“Esta temporada foi só o começo do sucesso do Jazz”, avisa Donovan Mitchell

Poucos times surpreenderam a maioria dos fãs da liga tão positivamente quanto o Utah Jazz. Com a ajuda do calouro Donovan Mitchell, a equipe superou a saída do astro Gordon Hayward e um início de temporada desanimador para chegar à semifinal de conferência. A trajetória do time para ficar entre os quatro melhores do Oeste empolgou Salt Lake City, mas começou com dúvidas até internamente.

“Depois da última offseason, a franquia estava um pouco incerta sobre seus rumos. Rudy Gobert já havia provado ser a peça central do nosso futuro e apostávamos que, obviamente, Donovan seria muito bom. Mas, agora, temos convicção de que teremos uma equipe que poderá competir no mais alto nível da liga nos próximos anos”, analisou o gerente-geral Dennis Lindsey, em entrevista coletiva.

Parte da imprensa especializada apontava o Jazz, no início da temporada, como um time que sequer chegaria aos playoffs. E a expectativa até ia se confirmando até a reta final da campanha, quando emplacou 29 vitórias em 35 triunfos para disparar na classificação. Foi assim que Utah tornou-se somente a quinta equipe da história a ficar nove jogos abaixo e acima dos 50% de aproveitamento em um mesmo ano.

“Nós tivemos muitos altos e baixos no último ano, mas eu nunca duvidei da nossa capacidade. É muito louco que ninguém apostava em nós nem para classificar até alguns meses e, agora, chegamos tão perto de uma vaga nas finais de conferência. Por isso, sigo não duvidando de nada. Não há limites para o que podemos fazer”, afirmou Gobert, cuja excelência defensiva comandou a reviravolta do Jazz.

A franquia, a partir de agora, precisa pensar na administração do elenco em longo prazo: o ala-pivô Derrick Favors e o armador Dante Exum serão agentes livres, podendo exigir alto investimento para ficar em Salt Lake. Ao mesmo tempo, com outros atletas, pode liberar cerca de US$15 milhões em salários não-garantidos. Neste momento, a tendência parece ser pela manutenção plena do grupo.

“Hoje, nós temos dois desafiantes que estão claramente acima de nós em Houston Rockets e Golden State Warriors. Parte do nosso trabalho é tentar reduzir essa diferença, da forma que pudermos, mas acho que a maioria de nossas soluções já são internas: temos uma série de jogadores jovens que deverão evoluir, se todos tivermos a mentalidade certa”, explicou Lindsey, visando o topo do Oeste.

Não é incomum que times desacreditados façam surpreendentes campanhas e, em anos seguintes, tenham dificuldades para atingir as novas altas expectativas. Mas, se você acha que o Jazz poderá ser um desses, Mitchell te manda um recado. “Há muito mais potencial ainda dentro de nós, vários jogadores dispostos a trabalhar. Essa temporada foi só o começo do nosso sucesso”, avisou o novato.

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.