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Postado em 19 abr 2017 às 11:44
O verbo haver

Guilherme Gonçalves valoriza a fantástica temporada de Russell Westbrook ante o possível posto de MVP

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Por Guilherme Gonçalves

Dia 4 de julho de 2016. No Dia da Independência dos Estados Unidos, Russell Westbrook postou em sua conta no Instagram uma foto de cupcakes, populares bolinhos doces, enfeitados com as cores da bandeira ianque, desejando aos seus seguidores um feliz feriado. Muitos milhões de seguidores, apenas uma pessoa em mente: Kevin Durant. Naquela mesma data, o ala anunciara sua decisão em deixar o Oklahoma City Thunder e assinar, agente livre irrestrito que era, com o Golden State Warriors. Àquela altura, o Warriors acabava de ser derrotado pelo Cleveland Cavaliers nas finais da NBA depois de liderar a série derradeira por três jogos a um e perder o campeonato: algo nunca antes feito. Poucas semanas antes disso, era o Thunder quem deixava uma liderança de três vitórias e uma derrota escapar frente ao Warriors nas finais da conferência Oeste da NBA. No episódio que já foi alcunhado como “a maior traição da história da NBA” ou como o “movimento mais covarde já feito por uma superestrela”, Durant declarou seu desejo, assinou com o time que manda seus jogos em Oakland e deixou Westbrook, seu antigo parceiro, sozinho a liderar uma nova campanha para a equipe de Oklahoma City. Ah, os cupcakes: era assim como o ex-pivô Kendrick Perkins, campeão com o Boston Celtics em 2008 e vice-campeão com o Thunder de Durant e Westbrook em 2012, chamava seus companheiros nos vestiários quando eles atuavam sem garra, sem vontade, quando agiam de forma soft, muito leve. Milhares de seguidores, apenas uma pessoa em mente: Kevin Durant.

Este não é um artigo em revisão ao que houve ou ao que levou Durant a não reassinar com o Thunder, time pelo qual ele ganhou o prêmio de MVP da NBA pela temporada 2013-2014 e onde ele era considerado o melhor atleta da curta história do time, advindo da transformação do artigo Seattle Supersonics. Ele era. Para muitos, ao menos. O espaço deixado por Durant, o vácuo da necessidade de um novo ídolo para uma comunidade carente de atenção e o ímpeto pelo holofote principal guiaram um impiedoso Westbrook a uma campanha em 2016-2017 que já o faz memorável na história da NBA, além de super-herói favorito em todo o estado de Oklahoma. Diante daquela que é possivelmente a mais acirrada disputa pelo prêmio de melhor jogador da temporada em todo o período de distribuição do prêmio (desde 1955-1956), os feitos de Westbrook não podem passar em branco, ainda mais pelos componentes além das quatro linhas. E não: este não é um artigo em defesa absoluta da premiação do camisa zero como MVP desta temporada, mas sim um recorte do tempo em que vivemos, do esporte que amamos e do inimaginável que acontece aos nossos olhos.

May 23, 2015; Houston, TX, USA; Houston Rockets guard James Harden (13) reacts during the first half against the Golden State Warriors in game three of the Western Conference Finals of the NBA Playoffs at Toyota Center. Mandatory Credit: Troy Taormina-USA TODAY Sports

Ao tempo em que escrevo, o Houston Rockets já venceu o Thunder na primeira partida da série de primeira rodada entre ambos nos playoffs da conferência Oeste. O armador James Harden, que, ao lado de Westbrook, é o maior favorito à honraria máxima individual da Liga, fez uma partida monumental e novamente guiou sua equipe a um triunfo. Harden tem sido soberbo, monumental, supremo. Joga com facilidade absurda, com habilidade advinda de um dom e com um instinto vitorioso não antes visto em seu repertório. A terceira colocação em sua conferência na fase de classificação, além da terceira melhor campanha geral da NBA para o Rockets na temporada regular, contando ainda zilhões de estatísticas favoráveis a ele, das mais simples às mais elaboradas, corroboram sua indicação ao troféu Maurice Podoloff. Harden teve sua posição em quadra alterada, trabalha com seu atual técnico pela primeira vez na carreira, guia um sistema completamente novo para si e para os companheiros, e atingiu as melhores marcas de pontos e assistências por partida, duplos-duplos, barba mais respeitada do mundo esportivo, contrato com a Adidas que rendeu o tênis mais bonito e melhor affair com irmã Kardashian de sua carreira. O homem chegou lá. Ponto final. Não adianta muito discutir, não adianta muito reclamar, não adianta muito argumentar. Harden fez e aconteceu. Só que havia Westbrook.

