Draft 2020: As necessidades do Boston Celtics

Elenco para a próxima temporada (nove contratos garantidos)

PG: Kemba Walker (30 anos, US$34,3 milhões) / Carsen Edwards (22 anos, US$1,5 milhão)
SG: Marcus Smart (26 anos, US$12,9 milhões) / Romeo Langford (20 anos, US$3,6 milhões)
SF: Jaylen Brown (23 anos, USS$22,8 milhões)
PF: Jayson Tatum (22 anos, US$9,8 milhões) / Grant Williams (21 anos, US$2,4 milhões)
C: Robert Williams (22 anos, US$2 milhões) / Vincent Poirier (26 anos, US$2,6 milhões)

Folha salarial: US$91,9 milhões

Agentes livres: Brad Wanamaker (PG, 31 anos, irrestrito) / Tremont Waters (PG, 22 anos, restrito) / Tacko Fall (C, 24 anos, restrito)

Contratos não garantidos / opção do time / opção do jogador: Gordon Hayward (SG/SF, 30 anos, US$34,1 milhões, opção do jogador) / Daniel Theis (28 anos, US$5 milhões, não garantido) / Enes Kanter (C, 28 anos, US$ 5 milhões, opção do jogador) / Semi Ojeleye (SF/PF, 25 anos, US$1,7 milhão, opção do time) / Javonte Green (SG, 27 anos, US$1,5 milhão, não garantido)

Contratos expirantes: Jayson Tatum / Vincent Poirier

Números da temporada 2019/20

Pontos anotados: 113,7 (nono)
Pontos sofridos: 107,3 (segundo melhor)
Eficiência ofensiva: 113,3 (quarto)
Eficiência defensiva: 107,0 (quarto)
Pace (posses de bola por jogo): 99,5 (17º)
Assistências por jogo: 23,0 (25º)
Rebotes por jogo: 46,1 (oitavo)
Desperdícios de bola: 13,8 (oitavo)
Aproveitamento nos arremessos de quadra: 46,1 (17º)
Aproveitamento nos lances livres: 80,1 (quinto)
Aproveitamento nas bolas de três pontos: 36,4 (13º)
Tentativas de arremessos de três pontos por jogo: 34,5 (13º)
Aproveitamento do adversário nas bolas de três pontos: 34,0 (segundo melhor)
Pontos sofridos no garrafão: 43,4 (terceiro melhor)

Posições carentes: PG, SF

Necessidades da equipe

  • Um sniper nas alas vindo do banco de reservas
  • Um playmaker reserva mais confiável
  • Um big man mais atlético

