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Postado em 30 ago 2017 às 09:01
“Há mais de nós do que há deles”, por Karl-Anthony Towns

Jovem pivô do Timberwolves fala sobre racismo e repercute protesto de grupos supremacistas brancos em Charlottesville

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Por Gustavo Lima

Por Matheus Prá (@blockpartty)

KARL-ANTHONY TOWNS

Pivô/ Minnesota Timberwolves

Vamos começar com os fatos: Charlottesville não foi apenas um sinal de que o racismo ainda está vivo, mas também uma demonstração da falta de amor e respeito que o ser humano tem um para com o outro.

Na última semana ou duas, atualizei o Twitter como um pensamento louco, se eu apenas levasse o suficiente, eu poderia entender tudo, sabe o que quero dizer? Talvez você tenha feito o mesmo. Esta semana, voltei a Lexington para jogar o nosso jogo de ex-alunos e ainda está em mente.

Eu venho falando sobre Charlottesville com estranhos. Na quarta-feira passada, em um carro no caminho para LAX, meu motorista e eu conversamos. Ele era um homem negro mais velho, talvez nos anos 60 ou 70, e eu estava bastante certo de que ele tinha um sotaque do sul. Minha avó nasceu na Geórgia, e seu sotaque soava o mesmo. De qualquer forma, o homem me disse que cresceu na Louisiana na década de 1960, e eu disse que eu era de Nova Jersey, com uma mãe dominicana e um pai negro. Acabamos entrando no assunto sobre Charlottesville e o que isso significava. Ele falou sobre crescer no sul nos anos 60. Ele viu as placas do banheiro que diziam “branco” e “colorido”. Ele lembra como ele e seus amigos atravessavam a rua porque sabiam que um olhar errado a alguém poderia causar problemas.

Pessoalmente, fiquei desapontado. Não triste, mas desapontado. Eu fui tipo… Derrotado. Sem esperança – Eu tenho esperança. Mas apenas exausto. Se você é uma minoria na América, apenas ver as notícias pode ser cansativo. Normalmente, sou um cara otimista. O que você vê é o que você obtém. Mas acho que essas emoções podem crescer em você.

É louco porque, há um ano, senti alguns desses mesmos sentimentos. Foi depois que eu vi o vídeo de Philando Castile sendo morto.

Em plena luz do dia. Por não fazer nada errado. No Facebook.

Em St. Paul… Minha cidade.

A cidade de Philando.

Meus companheiros de Timberwolves e eu falamos sobre Philando depois dessa tragédia e seu nome veio agora e antes durante a última temporada – porque, com esse incidente, parece pessoal. Era uma coisa de Twin Cities. Ele chegou em casa. Não me lembro exatamente o que nós falamos, mas foi mais ou menos assim: estamos todos sentados lá, como minorias em uma liga que é principalmente minoritária, e nos perguntando, se eu não jogasse na NBA… Esse poderia ser eu?

 

(Photo by David Sherman/NBAE via Getty Images)

 

Havia uma coisa que eu não sentia por Charlottesville.

Eu não me senti chocado com isso.

Sim, fiquei desapontado, mas não chocado. Não é uma surpresa para mim que o racismo esteja vivo em 2017.

Em Charlottesville, acho que vimos uma forma mais visível de racismo. Nós não a vemos isso publicamente com muita frequência, mas esse tipo de ódio é, infelizmente, normal. Obviamente não me refiro ao normal como aceitável. Não é. É malvado. Eu quero dizer normal, pois não há nada de novo em nosso país. É algo que experimentamos ou ouvimos desde quando crescemos. A América tem lutado contra o racismo desde o primeiro dia. Nosso país está construído sobre isso. É a nossa história.

Com o tempo, tentamos progredir daqueles primeiros dias, mas isso não acontece da noite para o dia. Tenho 21 anos – mesmo durante a minha vida, vi grandes progressos. É louco pensar no homem que me levou ao aeroporto na semana passada – a quantidade de mudanças que ele experimentou. Mas, novamente, tem havido muita estagnação, também. Basta ligar as notícias para ver que, às vezes, damos um passo à frente e depois damos um passo para trás.

Então é por isso que estou dizendo que não estava chocado. Mas me refiro a uma parte disso… Fiquei chocado com uma coisa.

Fiquei chocado com a forma como o nosso Presidente respondeu a Charlottesville.

Ao nosso presidente foi dado de bandeja: denuncie os supremacistas brancos.

E ele não podia … e não deveria.

Ele errou… Ele errou feio.