Coisa de um mês atrás e eu não tinha qualquer dúvida. O camisa 13 do time texano era o melhor jogador da temporada, guiava seu time às tão importantes vitórias, realizava uma evolução no status do Rockets e imprimia a todos ao seu redor um ponto alto de suas carreiras: Ryan Anderson e Eric Gordon passavam de contratações contestadas a sólidos pontuadores, Trevor Ariza e Patrick Beverley deixavam de ser peças apenas defensivas, Clint Capela não era mais apenas promissor e Nenê voltara a ser extremamente importante para o garrafão de uma equipe que luta por título. O técnico Mike D’Antoni é, mais uma vez, favorito a ser escolhido como treinador do ano após campanhas muito decepcionantes no New York Knicks e no Los Angeles Lakers em anos anteriores: tanto que o que lhe havia restado é “meramente” a assistência técnica no Philadelphia 76ers. Harden, sim, fez e aconteceu. Só que havia Westbrook.

Kawhi Leonard 4

O ala Kawhi Leonard, do San Antonio Spurs, atingiu outro nível em sua carreira profissional. De promissor defensor de perímetro a possível melhor jogador da temporada, o camisa dois atingiu muitas das melhores marcas da carreira, guiou um Spurs carente da lenda Tim Duncan a segunda melhor campanha da NBA e atingiu reconhecimento mundial como estrela: o “assassino silencioso”, como é conhecido, ganhou fama merecida e muitos apelidos. Já LeBron James dispensa apresentações: melhor jogador de basquete do mundo, James agora descansa quando necessário e brinca de ser o melhor small forward da história a cada noite. Continuamos testemunhando sua grandeza a cada enterrada, a cada caixa de estatísticas recheada que ele propõe, a cada dominância sobre o adversário que ele impõe. Atual campeão, busca a sétima final seguida de Liga – seria a oitava de sua carreira de 14 temporadas – e ainda conseguiu imprimir muitas das melhores marcas de sua legendária trajetória nesta campanha. Só que havia Westbrook.

Eu não sou um legítimo fã de Russell ou da forma como ele joga. Durante muitos anos, o achei um jogador desequilibrado, afoito, propenso ao desperdício de bola e ao arremesso precoce e fadado ao erro. Tinha a noção que ele era um complemento satisfatório ao jogo de Durant e que ocupava bem seu papel como segunda força de um Thunder que chegou às finais da NBA perdendo para o Miami Heat onde, então, LeBron James atuava. Tinha a impressão que a temporada do Thunder sofreria para engrenar em razão da falta que faria um jogador futuro Hall da Fama do basquete, e que isso necessitaria de tempo até se chegar aos ajustes mais finos. Cheguei a duvidar que a equipe, também já sem o ala-pivô Serge Ibaka e recheada de atletas jovens e não tão experientes, pudesse chegar aos playoffs em uma conferência tão forte como é o Oeste. Só que havia Westbrook.

A questão principal é que me nego a não reconhecer a grandeza dos feitos de Westbrook em contraponto às especulações de que seus companheiros jogam muito em razão do crescimento de suas estatísticas pessoais; às discussões vazias das redes sociais que preterem um jogador em preferência de outro, deturpando o valor e a beleza de tudo aquilo que é realizado em outras equipes e por outros jogadores; e aos argumentos de que Westbrook prefere buscar os seus triplos-duplos a vencer partidas. Isso beira a desonestidade intelectual e desafia meu conhecimento como apreciador de basquete. Eu não quero crer que um atleta profissional, representante de uma comunidade, produto de uma conceituada universidade, rosto de marcas patrocinadoras de alcance global e ídolo máximo de uma franquia esportiva queira sujeitar seu maior bem, que é o seu nome, dessa forma na fogueira dos comentários negativos, voláteis e rapidamente fabricados para diminuir o que de mais puro pode haver um ser humano: sua paixão, seu desejo, seu trabalho. Westbrook ama o basquete. O basquete é sua vida. Ele dedica sua vida ao jogo. Podemos ver isso claramente.

