Momento é de atenção, mas críticas devem ser repensadas

O basquete brasileiro ficou muito próximo de não disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Isso porque foi pressionado pela FIBA a quitar uma dívida pelo convite ao Mundial do ano passado, mas como tudo foi resolvido, o Brasil entrou na Copa América sem a pressão pela vitória, até porque já estava classificado.

Até aí, tudo muito claro.

Mas a fraca participação na competição rendeu a eliminação logo na primeira fase — venceu apenas um dos quatro jogos disputados. Ruim, não é mesmo? Para um país que já foi duas vezes campeão mundial, sair de um campeonato assim é vexatório. Pelo menos, é o que algumas pessoas pensam. Eu, nem tanto.

Honestamente, o torneio serviu apenas para o técnico Rubén Magnano ajeitar a casa, definir as últimas vagas no elenco para as Olimpíadas e ver mais de perto alguns dos possíveis adversários do ano que vem. Nada mais que isso. Se os triunfos viessem, lucro.

Eu até entendo o Wlamir Marques e seu desastrado discurso durante a derrota para o Panamá na transmissão para a ESPN+. Ele é um sujeito com muita história no esporte, um verdadeiro campeão. Só que não apenas ele, mas diversos ex-atletas utilizam um campeonato sem a menor importância para iniciarem uma caça às bruxas. Magnano aparece como o feiticeiro-chefe e seu lugar pode ser ocupado apenas por um técnico brasileiro. 

Ora, bolas. Se é somente um campeonato preparatório, já que a vaga está garantida, a hora era de arriscar mesmo, de testar e encontrar peças de reposição para a base titular das Olimpíadas. Magnano o fez, mesmo com pedidos de cortes, e não levou o time principal para o México. Nada errado, em meu entendimento.

A campanha foi ruim e não tem ninguém questionando isso. Péssima, até se quiserem utilizar o termo. Mas pedir a cabeça de um treinador do gabarito de Magnano só por causa de quatro jogos, aí já é demais.

Houve uma convocação ruim? Sim e não, afinal era o que tinha em suas mãos. Não precisava chamar os caras da NBA nem os “europeus”. Era um teste e do time que disputou a Copa América, creio que alguns nomes saíram fortalecidos.

Para as Olimpíadas, é esperado que Nenê, Anderson Varejão e Tiago Splitter façam um rodízio no garrafão. Precisa de mais um atleta ali e as opções hoje são válidas: Augusto Lima e Rafael Hettsheimeir parecem brigar por esta vaga. Enquanto o primeiro ganha prestígio, Hettsheimeir se queimou ao pedir dispensa para atuar em jogos contra times da NBA e agora vai ser testado no San Antonio Spurs.

No perímetro, Marquinhos, Leandro Barbosa e Alex Garcia dão pinta que estão garantidos. Vitor Benite foi bem no Pan e se aproximou dos Jogos Olímpicos. Marcelinho Huertas e Raulzinho, chegando agora na NBA, também devem participar. Restam, de fato, dois lugares a serem disputados por Rafael Luz, Ricardo Fisher e Larry Taylor. 

Obviamente, Lucas Bebê, Bruno Caboclo, Cristiano Felício, Vitor Faverani e até Danilo Siqueira possuem algumas chances e podem ser testados nos próximos amistosos, perto das Olimpíadas.

O fato principal aqui é que o Brasil não fez boas campanhas nas últimas duas edições de Copa América, mas sem seus melhores atletas, fica difícil criar algo. Ou será que Phil Jackson conseguiu fazer o New York Knicks campeão em seu primeiro ano como GM? Ué, Jackson não foi o treinador, mas todas as decisões passaram por ele, desde quais jogadores iriam atuar até o esquema de jogo. Então, isso leva a crer que não existe milagre no basquete.

Deixem para criticar depois do resultado final do Rio. Ali, muita coisa vai mudar para o futuro e até poderemos ter um técnico brasileiro comandando a seleção. Mas precisamos dar mais crédito a alguém que foi campeão olímpico e faz um belo trabalho pelo time. Reclamar e até clamar por mudanças em torneio que não vale nada, além de teste, é surreal.

Gustavo Freitas
Gustavo Freitas
Mineiro de Uberaba, é co-fundador do Jumper Brasil e fã do Boston Red Sox.
  • Leandro

    Concordo q não é hora de pedir a cabeça do Magnano, esse torneio só valia para avaliar novos jogadores, mas levar olivinha, giovanani e jp Batista é sacanagem, teria q ter levado a mulekada, Lucas Dias, Georginho, Lucas Mariano, eles são o futuro da seleção. Magnano levou os caras errado.

