Draft 2020: As necessidades do Washington Wizards

Elenco para a próxima temporada (nove contratos garantidos)

PG: John Wall (30 anos, US$41,2 milhões) / Ish Smith (32 anos, US$6 milhões)
SG: Bradley Beal (27 anos, US$28,7 milhões) / Jerome Robinson (23 anos, US$3,7 milhões)
SF: Troy Brown (21 anos, US$3,3 milhões) / Admiral Schofield (23 anos, US$1,5 milhão)
PF: Rui Hachimura (22 anos, US$4,6 milhões) / Moritz Wagner (23 anos, US$2,1 milhões)
C: Thomas Bryant (23 anos, US$8,3 milhões)

Folha salarial: US$ 99,4 milhões

Agentes livres: Davis Bertans (PF, 27 anos, irrestrito) / Ian Mahinmi (C, 33 anos, irrestrito) / Shabazz Napier (PG, 29 anos, irrestrito) / Gary Payton II (PG/SG, 27 anos, irrestrito) / Garrison Matthews (SG, 24 anos, restrito)

Contratos não garantidos/parcialmente garantidos: Isaac Bonga (SG/SF, 20 anos, US$1,6 milhão, não garantido) / Anzejs Pasecniks (C, 24 anos, US$1,5 milhão, parcialmente garantido)

Contrato expirante: Ish Smith

Números da temporada 2019/20

Pontos anotados: 114,4 (sétimo)
Pontos sofridos: 119,1 (segundo pior)
Eficiência ofensiva: 110,9 (15º)
Eficiência defensiva: 115,5 (pior)
Pace (posses de bola por jogo): 102,7 (sétimo)
Assistências por jogo: 25,0 (12º)
Rebotes por jogo: 42,0 (terceiro pior)
Desperdícios de bola: 14,2 (nono pior)
Aproveitamento nos arremessos de quadra: 45,7% (décimo pior)
Aproveitamento nos lances livres: 78,8 (11º)
Aproveitamento nas bolas de três pontos: 36,8% (oitavo)
Tentativas de arremessos de três pontos por jogo: 32,6 (18º)
Aproveitamento do adversário nas bolas de três pontos: 37,6% (quarto pior)
Pontos sofridos no garrafão: 51,4 (sexto pior)

Necessidades da equipe

  • Bons defensores (no perímetro e no garrafão): o Wizards teve a pior eficiência defensiva na última temporada, foi mal nos rebotes (especialmente defensivos) e na marcação no perímetro e na área pintada
  • Um pivô que proteja bem o aro e pegue rebotes (o que não é o forte de Thomas Bryant)
  • Um 3-and-D nas alas
  • Um armador para o futuro, já que John Wall não atua há dois anos por conta de uma grave lesão no Tendão de Aquiles e já chegou à casa dos 30 anos

