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Postado em 14 jun 2017 às 18:00
Jumper Brasil Discute – Georginho de Paula

Integrantes do site e convidados fazem análise sobre principal prospecto brasileiro inscrito no draft

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Por Ricardo Stabolito Jr.

Uma das grandes apostas do basquete brasileiro está no draft para ficar! Como o Jumper Brasil adiantou em abril, o armador Georginho de Paula manteve seu nome na lista de prospectos internacionais elegíveis no recrutamento e vai tentar alcançar a maior liga do planeta. Com vários serviços especializados apontando-o como uma escolha de segunda rodada, a expectativa parece valer a pena.

Para analisar o armador que, com 21 anos recém-completos, já é titular de um dos finalistas do NBB (Paulistano), reunimos os dois integrantes do site especializados na cobertura do draft da NBA (Gustavo Lima e Ricardo Stabolito Junior) e três convidados especiais:

Luís Araújo, autor do blog Triple-Double e que realizou um vídeo-análise do prospecto que você pode ver no início da página;

Gabriel Andrade, olheiro e analista que mantém uma página no Medium e realizou uma longa análise de Georginho recentemente;

Vinícius Guimarães, redator dos sites TimeOut Brasil e Área Restritiva que acompanhou a campanha do Paulistano neste ano.

Então, afinal, quem é o promissor Georginho de Paula? E ele tem reais chances de ser selecionado mesmo? Nossa equipe e convidados discutem a partir de agora:

 

  1. A princípio, o que mais te impressiona em Georginho como prospecto?

Gustavo Lima – A combinação privilegiada de altura (1.96m) e envergadura (2.13m) para um armador. Destaco ainda a capacidade de ser útil sem a bola nas mãos, utilização do tamanho para enxergar por cima das defesas e potencial defensivo.

Gabriel Andrade – As medidas físicas. É muito raro encontrar um prospecto com sua altura e, principalmente, envergadura considerando a posição em que atua.

Luís Araújo – Desde o LDB, sempre me chamou a atenção seu jogo no pick and roll, facilidade para bater em direção à cesta e combinação de altura e condição atlética. Recentemente, ele impressionou-me atuando sem a bola, buscando se posicionar no post up para explorar sua altura superior para a posição.

Vinícius Guimarães – Os atributos físicos. É alto para um armador, tem braços muito longos e mãos grandes. Essas características são valorizadas em um prospecto e podem ser catalisadores do desenvolvimento do brasileiro no basquete norte-americano.

Ricardo Stabolito Jr. – É difícil sair do lugar comum aqui: as ferramentas físicas. É o que deve impressionar todos, imagino. Possui a maior envergadura e mãos já medidas em um armador no Draft Combine. Como competir com isso?

 

  1. E qual aspecto mais o incomoda em seu jogo no momento?

Gustavo Lima – Sua mecânica de arremesso. Pouco fluida, lenta e baixa, que limita-o como chutador de média e longa distância. Aliás, seu arremesso de média distância praticamente não existe – acho que precisa ser trabalhado com urgência.

Gabriel Andrade – Sua falta de agressividade. Considerando sua passada larga e vantagem atlética no NBB, Georginho já poderia ter causado muito mais impacto atacando a cesta e quebrando defesas.

Luís Araújo – O arremesso de longa distância precisa ser trabalhado, mas ele já deu sinais de melhora, então fico com a necessidade de ser um defensor mais sólido. Essa é uma de suas grandes deficiências, o que pode ser inaceitável para alguém que tem os atributos físicos como grande trunfo para ficar na NBA.

Vinícius Guimarães – Por ter todas essas vantagens físicas, a pouca agressividade de Georginho no NBB 9 incomodou-me bastante. Conseguiria mais cestas fáceis se tivesse o ímpeto de atacar o aro constantemente. Isso também é resultado da falta de objetividade do jogador.

Ricardo Stabolito Jr. – Sua defesa é muito preocupante, até pela forma que os olheiros projetam-no na NBA. Ele comete erros na marcação e depende demais das ferramentas físico-atléticas para recuperar-se. Isso até pode funcionar no NBB, mas em um nível competitivo maior, contra atletas do mesmo nível, deverá ser exposto.

 

  1. Verdadeiro ou falso: Georginho é um jogador consideravelmente melhor hoje do que há dois anos, quando inscreveu-se no draft pela primeira vez.

Gustavo Lima – Falso. Consideravelmente melhor? Ah, não mesmo. Ele já tem 21 anos e peca por falta de agressividade e fundamentos nos dois lados da quadra. Além disso, sua evolução como arremessador foi bem tímida.

