Draft 2020: As necessidades do Sacramento Kings

Elenco para a próxima temporada (sete contratos garantidos)

PG: De’Aaron Fox (22 anos, US$8 milhões) / Cory Joseph (29 anos, US$12,6 milhões)
SG: Buddy Hield (27 anos, US$24,4 milhões) / Justin James (23 anos, US$1,5 milhão)
SF: Harrison Barnes (28 anos, US$22,2 milhões)
PF: Marvin Bagley (21 anos, US$8,9 milhões)
C: Richaun Holmes (26 anos, US$5 milhões)

Folha salarial: US$82,6 milhões

Agentes livres: Bogdan Bogdanovic (SG/SF, 28 anos, restrito) / Harry Giles (PF/C, 22 anos, irrestrito) / Kent Bazemore (SG/SF, 31 anos, irrestrito) / Alex Len (C, 27 anos, irrestrito) / Yogi Ferrell (PG, 27 anos, irrestrito) / Corey Brewer (SG/SF, 34 anos, irrestrito) / DaQuan Jeffries (SF, 23 anos, restrito) / Kyle Guy (SG, 23 anos, restrito)

Contratos não garantidos / opção da franquia / opção do jogador: Nemanja Bjelica (PF, 32 anos, US$7,1 milhões, não garantido) / Jabari Parker (PF, 25 anos, US$6,5 milhões, opção do jogador)

Contratos expirantes: De’Aaron Fox / Richaun Holmes

Números da temporada 2019/20

Pontos anotados: 110,1 (nono pior)
Pontos sofridos: 112,1 (17º)
Eficiência ofensiva: 110,2 (18º)
Eficiência defensiva: 112,2 (20º)
Pace (posses de bola por jogo): 98,9 (20º)
Assistências por jogo: 23,8 (décimo pior)
Rebotes por jogo: 42,6 (quarto pior)
Desperdícios de bola: 14,5 (12º)
Aproveitamento nos arremessos de quadra: 46,2 (15º)
Aproveitamento nos lances livres: 77,0 (18º)
Aproveitamento nas bolas de três pontos: 36,4 (12º)
Tentativas de arremessos de três pontos por jogo: 34,9 (12º)
Aproveitamento do adversário nas bolas de três pontos: 35,7 (16º)
Pontos sofridos no garrafão: 46,6 (11º)

Posições carentes: SG, SF, PF, C

Necessidades da equipe

  • Profundidade nas alas: Bogdanovic e Bazemore serão agentes livres, e Hield parece insatisfeito com a sua situação no time e com o técnico Luke Walton
  • Um protetor de aro: falta pelo menos um big man (de preferência com característica mais defensiva) para complementar o elenco, que só tem Holmes e Bagley

Escolhas no Draft de 2020: 12, 35, 43 e 52.

