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Postado em 21 out 2016 às 11:00
Previsão da temporada – Orlando Magic

Equipe investiu em reforços de garrafão para tentar voltar aos playoffs após cinco anos

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Por Ricardo Stabolito Jr.

NBA: Preseason-San Antonio Spurs at Orlando Magic

Orlando Magic

Campanha na temporada passada: 35-47, 11º colocado da conferência Oeste
Playoffs:
não classificou
Técnico:
Frank Vogel (primeira temporada)
Gerente-geral:
Rob Hennigan (quinta temporada)
Destaques:
Nikola Vucevic e Serge Ibaka
Time-base:
Elfrid Payton – Evan Fournier – Aaron Gordon – Serge Ibaka – Nikola Vucevic

Elenco

4- Elfrid Payton, armador
14- D.J. Augustin, armador
32- C.J. Watson, armador
10- Evan Fournier, ala-armador
8- Mario Hezonja, ala-armador
20- Jodie Meeks, ala-armador
23- C.J. Wilcox, ala-armador
13- Nick Johnson, ala-armador
00- Aaron Gordon, ala
34- Jeff Green, ala
7- Serge Ibaka, ala-pivô
21- Arinze Onuaku, ala-pivô
3- Damjan Rudez, ala-pivô
9- Nikola Vucevic, pivô
11- Bismack Biyombo, pivô
33- Stephen Zimmerman, pivô

Quem chegou: D.J. Augustin, C.J. Wilcox, Nick Johnson, Jeff Green, Serge Ibaka, Arinze Onuaku, Damjan Rudez, Bismack Biyombo e Stephen Zimmerman

Quem saiu: DeWayne Dedmon, Ersan Ilyasova, Brandon Jennings, Devyn Marble, Shabazz Napier, Andrew Nicholson, Victor Oladipo e Jason Smith

Revisão

A última temporada foi absorvida como uma espécie de choque de realidade para o Orlando Magic. A franquia criou expectativas injustas para si mesmo começando a campanha pensando, única e exclusivamente, em uma vaga nos playoffs. O “linha duríssima” Byron Scott foi chamado para transformar um grupo de jovens no time competitivo que a direção do time sempre visualizou. E, apesar de um bom início, as coisas não seguiram como o esperado.

O Magic terminou o ano passado na quarta posição da conferência Leste, mas ruiu em janeiro: a defesa caiu assustadoramente de produção, a ofensiva sentiu a falta de seu armador (Elfrid Payton) e rumores negativos sobre a relação entre o elenco e Scott começaram a emergir. Como conjunto, os dois lados da quadra entraram em parafuso juntos. No fim da temporada, a equipe não só não foi aos playoffs, mas sequer chegou às duas semanas finais com chances remotas de classificação.

A queda serviu para que a direção da franquia agisse, com a aparente impressão de que a base jovem montada não era boa o bastante. O ala Tobias Harris foi trocado ainda com a temporada em andamento, enquanto Victor Oladipo saiu em transação fechada na offseason e não foi feito nem esforço para “segurar” o pivô reserva Dewayne Dedmon. Junto a isso, a equipe investiu na contratação de veteranos para dar corpo ao plantel – como Serge Ibaka, Jeff Green e D.J. Augustin.

Caminhando para seu quinto ano longe dos playoffs, o Magic parece ter cansado de apostar em jovens talentos e resolveu dar preferência a montar um time que possa trazer resultados rápidos. Scott saiu e o também experiente Frank Vogel assumiu o posto na tentativa de implantar a filosofia defensiva que tanto se anuncia, mas não acontece em Orlando. Mas será que isso é o bastante para garantir uma vaga na pós-temporada?

Perímetro

O Magic perdeu por opção seu principal jogador de perímetro da última temporada na offseason: o ala-armador Victor Oladipo foi integrante da negociação que trouxe Ibaka para a Flórida. Mas, se não em nomes, o trio titular que inicia a Era Vogel soa essencialmente o mesmo: trata-se de um grupo que apresenta as mesmas virtudes (versatilidade defensiva, agressividade) e os defeitos de sempre (poder de criação, espaçamento) dos perímetros de Orlando.

Muito da sensação de “mais do mesmo” passa pela armação: Elfrid Payton começa sua terceira temporada na NBA com muitas das qualidades e problemas que já são conhecidas. Ele é um dos melhores infiltradores da liga, mas seu impacto é limitado pela relativa facilidade que os adversários encontram para explorarem sua carência de arremesso. Ainda assim, trata-se do principal criador do Magic e o seu desfalque foi trágico para os rumos da campanha passada da equipe. A novidade aparece no banco de reservas: o veterano D.J. Augustin oferece um reserva que, embora bem mais “frouxo” defensivamente, combina poder de criação com afiado arremesso de longa distância.

Fournier assume o lugar que era de Oladipo no quinteto inicial e continuará sendo a principal alternativa da equipe criando o próprio arremesso, além de ser um sólido ball handler secundário para Vogel e o chutador mais consistente dos titulares. Com contrato renovado e US$85 milhões em salários a receber, é seguro dizer que ele precisará ter um papel maior dentro das ações do time. A expectativa fica por conta do jovem Mario Hezonja, que deve ser a primeira opção para a posição saindo do banco e tenta fazer uma temporada de afirmação para confirmar o status de quinta escolha do draft do ano passado. O experiente Jodie Meeks é alternativa para um time mais certeiro nos tiros de longa distância.