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Criança negra e pobre dos subúrbios de Los Angeles, garoto franzino demais para as peneiras onde os olheiros separam aqueles que poderão continuar sonhando com um futuro garantido com o qual todos sonham para a família, armador relegado ao papel coadjuvante na Universidade de UCLA e depois na equipe que ajudou a construir: Westbrook superou muitos desafios até chegar a um dos pontos mais desafiadores de sua vida e de sua carreira. Quando postou a foto dos cupcakes no Instagram, Russell começava a botar pra fora toda a raiva que o motivou à glória com que sedimentou a melhor temporada de sua vida: uma das melhores da história. Alcançar os 42 triplos-duplos em uma temporada e bater a marca anterior, de 41, do lendário Oscar Robertson, é cravar seu nome na eternidade do esporte. Alcançar médias de triplo-duplo durante toda a campanha é desafiar os limites físico, biológico, emocional e psicológico de seu corpo e mente: mais que isso, é vencê-los, é ir além do “apenas” humano. Westbrook quebrou recordes não antes possíveis de ao menos se obter aproximação, contabilizou milhares de horas dentro de ginásios em preparação, evolução e execução da própria história, da história da Liga, da história do jogo. Há clichês e há dizeres populares que sugerem que só há jogadores assim de 50 em 50 anos: houve Westbrook, há Westbrook.

O comparativo que o afasta da consagração como most valuable player é o fato de Harden ter guiado o Rockets a uma melhor campanha enquanto registrou uma das temporadas ofensivas mais fantásticas já guardadas; é a noção de que James é um dos melhores e mais completos esportistas americanos de todos os tempos, em todas as modalidades; é o reconhecimento da execução mais que perfeita de Leonard em todos os fundamentos ofensivos e defensivos de um jogo que prima pelo que é feito dos dois lados da quadra. Se qualquer uma dessas coisas pode afastar Russell Westbrook de ser coroado como o melhor jogador dessa temporada da NBA – e seu sucesso ou fracasso nas fases preliminares dos playoffs certamente pesarão para isso -, nada, entretanto, poderá extirpar seu nome das marcas de recordes, dos livros de histórias, das memórias daqueles que acompanharam a debandada de Durant para outra equipe, enquanto o Thunder se remontava, se encolhia e se voltava para o seu camisa zero. Westbrook foi mais que o necessário para o time de Oklahoma City: ele foi o remédio para a dor momentânea daquela cidade, o antídoto contra qualquer investida de rebaixar a franquia e seu poder de fogo, a resposta para qualquer dúvida. Quando menos se esperava e quanto menos se acreditava, houve Westbrook. Não se pode mais crer que não. Não se pode mais duvidar dele ou do que ele possa fazer. A ver Westbrook, pois ele ainda há de haver.

  • Maicon Gomes

    Belíssimo texto, parabéns.
    Principalmente o 7° paragrafo, sensacional.

    • Guilherme Gonçalves

      Maicon Gomes,

      Valeu, cara: muito obrigado pela sua leitura e pelo comentário! =D

  • pedrokadf

    KD, West e barba, 1 MVP e 2 possíveis MVP’s…
    Essa administração de OKC fez varias boas escolhas (ibaka e Jackson etc), mas não soube administrar…
    Muitos dizem q não dava para os 3 jogarem juntos, eu discordo, vendo o barba agora na armação fica mais claro ainda, ele e west poderiam se revezar nas posições 1 e 2…
    perderam uma boa oportunidade de ganharem títulos…
    #vidaquesegue

  • The Brodie

    Que texto sensacional.Chega a emocionar.
    O Guilherme diz tudo qnd cita que as pessoas põem em cheque toda a paixão que Westbrook tem pelo basquete em prol de um argumento vago de que ele caça TD acima de tudo.
    Essas pessoas,infelizmente, não assistem a ele jogar.Não acompanharam a carreira dele.Não assistiram o Thunder jogar todos esses anos.Ninguém se importa tanto com um jogo quanto ele.Ninguém é mais competitivo que ele.E ele demonstra isso da maneira dele,sendo ele mesmo. E as pessoas não gostam de sinceridade.
    Na offseason eu fiquei profundamente triste, foi um choque pra mim a saída do Durant,mais do que ele ser um dos meus jogadores favoritos( depois do próprio Westbrook,era o meu preferido), o que me deixou mais frustrado foi a perda de competitividade da equipe. Eu nunca estive tão confiante pro título quanto estava até antes do KD anunciar a ida pra Oakland. Primeiro porque o Thunder fez um playoff animador, apesar de ter pedido a final do Oeste. Foi animador pq o Thunder estava longe de ser favorito no Oeste.E mesmo assim ficou por pouco de jogar a final. Eu me animei com a chegada do Oladipo, pq há mt tempo a posição de SG era um problema pro Thunder. Apesar de ter sacrificado o Ibaka na troca, a expectativa era de que outro bom jogador assinasse com o Thunder, fechando assim o provável melhor time dessa temporada.Mas não, Durant saiu, e tudo foi por água abaixo.
    Então, logo depois, Westbrook renova um contrato antecipado, qnd todos diziam q ele sairia.E isso foi um alívio mt grande.Eu sabia q o Thunder não continuaria contender,mas sabia q o time não iria pro limbo. E ele é que nos mantém a esperança de que possamos ter um time melhor em breve.
    O que ele faz é nobre.É a essência do esporte, falta paixão aos esportistas hoje.E isso ele tem de sobra.