Sobre isso, eu penso assim: a resposta do presidente, em termos de basquete… Porque você sabe que sei um pouco sobre o esporte… Foi como pegar a bola em um contra ataque – ninguém passou do meio da quadra – e então tropeçar nos próprios pés dentro do garrafão enquanto a bola voa para fora da quadra.

Deveria ter sido muito fácil.

É desanimador quando nosso presidente não entende que suas palavras carregam uma tremenda quantidade de peso. É realmente difícil ver o nosso presidente se recusar a defender o que é certo – em um momento em que o país precisa disso. Especialmente para as minorias. Não é como se estivéssemos falando sobre impostos ou algo assim. Estamos falando sobre o grande problema que dividiu o nosso país desde o nascimento.

 

(Photos by Michael Nigro)

 

Como eu disse antes, sou uma pessoa positiva e otimista. Eu, realmente, tento levar a minha vida com amor. Eu tento o máximo possível tratar todos do mesmo jeito, não importa o quê. Espero que meus amigos também digam isso sobre mim.

E aqui está como eu tento ver o que aconteceu em Charlottesville:

Primeiro, há mais de nós do que eles.

Há mais americanos que querem entender outras pessoas – pessoas que olham além da cor da pele… Pessoas que conversam com amor, que podem tocar a mente e a alma de uma pessoa… E as pessoas que vivem para melhorar não só a vida de suas famílias, mas as vidas de todas as famílias neste belo país. Há mais dessas pessoas do que pessoas que querem nos dividir, degradar e corromper.

Não sou tão ingênuo de que achar que é fácil. Isso me faz pensar nesta citação de Albert Einstein que li: “O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer“.

Eu acho que ele quer dizer isso, sim, há mais pessoas boas do que pessoas ruins, mas isso só importa se as pessoas boas forem ativas nos seus valores.

Em segundo lugar, eu sei que algumas pessoas vão minimizar o que estou dizendo porque eu jogo na NBA. Eles vão dizer “fique com os esportes” e woo-woo-woo. Mas acredito que a cultura está mudando quando se trata de atletas que falam sobre as coisas que realmente importam.

O basquete é o que faço para ganhar a vida, não quem eu sou como homem. Então, como atletas, temos uma enorme oportunidade de apoiar o que pensamos ser certo e falar sobre o que pensamos estar errado.

E a qualquer um que diga: “Fique com os esportes”… Vamos ser reais: nosso presidente costumava apresentar um programa de Reality Show na TV . Você está me dizendo que não posso expressar uma opinião política?

Finalmente, acredito que Charlottesville não é apenas um evento. Pode ser uma grande oportunidade para conversarmos uns com os outros mais honestamente. É como o homem que conheci no caminho para o aeroporto na semana passada – só tivemos uma breve conversa, mas foi honesta e real. Aprendi um pouco sobre como foi a vida dele, o bom e o mal. Sou grato por isso. Para mim, é aí que tudo tem que começar – se colocando no lugar dos outros.

Esta semana, voltei a Lexington, de volta a este lugar que sinto que posso chamar de casa. Como dizemos aqui, “sangramos de azul”. Nós nos reunimos pelo basquete. Lexington não é perfeito… É parte da história do nosso país… Mas a consciência da comunidade me dá esperança. Minha esperança é a de que todas as raças possam se sentir assim por onde eles chamam de casa.

Quero viver minha vida com amor, mas também com a ação. Espero ter mais conversas e discussões sobre como celebrar o amor e rejeitar esse tipo de ódio que vimos em Charlottesville.

Nós temos que nos amar mais, e temos que mostrar mais. Eu sei disso com certeza.

Obrigado por ler.

Com amor,

Carta traduzida por Matheus Prá, do Block Party. Sigam o blog no Twitter (@blockpartty)

O link para a carta original no The Players Tribune está aqui.

  • Victor Chittolina

    É importante ver o posicionamento de um esportista, uma pessoa pública, que vive essa realidade. É negro, é estadunidense, viu de perto isso tudo. Mas muito se engana quem acha que isso está longe de nós. Isso acontece ao nosso lado, dia após dia. O que aconteceu em Charlottesville é algo que poderia ter acontecido em Nova York, em Londres ou em São Paulo. Aquela cidade foi apenas um ponto de encontro dos mais extremistas.