Escolhas no Draft de 2020: 14, 26, 30 e 47

Prospectos mais indicados

  • Pick 14
  • Saddiq Bey (SF/PF): combo forward atlético, com altura e força física adequadas para as posições 3 e 4, Bey se destaca pela versatilidade ofensiva, pelo controle de bola acima da média para um jogador da posição e por ser um excelente arremessador do perímetro e um sólido passador. Sua combinação de QI de basquete (senso de posicionamento apurado) com agilidade e tamanho o credencia como sólido marcador de múltiplas posições. Bey é o autêntico protótipo de 3-and-D, tão em alta na NBA, com o plus de ser um bom criador de jogadas. O combo forward oriundo de Villanova teria um encaixe perfeito no Celtics, trazendo mais versatilidade (palavra que é música para os ouvidos do técnico Brad Stevens) às formações da equipe. Produto de um programa vencedor no College, Bey tem sólidos fundamentos, um QI de basquete elevado e chegaria para contribuir de imediato na rotação do time de Boston. Enfim, seria uma aposta segura do Celtics.
  • Precious Achiuwa (PF/C): Achiuwa é um big man com atributos físico-atléticos de elite, ativo nas duas tábuas de rebotes, que adora o jogo de contato e se dá bem como pivô em situações de small ball. Móvel, aguerrido e disruptivo fora da bola, ele possui uma tremenda versatilidade na defesa individual, com capacidade de defender as posições 3, 4 e 5. Achiuwa é muito agressivo no ataque à cesta e vai à linha do lance livre com frequência. Em suma, ele é o protótipo de pivô em alta na NBA atual. Conforme dito acima, uma das carências do Celtics refere-se à falta de um big man mais atlético, capaz de atuar nas posições 4 e 5 sem comprometer o aspecto defensivo. Dotado de uma envergadura invejável, Achiuwa é um pivô móvel, ativo nos dois lados da quadra, versátil defensivamente e oferece um upside considerável. Ele seria um projeto de médio e longo prazo, já que lhe faltam fundamentos em várias áreas do jogo. Ninguém melhor do que Brad Stevens para trabalhar os pontos fracos do jovem pivô. Com a opção por Achiuwa, o time de Boston já se resguarda para os próximos anos, pois Theis, Ojeleye, Kanter e Poirier já estão na fase final de seus respectivos contratos.
  • Aaron Nesmith (SG/SF): Nesmith possui altura e envergadura adequadas para jogar nas posições 2 e 3 e uma força física elogiável. Ele é o melhor arremessador em movimento da classe deste ano. Além disso, Nesmith possui ótima seleção de arremessos, elevado QI de basquete como chutador e leitura avançada das defesas adversárias. Na defesa, ele demonstra solidez na marcação do perímetro, com bom entendimento das rotações defensivas, e utiliza muito bem sua força física e envergadura. Em suma, Nesmith é um protótipo de 3-and-D, tão em alta na NBA. Outra boa opção para a rotação de perímetro do Celtics, que carece de um sniper. Nesmith tem como carro-chefe o seu arremesso e, por conta de sua capacidade de espaçar a quadra, teria um encaixe perfeito no time de Boston.
  • Kira Lewis (PG): Lewis talvez seja um dos jogadores mais velozes da classe deste ano. Explosivo, ele chama a atenção pela versatilidade ofensiva, capacidade de criar para si e para os companheiros, ótimo controle de bola, variedade de dribles, e, além disso, é sólido na marcação sem a bola (destaca-se na antecipação das linhas de passe). Protótipo de armador que, no profissional, deverá ser mais útil vindo do banco de reservas, ‘incendiando’ a equipe com seu atleticismo de elite e capacidade de pontuar. Com toda a sua energia e qualidade, sobretudo ofensiva, Lewis poderia ser uma sólida opção de banco para a armação do Celtics. Letal na transição, ele é ótimo no pick-and-roll e excepcional no drive-and-kick (quando infiltra e passa a bola para um companheiro em melhor condições de pontuar). O time de Boston precisa de um guard explosivo na segunda unidade, que tenha a capacidade de contribuir com pontos e facilitar a vida dos companheiros em quadra, e Lewis se encaixa perfeitamente nessa situação.
  • Théo Maledon (PG/SG): alto e longo, Maledon tem o tipo físico que lhe permite jogar como um combo guard, além de lhe conceder versatilidade defensiva para marcar vários tipos de atletas de perímetro. Versátil e altruísta em quadra, o francês fica confortável jogando com e sem a bola nas mãos, o que permite flexibilidade de formação pelo seu tamanho e capacidade de chute. Com controle de bola sólido, e um bom conjunto de dribles, Maledon consegue operar com tranquilidade nas situações de pick-and-roll. Além disso, ele acumula experiência profissional na melhor equipe do França e que disputa a fortíssima Euroliga. Se a opção do Celtics aqui for por um armador, Maledon é a escolha mais indicada. Ele é altruísta em quadra, trabalhador, versátil, não costuma forçar chutes ou ficar fora de posição, enfim, dotado de um elevado QI de basquete. É bom dizer que, apesar da experiência profissional, Maledon é um projeto de médio prazo. Paciência e capacidade para desenvolver os jovens, a gente sabe que Brad Stevens tem.

 

