Após nova decepção nos playoffs, elenco do Thunder sai em defesa de Westbrook

O Oklahoma City Thunder viu sua temporada chegar ao fim de uma forma que já se tornou incomodamente familiar: foi o terceiro ano seguido em que a franquia cai na primeira rodada dos playoffs. E, dessa vez, Russell Westbrook saiu como “vilão”. Das más atuações ao estilo performático e provocativo, o astro acabou a campanha sob críticas após a eliminação em cinco jogos para o Portland Trail Blazers.

“Todos esses comentários sobre Russell são estúpidos e realmente não gosto disso. Ser a grande referência de um time, às vezes, é uma droga por coisas assim. Não gosto da maneira como ele tem sido tratado porque não é nada justo. Eu conheço esse rapaz, sua vontade de vencer e como é um irmão para mim. É tão injusto!”, afirmou o veterano Raymond Felton, saindo em total defesa do companheiro.

Westbrook teve médias de 22.8 pontos, 9.0 rebotes e 10.6 assistências no embate contra o Blazers, o que até pode parecer bons números. No entanto, o armador foi extensamente criticado pela seleção de arremessos e acertou apenas 36% de suas tentativas de quadra nas cinco partidas. Mais do que isso, ele atraiu antipatia pela forma “debochada” com que tratou o rival na única vitória do Thunder na série.

“Russell é uma pessoa completamente realista e sincera. Eu sei que tudo o que faz é amplificado pela mídia e quem olha de longe pode pensar que é um personagem, mas ele é uma das melhores pessoas com quem já convivi. Tive a escolha de jogar em qualquer lugar que quisesse e escolhi estar ao seu lado. Isso diz muito sobre o tipo de ser humano que Russell é”, garantiu o craque Paul George.

A seleção de arremessos e tomada de decisão é uma crítica recorrente de analistas e torcedores ao jogo de Westbrook, que sempre foi visto como um atleta bastante “impulsivo”. O técnico Billy Donovan acredita que o craque recebe pouco crédito pelo aprimoramento ao longo da carreira, mas compreende que – para o bem e para o mal – esse “impulso” sempre vai ser uma marca do seu jogo.

“Acho que Russell tem feito um bom trabalho tentando crescer e evoluir a cada ano como jogador e líder. Mas, não importa o que aconteça, ele sempre vai jogar com aquela paixão, fogo e energia. Essa é a sua identidade em quadra. Todos encaram problemas e dificuldades no decorrer da campanha, mas nunca faltará emoção em suas atuações”, apontou o treinador e amigo do astro.

A reputação de Westbrook sai tão arranhada dos playoffs que muitos discutem se o Thunder não deveria trocá-lo. Um cenário que o gerente-geral Sam Presti, garante, nunca foi pensado. “Russell não é perfeito. Ninguém é. Mas sei que ele mostrou um senso de liderança fantástico desde que vestiu esse uniforme. Não vamos deixar 11 anos serem ofuscados por uma série de playoffs ou dois meses ruins”, sentenciou o executivo.