    O que mais me chama atenção no texto é quando ele cita que o racismo acontece no dia-a-dia, que não precisa ser explícito dessa forma pra ser uma forma de preconceito. Lógico que aqueles que se manifestaram em Charlottesville são minorias entre os racistas. Mas o preconceito passa diante dos nossos olhos e ouvidos e digo isso com conhecimento de causa. Sou de uma pequena cidade na região metropolitana de Porto Alegre. Gremista, frequentador de estádio de futebol desde pequeno. Aos 5 ou 6 anos, já entoava cantos contra os colorados chamando-os de “macacos”. E assim foi por anos. Eu sequer entendia que o canto foi criado para tentar depreciar a torcida colorada, que continha a maioria dos negros no nosso estado. Alguém, em algum momento, achou que esse tipo de ofensa era válido e encontrou outras pessoas que concordaram com isso. Em grupo, os racistas são mais fortes, e angariam mais gente para a sua causa. Sem perceber, o estádio inteiro cantava como se fosse lindo, ainda que boa parte nem se dessem por conta o que, de fato, significava aquilo tudo. Aos poucos, muitos foram se rebelando ao fato (eu, inclusive) e parando de cantar, tentando conversar com os demais sobre quão chato era esse tipo de “grito de guerra”. O que aconteceu com o goleiro Aranha, na verdade, foi apenas a filmagem de algo que acontecia em praticamente todos os jogos. Não foi a primeira vez. Infelizmente não vai ser a última. Mas o fato teve um ponto positivo: abriu a cabeça de muita gente em relação ao fato, ao ponto de, por um tempo, os cantos pararem de ser cantados no estádio. Quando baixou a poeira, tudo voltou. A diferença é que, enquanto o assunto estava em alta, aqueles que eram contrários a esse tipo de manifestação estavam unidos, sendo uma maioria capaz de calar os demais. Pouco a pouco, essa união ficou de lado, trazendo à tona, novamente, aqueles que justificavam esse tipo de ofensa.

    O racismo está por todas as partes. E a primeira coisa a fazermos é admitir que nós também somos racistas. Em algum grau, maior ou menor, todos temos que batalhar contra um preconceito que existe dentre nós. Se isso que eu digo não fosse verdade, como explicar o fato de que mais de 95% das pessoas acham que existe racismo no Brasil, mas apenas 2% admitem que são racistas?

    Esses acontecimentos em Charlottesville são tristes, muito tristes. Principalmente quando levarmos em consideração que, nos EUA, os extremistas tem o “direito” de fazer isso. A “liberdade de expressão” deles pode ser usada para difamar e agredir outros seres humanos. É a deturpação de um direito adquirido, que faz dos seres humanos cada vez menos humanos.

    A esperança está em que essas manifestações façam com que as pessoas não consigam mais tapar o sol com a peneira e ver que racismo existe sim, e que a gente tem que lutar todos os dias contra isso. Contra o racismo dos outros e contra o nosso.

    • Jeff Cavalcanti #TankBrothers

      Belo comentário, parabéns.

      Sobre as porcentagens acho que não é difícil explicar. Sempre tem gente que fala coisas como: “eu não sou homofóbico, mas os gays não podem andar de mãos dadas, casar etc.”

      O mesmo se reflete nas raças.

    • Marcos Oliveira

      Show!

    • Alexandry Mazoni

      Baita, também sou gaúcho e gremista. Também cantava macaco e hoje vejo racismo puro esses cantos (mesmo que parte da torcida não perceba e outra faça questão de negar-se a perceber). Pra acabar com o racismo o primeiro passo é esse, reconhecer e ter atitude de mudar, é preciso refletir quando for repreendido e não atacar com desculpas.

      • Victor Chittolina

        Massa, man. Não sei se tu já viu a página “Grêmio antifascista”, no Facebook. É bem tri.

        • Alexandry Mazoni

          Sim cara, sigo ela. Tribuna 77 também.

          • Victor Chittolina

            bah, eu não conhecia. segui também!

        • UncleBush

          O que significa “É bem tri”?

          • Victor Chittolina

            Significa que é legal, daora, massa…

    • Benito Gantes

      uma coisa que vejo repetidamente e que não tem sentido: “como explicar o fato de que mais
      de 95% das pessoas acham que existe racismo no Brasil, mas apenas 2%
      admitem que são racistas”
      uma coisa não tem relação com a outra (existir pouco e ser visto por muitos). Dá para perceber por aí o quanto os extremistas/radicais tentam fazer barulho justamente por serem inexpressivos numericamente (ainda que eu ache que seja bem mais que 2%).
      95% percebe os 2% de idiotas.

      • Victor Chittolina

        Cara, a questão é a visibilidade que se tem dos fatos. Quando 95% das pessoas apontam que há racismo, isso certamente vem de uma parcela muito superior a 2% que se consideram racistas.
        O que mais me espanta nessa estatística é saber que tem perto de 5% das pessoas que acham que não existe racismo. Em que mundo essas pessoas vivem?

