Após “choque de realidade”, Malik Monk projeta ter mais chances no Hornets

É seguro dizer que as duas primeiras temporadas de Malik Monk na NBA foram bem diferentes do que projetava. O ala-armador saiu do status de referência da Universidade de Kentucky para, em vários momentos, ficar no fim da rotação do Charlotte Hornets. Hoje, a escolha de loteria do draft de 2017 admite que sua chegada ao basquete profissional foi um tipo de “choque de realidade”.

“Antes de chegar à NBA, eu nunca havia ficado uma partida sem jogar. Sempre fui o melhor jogador em quadra, tentava 15 ou 20 arremessos por noite. Atuar só uns cinco minutos por jogo chegando aqui foi um desafio, mas você precisa aceitar. Há atletas tão bons ou melhores do que você em cada elenco. É preciso saber esperar sua oportunidade”, contou o atleta de 21 anos, em entrevista ao site oficial da liga.

A chance, aparentemente, chegou para Monk: com a saída de Kemba Walker, o Hornets entrou em um processo de reconstrução e dará espaço para os jogadores mais jovens do elenco. A tendência é que amplo tempo de quadra se abra para o jovem instantaneamente. Sabendo disso, o “cestinha” esforçou-se nas férias para colocar-se em condições de aproveitar a tão esperada oportunidade.

“Eu fiz bastante musculação, fortaleci o corpo e aprimorei o meu arremesso. Tem sido um ótimo verão e sei que, agora, haverá muitas oportunidades para os mais jovens em Charlotte. É o que eu estava esperando todo esse tempo. Eu só quero entrar em quadra, porque tenho certeza que vou tirar vantagem dessa situação e serei capaz de fazer tudo o que treinei nas férias”, sentenciou o ala-armador.

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.