Prospectos mais indicados

  • Pick 12
  • Devin Vassell (SG/SF): dotado de altura adequada e envergadura invejável para atuar nas posições 2 e 3, Vassell corre a quadra com fluidez e tem uma agilidade lateral destacada. Ele é um dos arremessadores de média e longa distância mais confiáveis da classe e um passador em franca evolução. Além disso, ele é um excelente e versátil defensor (ótimo no um contra um e como protetor de aro vindo do lado contrário) e tem um apurado senso de posicionamento. Em suma, ele é um protótipo de role player, que entende bem o seu papel em quadra e é perfeito para a função de 3-and-D, tão em alta na NBA. Vassell é um prospecto de fácil encaixe na NBA por conta de seu talento como defensor e arremessador do perímetro. Ele seria uma opção confiável do Kings para o perímetro, ainda mais com as incertezas sobre as permanências de Bogdanovic, Hield e Bazemore. Vassell talvez seja o melhor 3-and-D da classe, e encaixaria como uma luva em qualquer time da NBA, já que tem o perfil de atleta desejado no basquete atual.
  • Aaron Nesmith (SG/SF): Nesmith possui altura e envergadura adequadas para jogar nas posições 2 e 3 e uma força física elogiável. Ele é o melhor arremessador em movimento da classe deste ano. Além disso, Nesmith possui ótima seleção de arremessos, elevado QI de basquete como chutador e leitura avançada das defesas adversárias. Na defesa, ele demonstra solidez na marcação do perímetro, com bom entendimento das rotações defensivas, e utiliza muito bem sua força física e envergadura. Em suma, Nesmith é o protótipo de 3-and-D, tão em alta na NBA. Outra boa opção para o perímetro do Kings. Nesmith tem como carro-chefe o seu arremesso e, por isso, seria um substituto natural do insatisfeito Hield.
  • Saddiq Bey (SF/PF): combo forward atlético, com altura e força física adequadas para as posições 3 e 4, Bey se destaca pela versatilidade ofensiva, pelo controle de bola acima da média para um jogador da posição e por ser um excelente arremessador do perímetro e um sólido passador. Sua combinação de QI de basquete (senso de posicionamento apurado) com agilidade e tamanho o credencia como sólido marcador de múltiplas posições. Bey é o autêntico protótipo de 3-and-D, tão em alta na NBA, com o plus de ser um bom criador de jogadas. O combo forward oriundo de Villanova teria um encaixe perfeito no Kings, trazendo mais versatilidade às formações de Luke Walton (possibilidade da equipe ter em quadra, ao mesmo tempo, Barnes, Bey e Bagley, por exemplo). Produto de um programa vencedor no College, Bey tem sólidos fundamentos, um QI de basquete elevado e chegaria para contribuir de imediato. Enfim, seria uma aposta segura do Kings.
  • Precious Achiuwa (PF/C): Achiuwa é um big man com atributos físico-atléticos de elite, ativo nas duas tábuas de rebotes, que adora o jogo de contato e se dá bem como pivô em situações de small ball. Móvel, aguerrido e disruptivo fora da bola, ele possui uma tremenda versatilidade na defesa individual, com capacidade de defender as posições 3, 4 e 5. Achiuwa é muito agressivo no ataque à cesta e vai à linha do lance livre com frequência. Em suma, ele é o protótipo de pivô em alta na NBA atual. É nítida a carência do Kings no garrafão e, a essa altura do recrutamento, Achiuwa é a melhor opção para o time de Sacramento. Ele é um pivô móvel, ativo nos dois lados da quadra, versátil defensivamente e oferece um upside considerável. Achiuwa seria de grande utilidade nas formações mais baixas adotadas por Luke Walton.
  • Patrick Williams (SF/PF): protótipo de um combo forward profissional do ponto de vista físico, Williams é ativo nos dois lados da quadra. Um de seus mais sólidos atributos ofensivos é a movimentação sem a posse da bola. Trata-se, provavelmente, do melhor ala protetor de aro do draft, já que rotaciona rapidamente e com inteligência para contestar finalizações e sabe trabalhar com a verticalidade. Além disso, Williams é um dos prospectos mais eficientes em ajudas defensivas, exibindo uma alta compreensão da dinâmica defensiva coletiva, e também mostra inesperado potencial como arremessador em pull ups, após poucos dribles. Williams é um dos prospectos mais jovens da classe, mas já apresenta uma compreensão do jogo impressionante. Com sua versatilidade, potencial defensivo, bons atributos físico-atléticos e um considerável upside, o combo forward seria de grande valia para o Kings. A expectativa é a de que Williams forme uma promissora dupla de garrafão com Bagley, com fácil encaixe na equipe. Oportunista, ele sabe ler a reação das defesas e encontrar os espaços para dar opção de passe para armadores criativos como De’Aaron Fox.

 