  • Rafael Victor

    Legal ver um jovem astro em ascensão do esporte se posicionar de forma consciente diante de uma assunto tão serio e importante como esse!

    Bem diferente dos idiotas que diante de um caso de racismo se consideram “todos macacos”!

  • THIAGO GONZAGA

    Bateu uma duvida agora, KAT vai jogar pela seleção americana ou dominicana?

    • Erick

      Dominicana

    • Luiz

      No Rising Stars jogou no time USA

  • Pablo Leite

    Bela carta do Towns. Triste é, depois de tanto tempo, seja da guerra civil americana, da abolição da escravatura ou mesmo da luta pelos direitos civis, ainda ter que ler algo tão pungente sobre esse assunto.

  • Marcos Gordinho

    Admirável a postura de Town em definir o basquete como uma parte sí, seu sustento, sua visibilidade e não sua definição. Atletas bem articulados e de destaque possuem um poder imenso de influenciar os demais. Fazer isso de forma consciente e positiva é louvável. Tenho 45 anos. Cresci em meio a uma cultura machista, homofóbica, e sim, por vezes racista. Não posso negar que por algum tempo absorvi e carreguei comigo tais valores, alguns mais velados outros não. Até me tornar pai de duas meninas, quero que elas tenham as mesmas oportunidades que os filhos de meus amigos, descobri que tenho um irmão gay e quem o agredir com palavras, fisicamente, ou desdém terá que me enfrentar como seu mais fervoroso defensor. Meus ouvidos mostraram a meus olhos a genialidade musical que advém de negros, mongolóides, caucasianos e outros mais, meu paladar me apresentou aos encantos da culinária de orientais, africanos e ocidentais, descobri que sem os demais sentidos o toque que recebo não define a origem de quem me estende a mão para levantar, nem quem me empurra para o chão, decidi, tardiamente talvez, que escolho pertencer a apenas uma raça, a raça humana. Quanto a minha cor? Posso ser amarelo, branco, pardo, negro… basta escolher quanto tempo fico exposto ao sol.

  • mavs

    vivemos a era da sociedade “mimimi”..

    tanta discussão que não leva a nada…

    para ficar mais claro, poderiam começar definindo o que são as minorias…
    já li que seria: mulheres, crianças, negros, gays, pobres, deficientes..
    isso não é minoria….está virando na verdade uma ditadura dos que se dizem minorias…agora tudo é minoria, perseguido da sociedade, vitimizado..hj a sociedade funciona assim.

    as coisas são muito simples, independente do que a pessoa goste, seja, ela deve ser respeitada e pronto…ter as mesmas oportunidades e pronto.

    acho perda de tempo discutir isso, para mim uma carta dessa causa o efeito contrário, agita mais os ânimos, cria mais problemas e intrigas, do que resolve alguma coisa…

    sinceramente, acho desnecessário, mas respeito a opinião do Town..

    • Benito Gantes

      Amigo, sabe o que é minoria? Não entende o porquê todos (sim, todos esses) são minorias? então comece por aí! Ah! e veja procure entender também o que é “ditadura”.
      abraço

      • mavs

        então, me responda por favor,
        o que não é minoria?

        • Gamer Control

          Infelizmente, é difícil ainda ver as coisas com essa ‘simplicidade’ explicitada por você. As questões de igualdade ainda não são vistas assim. A questão do ‘machismo’ tem mais de séculos e ainda é um paradigma para muitas coisas. O racismo foi uma coisa que se estendeu por muitas gerações e, ainda assim, existem discriminações (A Europa e os EUA, considerados países culturalmente superiores, ainda pregam muitas dessas coisas).
          Falamos de ‘geração mimimi’, mas não vemos o ‘outro lado da moeda’.

          • felipe fernando Oliveira

            Qual lado da moeda? Sabia que negros são tão preconceituosos quanto brancos. O que me diz do título Brancos não sabem enterrar. Não é uma forma de externas o preconceito dos negros sobre brancos.? Você fala de machismo. O que é machismo? Me responda mas me diga o que é femin ISMO

          • Black Power

            Acredito que o que ele quis dizer acima foi EXATAMENTE isso!

            Não podemos achar que todos recebam o mesmo tratamento. Isso é muito explícito em muitos fatos presenciados, a partir de muitos fatos.

