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Postado em 5 jan 2017 às 16:41
“Spurs do Leste” ou uma tacada de sorte?

Ricardo Romanelli discute a queda de produção do Atlanta Hawks

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Por Redação Jumper Brasil

Na temporada de 2014-15, o Atlanta Hawks venceu 60 jogos. O time era a sensação da conferência Leste, com jogo extremamente coletivo nos dois lados da quadra. O elenco foi bem montado, após algumas temporadas de boas trocas e contratações, buscando atletas com o perfil certo para uma franquia historicamente low profile. Era um time dedicado, coeso, solidário e profissional, que conseguiu emplacar quatro atletas no All-Star Game (Al Horford, Paul Millsap, Jeff Teague e Kyle Korver) – um feito que apenas outras oito equipes repetiram na história da NBA.

O técnico Mike Budenholzer, ex-assistente de Gregg Popovich no San Antonio Spurs, serviu de pretexto para que a alcunha fosse lançada: era o “Spurs do Leste”. Por conta disso, a derrota para o Cleveland Cavaliers na final do Leste de 2015 não abalou os fãs. O Hawks agora era um modelo de gestão e o time só melhoraria. Será mesmo?

Veio a campanha 2015-16 e “apenas” 48 vitórias, um ataque completamente estagnado e uma derrota na segunda rodada dos playoffs. A franquia perderia Horford, principal liderança técnica do elenco, para o jovem e promissor Boston Celtics na offseason – depois de, para mim, corretamente interpretar que a equipe não iria melhorar. Kyle Korver sentia finalmente a idade e a direção teria escolhas a fazer com jovens jogadores.

Buscando reagir, o Hawks contratou o (decadente) Dwight Howard, com esperanças de que o pivô natural de Atlanta reencontrasse seu melhor basquete jogando em casa. O titular Teague foi trocado, em negociação envolvendo o Indiana Pacers e o Utah Jazz, para abrir espaço na rotação para o jovem Dennis Schroder. Mas, aparentemente, o experimento não deu certo.

Howard continua abaixo do que já foi em seus melhores momentos. Pior: o time não é mais coeso e unido como era antes. Agora, especulações dão conta de que a franquia estuda o mercado em busca de negócios envolvendo Millsap, Korver e o ala-armador Thabo Sefolosha: os três serão agente livres ao final da temporada e os executivos da Geórgia temem perder os atletas (que ainda tem bom valor de mercado) por nada. Como aconteceu com Horford, basicamente.

 

 

Isso significa que está na hora de derrubarmos a alcunha de “Spurs do Leste”? Acredito que ainda não. O time texano virou este modelo de organização e gestão esportiva justamente por saber manejar de maneira eficiente e transparente as intempéries que surgiam contra o sucesso da franquia. A questão é que os executivos tem poder de influenciar até um certo ponto – e, a partir dali, surgem variáveis incontroláveis a nível de direção. É nessa hora que os grandes GMs e dirigentes mostram seu valor: buscam novos negócios e jogadores para rapidamente reconstruir equipes que não deram certo.

O Hawks fez isso uma vez, culminando com a excelente equipe de 60 vitórias. A maneira como a direção vai conduzir esse franco processo de reconstrução nos próximos meses é que vai dizer se o time de 60 vitórias foi uma tacada de sorte e acaso ou se realmente estamos diante de uma direção esportiva de excelência, merecedora da alcunha de “Spurs do Leste”. Porque, no fim das contas, grandes times são formados por grandes executivos.

  • LeBron Mavs

    Como ousam:?

  • Killer Crossover

    Spurs com um cara burro que nem o Howard jamais seria Spurs, esse cara consegue ultrapassar os níveis conhecidos de burrice…

  • ThiagOo25

    Parece aquele clube que sempre chega em fases importantes, mas nunca ganha nada, parece que falta aquele algo a mais, Atlanta.