Hezonja também o reserva natural para a posição três, ao lado do recém-chegado e experiente Jeff Green, onde Vogel pretende fazer sua experiência mais ousada: ele vai utilizar o talentoso Aaron Gordon como titular na ala, formando um time mais alto e de imposição atlética. A aposta do técnico é que o jovem possa ser o “Paul George de Orlando” e existem sinais positivos neste sentido, se lembrarmos que trata-se de um jogador que impressionava pelo controle de bola e capacidade como passe nos tempos de colegial e universitário. Ao mesmo tempo, essa ótima impressão se devia também ao fato de ser comparado a alas-pivôs – e não atletas necessariamente de perímetro.

Muito do sucesso ou fracasso do Magic pode passar pelos resultados da experiência com Gordon: um arremessador alto em evolução com algumas mostras de técnica com a bola nas mãos e enxergando o jogo, ele pode tornar-se um diferencial para o Magic. Mas, como aconteceu com o time de forma geral na temporada passada, o ala está envolto por altíssimas expectativas e uma função muito difícil de cumprir.

Serge Ibaka Magic

Garrafão

O garrafão sempre foi o grande problema do Magic, com a ausência de proteção de aro comprometendo a defesa do time ano após ano. Finalmente, a franquia parece ter corrigido a deficiência como uma atuação incisiva no mercado. Os dirigentes de Orlando conseguiram trazer o ala-pivô de seus sonhos com a troca que garantiu a chegada de Serge Ibaka. O ex-atleta do Oklahoma City Thunder traz aquilo que o time procurou incessantemente em tempos recentes: um veterano que pudesse proteger a cesta na defesa e espaçar a quadra no ataque. Ele é o encaixe perfeito, teoricamente.

Gordon tenderia a ser o reserva natural da posição, mas a atuação como ala deve limitar sua disponibilidade para atuar como ala-pivô em formações mais baixas. A tendência, assim, é que o experiente Jeff Green seja o suplente natural. Ele é um jogador muito diferente de Ibaka: trata-se de um ala de ofício, que pode oferecer maior versatilidade defensiva no confronto de equipes mais baixas e mais técnica atacando a cesta, operando no perímetro. Ter esse tipo de variação é importante, embora Green não seja o atleta mais elogiado por onde passa.

Entre os pivôs, a situação é bem mais definida: Nikola Vucevic deverá começar a campanha como titular, enquanto o recém-chegado Bismack Biyombo vai sair do banco de reservas. Pelo menos, assim será por enquanto. Os dois jogadores, na verdade, chegam em condições semelhantes na temporada e podem ser usados para situações diferentes. O montenegrino é a inspiração: um cara mais técnico, capaz de trabalhar melhor com a bola nas mãos e com mais vastos recursos para pontuar. Já o africano é transpiração: pivô atlético, que corre a quadra e defende a cesta com incrível intensidade, mas com técnica ainda a ser bastante refinada.

Talvez, o maior mistério do Magic seja exatamente analisar como pode evoluir a situação entre os dois pivôs. Vucevic pode ser superado por Biyombo e, caso isso aconteça, ele teria grandes chances de ser negociado nos próximos meses. Pode tratar-se de um dos grandes nomes disponíveis no mercado, por exemplo, na janela de transferências de fevereiro.

Análise Geral

O Magic acredita ter montado um elenco que, ao ser moldado por Vogel como seu Indiana Pacers de tempos recentes, pode voltar aos playoffs a partir de um forte trabalho defensivo. É uma aposta. Mas é impossível também não notar que essa equipe, embora jovem, caminha contra a maioria dos conceitos do basquete que muitos times da NBA praticam hoje: com dois jogadores de ofício no garrafão, confiando em uma formação mais pesada, sem espaçamento ideal.

A experiência de Aaron Gordon como o “novo Paul George”, a disputa por espaço nas rotações de garrafão, a total falta de arremesso de Payton e a melhora dos competidores do Leste são pontos de interrogação que empilham-se quando você pensa se o Magic pode realmente ser um dos oito melhores do Leste. É provável que o time tenha potencial para chegar lá eventualmente, mas a direção de Orlando parece ter uma espécie de compulsão pela queima de etapas.

Mas, independentemente do que imaginamos, a verdade é que não é difícil ler o que a franquia pensa: o Magic quer vencer – e vencer agora. Agiu e investiu como tal agente no mercado. O que esse time possui realmente em mãos agora, depois dos investimentos? Essa é uma pergunta bem mais nebulosa.

Previsão: 11º lugar na conferência Leste.

  • Pedro Guedes

    Que Byron Scott, mano…rs

    Scott Skiles, rs.

  • O time tem talento, mas não sei se o suficiente. Não consigo ver a troca do Oladipo + Sabonis por Ibaka como algo positivo. Foi muito caro por um jogador que jamais será FP, nem All Star provavelmente.

