História inspiradora, Andre Ingram foca esforços em seguir na NBA: “Não vou desacelerar”

LOS ANGELES, CA - APRIL 10: Andre Ingram #20 of the Los Angeles Lakers celebrates after making a three pointer in the second half of the game against the Houston Rockets on April 10, 2018 at STAPLES Center in Los Angeles, California. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and or using this photograph, User is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement.Ê (Photo by Robert Laberge/Getty Images)

Andre Ingram foi uma das histórias mais marcantes e inspiradoras da temporada passada. O ala-armador de 32 anos disputou dez temporadas da G-League até ter sua primeira oportunidade de atuar na NBA, em duas partidas realizadas pelo Los Angeles Lakers, em abril. Essa é uma trajetória que orgulha o atleta pelo (óbvio) resultado, mas ganhou outro patamar pelo impacto causado em vários meios.

“Foi realmente tão legal quanto pareceu. Não dá para inventar algo assim. Eu sou muito grato por participar de algo assim, pois essas histórias da vida real causam um efeito genuíno nas pessoas. Tantos homens e mulheres, não só dos esportes, falam comigo até hoje sobre como foram inspirados em suas carreiras por minha jornada”, afirmou o veterano, em entrevista ao site oficial da G-League.

O sucesso de Ingram pode ser resumido no primeiro de seus dois jogos pelo time angelino: contra o forte Houston Rockets, ele quase liderou uma surpreendente vitória ao sair do banco de reservas para anotar 19 pontos. A performance foi um resultado de anos ininterruptos de treinamento e dedicação, mas também de sua persistência em um sonho que parecia cada vez mais improvável.

“Todos sabem que fiquei uma década na G-League até ter a minha chance. Muitas vezes, eu pensei em desistir, deixar tudo para trás, tentar outra coisa. Quando se está destinado a fazer algo grande, porém, você não para de ouvir aquela voz na sua cabeça. Você persiste. E, ao chegar lá, aprende a valorizar as adversidades. Tudo vale a pena, no fim das contas”, garantiu o experiente jogador.

A história e a grande atuação de estreia fizeram com que Ingram se tornasse uma sensação instantânea, mas, para o ala-armador, o que a ótima partida representou foi o mais importante. “Cumprimentar Chris Paul e outros jogadores foi surreal. A atmosfera no Staples Center estava incrível. Eu só queria saber que estava NBA e, naquela partida, foi o que eu senti: a sensação de fazer parte da liga”, explicou.

É fato que o veterano foi, provavelmente, a grande história da temporada passada. Agora, ele trabalha para ser mais do que uma nota de rodapé na reta final de uma campanha e confirmar que merece um espaço entre os melhores atletas do mundo. Ingram, que acertou mais de 47% dos tiros de três pontos na última edição da G-League, está focado em não deixar a carreira na NBA encerrar após apenas duas partidas.

“Sempre quis jogar na NBA e aquele foi um sentimento especial. E não pararei por aqui. Minha intenção é disputar a próxima temporada, seguir na liga. Aquele jogo foi incrível, o chamado foi um momento sensacional, mas meu foco agora está no que está por vir: estou pensando em como vou manter-me. Não vou desacelerar”, concluiu o ala-armador, decidido a ser mais do que uma tendência passageira.

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.
  • Foi fantástico ele ter conseguido a chance tão tarde. Espero que consiga se manter na NBA, melhor do que o Syngler ele é.

  • Joabe#VamoSpurs

    O Lakers tem q dá um contrato daqueles two way, merece de mais pela história de vida, além de q a imagem q ficou dele nas ultimas partidas foi extremamente positiva, esse cara é um espetáculo a parte. E olha só o cara tem 47% de 3, é um sniper de elite #GoIngram

  • Guilherme Petros

    Se não tivesse passado tanto tempo na G-League, com certeza teria espaço na NBA. Mas a liga tem certa resistência com jogadores da G-League que não sejam alas atléticos ou especialistas em defesa…

  • Vinícius Maia

    O que pesa contra ele no Lakers é a necessidade de dar espaço aos jovens para desenvolvê-los. Mas com 47% de aproveitamento de arremessos nos três pontos, acredito que haja espaço para ele na segunda unidade. Tomara que Luke Walton e a diretoria deem essa chance para ele.

    • Andre Stravinski

      recebendo passe do Lebron e Rondo e tendo aproveitamento superior a 40% o luke walton arranja uma vaga facil facil, tomara que tenha espaço e consiga pelo menos uma temporada jogando na nba

  • Buia

    cabe perfeitamente nos Hornets como um back up SG eu gostaria de velo na NBA estou na torcida por ele

  • Marcos Gordinho

    Na G league há atletas que rivalizam com jogadores regulares da liga, o que os fazem ficar presos a liga menor deveria ser melhor analisado. Disciplina? Lesões? Características em quadra? Lobby? Deveriam fazer uma disputa entre G league e NBA no ASG. Imaginem!

    • Guilherme Hagel

      ia ser legal

  • arruda91 arruda

    Merecia um contrato, ou pelo menos um time grande da Europa, melhor que a G League.
    História dele daria um filme, ele é professor tb parece ne?

    • Vinícius Maia

      Professor de matemática. Li um pouco da história dele depois de ler a matéria rs. Ele é formado em física. Parece que ele era muito bem visto na G league pela ética de trabalho.

      Sei lá, dois jogos é muito pouco para julgar, mas olhando para os 47% de aproveitamento nos três pontos e o que ele apresentou no primeiro jogo, eu acho que tem condições de estar na segunda unidade de muitos times na liga. Se meu cavs quiser dar uma chance para ele, será bem vindo e imagino que em Cleveland, ele cairia na “graça” da torcida fácil. Cleveland adora jogadores que mesmo não sendo tão bons, são dedicados e carismáticos, vide varejão e dellavedova.

  • pedrokadf

    Esse é o verdadeiro Ingram de LA, o cara !!
    #Semmimimi

    • Vinícius Maia

      Pensei nisso também kkkk

      • pedrokadf

        Haha

  • Guga Goll

    Algumas pessoas perseguem um sonho sem perceber a outras oportunidades que a vida oferece. A história dele é linda, fato. Ponto. Mas depois de 10 anos na liga de desenvolvimento, é praticamente certo que não tem talento para fazer parte de uma rotação na NBA. Poderia ter olhado para a Europa e ter sido muito feliz, construído uma história em uma franquia, um país. Mas entendo que quando mais tempo se dedica a um sonho, mais difícil também é desistir, devido as horas e horas trabalhadas nele. Enfim, uma linda história e uma inspiração. Nos dois ponto de vista.

  • Alex Alves

    Caramba achei que ficaria no Lakers, talvez ir para a China ganhar um bom salário seria uma boa.