Adam Silver acredita que faltas intencionais são ruins para a televisão

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O comissário da NBA, Adam Silver, disse que ainda está indeciso sobre uma possível mudança de regra sobre as faltas intencionais, mas também afirmou que a liga vem discutindo isso há muito tempo e deve voltar a falar sobre o assunto nas próximas reuniões.

A discussão sobre as faltas intencionais voltou à tona após o segundo jogo da série entre Los Angeles Clippers e San Antonio Spurs, onde o time do Texas utilizou a tática de fazer faltas intencionais no pivô DeAndre Jordan para se beneficiar do baixo aproveitamento nos lances-livres do jogador.

Durante um evento em Nova Iorque, Silver confirmou que ainda não tem um pensamento formado sobre o assunto.

“Eu já mudei de opinião várias vezes”, afirmou. “Eu sentei com alguns dos maiores jogadores como Michael Jordan e Larry Bird que dizem que o os jogadores devem aprender a acertar seus lances-livres e que isso é parte do jogo. Ao mesmo tempo, isso não é bom pra televisão, então estou em cima do muro nesse assunto”.

A tática de faltas sobre jogadores de baixo aproveitamento nos lances-livres não é novidade na NBA. O próprio técnico do Spurs, Gregg Popovich, é considerado o criador da estratégia ao utilizá-la contra Shaquille O’Neal no começo dos anos 2000.

DeAndre Jordan já cobrou 29 lances-livres nos dois jogos da primeira rodada dos playoffs acertando apenas 11, o que leva a um aproveitamento de 37%, um pouco abaixo dos 39% que obteve durante a temporada regular.

Se por um lado Silver acredita que essa estratégia pode ser considerada interessante porque de algum modo obtém o seu resultado, por outro, o comissário teme que isso diminua o interesse do público nas partidas televisionadas.

“Em alguns jogos eu vejo e penso, ‘Meu Deus, eu sinto as pessoas mudando de canal’. Então nós somos uma propriedade de entretenimento competindo contra várias opções que as pessoas têm para ocupar seus tempos livres”, completou.

O fim da tática já foi discutido antes, mas a maioria dos técnicos preferiu que as faltas intencionais pudessem ser utilizadas caso eles queiram. A possibilidade de uma nova rodada de discussões nas reuniões entre dirigentes, em maio e junho, não foi descartada por Silver.

“Eu tenho ouvido os donos mudando suas opiniões dos dois lados. Dirigentes e técnicos também”, afirmou Silver. “Às vezes, o problema com dirigentes e técnicos depende de quem eles têm nos seus elencos no momento da discussão, o que é compreensível. Nosso trabalho é pensar a longo prazo sobre o assunto, mas eu acredito que esse é um dos problemas que nós vamos discutir nos próximos meses”.