Destaque na Liga de Verão, Lonnie Walker trabalha para entrar na rotação do Spurs

Muitos analistas, atletas e torcedores terminaram o draft do ano passado apostando que Lonnie Walker seria o grande steal do recrutamento. Na primeira temporada da carreira, porém, foi raro vê-lo meramente entrar em quadra pelo San Antonio Spurs: ele jogou só 118 minutos, em 17 jogos na NBA. A gente pode até não ter visto o ala-armador em ação, mas ele trabalhou muito nesse período “sumido”.

“Nem tudo são flores nessa liga. O caminho de cada pessoa para o mesmo ponto é único, diferente. Eu joguei na G-League sem me preocupar com o que viria depois. Mantive a rota e acreditei nas pessoas ao meu redor. Continuei forte, persistente e otimista. Essa jornada não é sobre chegar à NBA rapidamente, mas aproveitar as chances quando aparecerem”, afirmou o jovem, ao jornal Reading Eagle.

Fora do radar, Walker ficou atuando muito mais tempo na liga de desenvolvimento e treinando, especialmente, sob os olhares da assistente técnica do Spurs, Becky Hammon, em seu ano de estreia profissional. O resultado do trabalho foi visto na recém-finalizada Liga de Verão, em Las Vegas, quando obteve médias de 30.0 pontos e 4.0 rebotes, convertendo 58% dos arremessos de quadra tentados.

“Eu venho trabalhando duro. Duro mesmo e em silêncio, sem tentar ficar exibindo o que faço para os outros. Tudo gira em torno de esforço e dedicação. Sinto que pude mostrar meu talento na Liga de Verão, mas, acima de tudo, que estou confortável com o jogador que sou. Continuarei melhorando a cada dia. Sei que ainda tenho muito a aprender – e estou pronto para isso”, garantiu o prospecto.

Treinar supervisionado por Hammon ou na G-League, no entanto, não significa que Walker teve pouco contato com o técnico Gregg Popovich. Na verdade, ele passou a campanha fazendo dezenas de viagens entre Austin e San Antonio para participar de todos os treinamentos e jogos possíveis. O jogador admite que, com o veterano treinador, entendeu que a NBA é muito mais do que uma maratona física.  

“Eu aprendi com Pop a ser paciente e não tenta pular etapas. Não ter pressa para ouvir meu nome ser chamado. Havia noites em que ele me dizia para ficar pronto e nem entrava em quadra. É assim que funciona. A minha primeira temporada foi um desafio muito mais mental do que físico: precisei manter-me feliz, motivado e não duvidar de mim mesmo”, recordou o jovem ala-armador de 20 anos.

Com as dificuldades da estreia para trás, Walker está empolgado com os próximos passos naturais que sua carreira reserva. “Tudo o que quero é ganhar a confiança de Popovich e minutos na rotação. Minha posição não está solidificada, então tenho muito trabalho a fazer. Sei que ainda tenho muito a provar para ser o jogador que planejo nessa liga”, concluiu o garoto, pronto para ouvir seu nome ser chamado.