“Jogar pela seleção é uma oportunidade única na vida”, define Kemba Walker

Kemba Walker está prestes a embarcar em um dos mais importantes e singulares desafios de sua carreira. O astro será uma das referências da (desfalcada) seleção norte-americana na disputa da Copa do Mundo FIBA, a partir do final desse mês, na China. Mas, se você imagina que o elenco possa estar desapontado com tantas ausências, o armador garante que o sentimento interno é o exato contrário.

“Essa é uma oportunidade única em nossas vidas. Acho que muitos dos jogadores aqui, na verdade, estão contentes com tantos pedidos de dispensa, pois essa é a nossa chance. Será um time com várias caras novas. É a nossa oportunidade de mostrarmos o talento que temos para um público maior e fazer algo realmente novo para todos aqui”, afirmou o novo reforço do Boston Celtics, à ESPN.

Do ponto de vista técnico, Walker é uma inquestionável liderança para a seleção: além de estar entre os três atletas com 29 anos ou mais do elenco, ele é um dos dois jogadores que foram eleitos para o Jogo das Estrelas e o único selecionado para um dos quintetos ideais da liga na última temporada. Ele sabe que vai ser visto como um líder, mas seu pensamento é integrar-se ao grupo como “mais um”.

“Eu só estou aqui para fazer o que puder no caminho até as vitórias. Só isso. Não faço questão de ser capitão, não fui nomeado um líder ou nada do tipo. É evidente que, se a equipe precisar que assuma a responsabilidade e decida, estarei lá. Estou tentando ser o máximo comunicativo possível. Mas, no final das contas, sou apenas mais um atleta jogando duro e exercendo o meu papel”, minimizou o veterano.

A única experiência de Walker com a seleção norte-americana foi na categoria sub-18, em 2008, quando integrou o último time dos EUA nessa faixa de idade a perder uma Copa América. Desde que se profissionalizou, ele só voltou a participar da USA Basketball em treinamentos de férias do programa. Demorou anos, mas a segunda chance do astro chegou – e ele não vai “gastá-la” com menos do que seu melhor.

“Eu amo basquete e existe melhor cenário do que jogar pelo seu país? Atuar pela seleção é um grande acontecimento para qualquer atleta. Tem sido uma enorme honra para cada um de nós. Sei que há muitos céticos por aí, gente que está nos subestimando, mas garanto que estamos famintos. Famintos por essa conquista”, cravou Walker, confiante que o terceiro título mundial seguido virá para os EUA.

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.