Gabriel Andrade – Verdadeiro. O crescimento pode não ter sido chamativo – ele continua um pouco cru –, mas inseriu-se no basquete profissional, melhorou o arremesso e tornou-se um passador bem melhor.

Luís Araújo – Verdadeiro. Não sei ao certo quanto, mas ele é melhor hoje. Disputa partidas contra profissionais, não está mais restrito a torneios de base. Promessas podem sofrer nessa transição e, ainda que sem o mesmo nível de protagonismo, já mostrou recursos e provou ter condições de jogar profissionalmente. Considero isso uma vitória.

Vinícius Guimarães – Verdadeiro. Ele melhorou não só no aspecto técnico, já que esteve inserido no nível profissional nos últimos dois anos, mas também no psicológico/emocional. Isso é muito importante para uma carreira sólida na NBA.

Ricardo Stabolito Jr. – Verdadeiro. Não foi nada muito chamativo, mas acho que Georginho controla e entende melhor o ritmo do jogo hoje em dia, está (um pouco) mais seguro com a bola nas mãos e desenvolveu a capacidade de atuar sem a bola nas mãos.

 

  1. Em que time da NBA você acredita que ele poderia ser um bom encaixe?

Gustavo Lima – Raptors. A franquia canadense gosta de selecionar estrangeiros e dar tempo para que se desenvolvam. É só observar os casos de outros brasileiros, como Lucas “Bebê” e Bruno Caboclo. Dois anos na D-League fariam muito bem a Georginho. Afinal, ele é um trabalho de médio e longo prazo ainda.

Gabriel Andrade – Bucks. A equipe tem identidade na envergadura, um recente sucesso com projetos internacionais longos e pouco desenvolvidos (como Giannis Antetokounmpo e Thon Maker) e relativo espaço na rotação para inserir-se aos poucos.

Luís Araújo – Difícil saber, até porque imagino que vá para a NBA precisando se desenvolver por lá e tornar-se alguém realmente aproveitável. Mas o básico é que seja um time disposto a apostar em projetos mais longos e inclinado a dar chance a jovens.

Vinícius Guimarães – Na verdade, minhas preferências de time para Georginho não se baseiam em encaixe, pois acredito que não é um jogador para impactar de imediato. Acho que o melhor seria uma franquia paciente e disposta a desenvolver jovens projetos.

Ricardo Stabolito Jr. – Bucks. É um time que gosta de atletas longos e versáteis defensivamente, além de mostrar inclinação a desenvolver jovens talentos. É lógico que Georginho não vai chegar jogando, mas seria um encaixe interessante no modo como Jason Kidd pensa o jogo.

 

  1. Como GM, você selecionaria Georginho e em que faixa do recrutamento? E, no fim das contas, acredita que ele será selecionado?

Gustavo Lima – Eu selecionaria Georginho no fim da segunda rodada e acho que será escolhido nessa faixa mesmo. Sua envergadura assustadora e o potencial defensivo vão atrair a atenção de alguma equipe.

Gabriel Andrade – Escolheria e acredito que vai ser escolhido no fim da segunda rodada. Georginho é mais cru do que parte dos jogadores internacionais inscritos, mas, mesmo assim, deve ser selecionado pela raridade de um prospecto de armação com seu upside e versatilidade defensiva.

Luís Araújo – Também imagino que dependa muito do time. Em condições normais, imagino que seja escolhido na segunda rodada. Mas sempre há casos como Bruno Caboclo e Thon Maker, né? Basta um time querendo ousar visando longo prazo, com menos pressa por resultados na primeira rodada, para tudo mudar.

Vinícius Guimarães – Por mais que não tenha se provado tanto assim no nível profissional, eu acho que as características já citadas acima são intrigantes o bastante para um time da NBA na segunda rodada. Se fosse um dirigente, faria isso.

Ricardo Stabolito Jr. – Eu selecionaria Georginho na segunda metade da segunda rodada. E acho que vai ser selecionado talvez em uma posição até acima do que projeto, pois muitos prospectos internacionais deixaram o draft nos últimos dias.

  • felipe fernando Oliveira

    Concordo com tudo que Gustavo disse. Vi as finais do NBB é incrível como Georginho é desligado do jogo, ele é muito apático, parece não se importar com o que está acontecendo em quadra, e desde que assombrou o draft com sua envergadura, sua técnica e Gana no jogo não mudou nada. Alex Garcia com 37 anos jantou Georginho nas finais. Eu queria comparar Georginho a RWB pela vontade, raça, Gana de vencer e de melhorar seu jogo um cara que sabe usar de seus atributos físicos e atlético para se impor sobre o oponente, mas terei de comparar ele a Bruno Caboclo que em dois anos de D Liga não teve grande evolução.