            Em termos popularizados, existem diferenças entre MACHISMO e FEMINISMO. O Machismo, sempre se foi ligado ao fato de criminalização, enquanto o FEMINISMO é ligado aos direitos por elas conquistados. 5 milhões de brancos escravizados? Perto de aproximadamente 32 milhões de negros que foram escravizados em 314 anos. Você acha que o fato que aconteceu em Charlottesville foi um fato de pessoas injustiçadas? Achar que existe supremacia racial é um fato de pessoas que pensam em igualdade é normal?

            Se acha que é normal, quantos negros temos na política, sendo que mais da metade da população brasileira é negra? Quantos milionários brasileiros são negros?

            Acredita em igualdade, mais de 80% de nossa população carcerária é negra, de origem das classes mais pobres. Acha que todos tem as mesmas condições de concorrer as mesmas condições? Mesmo com as quotas, vejam quantos negros temos em faculdades federais ou estaduais.
            Acredito que todos podem chegar ao mesmo lugar, com esforço e dedicação. Porém, não são todos que tem as mesmas condições para isso.

          • felipe fernando Oliveira

            Seguindo sua linha de raciocínio. Mais da metade Da população é negra ou descendente, e essa quantidade não se reproduz no parlamento ou executivo. Mas sabe pq? Negros dificilmente vota em negros. Outro preconceito. 80% da população carcerário é negra sabe porque? Porque eles escolheram trilhar o caminho do crime. Como eu disse Assim, meu pai é negro, somos oriundos de uma comunidade de baixa renda de BH e isso não foi motivo de enveredar para o crime. Cada um é responsável pelo seu caminha traçado. Chega de mimimi, chega de vitimismo, chega de se auto penalizar. Levanta sacode a poeira e da a volta por cima.

          • Benito Gantes

            Nossa, homens brancos agora serão escravizados por não saberem enterrar, serão xingados na rua, apanharão por isso, até morrerão.

          • felipe fernando Oliveira

            Então esse título como é pejorativo aos brancos não soam como racismo. Agora se o título fosse : Negros não são capazes de jogar xadrez. Aí seria o fim do mundo, “estão falando que negros não são inteligentes e coisas mais”. Ditadura do mi mi mi. Dois pesos duas medidas.

          • Benito Gantes

            só por curiosidade: você gosta do bolsonaro?

          • felipe fernando Oliveira

            Gosto de político honesto. Respondido?

          • Muçulmanos escravizaram europeus, nórdicos quando saquearam a Península Ibérica mataram e escravizarão muçulmanos, assim como fizeram com ingleses e franceses. Enquanto a Roma Antiga escravizava qualquer um que não fosse romano. Infelizmente isso era muito comum no mundo antigo, mas existe uma grande diferença, por mais que os romanos se sentissem superiores aos outros povos, e escravizassem os gauleses (franceses) quem eles consideravam selvagens, esse sentimento de superioridade não chegou até a modernidade e pós-modernidade. Diferente da escravidão dos africanos, o sentimento europeu de superioridade em relação ao africano foi o que sustentou a escravidão, algo que atingiu a modernidade e pós-modernidade, tendo efeitos até nos dias de hoje.

            Quanto a “Homens Brancos não Sabem Enterrar”, como termina o filme? O personagem do Woody Harrelson consegue enterrar certo!? Então ele prova que homens brancos conseguem enterrar sim, o filme não propaganda superioridade de uma etnia sobre a outra, então não desvirtue a parada.

      • felipe fernando Oliveira

        Que ditadura?

        • Benito Gantes

          quem falou de ditadura foi o “mavs”.

    • felipe fernando Oliveira

      Concordo plenamente com você. E digo mais. A declaração do Trump foi imparcial e correta. Só que aqueles que adotam o POLITICAMENTE CORRETO não suportam a verdade. Uma vez perguntaram Morgan Freeman se ele já sofreu preconceito ele respondeu “não” assustado com a resposta o entrevistador perguntou porque ele achava nunca ter sido vítima do preconceito Freeman respondeu “Porque eu nunca me permite sentir esse sentimento. Pois a primeira que tem que me respeitar primeiro sou eu” perguntado como se combate o racismo Freeman responde “não falando sobre isso. Pois cada vez que se fala isso, se alimenta esse sentimento dentro das pessoas que não se respeitam”. Todos têm que ser respeitados, brancos, pardos, negros, índios, altos, baixos, gordos e magros. Não importa RESPEITO acima de tudo.

      • Benito Gantes

        pessoas reclamando do “politicamente correto”? Ai meu deus!
        Felipe, e a hipocrisia? Pega exemplo do Morgam Freeman de ignorar e ensina a filha a “revidar” o xingamento.