Posições carentes: PG, SF, C

Escolhas no Draft 2020: 9 e 37

Prospectos mais indicados

  • Pick 9
  • Onyeka Okongwu (C): Okongwu é um pivô dotado de muita força física e mobilidade, que corre a quadra com fluidez e tem agilidade lateral acima da média. Ele é um ótimo e versátil defensor, com destaque para a proteção do aro, eficiente na defesa de pick-and-roll e nas trocas de marcação. Além disso, Okongwu é um excelente finalizador no pick-and-roll e um passador subestimado. Enfim, ele é uma escolha segura, com potencial imenso de melhoria em vários aspectos do jogo. Acho muito improvável que Okongwu caia até aqui, mas como já vimos algumas surpresas nesses 13 anos de cobertura do Draft, tudo é possível. Se o pivô sobrar na pick 9, acho que o Wizards não deveria pensar duas vezes. Okongwu seria o potencial pivô principal do time para os próximos anos (vejo muito mais talento nele do que no Bryant) e alguém capaz de contribuir com sua versatilidade para resolver algumas das carências defensivas do time. Ele é um pivô “moderno”, móvel, que protege bem o aro e tem todas as ferramentas para se destacar na NBA atual, cada vez mais veloz.
  • Isaac Okoro (SF): ala dotado de atributos físico-atléticos de elite, Okoro sempre atua com muita intensidade nos dois lados da quadra e tem as ferramentas necessárias para se estabelecer como um defensor de elite na NBA. Ofensivamente, ele é um grande slasher (jogador que tem como base do seu jogo a infiltração). Além disso, Okoro é um sólido passador, com capacidade para ser o playmaker secundário de sua equipe e operar no pick-and-roll com eficiência. Protótipo de role player, que sabe atuar em um papel limitado, mas de suma importância para o sucesso coletivo do time. Okoro seria um complemento perfeito para o perímetro do Wizards, pois tem potencial para se tornar um defensor de elite na NBA, uma mentalidade de jogo altruísta, um elevado QI de basquete, a capacidade como criador secundário e pelo fato de não precisar da bola nas mãos para ser útil. Wall e Beal iriam agradecer pela escolha porque Okoro é o tipo de role player que eles precisam ter ao lado. Em suma, Okoro é um potencial jogador two-way, que vai sempre dar o máximo em quadra e ficar responsável por marcar o melhor jogador do perímetro adversário.
  • Devin Vassell (SG/SF): dotado de altura adequada e envergadura invejável para atuar nas posições 2 e 3, Vassell corre a quadra com fluidez e tem uma agilidade lateral destacada. Ele é um dos arremessadores de média e longa distância mais confiáveis da classe e um passador em franca evolução. Além disso, ele é um excelente e versátil defensor (ótimo no um contra um e como protetor de aro vindo do lado contrário) e tem um apurado senso de posicionamento. Em suma, ele é um protótipo de role player, que entende bem o seu papel em quadra e é perfeito para a função de 3-and-D, tão em alta na NBA. Vassell também teria um ótimo encaixe no perímetro do Wizards, com suas qualidades como defensor e arremessador de longa distância, e por não precisar da bola das mãos para ser útil em quadra, algo importante em um time que já conta com duas poderosas armas ofensivas (John Wall e Bradley Beal). Vassell talvez seja o melhor 3-and-D da classe, e encaixaria como uma luva em qualquer time da NBA, já que tem o perfil de atleta desejado no basquete atual.
  • Tyrese Haliburton (PG): armador alto, dotado de envergadura invejável, Haliburton tem o passe como prioridade. Excelente na transição ofensiva, ele dita o ritmo do time, se destaca no pick-and-roll e demonstra eficiência nos arremessos de três pontos, sobretudo em cenários de catch and shoot. Além disso, Haliburton é um defensor acima da média, seja na antecipação das linhas de passe, na marcação individual ou até como protetor de aro. Em suma, ele seria um encaixe perfeito junto a um guard mais voltado para a pontuação. Haliburton seria uma valiosa adição ao banco de reservas do Wizards, com bom encaixe com as estrelas Wall e Beal, e que poderia ditar o ritmo da segunda unidade. Em determinados momentos, os três poderiam atuar juntos, dada a versatilidade, a qualidade defensiva, a utilidade sem a bola nas mãos e a altura do prospecto.

 

  • Pick 37
  • Xavier Tillman (C): melhor pivô passador da classe deste ano, Tillman é dotado de muita força física, com o corpo pronto para encarar o nível profissional. Ele é um grande finalizador ao redor da cesta, não foge do contato e tem um controle corporal elogiável. Além disso, Tillman tem um elevado QI de basquete nos dois lados da quadra; exibe leitura avançada das rotações defensivas (no perímetro e no garrafão), não força arremessos nem passes, é um excelente protetor de aro e sabe atuar em um papel limitado. Caso um pivô não tenha sido selecionado na nona escolha, Tillman seria uma ótima opção para ajudar a resolver, de imediato, o problema da proteção de aro do time de Washington.
  • Daniel Oturu (C): pivô dotado de muita força física, Oturu chama a atenção pela versatilidade ofensiva e por ser um reboteiro de elite. Ele tem um jogo de costas para a cesta muito eficiente e potencial para se tornar um stretch 5 na NBA (pivô que espaça a quadra e arremessa do perímetro). Apesar das limitações atléticas, Oturu trabalha muito bem nos screens e seria uma boa adição a uma equipe que possua um grande playmaker e explore bastante o pick-and-roll. Outra grande opção para a posição 5 do Wizards, Oturu seria um bom encaixe na equipe, com seu potencial como espaçador de quadra, versatilidade ofensiva e talento para angariar rebotes. Ao contrário de Tillman, ele é um projeto de médio e longo prazo.
  • Paul Reed (PF): Reed é um ala-pivô dotado de ótimos atributos atléticos (impulsão e envergadura invejáveis), corre a quadra bom bastante fluidez e é um grande e explosivo finalizador. Além disso, ele é um excelente e versátil defensor, e um reboteiro de elite. Reed é o protótipo de role player que poderá trazer um grande impacto defensivo e deverá ter espaço em uma NBA cada vez mais adepta ao jogo em velocidade e com formações baixas. Reed também seria uma boa opção para ajudar a resolver os problemas defensivos que o Wizards enfrenta no garrafão.
  • Malachi Flynn (PG): Flynn é um armador que consegue criar para si e para os companheiros, produtivo com e sem a bola nas mãos, e que corre bem a quadra. Ele possui um elevado QI de basquete (nos dois lados da quadra), opera com maestria no pick-and-roll, sabe manipular as defesas adversárias e mostra versatilidade como arremessador. Na defesa, Flynn se destaca na ajuda e na marcação sem a bola e mostra eficiência na antecipação das linhas de passe. Como complemento para a rotação de armadores, Flynn seria uma ótima opção para o Wizards. Jogador pronto para contribuir e com fácil encaixe na NBA atual.

 

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