Contando com uma boa atuação coletiva, o Dallas Mavericks venceu o Miami Heat por 112 a 103 e ficou a uma vitória de conquistar o seu primeiro título na NBA. Com o triunfo em casa, o Mavs abriu 3 a 2 na série final. As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo, dia 12, às 21 horas (horário de Brasília), desta vez em Miami.

O primeiro quarto foi equilibrado, com o time de Miami saindo-se vencedor por 31 a 30. A três minutos do fim do período, Dwyane Wade sentiu uma contusão no quadril esquerdo, após uma trombada com Brian Cardinal, e foi direto para o vestiário. Com oito pontos, ele foi o cestinha do Heat no período inicial. Já Tyson Chandler foi o cestinha do Mavs, com nove pontos. O melhor lance do primeiro quarto foi a cesta convertida por Mario Chalmers, quase do meio da quadra, e no estouro do cronômetro. O detalhe é que essa foi a segunda vez na série que o jovem armador acertou um arremesso “espírita” desses.

No segundo período, o destaque foi o alemão Dirk Nowitzki, que anotou dez pontos. O time de Dallas, imparável no ataque, foi para o intervalo com uma vantagem de três pontos: 60 a 57. Wade voltou à quadra, mas estava visivelmente incomodado pela lesão no quadril. Ele marcou apenas três pontos no período.

A estatística que mais chamou a atenção no primeiro tempo foi o aproveitamento absurdo do Mavs nos arremessos de quadra: 65.7%. O time texano acertou 23 arremessos em 35 tentativas. Com isso, o Dallas entrou para a história dos playoffs como o time que teve o melhor aproveitamento nos arremessos em uma metade de jogo.

No terceiro quarto, o time de Miami voltou sem Wade, que ficou no vestiário para tratar da lesão no quadril. Mike Miller, seu substituto, converteu logo de cara duas cestas de três pontos seguidas. Porém, o Mavs respondeu na mesma moeda e não deixou que o Heat encostasse no placar. A quatro minutos do fim do período, Wade voltou à quadra. O time de Dallas foi para o último quarto com uma vantagem de cinco pontos: 84 a 79.

No período final, o time de Miami contou com as assistências de LeBron James e os pontos de Dwyane Wade e Udonis Haslem para virar o marcador (96 a 95), quando restavam cinco minutos e 16 segundos para o término da partida. Há de se dizer também que a defesa o Mavs dormiu e permitiu que o Heat pontuasse seguidamente embaixo da cesta.

Após um pedido de tempo de Rick Carlisle, o time da casa reagiu. Após três erros de LeBron James (dois arremessos que bateram no aro e uma falta de ataque), uma enterrada de Dirk Nowitzki e uma cesta de três convertida por Jason Kidd, o Mavs passou à frente no placar e ainda abriu cinco pontos de vantagem: 105 a 100. Isso a um minuto e 26 segundos do fim. Na sequência, Chris Bosh teve dois lances livres a seu favor, mas converteu apenas um. A 34 segundos do final, Jason Terry converteu uma cesta de três pontos e o time de Dallas abriu sete pontos de vantagem: 108 a 101. Os texanos converteram mais quatro lances livres e saíram de quadra com uma vitória fundamental.

O detalhe é que o time de Dallas acertou 13 bolas de três pontos em 19 tentativas e teve um aproveitamento de 56.5% nos arremessos de quadra. Dirk Nowitzki foi o cestinha da partida, com 29 pontos. Vindo do banco, Jason Terry contribuiu com 21 pontos (oito deles no último quarto). O porto-riquenho J.J. Barea acertou quatro arremessos de três pontos e saiu de quadra com 17 pontos anotados. Tyson Chandler marcou 13 pontos e pegou sete rebotes. Já o veterano Jason Kidd marcou 13 pontos e distribuiu seis assistências.

Mesmo limitado pela lesão no quadril, Dwyane Wade foi o cestinha do Heat, com 23 pontos (dez deles no último quarto). LeBron James alcançou o triple-double: 17 pontos, dez rebotes e dez assistências. Porém, ele sumiu no ataque, no último período da partida, anotando míseros dois pontos. James acertou um arremesso em quatro tentativas. Chris Bosh conseguiu o duplo-dígito: 19 pontos e dez rebotes. Vindo do banco, Mario Chalmers contribuiu com 15 pontos, 12 deles em arremessos de três pontos.

Confira os melhores momentos da partida.

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Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.