        • felipe fernando Oliveira

          Leonardo de Caprio defendendo a agenda anti racismo. “parabéns” “consciente” “nos representa”. Morgan Freeman dizendo que não acredita no agenda racista “traidor” “judas” negro KKK”. É tipo isso

        • felipe fernando Oliveira

          A vida é dura demais pra perder tempo choramingando. Um filme de “homem” certa vez disse. A vida na maioria das vezes vence não é aquele que mais bate, mas aquele que mais suporta apanhar. A vida pode ser dura, mas nós somos ainda mais.

          • Benito Gantes

            pq homem entre aspas?

          • felipe fernando Oliveira

            Entendedores entenderão

          • Benito Gantes

            preconceituosos entenderão!

    • 76

      Eu ia escreve um texto aqui, mas achei melhor… Diga-me, o q é a tal da sociedade mimimi?

      • felipe fernando Oliveira

        Sociedade do mi mi mi são pessoas que pensam como você. Chegue em frente ao espelho multiplica por milhões seus pensamentos e terá a sociedade do mi mi mi. Pessoas que pensam que seu fracasso é culpa dos outros. Que a sociedade é culpada por sua derrota. Que a sociedade lhe deve algo por você ser um derrotado. Que se vitimisa, que fica choramingando pelos cantos.

        • 76

          Isso não tem nada a ver com mi mi mim. Vc está completamente enganado.

          Eu teclei algumas coisas aqui e apaguei, pois sei que vc n vai entender mesmo. Depois dessa sua frase “Pessoas que pensam que seu fracasso é culpa dos outros”, não dá pra ficar dialogando. Conheço muitos que pensam como vc. Não vale a pena perder tempo.

          • felipe fernando Oliveira

            Ok 76. Respeito sua opinião. Vamos falar de basquete. Está vendo o passeio da Espanha na seleção de Montenegro? Rudy Fernandez jogando demais acho que ele poderia ter ficado em Philla. Eu por exemplo preferiria ele do que Felton na reserva de RWB.

          • 76

            Melhor mesmo.
            Pior que n curto basquete que n seja NBA. já tentei diversas vezes, mas n consigo gostar

          • felipe fernando Oliveira

            Acredito que nós criamos nossas oportunidades. Mas aqui não é página de política. Vamos falar de basquete.

          • felipe fernando Oliveira

            Existe um ditado que diz: “Quem planta tâmaras não colhe tâmaras” isso porque as tamareiras levam de 80 à 90 anos para darem os primeiros frutos. Certa vez um jovem encontrou um senhor de idade plantando tâmaras e logo perguntou: porque o senhor planta tâmaras se o senhor não vai colher? O senhor respondeu: se todos pensassem como você, ninguém comeria tâmaras. Cultive, construa e plante ações que não sejam apenas para você, mas que sirvam para todos. Nossas ações hoje refletem o futuro… se não é tempo de colher, é tempo de semear. 🕊 Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada…
            E, no meio do intervalo entre a vida e a morte, brigamos por aquilo que não trouxemos e não levaremos… Pense nisso: Viva mais, ame mais, perdoe sempre e seja mais Feliz.
            Deus Abençoe tua vida..

    • Esclarecendo o que são minorias, O termo minoria diz respeito a determinado grupo humano ou social que esteja em inferioridade numérica ou em situação de subordinação socioeconômica, política ou cultural, em relação a outro grupo, que é maioritário ou dominante em uma dada sociedade.

      Sobre a carta do Towns ser desnecessária: Vejamos a história do próprio USA, por muitos anos os negros sofreram opressão, segregação e outras diversas injustiças, eles ficaram em silêncio e nada mudou. Por volta dos anos 50 e 60, um pastor chamado Martin Luther King (entre outras personalidades) resolveu fazer declarações como a do Towns, os ânimos realmente se agitaram, mas provocou mudanças benéficas.

      Todos deveriam ser respeitos e ter os mesmos direitos, mas se isso não acontece deve-se fazer como Towns, falar a respeito, buscar o diálogo, não se calar achando que as coisas irão mudar sozinhas.

  • Hilton Silva

    Tem muita coisa que eu aprecio nos EUA, mas a perseguição de liberdade de expressão desse país é o que eu mais me surpreende positivamente, de verdade.

  • Bacana a carta do Towns. Só não entendo por que tem americano que tanto venera os confederados, se eles tivessem vencido, o sul do USA seria um país subdesenvolvido de terceiro mundo.

    • William Felton Russell

      Acho que a resposta encontra-se no seu próprio comentário: porque eles não venceram.

      • E eles deveriam ser gratos por isso.

