Central do Draft: Obi Toppin tem encaixe perfeito com o basquete praticado na NBA atual

Por Lucas Torres, da Central do Draft

Obi Toppin

Posição: ala-pivô
Universidade: Dayton
Nacionalidade: Estados Unidos
Projeção no Draft de 2020: escolha de loteria
Medidas: 2,06m de altura e envergadura de 2,11m
Status pré-NCAA: fora do ranking Top 100 da ESPN Americana

O termo live body é utilizado por scouters norte-americanos para descrever jogadores que, pela combinação de agilidade e atleticismo, parecem simplesmente ganhar a maioria das ‘bolas divididas’, se recuperar ‘do nada’ quando parecem já estarem batidos na defesa e são um pesadelo na tábua ofensiva de rebotes pela habilidade de saltar múltiplas vezes como quem quica na quadra.

O ala-pivô Obi Toppin, da Universidade de Dayton, certamente se encaixa dentro desse perfil que, na NBA, tem em Montrezl Harrell (Los Angeles Clippers) e Pascal Siakam (Toronto Raptors) dois de seus principais expoentes. Com 2,06m de altura e envergadura de 2,11m, o sophomore tem sido um dos jogadores mais dominantes da atual temporada universitária atuando majoritariamente na posição 5, onde sua mobilidade, explosão e habilidade causam constantes mismatches para a defesa adversária.

Com excelente timing para disparar sem a bola em contra ataques e muita velocidade na quadra aberta, Toppin é um pesadelo para pivôs tradicionais na transição – batendo-os facilmente para finalizar cestas fáceis na área pintada.

Na meia quadra, ele atua em sua melhor versão quando utilizado em cenários de pick and roll – nos quais faz bom trabalho oferecendo ângulos de passe para os companheiros e mostra estupendo controle corporal para dar sequência à jogada após receber a bola em movimento, seja atacando o aro com muita agressividade sem colocar a bola no chão, usando seu controle de bola compacto para encontrar gaps na defesa a fim de subir para seus ‘ganchinhos’ curtos com muito toque.

Sua efetividade atacando o aro tem sido ainda potencializada pela evolução que teve como arremessador de três pontos (34% de aproveitamento com 2.8 tentativas por jogo, em 2019-20) – o que faz com que seus marcadores tenham de respeitá-lo no perímetro, dando-lhe a oportunidade de atacar closeouts em linha reta colocando a bola no chão e/ou de ‘rolar’ para a cesta com muita agilidade para bater a marcação pressionada.

O fato de ser um live body se estende também para sua atuação no lado defensivo, onde se mantém extremamente ativo ao pressionar ball handlers em pick and rolls em dobras e hard hedges para forçar turnovers (1.1 roubo de bola) – sempre se apoiando em sua agilidade para retornar ao matchup inicial e ainda ser um fator na proteção do aro (1.3 toco).

Seu conforto para mover os pés no perímetro o dá ainda o potencial de ser efetivo quando utilizado em trocas defensivas no próximo nível.

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