Copa Intercontinental e os jogadores com passagens pela NBA

Neste final de semana está ocorrendo a Copa Intercontinental, que momentaneamente está sendo considerado o mundial de clubes de basquete. Sim, momentaneamente, pois hoje o torneio são duas partidas entre o campeão da Euroliga e o campeão da Liga das Américas. A ideia da FIBA é que futuramente seja estruturado um verdadeiro torneio mundial, juntando equipes dos cinco continentes e, quem sabe, envolver o campeão da NBA como preparatório na pré-temporada norte-americana.

Nos anos anteriores, Olympiakos e Maccabi Tel-Aviv visitaram o Brasil para enfrentarem Pinheiros e Flamengo. Mas a expectativa esse ano era muito grande. Afinal de contas, o vencedor da Euroliga foi ninguém menos que o Real Madrid. Considerado o melhor time do mundo FIBA, os espanhóis enfrentam o Paschoalotto/Bauru em duas partidas no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

O jogo 1 ocorreu na sexta-feira e já pode ser considerado uma partida histórica para o basquete brasileiro. Com alto aproveitamento nas bolas de 3 pontos e com os madrilenhos nitidamente abalados fisicamente (metade do time serviu a Espanha no Eurobasket), o Bauru conquistou uma grande vitória por 91 a 90. Para ser campeão, o time do interior de São Paulo precisa ganhar novamente o segundo jogo. Caso Real Madrid ganhe por mais de dois pontos, se sagra campeão pelo saldo de cestas. Se o time espanhol vencer por um ponto, haverá uma prorrogação para decidir o vencedor.

Apesar da fórmula lamentável, o torneio é um prato cheio para o paulistano, pois sete jogadores que estão em quadra já puderam demonstrar seus talentos na NBA. Vamos relembrar o período na liga norte-americana de cada um deles:

Andres Nocioni: Provavelmente o nome mais conhecido por estas bandas, por fazer parte da geração dourada argentina. Não chegou a ser draftado. Após ser campeão olímpico em 2004, assinou com o Chicago Bulls e jogou cinco anos por lá. Nocioni teve médias de 11.5 pontos e 5.0 rebotes por jogo na equipe de Chicago. Seu ápice foi nos playoffs da temporada 2005/06, onde enfrentou o atual campeão Miami Heat e teve médias de 22.8 pontos e 9.6 rebotes. Também ficou marcado pelo seu estilo duro de defesa, considerado “sujo” após lances duros em Dwyane Wade e Tayshaun Prince. Nas olimpíadas de 2008 sofreu uma lesão que prejudicou de forma significativa o seu jogo. Foi trocado para o Sacramento Kings, onde jogou um ano. Teve uma breve passagem pelo Philadelphia 76ers até voltar a jogar na Europa.

Sergio Rodriguez: O barbudo espanhol tinha a cara lisinha quando jogou na NBA. Armador titular da seleção espanhola e um dos melhores jogadores da Europa, Sergio teve um certo azar em sua passagem pela liga. Foi draftado em 2006 pelo Phoenix Suns e trocado ao Portland Trail Blazers. Sob o comando de Nate McMillan, o time de Portland jogava em um sistema ofensivo mais cadenciado, explorando menos a velocidade de Sergio. Jogou por três anos sendo reserva de Jarret Jack e Steve Blake até ser mandado para o Sacramento Kings em 2009. Jogou lá alguns meses, foi trocado para o New York Knicks e voltou a seu clube de origem logo em seguida.

Rudy Fernandez: Assim como seu compatriota, Rudy foi draftado pelo Phoenix e repassado à Portland, onde teve mais sorte que Sérgio. Seu estilo de jogo foi mais aproveitado, tendo uma participação bastante eficaz no ataque do time. Participou do torneio de enterradas em 2009 desbancando Russel Westbrook, que era favorito a entrar no torneio. Rudy teve uma carreira inconstante na liga norte-americana, alternando entre jogos bons e ruins. Com o tempo, começou a perder espaço na rotação ofensiva até chegar ao ponto de se tornar um especialista de 3 pontos, ignorando as penetrações e infiltrações em velocidade que marcavam seu jogo. Infeliz, foi trocado para o Dallas Mavericks, repassado ao Denver Nuggets e um ano depois voltaria ao Real Madrid.

Trey Thompkins: O pivô norte-americano nunca conseguiu se firmar na NBA. Foi draftado no segundo round do draft de 2011 pelo Los Angeles Clippers. Em seu primeiro ano na liga, registrou médias de 2.4 pontos e 1.0 rebotes por jogo nas poucas oportunidades que entrava em quadra. No ano seguinte se lesionou na summer league, ficando dois anos parado e logo dispensado pela equipe de Los Angeles. Jogou um tempo na Rússia antes de parar na Espanha.

Gustavo Ayon: Pivô mexicano que deu show na Copa América, Ayon também não foi draftado. Do México foi para a Espanha até receber um contrato de três anos do New Orleans Hornets. Também incapaz de se firmar na liga, foi trocado para Orlando Magic e posteriormente para o Milwalkee Bucks, onde foi dispensado. Ainda tentou a sorte no Atlanta Hawks antes de assinar com o Real Madrid em 2014.

Jeffery Taylor: O mais novo reforço do Real Madrid para a próxima temporada não está jogando a Copa Intercontinental, pois se recupera de lesão. O ala norte-americano foi draftado em 2012 pelo Charlotte Bobcats, onde jogou por três anos. Uma lesão grave no tendão de Aquiles prejudicou o jogador, que foi dispensado pela equipe de Charlotte, já com o nome de Hornets.

Alex Garcia: O Bauru também tem um representante que já atuou na NBA. Trata-se do ala Alex Garcia, o grande nome do basquete brasileiro desde 2009. Alex assinou com o atual campeão San Antonio Spurs em 2003/04. Por ser baixo para a posição de SG, estava em processo de transição para PG quando se lesionou gravemente. Após se recuperar se lesionou logo em seguida, para o azar do brasileiro. Só chegou a atuar em duas partidas oficiais pelo San Antonio Spurs. Foi trocado para o New Orleans Hornets e posteriormente dispensado.

Além destes jogadores, o armador Sergio Llull e o pivô Hernangomez foram draftados e têm seus direitos com equipes da NBA. Os alas Jaycee Carroll, Robert Day e o pivô Rafael Hettsheimeir também chegaram a fazer testes na liga, mas não conseguiram garantir um contrato.

  • magaiver51

    tomara que o bauru ganhe a segunda partida tb !
    vai bauru!

  • Rodolfo Ribeiro

    Só eu que acho que o Marquinhos é o grande nome do basquete brasileiro e não o Alex?
    E boa sorte ao Bauru 🙂

    • Vinicius Ribeiro

      eu tb

    • Tássio Marcel Hoffmann Coelho

      eu tb

  • Olavo #RipCity #Emerging

    Rudy MITO, volta pro Blazão …rs

  • Tomou uma coça no segundo jogo e perdeu o título, mas Bauru merece muitas palmas.

    Para o padrão NBB é um Sr. time, perdeu para um elenco extremamente qualificado.

    Alex e o Rafael são jogadores que dão gosto de ver. O baixinho tem uma garra que contagia e o nosso ala-pivô é extremamente habilidoso para a altura.

    Alex infelizmente não se firmou, mas ainda quero ver o Rafael na NBA, teria espaço em vários elencos.