        • William Felton Russell

          Pois é. O perdedor muitas vezes tem uma espécie de aura atraente que me custa entender.

  • felipe fernando Oliveira

    Deixo uma reflexão aos nobres amigos do jumper sobre preconceito. Sou moreno filho de grande homem, de caráter ilibado, correto, honesto, justo, amoroso e exemplo de pai, meu pai é um negao. Minha mãe é branca. Tenho uma filha mais clara que eu, saiu puxando O vo, ela usa óculos e tem cabelo caxeado. Por meses um menino da escola dela a chamava de 4 olhos, macarrão da Santa Casa (aqui em Minas macarrão da Santa Casa é branco e soa como insulto a um branco) de cabelo de mola, cabelo de minhoca, zoi de vidro, ceguinha e por aí vai. Eu não acredito nesse tal de buling, acho que isso enfraquece a criança. Então perguntei minha filha como era esse garoto, ela me disse que era gordinho e negro. Falei pra minha filha que toda vez que ele a chamar de apelidos ela o chamasse de picolé de asfalto, chup chup de Coca e baleia assassina, falei pra ela que se alguém reclamar com ela falar que ela seguiu minha ordem. Fui chamado na escola pois disseram que estava criando sentimento racista em minha filha. Mostrei A foto do meu pai e disse “como estou criando esse sentimento nela sendo que o avô dela é um negro. E perguntei o porque não fizeram o mesmo chamando o pai do garoto que a meses insultavam minha filha, sendo que eu mesmo fui na Direção da escola reclamar e por 4 vezes mandei bilhetes reclamando e pegando recibo dos bilhetes. Aí vem o X da questão disseram que as ofensas dele contra minha filha não afetavam a dignidade dela. Então cheguei a conclusão que as “minorias pode tudo” e a pseudo maioria nada. Por isso digo que o RESPEITO é o alicerce de tudo independente de cor e escolhas.

    • Ariel

      Você ganhou o premio de pérola do ano, ou pelo menos uma das piores.

      Como as pessoas tem a capacidade de escrever uma asneira desse tamanho. Deve ter achado que arrasou com esse seu texto, em companheiro?

      Se considera um negro de alma branca?

      • Hilton Silva

        Vou lhe dizer uma coisa sincera: se eu estiver discutindo algo com alguém e esse alguém me perguntar se eu sou um negro de alma branca, eu parto para a violência, porque isso é o maior absurdo a se preguntar para uma negro.

      • felipe fernando Oliveira

        Me considero um negro que não se vitimisou, trabalhou, estudou e sou bem sucedido na vida. Oriundo da pedreira Prado Lopes (quem é de BH sabe) quem não é pesquise. Filho de um negro favelado bem sucedido, honesto e digno. Que não ficou esperando a pena da sociedade, buscou seus sonhos e venceu com ajuda do Todo Poderoso. Isso que todo negro deveria fazer. Parar de esperar a pena da sociedade, parar de esperar que alguém lhe dê direitos, sendo que você não consegue exercer nem minimamente os direitos que já possui. Chega de se culpar sua derrota, marginalização e outras coisas num preconceito sendo quem nem você se respeita. Levanta e anda e para de esperar que a sociedade lhe carregue.

        • “Cresci na década de 80 e 90, não tínhamos essas frescuras de bulling”. E daí? Isso não prova nada. Até então na década de 80 dislexia era tratada como burrice, devido a diversos estudos, hoje sabe-se que é um distúrbio. O mesmo se aplica ao bulling, após vários estudos sobre esse comportamento, sabe-se o quão problemático ele é, e as consequências que ele causa.

          Nenhuma criança deve crescer sofrendo com intimidação, ameaças, deboche e ofensas. A escola foi omissa no caso da sua filha, entendo que você deva ter se achado sem opções, você ainda pode recorrer a ouvidoria pública, secretária de ensino, textão no Facebook (quando uma reclamação viraliza ela se torna bem eficiente) mas incentivar ofensas racistas não é uma boa escolha.

          Quanto aos negros, não se trata de esperar pena da sociedade, se trata do que é certo, do que é um direito que deve ser respeito.

    • 76

      Coloque uma luva de força nos seus dedos, vai evitar de escrever essas besteiras. Pior que o mundo tá infestado de gente que pensa igual a vc. Que retrocesso infeliz

    • Michel Moral

      Poxa, cara. Reveja seus conceitos, por favor. Obviamente que não tenho nada a ver com a educação entre um pai e um filho, mas você está perdendo o pé.

      Mesmo que você não ache que o racismo seja o que as pessoas dizem que é, nada justifica incentivar o revide de uma criança. Ainda mais um revide ofensivo.