  • Picks 26 e 30
  • Dificilmente, o Celtics vai ficar com todas as suas quatro escolhas no recrutamento deste ano. O cenário mais provável é a equipe negociar pelo menos uma das três picks de primeira rodada, quem sabe em um pacote por um jogador estabelecido na NBA.
  • Desmond Bane (SG/SF): um dos prospectos mais subestimados deste ano, Bane chega à NBA para contribuir de imediato. Ele tem os atributos necessários (força física, arremesso consistente do perímetro e elevado QI de basquete nos dois lados da quadra) para estabelecer uma carreira sólida como role player. Bane não precisa da posse da bola para ser efetivo em quadra e atua sempre com muita disciplina, dedicação e em prol do time. Ele chegaria ao Celtics para contribuir de imediato e ser uma peça importante na rotação de perímetro. Além disso, ele se encaixa no perfil de jogador que a franquia valoriza (dedicado e disciplinado em quadra).
  • Tyler Bey (SF/PF): combo forward muito atlético, ágil, com altura adequada e envergadura invejável para atuar nas posições 3 e 4, Bey é um excelente e versátil defensor, seja no perímetro ou na área pintada. Ele é muito agressivo no ataque à cesta (vai bastante à linha de lance livre), tem um primeiro passo muito rápido e se movimenta muito bem sem a bola. Além disso, Bey é um excelente reboteiro, especialmente na tábua ofensiva, e possui um grande potencial para se tornar um 3-and-D na NBA (seu ótimo aproveitamento no perímetro evidencia isso). Bey seria uma boa adição à rotação de alas do Celtics por dois motivos: excelente e versátil defensor e chegaria para contribuir de imediato.
  • Leandro Bolmaro (SG): ala-armador alto, Bolmaro tem um atleticismo fluido, capaz de jogar por cima do aro e correr com velocidade em quadra aberta. Passador criativo, que enxerga ângulos improváveis e conduz muito bem a bola, ele pode atuar como ballhandler primário ou secundário e consegue quebrar a defesa com dribles e passadas larga. O argentino já deu mostras de que pode se tornar um pontuador dinâmico fora da bola e exibe um ótimo jogo de floaters saindo de pick-and-rolls. Esforçado defensor, Bolmaro já tem experiência profissional e deve seguir no Barcelona por pelo menos mais uma temporada (stash). Com tantas escolhas no recrutamento, o Celtics poderá se dar ao luxo de selecionar um estrangeiro que não virá de imediato para a NBA. A essa altura, Bolmaro seria a melhor opção de stash para a equipe de Boston, pois seria um bom substituto para Gordon Hayward, que está na fase final do contrato.
  • Cassius Winston (PG): Winston é um armador que equilibra a habilidade de puxar o ritmo da partida com um ótimo cuidado com a bola. Sua versatilidade como arremessador, que o permite atuar fora da bola, aliada à solidez na tomada de decisões (paciente para ler as defesas adversárias), o projetam como um encaixe seguro em uma rotação na NBA. Armador pronto para contribuir, com elevado QI de basquete e visão de quadra privilegiada, Winston seria um reserva confiável de Kemba Walker.

 

  • Pick 47
  • Malachi Flynn (PG): Flynn é um armador que consegue criar para si e para os companheiros, produtivo com e sem a bola nas mãos, e que corre bem a quadra. Ele possui um elevado QI de basquete (nos dois lados da quadra), opera com maestria no pick-and-roll, sabe manipular as defesas adversárias e mostra versatilidade como arremessador. Na defesa, Flynn se destaca na ajuda e na marcação sem a bola e mostra eficiência na antecipação das linhas de passe. Melhor armador que deverá estar disponível na segunda rodada. Com todas as qualidades descritas acima, Flynn seria um encaixe perfeito no Celtics, e uma opção confiável vinda do banco de reservas. A opção por ele é mais do que indicada, caso a equipe não tenha selecionado um armador em alguma das picks anteriores.
  • Skylar Mays (SG/PG): Mays é um combo guard versátil e habilidoso, dotado de muita força física e com o corpo praticamente pronto para encarar o basquete profissional. Sólido finalizador ao redor da cesta, ele não foge do jogo físico e possui um controle corporal elogiável. Mays tem um elevado QI de basquete, é um passador inteligente, sabe manipular defesas no pick-and-roll, é útil com e sem a bola nas mãos e um arremessador de perímetro confiável. Além disso, ele é um sólido defensor de perímetro, apesar das limitações atléticas, e exibe avançados fundamentos nesse lado da quadra. Mays é outro prospecto pronto para contribuir de imediato, com poucas lacunas em seu jogo, e com a versatilidade e a inteligência em quadra valorizadas por Brad Stevens.
  • Payton Pritchard (PG): armador dotado de um controle de bola extremamente avançado, com movimentos de hesitação e troca de direção fluido, Pritchard é um atleta inteligente, que faz leituras e toma decisões sóbrias com a bola nas mãos. Embora não seja um armador puro, ele evoluiu sensivelmente como playmaker. Além disso, ele é um ótimo e dinâmico arremessador, elogiado pela ética de trabalho e pelo poder de decisão. Armador com elevado QI de basquete, grande arremessador do perímetro e pronto para contribuir no nível profissional sobrando aqui? Deve interessar ao Celtics. Assim como Flynn, Pritchard é indicado no caso da equipe de Boston não ter optado por um armador em alguma das escolhas anteriores.

 

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