A ilusão e a decepção

O Michaelis, reconhecido dicionário de língua portuguesa, diz que a ilusão é “um engano dos sentidos ou da inteligência”, espécie de “confusão entre uma coisa que aparenta ser e o que ela realmente é”, algo como “ação criada para enganar, iludir”. A decepção, todavia, pela mesma fonte, é tida como “sentimento de frustração ou descontentamento quando o que se esperava não acontece” ou até mesmo como “sentimento de tristeza, desgosto, dissabor”: desilusão, em suma. Tudo muito léxico, prolixo, pouco tangível: pra fins de resumo, ilusão pode ser denominada como Minnesota Timberwolves, decepção como New York Knicks.

As diferenças entre estes dois substantivos são algumas, como anunciadas acima, mas há um ponto de convergência para com estes sentimentos amargos: a crença. Criar expectativas é a ação que toma o ser humano antes que ele se torne afeito com aquilo que lhe causa, a princípio, qualquer tipo de sensação positiva. Um amor idealizado, uma esperança em segredo, uma graça a ser alcançada: o processo até a conclusão da percepção que se tem sobre a coisa imaginada é tortuoso, gera expectativa, atiça a curiosidade. O sentimento desolador após o desgosto é durável, demora a perder a importância. É meio de temporada: a campanha 2016-2017 da NBA chega à metade, um mês antes da pausa para o All Star Weekend, e entre as agradáveis surpresas até aqui conhecidas, há algumas infelicidades reconhecidas.

O Timberwolves nos enganou até agora. O futuro parecia — de certa forma ainda parece — promissor para a franquia de Minneapolis. Antes da seleção de calouros de 2016 a equipe possuía em seu plantel as duas últimas escolhas número 1: o ala Andrew Wiggins e o pivô Karl-Anthony Towns. Dois pilares da linha ofensiva; atletas jovens e explosivos como Zach LaVine e Shabazz Muhammad; a concentração de atletas altos e fortes que poderia manter o time aquecido durante as partidas em Gorgui Dieng e Nemanja Bjelica; e o outrora armador-fenômeno que se esperava de Ricky Rubio. Adicione ao caldeirão um treinador experiente, que trabalha bem com jogadores jovens e que tinha um retrospecto de trazer de volta ao holofote o Chicago Bulls depois de anos de espera pós-Michael Jordan. Tom Thibodeau parecia a escolha perfeita, certeira, ponto de evolução na caminhada da equipe. A expectativa criada, a ilusão apresentada.

O Timberwolves, hoje, ganha apenas uma de cada três partidas disputadas. O recorde da equipe na conferência Oeste da Liga só é melhor que os percentuais de Dallas Mavericks – em processo de adiamento para uma reconstrução que, mais cedo ou mais tarde, ou seja, após a aposentadoria de Dirk Nowitzki, terá de acontecer – e Phoenix Suns – este sim em fase de reconstrução, apesar de ser um processo aparentemente sem qualquer planejamento.

O time é o 24º entre 30 times no quesito de pontos cedidos a cada 100 posses de bola, o que demonstra uma defesa frágil. Apesar de Towns e Rubio terem bons números em aspectos defensivos (11,5 rebotes e 1,5 bloqueios de média para o pivô, e 1,8 roubo de bola por partida para o camisa 9), o sistema defensivo da equipe sofreu regressão entre a última temporada e atual. Dieng é tido como bom defensor dentro da área pintada e sua ação no jogo mais sujo, longe das estatísticas mais simples, é um alento para um time que precisa melhorar demais para almejar qualquer tipo de briga para a pós-temporada.  O selvagem Oeste é onde o 7° colocado Memphis Grizzlies está a duas vitórias de ter o dobro de pelejas vencidas que Minnesota atualmente ostenta, um abismo entre roer o osso esperando o filé a partir de abril ou somente jogar a cada duas noites.

Towns, Wiggins e LaVine estão todos abaixo dos 22 anos de idade e todos eles marcam ao menos 20 pontos por partida. O núcleo ofensivo não é ruim, e sim, promissor. Entretanto, o Timberwolves que nos venderam entre o final da temporada anterior e o início desta destoa demais do que vemos em quadra. Muito se especulou que, com assim da chegada de Thibodeau ao time, o treinador traria atletas de sua confiança ao elenco com trocas que buscariam Jimmy Butler e/ou Taj Gibson vindos do Chicago Bulls. Butler e seu jogo dispensam comentários, bem como o Bulls hoje dispensa perdê-lo por pouco, e o pouco que Gibson ofereceria na defesa fatalmente ajudaria ao Timberwolves – para se ter noção do vazio defensivo que existe atualmente.

