cara underrated. Agora pensa em um mais underrated ainda e se quem você pensou não foi o Gordon, você pensou errado. O Lebron branco carrega o time nas costas ofensivamente, faz de tudo na quadra e ainda tem ótimo FG (43.3% e 34.9 3Pts). Em um time com mais mídia seria facilmente All Star e candidato a time ideal.

    • Victor Chittolina

      Cara, eu acho o Hayward um ótimo jogador. É difícil ele fazer parte dos times ideais porque talvez a posição de SF seja a mais concorrida, junto com a de PG, hoje em dia.
      Tem LeBron, Durant, George, Kawhi, Melo… agora vai ter o Jimmy Butler também.
      Acho ele muito bom, mas não consigo ver ele um FP, sendo a principal peça de um time campeão.

      • Realmente é uma posição fortíssima, mas hoje eu só o vejo abaixo do trio ternura James, Durant e Kawhi.

        • Victor Chittolina

          Como eu falei, velho. Acho ele um baita jogador. Fosse SG, seria top 5, mas como SF, ainda acho, além dos que tu falou, o Paul George e o Butler mais jogadores que ele. E o Melo também.
          Pra mim, ele entra na briga com Giannis (se não considerar ele como PG) e Wiggins (esse mais baseado no que eu espero dele nessa temporada) aí pelas próximas posições.

  • Pedro Ferreira

    Num tem nada haver,mais o Tatum e o Gilles foram pra Duke?

    • TRUETHIAGO

      Sim. Além do Frank Jackson (PG top 10 no ranking da ESPN) considerado um dos melhores da posição e o Marques Bolden (pivôzão também bem rankeado do HS)

      No papel, será o time a ser batido e principal favorito ao título nacional do College.

      • Pedro Ferreira

        Obrigado, estou curioso com esse draft provavelmente o Miami precisara muito dele

        • TRUETHIAGO

          Promete uma classe interessante e talentosa, com clara tendência de jogadores de perímetro.

          Alguns de garrafão, lógico, como o próprio Giles e o Adebayo, mas menos quantidade que em 2015/2016.

          • Pedro Ferreira

            Valeu, só mais um coisa vc sabe quando começa a NCAA?

          • TRUETHIAGO

            Final de outubro/começo de novembro, igual a NBA. Fazem uns jogos de preparação, exibição, e depois começa temporada regular. Aqui nesse link tem a tabela completa de Duke:

            http://www.goduke.com/SportSelect.dbml?&DB_OEM_ID=4200&SPID=1845&SPSID=22726

            A partir do Champions Classic (15/11) que nesse ano terá Kentucky x Michigan State; seguido de Duke vs Kansas é que costumam considerar o negócio pra valer.

          • Pedro Ferreira

            Valeu

        • Matheus Pitarello

          seja positivo mano rsrs…

          • Pedro Ferreira

            Eu tava tentando, mais agora sem o Bosh meu otimismo foi embora

          • Matheus Pitarello

            meu tbm… triste…

      • Knickerbockers

        Foda. A molecada 5 estrelas só quer jogar em Duke e Kentucky pra ter visibilidade, poucos procuram outras universidades se possuírem chances de jogar por essas duas. Com algumas raras exceções, claro. Kansas, Michigan State, North Carolina, Arizona, UCLA sempre pegam bons prospectos também, mas correm por fora no quesito atrair jovens talentos.

  • Matheus Pitarello

    Aff, Jazz eu acho o time mais chato da NBA… mó time de branco rsrsrsrsrsrs… mas eu acho q esse ano vão para os playoffs…

    • TRUETHIAGO

      Cara, eu estou longe de defender o policamente correto, mas imagina se alguém chega e fala que não gosta de “X ou Y” porque é um time de “preto e pobrinho”, rs…

      Utah é de fato um estado onde a maioria da população é de etnia considerada branca e menos de 2% da população negra. Por outro lado, não está entre os estados mais ricos, não. Resumindo: uma coisa não vem obrigatoriamente ligada a outra.

      • Matheus Pitarello

        nao quis dizer isso o que vc esta pensando… é que é engraçado que um time da NBA a grande maioria seja de jogadores brancos em um time, é rarissimo, da pra contar nos dedos todos os times da historia com a maioria dos jogadores brancos no elenco… so aachei curioso rsrsrs… eu mesmo sou branco, nada contra ninguem, vc me entendeu errado…

        • TRUETHIAGO

          Rs, interpretei mal então, até porque não sei aonde a maioria dos jogadores do Jazz são brancos. Se pegar o elenco passado, ou seja, 15 jogadores, no máximo uns 2 ou 3 (Hayward, Ingles, Raulzinho talvez…) os outros ou são negros, mestiços, pardos, enfim, nada branquelos.

          No Brasil existe uma confusão nessa questão racial, comparado aos EUA. Tipo, enquanto o Curry se considera NEGRO, aqui o Neymar já deu entrevista dizendo ser BRANCO.

          Mas, tudo tranquilo, eu me considero uns 70% índio kkkkkkkk

          • Matheus Pitarello

            kkkkkkkkk, meio confuso issso mesmo… mmais digo qque negão negão mesmo são pouquissimos… nao considero o Gobert negro rsrsrs… esse seu exemplo foi foda rsrsrsrsrsrs……

          • TRUETHIAGO

            Gobert vale a mesma lógica, pode não ser digamos um “azulão” mas também não é branco, nem aqui, nem em Paris. Lendo a bio dele, seu pai é natural das ilhas Guadalupe, onde o segundo idioma falado, depois do francês, é o CRIOULO ANTILHANO. Daí você já tem uma ideia da sua origem natal, né… Aliás, vi que é o caso também daquele ex-jogador Thierry Henry.

            Ademais, vejamos: Rodney Hood, Derrick Favors, Trey Burke, Alec Burks, Trevor Booker, Chris Johnson, o Shelvin Mack que chegou na reta final da season, etc, todos são no mínimo “neguinhos”

          • Matheus Pitarello

            kkkkkkk, vc leu ate a biografia do cara kkkk… Henry negão, Gobert acho meio café com leite hein?! rsrsrs…

    • Rafa

      Pleiss e Withey sao brancos. Lyles e Raulzinho nao sao branquelos mas tmb nao sao negros. De fato é estranho mesmo rs. Mas tem muito estranheiro no time pra contribuir na ” miscigenação ”

  • Yan Alves #Suns

    Vem pro Suns hayward, nunca te pedi nada

  • Rafael Victor

    Realmente, falharam em jogos decisivos, o que acabou custando a classificação pros Playoffs! Aquele jogo contra os reservas do Clippers em que foram derrotados em casa foi o que mais pesou, mas esse é um dos times jovens e promissores, espero que deem um salto nessa temporada e possam se consolidar!

  • Douglas Vinicius

    esse time eu acho legal demais, o sistema defensivo deles é muito bom, ficou atrás apenas do Spurs a ultima temporada, problema que quando chegavam no ataque faziam merda. Lembro de um jogo contra o Heat que eles perderam na ultima temporada que resumi muito bem isso.

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