    https://uploads.disquscdn.com/images/1713b887cec5fa16fcedeee01dcfc50f2663abfc22fab88b027247c8cc785b40.jpg
    Essa imagem reflete muito bem o que é o OKC Thunder hoje.Graças a esse dia, o estado de Oklahoma pôde continuar tendo esperança num futuro melhor

    • Guilherme Gonçalves

      The Brodie,

      Muito obrigado pela sua leitura e também pelo comentário, cara. Valeu mesmo! =D

  • Jefferson Pires

    Parabéns pelo texto!
    Meu voto seri a com toda certeza para o barba, os números individuais não são tão diferentes assim (com exceção do número de triple-doubles), que em muitos casos o West buscava incansavelmente rebotes e assistências para isso e ao meu ver o barba joga em favor do time e isso valoriza seus números que em muitos casos ficou há um ou dois rebotes para alcançar um triple-double. Já li uma matéria que compara Bill e Wilt, acho que o West seja muito parecido com o Wilt, acha que alcançar os melhores números irá fazer sua equipe vencer, o que na prática sabemos que não (LeBron está ai para provar isso, perdeu a primeira final com os Cavs para os Spurs se não me falha a memória e a segunda com os Cavs com Love e Irving machucados para os Warriors).
    Muitos discutem o fato do prêmio não ir para times que estão em posições inferiores a 3º lugar da conferência, mas se formos considerar apenas o desempenho individual temos que levar em conta que Cousins, A. Davis, Love nos Wolves tiveram números de MVP e mesmo assim nem sequer foram considerados ao prêmio, ou seja, o coletivo faz parte do critério de avaliação.
    Que fique muito claro não desmereço o West pela temporada fantástica que fez e os recordes conquistados, e que não seria de forma nenhuma o West ganhar, mas prefiro o Harden.
    OBS: Acho que o Durant saiu de OKC pela obsessão de números e tomadas de decisões muito questionáveis que West sempre tomava, principalmente em jogos decisivos.

    • Guilherme Gonçalves

      Jefferson Pires,

      Muito obrigado pela sua leitura e também pelo comentário acerca da discussão, velho! Um abraço! =D

  • Claudio R.

    Que texto muito bem escrito… parabéns!!!

    • Guilherme Gonçalves

      Claudio R.,

      Valeu, meu caro! Muito obrigado pela sua leitura e um abraço, cara! =D

  • Carlos Humberto Nobre

    Texto Excelente. Ao meu ver, o “artigo” mais coerente publicado pelo Jumper acerca de tudo que envolveu o Westbrook nessa temporada. Desde a saída KD até a quebra do record. Minha concepção é que o Westbrook merece o MVP por tudo que fez, independente da posição final do OKC. Porém, Harden também fez uma temporada excepcional. O feito de uma não desmerece o outro. Alguma coisa me diz que o MVP vai para o vencedor de OKC x ROCKETS.

    • The Brodie

      a votação já ocorreu. Mas vai que por coincidência o vencedor leve kkkk

    • Guilherme Gonçalves

      Carlos Humberto Nobre,

      Muito obrigado pela sua leitura e também pelo seu comentário que enriquecem a discussão e também o site! Um abraço, cara! =D

  • Gustavo

    Que texto amigo, que texto!!

    • Guilherme Gonçalves

      Gustavo,

      Estou respondendo a você sentado, mas é por conta da dor nas costas mesmo… Hehehe! Valeu, cara. Muito obrigado pela sua leitura e pelo seu comentário! =D

  • Luis Felipe

    Sou Harden pra MVP, mas eu acho muito justo que dividam o premio entre os dois, o feito de west é maior que um mvp e Harden elevou seu time a outro patamar.