  • Picks 35, 43 e 52:
  • Xavier Tillman (C): melhor pivô passador da classe deste ano, Tillman é dotado de muita força física, com o corpo pronto para encarar o nível profissional. Ele é um grande finalizador ao redor da cesta, não fogo do contato e tem um controle corporal elogiável. Além disso, Tillman tem um elevado QI de basquete nos dois lados da quadra; exibe leitura avançada das rotações defensivas (no perímetro e no garrafão), não força arremessos nem passes, é um excelente protetor de aro e sabe atuar em um papel limitado. Pivô passador que protege bem o aro? O Kings, que necessita de um big man com essas características, se daria muito bem com Tillman no elenco.
  • Daniel Oturu (C): pivô dotado de muita força física, Oturu chama a atenção pela versatilidade ofensiva e por ser um reboteiro de elite. Ele tem um jogo de costas para a cesta muito eficiente e potencial para se tornar um stretch 5 na NBA (pivô que espaça a quadra e arremessa do perímetro). Apesar das limitações atléticas, Oturu trabalha muito bem nos screens e seria uma boa adição a uma equipe que possua um grande playmaker e explore bastante o pick-and-roll (alguém pensou em De’Aaron Fox? Eu pensei). Além de preencher uma posição carente no Kings, Oturu teria um fácil encaixe com Bagley, já que tem a capacidade de espaçar a quadra e arremessar do perímetro.
  • Zeke Nnaji (C): Nnaji é um pivô que possui a rara combinação de estatura e condição atlética para um jogador de garrafão. Excelente arremessador de média distância, muito utilizado em pick-and-pops, ele dá mostras de que pode se tornar um pivô espaçador de alto nível. Nnaji exibe talento natural para ser explorado no pick-and-roll: além de fazer bons bloqueios, ele colocará defesas em dificuldade por combinar agilidade e explosão de um roller. Grande reboteiro ofensivo, ele tem potencial para fechar arremessos de três pontos e marcar jogadores de perímetro em trocas de marcação por conta de sua mobilidade e agilidade lateral. Nnaji é outra boa opção para a posição 5 e teria um bom encaixe com Marvin Bagley. Ele tem mais upside que Tillman e Oturu, e várias das habilidades que a NBA procura em um pivô nos dias atuais.
  • Paul Reed (PF): Reed é um ala-pivô dotado de ótimos atributos atléticos (impulsão e envergadura invejáveis), corre a quadra bom bastante fluidez e é um grande e explosivo finalizador. Além disso, ele é um excelente e versátil defensor, e um reboteiro de elite. Reed é o protótipo de role player que poderá trazer um grande impacto defensivo e deverá ter espaço em uma NBA cada vez mais adepta ao jogo em velocidade e com formações baixas. O Kings necessita de um bom protetor de aro e Reed poderia ser o cara para preencher essa lacuna. Ele seria mais utilizado na segunda unidade, como pivô em formações mais baixas, pois o encaixe ofensivo com Bagley não é dos melhores, já que nenhum deles tem como característica o espaçamento de quadra.
  • Udoka Azubuike (C): Azubuike é um legítimo pivô de ofício, à moda antiga, com estatura, envergadura e força física para enfrentar os atletas de garrafão mais pesados. Mais do que um corpo alto e forte, ele é uma presença intimidante dentro do garrafão e foi um dos melhores protetores de aro do College. Além disso, é um grande finalizador e um ótimo pontuador no poste baixo, onde sabe usar a força física e revela uma boa mobilidade em espaços curtos. Reboteiro de elite, Azubuike é muito útil no jogo de pick-and-roll, onde faz bons bloqueios para o homem da bola e, embora não seja extremamente ágil, realiza leituras cada vez mais inteligentes como roller. O Kings precisa de um pivô para fazer o “trabalho sujo” no garrafão e Azubuike é um dos melhores nomes na segunda rodada para tal função. Ele também seria útil no pick-and-roll, onde faria bons screens para De’Aaron Fox, e também poderia ajudar como roller.
  • Skylar Mays (SG/PG): Mays é um combo guard versátil e habilidoso, dotado de muita força física e com o corpo praticamente pronto para encarar o basquete profissional. Sólido finalizador ao redor da cesta, ele não foge do jogo físico e possui um controle corporal elogiável. Mays tem um elevado QI de basquete, é um passador inteligente, sabe manipular defesas no pick-and-roll, é útil com e sem a bola nas mãos e um arremessador de perímetro confiável. Além disso, ele é um sólido defensor de perímetro, apesar das limitações atléticas, e exibe avançados fundamentos nesse lado da quadra. Mays é outro prospecto pronto para a NBA, com poucas lacunas no jogo, e seria mais uma peça útil na rotação de perímetro do Kings.
  • Elijah Hughes (SF): Hughes é um ala dotado de sólidos atributos físico-atléticos, que mostra excelência pontuando após o drible e se movimentando subitamente buscando uma melhor posição para finalizar. Além disso, ele é um sólido passador e um jogador produtivo com e sem a bola nas mãos. Defensivamente, Hughes chama a atenção por ter um ótimo timing para bloquear arremessos e não foge do jogo de contato. Em suma, ele é um protótipo de 3-and-D, com o plus de ser um bom criador de jogadas. Hughes seria uma boa opção para completar o banco de reservas do Kings, carente na posição, e pode ser o substituto de Bazemore (agente livre) na rotação das alas.

 

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