Imaturidade e falta de experiência são pontos a destacar, mas não podem ser desculpas para um time sem ambição e desejo de ganhar. O grave defeito em perder o controle das partidas no terceiro quarto precisou de ajustes e, ainda assim, há graves falhas nos momentos de definição como, recentemente, a derrota por 94 a 92 para o Utah Jazz após liderar por nove pontos com cerca de três minutos para o apito final: um dos muitos exemplos de perda de foco e controle de um jogo. Acreditar sim, até certo ponto. Tapar os olhos não, isto é iludir-se.

Decepcionar-se é acreditar ter o último fio de esperança de que a junção de um ala altamente prolífico no ataque, mas preguiçoso na defesa a um armador que, tal como esse ala, possui ambas características – sabendo jogar apenas com a bola nas mãos – elevaria completamente o patamar do Knicks na conferência leste. Duas vitórias nas últimas 11 partidas disputadas, expulsões e lances capitais negativos protagonizados por Carmelo Anthony, o sumiço de Derrick Rose. Nova York não tem fé no seu time mais famoso, talvez o mais icônico do basquete mundial. O Knicks, hoje, mais uma vez, estaria fora dos playoffs ocupando apenas a décima colocação no leste, conferência mais fácil da NBA.

O Knicks trouxe Jeff Hornacek depois de sua dispensa pelo Phoenix Suns. Hornacek chegou a ser o segundo colocado na votação para treinador do ano em 2013-2014, mas sua atuação com o time do Arizona decaiu: ou, senão, ele ainda por lá estaria. A troca que trouxe Rose do Bulls também fez Joakim Noah trocar de uniforme, ocupando o espaço de Robin Lopez que fez o caminho contrário. A ascensão de Kristaps Porzingis soou como o elemento que faltava para fazer a torcida do Madison Square Garden um pouco mais feliz: uma superestrela, um armador outrora MVP da Liga, um ala com altura de pivô e arremesso de armador, e um pivô capaz de defender. A decepção, todavia, é gigante.

Anthony começa a ver a curva de sua carreira apontar a descendente, tal como seu desempenho ofensivo e paciência. Energia e entrega defensivas nunca foram seu forte, tal como seu senso coletivo. Noah sempre foi um coadjuvante, assim sempre o será. Porzingis é o alento da reviravolta: draftado na 4ª posição no ano de 2015, ouviu vaias e viu na TV a cena do garotinho fanático chorando por conta de sua escolha pelo Knicks. De lá pra cá, hoje já pode ser considerado o melhor jogador de qualquer um dos times de Nova York, além de ser o mais promissor deles.

O caso de Rose merece mais atenção: o camisa 25 não esteve em quadra contra o New Orleans Pelicans na segunda-feira, 9, porque simplesmente não o quis. Rose não se negou a entrar em quadra ou mesmo trocar de uniforme: o armador voou até Chicago, sem avisar a ninguém da franquia, para estar com a mãe e resolver questões familiares, segundo ele mesmo relatou a Noah somente após a partida: diretores, treinadores, torcedores e repórteres do Knicks souberam da boca dele apenas no dia seguinte. Multado, o atleta não deu maiores explicações, já retornou à linha inicial e a vida segue, como se nada tivesse acontecido. Claramente, faz e fará mais ou menos o que quiser, dentro e fora de quadra. E isso é prejudicial ao conjunto.

Rose sempre foi um armador voltado para seu próprio jogo, baseado em um explosivo primeiro passo que o levava com facilidade à cesta. Sem um arremesso de três pontos confiável, as lesões nos joelhos, a personalidade temperamental e os altos salários o minaram em Chicago, sua terra natal, o que o levou ao extremo leste americano para dividir a bola com Anthony: o que não tem surtido efeito.

Rumores dão conta de que o atleta planeja pedir por um salário total de 150 milhões de dólares por cinco temporadas na próxima janela de transferências, quando se torna agente livre irrestrito. A Liga inteira já levantou os olhos, baixou as orelhas e finge, assim como Rose, que nada de importante se passou. Aos 28 anos, este deveria ser o segundo melhor ou talvez o mais polpudo acordo da vida de Rose, bem como, para começo de recuperação da atual decepção, o Knicks deve forçar com que também seja uma segunda equipe de Rose após deixar o Illinois.