  • Rafael Tartaglia

    Belo texto, velho…de verdade! Comecei a ler no finalzinho do jogo de hj e torci ainda mais pro West, mas não deu.
    A galera, diferente de hj, criticou mto o artigo do Gustavo Freitas tb sobre o possível mvp do West, eu inclusive não concordei mto, mas artigo é isso, a opinião de quem escreve, diferente do “boletim de resultados”.
    Parabéns e continuem crescendo, mandaram bem na ESPN League.

    • Guilherme Gonçalves

      Rafael Tartaglia,

      Muito obrigado pela sua leitura e também pelo seu comentário, cara! Um grande abraço e obrigado pela atenção com o Jumper! =D

  • Abel M

    Desonestidade é multiplicarem por 1 o que harden e Kawhi fizeram ,e por 10 o que west fez em razão do TD de media e recorde batido…..

  • rafael machado

    Westbrook MVP e texto SENSASSIONAL.
    O que deixa claro pra mim sobre essa briga pelo prêmio é o simples fato do Rockets ter melhorado não por conta do Harden, mas por conta do treinador, que soube melhorar todas as peças. Harden com os mesmos companheiros fez uma temporada 2015-16 pífia. Westbrook com companheiros piores que os do ano passado ainda conseguiu levar o time aos offs e fazer história na liga.

    • Guilherme Gonçalves

      Rafael Machado,

      Valeu mesmo pela sua leitura e pela sua participação, cara! Muito obrigado! =D

  • Jeff Cavalcanti #TankBrothers

    Eu acho que o MVP foi West, mas se Harden ganhar não será injusto. West está na história, o recorde de 42 TD é quase insuperável. Nem uma varrida contra o Rockets ou o MVP do Harden irá apagar tudo que esse monstro fez.

  • Müller Marques

    Espetacular
    Melhor texto que já li nesse site
    Parabéns Guilherme

    • Guilherme Gonçalves

      Müller Marques,

      Valeu, cara. Muito obrigado! Agradecemos sua leitura e sua presença aqui no Jumper! =D

  • R Green

    Parabéns pelo artigo!
    Excelência em palavras…
    👏🏻👏🏻👏🏻

    • Guilherme Gonçalves

      R Green,

      Valeu, cara. Muito, muito obrigado! Um abraço! =D

  • Renato Motta

    Acho poucas pessoas conseguem realmente entender o contexto do que foi a saida do durant e a permanencia do westbrook… Durant era a cara da franquia, o heroi de oklahoma, westbrook era seu companheiro de time que todos pensavam que iria sair quando chegasse a hora, pois russell sempre foi dado a holofotes tais como os de los angeles. Com isso em mente todos pensavam que durant iria fazer como kobe, como duncan, como dirk, e seria eternizado como o maior atleta da historia do OKC e tudo convergia para isso, westbrook sabia que nunca iria se alçar acima de KD e por isso talvez ja planejasse sua vida em outra franquia no fim de seu contrato, ou era isso que a maioria dos torcedores do OKC pensavam. Quando o durant abandonou um time que era no minimo top 4 da NBA, sendo que era deus em oklahoma, o chão dos fãs sumiu. Todos começaram a pensar que iriamos nos tornar um kings, minnesota, philadelfia, magic times que ficam anos sem ir para a pos temporada, todos começaram a pensar em 5, 7 anos de puro tank até achar um all star e uma rotação forte tudo fruto do draft, mas havia westbrook… ele se sentiu responsavel pela cidade e defendeu o esporte local, tomou para si a responsabilidade de manter oklahoma no mapa do basquete, e hoje há um futuro no thunder, hoje alguem lidera a equipe, hoje jovens promissores podem crescer embaixo da sombra de alguem que sempre se responsabiliza e nunca joga a culpa em seus companheiros (ne lebron?!), hoje um FA pensa na possibilidade de ir para o thunder e transformar a equipe em um contender, e temos sam presti o cara que sempre consegue tapear os outros GMS (ne bulls e magic?!). Hoje OKC tem um futuro, e em ate 2 anos acho que ja estamos de volta a disputa de titulos

  • Álvaro S.R.

    Artigo excelente!

    “e aos argumentos de que Westbrook prefere buscar os seus triplos-duplos a vencer partidas. Isso beira a desonestidade intelectual e desafia meu conhecimento como apreciador de basquete”

    Exatamente o que eu penso.

    • Guilherme Gonçalves

      Álvaro S.R.,

      Muito obrigado pelo seu comentário e pela sua leitura, cara! Um grande abraço! =D

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