Gregg Popovich: “Duncan foi, provavelmente, toda sorte a que tivemos direito por um bom tempo”

O San Antonio Spurs inicia uma nova era a partir da próxima temporada. Essa vai ser a primeira vez em duas décadas que a franquia não contará, pelo menos, com um dos três maiores ídolos de sua história recente: Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili. E, até agora, a pré-temporada não trouxe muitas boas notícias para ajudar o time texano nessa nova fase.

A equipe já perdeu três dos principais jovens atletas para o início da temporada. O armador Derrick White lesionou os ligamentos do calcanhar direito e o ala-armador Lonnie Walker foi submetido a uma cirurgia no menisco do joelho direito. Os dois vão ser desfalques por até dois meses. Dejounte Murray é o pior caso: rompeu o ligamento cruzado anterior e deve ficar fora da temporada inteira.

“Esses são três dos nossos mais jovens, talentosos e rápidos jogadores. Nós vamos ter que lidar com isso. Mas há tanta besteira acontecendo no mundo que é melhor tentar ver o copo sempre meio cheio. Disse que Duncan foi, provavelmente, toda a sorte a que tivemos direito por um bom tempo. Agora, as coisas estão indo no sentido contrário”, desabafou o técnico Gregg Popovich.

Na ausência dos jogadores de perímetro, especialmente Murray, Bryn Forbes tende a iniciar a próxima temporada como armador titular de Gregg Popovich. O veterano Patrick Mills, como já virou costume, vai ser o reserva imediato da posição. “É bem difícil processar tanta notícia ruim em tão pouco tempo. É duro, pois simplesmente não temos um armador de ofício agora”, lamentou Pau Gasol.

Chegar aos playoffs em 2019 significa mais do que mais uma classificação “normal” para o Spurs: será a 22ª temporada consecutiva em que os texanos ficam entre os oito melhores do Oeste. Isso faria com que igualassem o recorde histórico da NBA, pertencente ao Philadelphia 76ers entre 1950 (quando ainda era Syracuse Nationals) e 1971.