    • JoseCleveland

      Concordo

    • elvis

      esse é o ponto, se era pra fazer testes que ele levasse os garotos então

  • Rodrigo Santos

    O ouro vem nas Olimpíadas…

  • TRUETHIAGO

    Eu sou um cara bastante crítico, então naturalmente não vejo problema em criticar. Agora, para ser válido precisa vir com embasamento, acompanhado de fatos. Ter sido um grande jogador não quer dizer NADA (e nem falo do Wlamir especificamente) na hora de analisar as coisas, vide as bobagens que o Oscar propaga – tipo sugerir o semi aposentado Mortari.

    Se as convocações foram boas, se Magnano esqueceu de alguém “disponível” (não adianta citar caras que ele chamou e não vieram) ou se errou nas rotações, etc. Cabe discussão, sem dúvida nenhuma.

    Porém, essa conversa fiada de que o técnico precisa ser brasileiro e bla bla blá, que aqui tem um monte que faria melhor é bizarro, falso e mentiroso! A verdade é que nos últimos 20/25 anos, nossos melhores resultados nas principais competições foram com os estrangeiros no comando. Até o Moncho Monsalve, no pouco tempo que ficou, fez mais do que vinhamos tendo com os “head coachs brazucas”, pois ficou a uma vitória de voltarmos para as Olimpíadas naquela Repescagem Mundial (perdemos da Alemanha)

    Comparar então com o que já fez o Magnano nesses 5 anos, chega a ser covardia… Para quem tiver dúvida, basta olhar nosso desempenho nos Mundiais de 2002, por exemplo, ou mais especificamente o de 2006 (quando já tínhamos Leandrinho, Huertas, Splitter, Varejão entre outros jogadores de bom nível): ganhamos um jogo, da poderosa Seleção do QATAR e terminamos na gloriosa 19ª posição.

    • Zack Batista

      Concordo com sua análise!

      Técnico brasileiro no comando? Nunca!! Ao menos, tão cedo…rs.. Esses xaropes não tem nem moral em clubes q dirigem ainda mais na seleção q está recheada de NBA’s. Que o Magnano permaneça por mais anos. Ponto. 🙂

      • TRUETHIAGO

        Zack, penso que o Neto (Flamengo) e o Gustavo Conti (Paulistano) são bons treinadores dessa safra jovem, talvez possam assumir a Seleção futuramente. Aliás, ambos já fazem parte do staff, sendo assistentes.

        • Zack Batista

          Acho q vai acontecer isso em um futuro próximo, mas, confesso que não sou fã da idéia. Os brazucas da NBA tbm não gostam dos técnicos nacionais… Seria um problema grande pra nós, não!?

          Por mim, deixaria como tá até as olimpíadas de 2020. Depois tomaria uma decisão após isso.

          • TRUETHIAGO

            Tem que ver se ele topará essa missão complicada também.

            Como eu respondi ao post do André, para 2019 (Mundial na China) e 2020 uns 80% + ou – do time será diferente da atual geração.

  • Rafael Victor

    Concordo, também acho que esse Pré-olimpico servia mais como teste pra tirar dúvidas do Magnano do que qualquer outra coisa, era a oportunidade do Benite e do Augusto Lima se firmarem de vez na Seleção que vai disputar as Olimpíadas, assim como o Rafa Luz, só que eles não foram tão bem quanto no Pan, acredito que o Hettsheimer e até mesmo o Taylor podem ganhar força novamente, já Lucas Bebê, Bruno Caboclo, Cristiano Felício, Vitor Faverani e até Danilo Siqueira acho que é mais pro futuro e não pra agora!

    Essa Olimpiadas vai ser a última chance dessa geração tentar um grande feito, até lá também acho que o técnico tem que ser mantido, depois disso fazem-se as analises totais do trabalho dele e decide-se o futuro da Seleção de Basquete, que não deveria ser analisado somente dentro das quadras, mas, principalmente sobre quem a dirige fora delas!

  • JoseCleveland

    Claro o Magnano fez um belo trabalho com a seleção. disso nao tenho nenhuma duvida.mais acho que o Brasil deve mudar de treinador.claro que nao agora as vesperas de uma olimpiada.mais mo momento acho que o Brasil ta precisando de mudanças.mais vale a pena esperar pra ver o que acontecerá no Rio.Na minha opiniao o esquema do magnano é que ta atrapalhando a seleçao mais no que diz respeito á rotaçao.Ás vezes o jogador ta muito bem na partida e tem que sair só por causa de um sistema.acho que deveria esperar mais um pouco, e aproveitar o momento do jogador aí sim fazer as mudanças.