Trocar Anthony para reforçar a equipe também não é tarefa simples, apesar de ser uma alternativa plausível: natural de Nova York e ídolo local desde a adolescência, seu gordo salário de mais de 24 milhões de dólares não interessa tanto assim vistos os 32 anos de idade. Além de tal, a devolutiva de qualquer equipe que desejasse agrupar o camisa 7 ao seu plantel seria uma série de escolhas no Draft com jogadores que compõem o elenco, nenhum deles capaz de ser o cavalo a puxar a carruagem. Brandon Jennings, Courtney Lee, Kyle O’Quinn e Lance Thomas já são os coadjuvantes mais notáveis da abóbora deste conto da Cinderela às avessas. Nada animador, de certo.

Receita boa contra a decepção não envolve sopa de legumes ou mesmo amontoado de jogadores medianos. Mas, como em qualquer caso de cura para os males da alma e do coração, assumir a situação, mapear os pontos falhos e agir em busca de solução é necessário. No caso do Knicks, não seria antes tarde do que nunca: seria antes tarde do que mais tarde, até porque, como dito por aí, “decepção não mata, ensina a viver”… Só é difícil de aprender.

 

  • Roger Vieira

    Carmelo sempre jogou com um monte de perebas do lado…mas a culpa é sempre dele

    • Melo

      Ao q parece ele vai ser responsabilizado e ser o primeiro a sair… reunião hj

      • Diego Alexsander

        Informação oficial?

    • Guilherme Gonçalves

      Roger Vieira,

      Obrigado pela leitura e pelo comentário, cara. A questão do artigo não é culpar o Carmelo Anthony exclusivamente pelo mau desempenho do time, mas sim, de repente, tirar a mitificação sobre ele de que Anthony é um jogador líder ou o franchise player que vá te fazer campeão. Consigo enxergá-lo num vácuo entre o líder que vá te fazer campeão e a segunda força ofensiva do time, sem ser nenhum dos dois por completo. Algo que outros jogadores são hoje em dia, como Kyrie Irving, Klay Thompson e até mesmo DeMarcus Cousins, em seu aspecto natural. Jogadores fantásticos, altamente necessários, mas que talvez não sejam dessa categoria onde hoje vemos LeBron James, James Harden, Stephen Curry, Kevin Durant e outros poucos. A pecha sobre Anthony hoje é a de que ele ainda é um jogador da primeira prateleira por sua carreira e popularidade, mas eu nunca o consegui ver como um jogador tarimbado como campeão como cheguei a ver Dwyane Wade, da sua mesma classe de Draft, dessa forma. Concorda? Discorda?

      Um abraço.

      • 76

        Vc não acha que Cousins possa se tornar um jogador de elite? Eu já acho que em uma franquia séria, ele pode amadurecer e chegar no status dos caras que vc citou.

        • Maurilei Teodoro

          Eu torço pra estar errado, pois o Cousins joga demais, mas eu não aposto minhas fichas de que ele mesmo em uma franquia séria seja um jogador de elite, que leve uma franquia à final. E sobre o que o Guilherme Gonçalves disse sobre o Melo, eu também nunca o vi como um jogador tarimbado como campeão como sempre vi Wade, Kobe, LeBron, Dirk e outros mais.

          • Guilherme Gonçalves

            Maurilei Teodoro,

            Torcemos juntos para estarmos errados, hehehe. Um grande jogador merece um time que o dê a chance de disputar em pé de igualdade por chegadas a pós-temporada e o mature pelo processo de chegar às finais para disputar o título.

            Obrigado pela leitura e por seu comentário, cara. =D

          • Maurilei Teodoro

            Mas ao meu ver o Melo não conseguirá levar um time a ser campeão, mas poderia complementar com um papel muito importante o Clippers por exemplo, e ao lado do Paul e Griffin teriam boas chances de um anel.

          • 76

            Eu achava que Melo poderia levar uma equipe a uma final. Isso nucna aconteceu, e acho que não acontecerá.

          • Maurilei Teodoro

            Concordo com você. Eu não imaginava que ele seria melhor do que foi até agora, mas eu imaginava que ele fosse MAIOR, que ao menos levasse seu time a final, que ficasse várias vezes entre os primeiros colocados, e imaginava também que ele seria cogitado a Mvp várias vezes.

          • 76

            Eu achava tudo isso. Talento demais, vontade de menos.