    • Pedro

      Ibaka é um jogador quase único, poucos conseguem fazer as mesmas coisas que ele; defender bem, proteger o aro com maestria e espaçar a quadra com um arremesso confiável; o grande problema que essa troca aconteceu depois de uma temporada muito abaixo dele, e mais, em ultimo ano de contrato; então, concordo contigo, saiu caro pro magic mesmo, até pq Oladipo ainda tem um bom espaço pra evoluir

  • Leo R.

    Banco de Orlando é bom, com pelo menos uma boa peça em cada setor. Não estou muito confiante nesse quinteto titular. Depósito muita fé em Gordon, mas como ala, não sei. Como dito no texto, vejo como questão de tempo Vucevic sair, visto o tanto de peças para posição 4 e 5, onde deve perder bastante minutos de quadra. Vucevic realmente precisa evoluir seu jogo defensivo, mas é um grande pivô e um bom encaixe para várias franquias.

    Vejo o Magic dando trabalho para várias equipes consideradas favoritas, mas um pouco atrás na briga por playoffs no Leste. Vogel é um grande treinador, e tem tudo para gerar bons frutos a franquia. Vou com o Jumper nessa, Magic em 11o

    • Wesley

      Só acho que ter enviado o jovem Sabonis foi uma grande burrada. Jovem alto, que parece ter potencial… saiu muito caro o Ibaka.

  • ThiagoMagic

    Byron Scott??! O.o
    Faz tempo q não fico empolgado p assitir a temporada do Magic, apesar da pre temporada ter esfriado um pouco, vou torcer bastante. Go Magic!!

  • LEONARDO

    Orlando fez boas movimentações, levando em conta que não atrai jogadores de mais nome, assim foi com Aldridge, Wade, Durant e etc… Acredito que Orlando não foi louco a ponto de trazer Ibaka sem já ter certo sua renovação por mais 4 Anos e garantias de investimentos na franquia. A ideia central e atrair bons jogadores que possa montar um grupo forte, para em breve dar seu tiro certeiro em uma grande estrela All Star. Vucevic é bom jogador, mas vejo nele a principal moeda de troca, Payton tem boa visão e habilidade, porém não consegue levar o time grandes apresentações. Se na próxima na janela de transferências de fevereiro, Orlando fizer boa movimentação trazendo um armador mais ágil e pontuador, como era Nelson e um ala que possa assumir o jogo e ações de ataque 2017 / 2018 Orlando vai brigar lugares mais altos. Sou Orlando, nada de torcedor modinha, vou acompanhar e torcer para um bom encaixe com VOGEL.

  • LEONARDO

    Um nome perfeito para Orlando seria Kyrie Irvin. Já tem seu Anel, porém vive a sombra de James King. Ainda com idade baixa poderia se tornar o jogador de maior renome da franquia, a estrela principal de um time forte e guerreiro. Sem blablabla, o comentário é somente a visão E sonho de um torcedor.

  • Pedro Ferreira

    Pode ser que eu esteja errado, mais me parece que todos os jovens que foram pro Magic desenvolveram menos que o esperado

  • LEONARDO

    Me diz vc, desde 2013 qual jogador draftado teve grande evolução e/ou hj é jogador de grande destaque ? A verdade é : a 3 Drafts não saiu nenhum monstro jogador ! Sempre irão dizer que gosta de X jogador ou vê que Y jogador tem um futuro promissor. Mas nunk um com grande destaque.

    • Luis Felipe

      KAT e Porzings demonstram um grande talento e jogando muito, mas tirando eles todos sao promessas

      • LEONARDO

        Mesmo eles, não são capazes de levar um time a vitória. Anotar 30 pontos por jogo, como faz John Wall, carrega aquele time nas costas. São bons jogadores e muito promissores, completam um time. Pena Porzings não cair em Orlando.

        • Rafa Oliveira

          Calma, esses caras são jovens tem muito a evoluir e são primeiras escolhas de um draft o que automaticamente os coloca em franquias que estão em reconstrução. Mesmo o Wall não conseguiu carregar o wizards aos playoffs. Ainda quero entender o que o Orlando esta fazendo e acredito que com o Vogel e tempo o time pode evoluir bastante.

          • Vitor Oliveira

            Cara Joel Embiid nem jogou ainda, KAT e Jabari Parker só jogaram um ano, Andrew Wiggins também pode ser o cara e talvez até o Gordon e o Oladipo

  • Charles

    À parte a cagada de terem dado Tobias Harris ao Detroit, e a troca ridícula do Oladipo, tenho a impressão de que esse time do Orlando vai incomodar e, se calhar, belisca a oitava vaga. DJ, Green, Ibaka e Biyombo são bons acréscimos, além do Vogel que é um baita técnico.
    A longo prazo essas cagadas devem repercutir um pouco mais. Ibaka pode ir embora já na próxima offseason; Oladipo tem potencial de allstar; se calhar o Sabonis se torne um jogador sólido, assim como o Harris já é. Mas, nessa temporada, repito, acho que esse time deve incomodar mais do que estão projetando…

  • JAMnba

    Bom time e Plantel deve dar trabalho, acredito em offs

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