Jimmy Butler assume papel de mentor e exige regularidade de Wiggins

Jimmy Butler aterrissou no Minnesota Timberwolves como principal reforço da franquia na busca por encerrar um jejum de mais de uma década fora dos playoffs. Mas, chegando ao time, encontrou outros desafios que decidiu “abraçar”. Um deles é ajudar um dos principais jovens talentos de Minneapolis a tornar-se, de fato, um astro na NBA: o ala Andrew Wiggins.

“Andrew é tão talentoso! Tudo acontece fácil em seu jogo. O que ele ainda precisa entender é que, mesmo sendo um dos mais talentosos da liga, não pode dar o seu máximo só em alguns momentos, quando quer. Não há descanso nesse nível. Meu trabalho aqui é mostrar-lhe o quão duro se deve jogar e o que é preciso fazer para vencer”, afirmou o ala-armador, em entrevista ao site oficial da NBA.

Consistência sempre foi um dos problemas de Wiggins. Considerado um prospecto que nem sempre exibia o empenho ou “envolvimento” ideal em quadra, ele segue questionado por ser um atleta de esforço muito irregular. Butler também sente que falta “algo mais” na atitude do jovem. Algo que vai além de médias de 20 pontos por jogo nas últimas duas temporadas.

“Todos aqui são profissionais e não se pode dar moleza. Andrew é um ótimo garoto, mas precisa ter aquele instinto assassino. Ele precisa tê-lo e não só atuando contra certos times, certos adversários, mas contra qualquer um. Isso não é algo pessoal. Sua dedicação custará vitórias e derrotas para a equipe”, indicou o ex-jogador do Chicago Bulls, sem concessões à instabilidade do colega.

Um aspecto amplamente reconhecido sobre Wiggins é a diferença de desempenho nos dois lados da quadra. Um problema que Butler também já notou rapidamente. “Andrew já tem tudo ofensivamente, só precisa agora ser tão agressivo marcando quanto quando ataca. Assim que aprender a utilizar melhor os atributos físicos e condição atlética que Deus lhe deu, será um defensor sensacional”, garantiu.

Primeira escolha do draft de 2015, Wiggins vem anotando médias de 19.6 pontos e 4.7 rebotes nesta temporada. O talento natural e os números sugerem um futuro astro, lembrando que trata-se de um ala de apenas 22 anos. Mas Butler continua sua tutoria porque sabe que há uma enorme diferença entre fazer as coisas sem esforço e parecer que não se faz esforço em quadra.

“Estamos sempre sorrindo e brincando em quadra, pois gostamos de jogar um com o outro. Mas, no fim das contas, eu tenho um trabalho: certificar-me de que todos tragam seu melhor a cada noite. Preciso ficar em cima de Andrew até que se canse de ouvir minha voz e faça. Hoje, só quero ver até onde ele pode elevar seu nível de jogo e levar esse time”, concluiu Butler, apostando no potencial do “protegido”.

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.