        • Guilherme Gonçalves

          76,

          Cara, acho Cousins um excelente jogador, talvez o melhor pivô da NBA em termos técnicos. Ele é altamente habilidoso e tem aperfeiçoado seu jogo em todos os fundamentos. Porém, não o vejo – ainda – como um jogador centrado, de uma ética de trabalho exemplar, o primeiro cara a chegar ao ginásio e o último a sair: geralmente um tipo de comportamento que tende a tirar dos outros companheiros o melhor de cada um. Acho bacana ver um jogador fora do comum como ele, no sentido atlético e no comportamento, mas ainda não consigo vê-lo como o líder capaz de carregar um time a uma posição de disputar um título. Mas, de qualquer forma, o acho um excelente jogador.

          Obrigado pela leitura e pelo comentário. =D

          • 76

            Entendi

  • Guilherme Gonçalves

    Dados para artigo coletados na última quinta-feira, dia 12/01. Alterações na classificação e no número de vitórias dos times ocorreram desde então. Opiniões continuam as mesmas. =D

  • Kleber

    Melo tentou, fez o possível mas ele merece algo mais. O problema disso tudo é jogar a responsabilidade do time nas costas do Porzingis, que já foi comprovado com números que sem o Melo em quadra, todos seus números caem. Melo não é só importante pelos pontos, e sim pra dividir uma marcação, mesmo que arremesse 20 bolas e nenhuma caia, alguém ainda estará de olho nele. Sempre fui a favor de formar um time via Draft. Quando deram esse contrato pro abutre do Noah, eu desisti da temporada. Lopez fazia muito mais que ele por um salário melhor. Enfim, Rose foi uma boa jogada por nos livrar de contratos ruins, porém trazer o Noah jogou tudo isso no lixo. O caminho mais inteligente é obviamente não renovar com o Rose e ter ainda mais Cap no próximo ano. Até porque em uma troca envolvendo o Melo, é impossível não receber contratos ruins também. Que pelo menos seja expirante. Pra finalizar, na única temporada que o Dolan não mete o dedo no time, forças estranhas continuam atuando né Phil Jackson ?! Não menos importante, fora Steve Mills, você é uma vergonha.

    • Dudu Ferrero

      o problema pra mim dos Knicks é que o banco é fraco e precisa de um SG de confiança.. o Lee é mt incostante… tem q ter um cara q venha pra matar bolas de 3

      • Nildo Rios

        concordo com voce LEE e fraco de mais precisa de um SG bom ate esse JUSTIN HOLIDAY e melhor que ele acho que precisamos de um matador de 3 PONTOS, era pra ter fechado com ERIC GORDON, DERRICK ROSE ate tentou trazer…

    • Guilherme Gonçalves

      Kleber,

      Obrigado pela leitura e por seu comentário, cara. Concordo com você no aspecto de que a vinda de Joakim Noah foi ruim no ponto de vista financeiro. No aspecto do jogo, acho que ele e Robin Lopez são similares. O lance realmente foi o pacote da troca do Derrick Rose. Foi uma tentativa trazer o Rose, mas eu não considero essa tentativa válida a ponto de renovar o contrato dele, ainda mais pelo valor que se tem especulado. Ainda que a troca por Anthony não haja, renovar com Rose seria enterrar as esperanças do time por um punhado de anos. O que você acha?

      Um abraço.

      • Nildo Rios

        acho que Derrick Rose tem como ficar em NY, acho que NOAH teria que sair e trazer um SG de verdade nao esse LEE que nao joga nada, e Carmelo teria que soltar mais a bola ou ser mais rapido, mais acho que ROSE tem lenha pra queimar esta mostrando que esta sadio, dificil achar armadores bom como ele o cara tem seu valor ainda, vamos ver daqui pro final da temporada acho que NKICKS consegue os playoffs em 8 mais consegui !

      • Kleber

        De forma alguma eu renovaria com o Rose. Nem pelo que ele está pedindo e também porque não é confiável para o futuro da equipe. O alívio que ele trará na folha salarial deverá ser investido em um jogador que faça parte dos planos do time. Mas como a diretoria sempre erra, não duvido pagarem alto por ele. Noah é caso perdido. Todos já sabiam, não há condições alguma de algum time querer se comprometer com o que pagamos por ele.

