Joe Dumars não é mais gerente geral e presidente de operações do Detroit Pistons. A franquia anunciou nesta segunda-feira que o ex-atleta pediu demissão dos dois cargos, que exercia há quase 14 anos. Segundo nota oficial, o time vai nomear interinos para os postos e possui uma lista preparada de candidatos que deverão ser entrevistados nas próximas semanas.

“Joe é um grande campeão que significa muito para nossa franquia e comunidade. Estamos virando a página com grande respeito não apenas por seu legado como jogador e executivo, mas também como pessoa que representa este time e a NBA com dignidade extraordinária”, elogiou o dono da equipe, Tom Gores.

O afastamento de Dumars foi uma manobra arquitetada nos bastidores pelas duas partes para não causar constrangimento na organização. Ídolo local e com 29 anos de “casa”, o dirigente não teria seu contrato renovado em junho e saiu voluntariamente para não ter que ser demitido. Ele passará a ocupar o papel de consultor da alta cúpula de Detroit.

“É hora de encerrar um lindo capítulo e começar a escrever um novo em minha vida. Eu tive o prazer de trabalhar com ótimas pessoas ao longo dos últimos 29 anos e estou orgulhoso de nossos feitos. Tom Gores e os outros acionistas estão comprometidos em vencer e eles vão continuar levando a franquia à frente”, declarou o ex-jogador de 50 anos, campeão mundial com a seleção norte-americana em 1994.

Dumars estava em um cargo efetivo no Pistons desde 1985, quando foi selecionado pelo time na primeira rodada do draft. Ele jogou suas 14 temporadas em Detroit e conquistou dois títulos da liga com a lendária equipe dos “Bad Boys” (1989-90). Logo depois de aposentar-se, o ídolo assumiu um cargo gerencial na organização e foi nomeado presidente de operações em 2000. Nos dois cargos, foi responsável pela montagem do elenco finalista da conferência em seis anos consecutivos e campeão da NBA em 2004.

Em 14 anos sob a presidência do Pistons, o vencedor do prêmio de executivo do ano em 2003 acumulou campanha de 595 vitórias e 536 derrotas.

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.
  • Pedro Cortez

    Um jeito elegante de mandar um idolo embora, sem deixar ele constrangido e desmerecer tudo o que ele fez por diversos anos ao time.

  • Lhe dou crédito por montar o time que foi campeão em 2004 e que, por muito tempo, se manteve sempre competitivo. Mas agora os tempos são outros e Dumars só fez burradas atrás de burradas, contratou erroneamente Villanueva e o queimou, trocou Billups e Affalo por um Iverson em quase-aposentadoria, estendeu e encareceu absurdamente o contrato do Prince (hoje nos Grizzlies), apenas algumas entre outras burradas recentes, como contratar Josh Smith, um jogador superestimado, e Brandon Jennings, o armador mais egoísta da NBA (aliás, o Jennings SUMIU depois que entrou nos Pistons) além das escolhas de técnico principal do time, como o recém-demitido Cheeks. Bem, já vai tarde, pois já estava mais do que na hora dos Pistons renovar a suas forças e suas estratégias, ainda mais quando se tem uma joia rara como Andre Drummond no time.

  • Madruga

    Teve seus méritos como GM do Pistons, montou um puta de um time nos anos 2000, mas nos últimos anos deixou a desejar, fazendo algumas “cagadas”. Depois de quase 30 anos como o time era hora de dar uma afastada.

  • simoes12

    O homem responsável por recrutar Darko Milicic, e transformá-lo em um Bust épico.

    Parabéns, Dumars!

    • E ainda sim foi campeão no mesmo ano com um tal de Rasheed Wallace, que ele conseguiu através de uma troca com os dois craques Zeljko Rebraca e Bob Sura.

  • LFC

    A importância de Dumars para o Detroit Pistons foi gigantesca, tanto como jogador (2 títulos) quanto como GM (montou uma equipe muito competitiva que conseguiu chegar a 2 finais, e 1 título).Participou, direta ou indiretamente, dos 3 títulos da franquia.
    Contudo, recentemente não conseguiu obter o mesmo êxito, fazendo várias “lambanças”, como: Darko Milicic, Josh Smith, Brandon Jennings, treinadores fracos, contratos horríveis e longos (como de Villanueva), que acabam por comprometer o CAP.
    Creio que já estava na hora de sair, e poderia ter sido há 2 anos, mas enfim. Espero que não pare por aí, Detroit precisa de uma completa reformulação.