      Se a moda pega, viveremos em um estado de barbárie.

      • felipe fernando Oliveira

        Cresci na década de 80 e 90, não tínhamos essas frescuras de bulling. Isso é coisa de pessoas fracas de caráter e de força de interior.

    • Drakes#Apocalipse 6:12-13.

      A questão não é se vc está certo ou errado, mas bullyng é algo bem grave, por isso deixo um texto em inglês sobre estratégias que poderá tomar, não é uma receita e pode não servir para caso de sua filha.

      https://www.psychologytoday.com/blog/brainstorm/201003/top-strategies-handling-bully

    • DNT

      Que loucura, mano.rsrsrsrsrs. Não tenho nada haver com sua vida, mas Bullying e Ofensas raciais não são a solução. Conversa e Acompanhamento psicológico, tanto do agressor como da vitima são soluções bem mais saudáveis para ambos. É aquele velho jargão, violência gera mais violência.

    • Benito Gantes

      fazendo uma analogia simples: imagina uma mulher, 50 kg e 1,50m dando um tapa com toda força em um homem com 1,90m e 130 kg. O homem pensa igual a ti: posso revidar entao e devolve um tapa com toda a força dele. não, não pode!

      • felipe fernando Oliveira

        Sem nexo essa sua analogia.

        • Benito Gantes

          você nao concorda com milhares de evidências científicas (“Eu não acredito nesse tal de buling”) que dirá em concordar cmg, hahahahaha

  • Luciano Ribeiro

    É estranho e triste pensar que pessoas se acham superiores apenas por uma cor de pele, isso é a coisa mais ridícula que existe. E uma das piores coisas é entrar nessas matérias e ver pessoas jogando culpa em grupos de esquerda ou direita, caras, não interessa seu lado, essa ideia de racismo é nojenta, não interessa se você é de esquerda ou direita, é sua obrigação lutar contra o racismo.
    E agora falando da realidade do Brasil, eu não sei em qual dos últimos anos começaram a aparecer fãs de políticos, e dos dois lados, enquanto ficar essa guerrinha de ficar chamando um de “comedor de mortadela” e o outro de “bolsominion” e não se juntarem pra acabar tanto com o racismo, corrupção e outras porcarias dessas, eu não vejo esse país ir pra frente.

    • Leonardo

      O problema é que baseado na cor da pela inventou (por que a última coisa que aquilo é é ser científica) toda uma literatura que legitima essa balela toda. Antropólogos, médicos, psicólogos, filósofos e teólogos e demais intelectuais criaram todo um arcabouço por trás disso que da ares de ciência (os quais entre nós o mais famoso tenha sido Nina Rodrigues) à isso tudo e influência em muito a crença na superioridade branca. Por isso é tão difícil extirpar esse preconceito…
      Lutemos contra esse absurdo, lutemos pela humanização!

  • 76

    Towns grande demaisss

  • Norrin Radd

    Nunca saberemos se realmente foi o KAT que escreveu ou algum assessor, mas de qualquer forma as palavras são belíssimas e os conceitos muito bem colocados. Não quero entrar em discussão até porque tenho pele branca, sou europeu por parte de pai e negro por parte de mãe.
    Aqui no Brasil não existe 100% branco. Nem 100% negro.
    Toda forma de discriminação é generalista e mentirosa. Toda. Seja por raça, por religião, por educação, por quantidade de dinheiro que vc. tem no banco ou pelo lugar daonde você nasceu.

    • The Players Tribune é um site criado por um ex-atleta de baseball para publicar experiências e opiniões dos atletas, a ideia de um assessor escrevendo algo no lugar de um atleta, desvirtuaria toda a essência do site, é possível mas acho improvável.

  • Bruno Coutinho

    Me impressiona como ta cheio de namoradinha br do Trump,não se pode escrever uma linha criticando ele,que elas aparecem babando de raiva.

    • UncleBush

      Preconceito contra LGBT.
      Até quando Brasil?

      #HomofobicosNaoPassarao
      #AloModeracao
      #AloPF
      #AloJeanWillis
      #CadeiaNesteVagabundo

      • Bruno Coutinho

        Risos.

        • felipe fernando Oliveira

          Kkkkkkkkkkkkkk
          Rsrsrs rsrsrs
          Gargalhando

    • felipe fernando Oliveira

      Se você é contra o Trump, ok você é coerente, sensato, inteligente etc e talz. Se apoia é KKK, namoradinha, fascista, taxista, modelista, eletricista, guitarrista e homofóbico.

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