  • Dudu Ferrero

    o Knicks sim é uma decepção, mas os Wolves ainda é um time muito novo., precisa pegar bagagem pra controlar o jogo e saber decidir

    • Guilherme Gonçalves

      Dudu Ferrero,

      Obrigado pela leitura e pelo comentário, cara. =D

  • Erick

    Knicks nunca me enganou.

    Mas a ilusão com o Wolves foi real =/. Espero ver um grande salto para próxima temporada!

    • Dudu Ferrero

      Wolves a 2 anos considerado o time do futuro…. agora esse time virou o Sxers.. se conseguirem um bom armador no proximo draf e com o Simmons em forma.. esse time vai pro playoffs facil

    • Guilherme Gonçalves

      Erick,

      Obrigado pela leitura e pelo comentário, cara. =D

  • Luiz

    Wolves nesse ritmo não vai nem conseguir chegar no numero de vitorias do ano passado.Que involução.

    • Guilherme Gonçalves

      Luiz,

      Obrigado pela leitura e pelo comentário. Estranho a gente chegar a essa conclusão, não é? Realmente capaz de acontecer e, agora, com um treinador que é carimbado e, na teoria, melhoraria em vários aspectos o time. Vamos esperar pra ver.

      Um abraço.

  • Jaspion Dunkador

    Belo texto, só li fatos.
    Carmelo em decadencia nitida, somente os torcedores do Knicks não veem isso. Deveriam pensar em trocar o Carmelo urgente e construir o time em volta do Letao que ja provou que merece todos os elogios.
    E o sir PJ ta vendo que o triangulo não funciona e ainda insisti. Talvez um novo GM/Coach tragam novas ideias pra NY.

    • Guilherme Gonçalves

      Jaspion Dunkador,

      Obrigado pela leitura e pelo comentário. Entendo a vontade em trocar Carmelo Anthony por um pacote vantajoso que possa preparar uma reconstrução. O problema, aparentemente, parece ser o fato de o Knicks não conseguir sair do limbo entre estar certo da reconstrução e realmente não conseguir fazê-la. Há um vácuo entre esses dois pontos que atinge o time de Nova York há muitos anos. Nem mesmo o time que tinha Anthony, Amar’e Stoudemire e Chauncey Billups juntos chegou a fazer o patamar do time subir. Deve ser horrível pro torcedor perceber isso. Concorda?

      Um abraço.

  • Julio Zago

    O Wolves prometia, vai continuar prometendo, mas ganhar jogos mesmo, vai começar quando? Wiggins chegou com muita pompa, por vezes faz jogos muito bons, mas não consegue liderar o time as vitórias. LaVine enterra demais, mas inexplicavelmente viu o time começar a ganhar depois que ele saiu.
    Difícil explicar o que acontece com o Wolves, penso que falte a adição de um vencedor nato ao elenco, um jogador que traga gana ao time, vontade de ganhar e saiba como fazer isso.
    Algumas vezes me parece que o time está satisfeito com a simples projeção de “time do futuro”, daqui a pouco contratos começam a vencer e será difícil não perder valores simplesmente por não lhes oferecer um time competitivo.
    Já o NY tinha tudo para dar certo, um bom treinador, jogadores experientes, é bem verdade que o banco não era grande coisa, mas uma vaga nos playoffs ou uma semi de conferência era uma realidade bem palpável.
    Porém não é isso que vem acontecendo, Rose e Noah não entregam o que se esperava deles e Carmelo, por tudo que já falei aqui no site, não irá liderar o time sozinho a nada e o ambiente interno também não parece dos melhores, ou seja, o time ficará no limbo, não irá aos playoffs nem terá uma boa escolha no draft.

    • Guilherme Gonçalves

      Julio Zago,

      Obrigado pela leitura e pelo comentário, cara. Minha ilusão com o Timberwolves se origina justamente da falta de gana que você comenta. Percebo o time passivo e, aparentemente, consciente de que não se pode fazer mais nada, tentar nada de diferente. O núcleo jovem e ofensivo é bom, mas o redor do time parece não ser coeso. Minha primeira tentativa seria uma troca de Ricky Rubio e, de certa forma, não descartaria como movimento de próxima temporada a troca ou de Wiggins ou de LaVine por um jogador ou pacote de jogadores mais consistentes.

      Um abraço.