    • Vitor Martins

      Já viu o instagram do Caboclo? Só tem festa, zoação e selfie de mlk piranha. Leandrinho quando chegou na NBA pediu para dormir no vestiário mesmo o Suns tendo reservado um quarto num hotel de luxo para ele, tamanho deslumbramento que tinha. Caboclo tem o que quase ninguém tem para o basquete, o físico dele é algo que na NBA mesmo só tem Durant, Giannis e mais alguns poucos jogadores. É assombroso, por isso a escolha. Mas parece não ter vontade nenhuma de crescer, de melhorar. Falta muito de espírito de Leandrinho nele. Tomara que o Georginho seja diferente se for realmente draftado.

      • felipe fernando Oliveira

        Realmente. Leandrinho é a prova que dedicação e treinamento compensa falta de talento (não que ele não seja talentoso) mas ele sabia que fisicamente naquele momento ele era superior a vários armadores da nba, desenvolveu fisicamente e tecnicamente. Mesmo caso de Caboclo, fisicamente o cara é fora da curva, pena que não tem mentalidade profissional. Lucas bebê enquanto estava acompanhando Caboclo só levou ferro, depois que descolou melhorou muito seu jogo, sendo membro efetivo da rotação dos Raptors. Tomara que Caboclo coloque a cabeça no lugar e use esses dois últimos anos de contrato pra desenvolver.

      • Leonardo

        Bacana saber dessas coisas mano, que dizem muito a respeito da psicologia dos players (o que num Kobe chega ao absurdo da “auto-punição mental”

  • Gustavo Freitas

    Nunca é tarde pra lembrar o que o Fran Fraschilla disse sobre Caboclo:

    “First of all he is described as the Brazilian Kevin Durant. He really doesn’t know how to play yet. I’m blown away. I’ve been doing this for 10 years. He’s 2 years away from being 2 years away”.

  • Acho que não será selecionado, mas deve ganhar vaga em um time de summer league e ai arrumar um contratinho de um ano. Georginho tem um excelente físico, e uma técnica bem decente, mas parece que sua mente roda no Windows 98, não sei, parece que ele dorme na leitura do jogo e perde boas oportunidades de ser agressivo e usar de seus recursos técnicos e físicos. Não é como se ele fosse um desengonçado que se atrapalha com seus longos braços, ele tem bons movimentos mas peca em não usá-los nos momentos certos. Se Georginho tivesse a mentalidade agressiva do Yago (que não tem metade dos atributos-físicos do Georginho mas desequilibra em favor do Paulistano) nós teríamos grandes chances de ter um brasileiro dessa nova safra tendo uma carreira sólida na NBA.

    • Vitor Martins

      Não diria que a mente roda no Windowns 98, mas que falta maturidade, percepção do jogo e personalidade. Ele é muito tímido, quer fazer a bola rodar, envolver os companheiros, mas carece de perceber que é melhor que a maioria, que pode bater pra dentro que vai ganhar no mínimo falta. No Draftexpress ele aparece como a última escolha. Seria legal ver ele no Bucks, já que eles estão montando um time de jogadores com envergaduras anormais hehehe, a segunda rodada é um monte de achismo, também acho que ele não será selecionado, mas não dá pra cravar.

      • Talvez dizer que sua mente é equiparável ao Windows 98 seja forçado, não é que ele não saiba ler o jogo, é o que você disse, falta maturidade e personalidade para se impor. Última escolha é do Hawks, não seria um mal destino, Mike Budenholzer é um técnico competente e tem dado algumas oportunidades para seus selecionados nos últimos anos. Além de que as posições 1 e 2 não são tão disputadas em Atlanta, tirando Schroder ninguém é realmente unanimidade.

  • arruda91 arruda

    e o Luicas Dias???

    • TRUETHIAGO

      Pela idade estará automaticamente elegível, mas provavelmente não será Draftado.

      Vejo nele mais perfil de Europa do que NBA, por enquanto.

  • #BullsNation

    Tem potencial e uma envergadura animal, o problema é não ter muita personalidade, deveria chamar mais responsabilidade pra si, ser o pilar da equipe do Paulistano, ser mais agressivo a cesta… Acredito que vá sim ser selecionado, os atributos físicos chamam a atenção de qualquer equipe… Como falaram ai embaixo do Yago, acho que o Georginho deveria ser agressivo como Yago que não se intimida e parte pra cima mesmo… Tá certo! Já ví sites americanos que colocam ele como 49ª escolha pelo Denver, e já vem sendo observado há um tempo, vamos ver onde o menino vai cair. Queria muito no Bucks pois os atributos físicos segue a linha do Antetokounmpo e do Jabari, seria legal ele ali no meio, pode crescer junto com esses caras que também são novos, vamos aguardar.

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