  • drakes

    Posso estar enganado, mas o D12 assinou antes que o Celtics fechasse com o Horford, e o mesmo ainda estava indeciso. A questão do D12 foi ele ser um reboteiro de elite, ponto fraco da equipe nos últimos dois playoffs.

    A questão do Dennis Schroder era impedir problemas no elenco, de um lado um jovem mais promissor do outro um veterano na equipe que não queria perder o lugar.

    O erro deles foi ter pegado o Tiago Splitter que era uma boa aposta na época, mas lá em Atlanta vive machucado, ainda tiveram azar da briga do Thabo, somando a queda natural de alguns membros do elenco (principalmente o Korver).

    A questão deles assim como no desmanche do time que tinha Horford. Josh Smith, Joe Smith, é conseguir manter-se bem para atrair alguém bom desvalorizado no time como o Millsap (FA).

  • Paulo Roberto

    O Hawks era comparado ao Spurs por ser um time mt bem treinado e com cada jogador fazendo bem sua parte sem ter um cara jogando a nivel MVP agora ter a consistência do time do Popovich e outra historia.

  • Savoie Duran

    vi uma notícia aqui.. Korver para Cleveland.. procede?

    • Claudio R.

      sim, em troca do dunleavy + first round pick

  • Michel Moral

    Acho que essa comparação com o Spurs se deu muito pela organização tática empenhada pelo ex-assistente do Popovich que, no primeiro momento, fez algo digno da comparação.

    Mas no fundo é diferente.

    O Hawks não tem/teve um grande líder. O Horford nunca foi uma grande estrela. Jamais pode se comparar com a presença que tinha Tim Duncan em San Antonio. O atual camisa 42 do Celtics é um jogador seguro, porém, é um cara que se limita aos 80% de sua qualidade. Um grande jogador precisa ir além dos 100% se quiser de fato liderar uma franquia. Horford sempre foi 80%. Nunca menos de 60% e nunca chegou perto da casa dos 90%. Fica ali. É jogador que ajuda a ganhar título, mas não um atleta que vai ser o número um. Tanto que é óbvio no Celtics de hoje que o cara que pode ir acima dos 100% é o Thomas.E tanto é que o Celtics vive especulando Blake Griffin, que apesar de todas as dúvidas, tem capacidade para fazer o improvável.

    Millsap tem mais tesão para jogar do que Horford, na minha opinião. Caiu nessa temporada, é verdade, mas é um cara que foi mais significante por onde passou. Mas mesmo assim, não dá para depositar nele todas as fichas.

    O resto, como Korver e o já negociado Teague, não entra nem em uma comparação com os dois homens de garrafão mencionados acima. Possuem suas habilidades, porém, não tem essa de se colocar como grandes nomes a nada. São jogadores de elenco. Deram sorte de um esquema tático bastante favorável, onde conseguirão ser promovidos até para um ASG.

    Daqui para frente…

    Não dá para confiar em Howard. Não tem conversa. Não dá!!! (!!!!!!). E Schroder tem mostrado que temos que ir com calma. Não é bem assim. Ele não é bem um James Harden, que só precisava de mais espaço para brilhar e ser um fenômeno.

    Resumo da ópera: vem rebuild por aí. O que Howard vai fazer nesse bolo, eu também não sei. Problema de quem o contratou. Montar um time a sua volta seria apostar em um cara que, tem discurso e status de Franchise Player, mas joga como um bom e velho coadjuvante. Então contrata o Deron Williams para formar um par de vaso, uai?! rs

    É… Acho que o Spurs está um pouco melhor… Um pouco?!

    • Pablo Leite

      Excelente análise.

  • Pablo Leite

    O Hawks nem de longe pode ser comparado aos Spurs. A gestão pode até ter vários aspectos em comum, mas a diferença é que os Spurs foram construídos em dois pilares muito sólidos, um líder Top 10 de todos os tempos (Duncan) e o possível melhor treinador da história (Popovich). O Hawks não tem esse brilhantismo em suas fileiras.

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