  • Rrrr

    Os Knicks ainda vai ficar um bom tempo nessa situação, de não ter um time forte e que ao menos pareça que possa chegar à uma final de conferência. Acho q os Knicks tem alguns problemas que podem ser resolvidos bem facilmente e outros simplesmente não serão resolvidos. Carmelo tem cláusula que bloqueia trocas, sendo que ele é de Nova York e já deixou claro q não quer sair ( Woj falou disso ontem no Twitter). Muita gente critica o Lee, mas ele é um dos melhores chutadores de 3 do time, a questão é que ele não tem um grande volume de jogo, algo que Hornacek já reclamou e teria pedido à ele que começasse a arriscar chutes contestados, o que faz com haja a impressão que ele é um jogador ruim sendo que ele é basicamente um 3 and D, que joga sabendo de suas limitações. O elenco em si dos Knicks é bem limitado o que é outro grande problema. A defesa do time é fraquíssima, tanto coletivamente quanto individualmente, com Rose e Carmelo mal, e tendo apenas Noah e Lee são bons defensores ( Porzingis evoluiu bastante mas ainda vacila, algo normal para a idade e o tempo de liga ). Noah não teve o impacto esperado, ao menos no ataque ( ainda que nunca tenho sido seu forte, ele já esteve bem melhor) sendo nem de longe o pivô dinâmico e com bom passe de antes.
    Diferentemente dos Wolves, os Knicks não tem muitas escolhas de draft futuras, sendo que de primeira rodada terá apenas em 2021 !!!
    Assim, nos próximos anos acho que veremos um Knicks com um pivô caro e decadente ( Noah não joga uma média de ao menos 25 minutos por jogo à quase 2 temporadas e se contunde bastante), um jogador talentoso que está claramente na curva descendente da carreira sem um time de apoio e sem ser um líder como outros jogadores draftados em 2004 se tornaram, e um dos jogadores com o conjunto de habilidades e características físicas mais legais de se ver de toda a liga, tendo o seu auge sendo desperdiçado em um time histórico, mas fraco.

    • Guilherme Gonçalves

      Rrrr,

      Interessante o seu ponto de vista, cara. A cláusula que bloqueia trocas realmente existe no contrato de Anthony, mas até mesmo isso pode jogar contra ele no aspecto de ser uma espécie de “peso” para o futuro da franquia. Ainda acho que, mais dia, menos dia, a situação vai ficar insustentável pra todo mundo: o Knicks continuará com um elenco vacilante, pouco renovado, envelhecido e sem muito o que almejar. Anthony chegará ao final da sua carreira e demandará uma troca que o leve a um cenário capaz de brigar por um título e, de verdade, até mesmo uma ida para o Cleveland Cavaliers, por sua amizade com LeBron James e a perspectiva de grande time montado, não se pode negar. Vários atletas fizeram isso perto do final da carreira e acho que Anthony tentará esse último tiro antes de se aposentar.

      Obrigado pela sua leitura e seu comentário, cara.

  • 76

    Eu esperava muito mais do Wolves. Mas talvez estejamos cobrando demais dos garotos. Difícil um núcleo só com jovens chegar muito longe.

  • William Felton

    Parabéns pelo texto, Guilherme. Muito bem escrito e fundamentado. Vê se escreve mais pra nós aqui rsrs.

    • Guilherme Gonçalves

      William Felton,

      Muito obrigado pela leitura, pelo comentário e pelo elogio, cara. Estou no processo de voltar aos poucos e isso exige prática, mas comentários e discussões sadias aqui como as nossas são extremamente estimulantes pra isso. “Trust the process” e eu vou voltando aos poucos, hahaha!

      Um abraço!

      • Rogério Júnior

        Rapaz, texto fantástico mesmo. Você escreve muito bem. Até eu que não comento muito por aqui me senti na obrigação de elogiar esse seu texto. Como o William Felton disse, continue escrevendo por aqui. Muito bom!

        • Guilherme Gonçalves

          Rogério Júnior,

          Muito obrigado, cara, por sua leitura, comentário e elogio. É muito bacana ver a aceitação daquilo que a gente escreve e, pode ter certeza, isso só gera maior vontade em continuar conversando com todos vocês. Um abraço!

  • Rogério Júnior

    Pelo menos o Rose volte e meia faz um jogo maravilhoso. Ele é inconstante, mas há jogos que o seu antigo brilho aparece. Como esse último, em que ele fez 30 pontos. É aquilo: tem jogo que faz 12 pontos sofrendo, tem jogo que faz 25. Pelo menos nessas últimas partidas as boas atuações estão mais frequentes. Mas uma coisa é fato, esse time do Knicks está mais ou menos enrolado para o futuro. Que Kristaps Porzingis os salvem!