    • Zack Batista

      Saída de Magnano? Não seria uma boa opção. Ainda mais colocar alguém desses xaropes q temos aqui. Não mesmo.

      O resultado já era esperado pelo time q o Brasil levou para a competição. Boa parte não possui ou tem pouca experiência internacional. Isso faz uma diferença gigantesca em competições q exigem mais.

      • JoseCleveland

        Nao disse que seria um brasileiro.apenas disse que ta na hora do magnano sair.continuo com a mesma opiniao

    • Fabrica de Vassilo

      concordo que precisamos de um treinador melhor, mas agora não é a hora dele sair, por que se sair agora, só arrumariamos treinadores brasileiros meia boca.

  • Mais uma vez a querida CBB (coitado do basquete brasileiro) faz uma m… , porque convocar uma seleção para um torneio que não vale nada (já estávamos classificados), sendo que tínhamos acabado de ganhar o Pan (o nível não foi tão fraco assim), querem MATAR os jogadores com uma competição atrás da outra? além disso, os jogadores não deram importância a competição… Para mim era melhor não ter disputado, ou então levar uma seleção sub 23 para ganhar rodagem… Magnano é o menos culpado, pior foi o comentarista da ESPN, que só sabia descer a lenha nos nossos jogadores, e no Magnano, e pedir GUERRINHA para seleção… Tá de sacanagem neh???
    Agora para Olímpiadas meus 12 seriam:
    Armadores: Huertas, Raulzinho e Larry
    Alas Armadores: Benite e Alex
    Alas: Marquinhos e Leandrinho
    Alas Pivôs: Hettshmaier, Augusto Lima
    Pivôs: Nenê, Varejão e Splitter
    acho que é o que temos de melhor…

    • Pedro de Lara

      Larry? Benite? Marquinhos? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Quem é Hettshmaier?

      • Rodolfo Ribeiro

        O que faria nomes como Benite e Marquinhos não serem convocados?

      • Larry: armador do Mogi, ex Bauru, pra você que não conhece. Pra mim, ele tem mais qualidades que o Luz (arremessa melhor, infiltra melhor, tem mais confiança no seu jogo), além de também jogar de SG.
        Benite: tem agilidade para infiltrar, e arremessa MUITO bem, numa seleção onde não será o CARA, terá mais liberdade de vir do banco e contribuir com arremessos (se fosse ruim, não teria sido elogiado nos EUA).
        Marquinhos: nosso melhor ala, disso não tenho dúvidas (até porque Caboclo ainda está um pouco cru).
        Hettshmaier (único pivô que pode espaçar mais a quadra, arremessa de três, e também é combativo no garrafão)
        agora Pedro me fale quem você convocaria, sabichão

        • Pedro de Lara

          Cara, você não sabe nem escrever o nome do jogador corretamente, acha que vou perder meu tempo replicando um iletrado modinha como você?

          • Já replicou, duas vezes… rs rs
            mas tá bom, o sabichão…
            modinha aonde??
            nem deve saber tanto de basquete, vai pesquisar mais meu irmão, antes de ficar vomitando no post dos outros

          • Vinícius Maia

            Entendedor é você né?! Não apresenta nenhum argumento convincente para defender suas idéias, agride verbalmente os outros e ainda acha que está certo.

        • Wesley Roberto Silva

          Boa Vinicius Bezerra, com exceção do Larry, que ao meu ver tem um estilo peladeiro e não me agrada nem no banco da seleção, os demais tem total possibilidade de jogar. Benite evoluiu muito nos últimos anos e jogando em um time competitivo na forte liga Endesa, tende a crescer demais. Marquinhos tem bastante experiência internacional e não se acovarda, além de boa envergadura para atuar na posição 3. Mas consideraria acrescentar o Caboclo neste grupo para amadurecer sua mentalidade, já que é um jovem de altíssimo potencial. Deveria participar do grupo, jogar poucos minutos e desenvolver seu talento.
          Hettshmaier é um jogador diferente neste elenco, que como frisou joga nas posições 4 ou 5 com a maior facilidade, além de ter um excelente arremesso de longa distância. Um gigante que arremessa de longe não pode ficar fora do grupo e considerando o alto histórico de lesões de Nenê e Varejão, sua presença é indispensável. O Lucas “Bebê” também deveria aos poucos compor este elenco, pois em breve terá que assumir nosso garrafão pelo talento e forte poder defensivo…
          Babacas criticando nossos atletas brasileiros são os que mais tem, são modinhas que nem sabem o que postam e vomitam palavras só pra aparecer.

          • Boa Wesley, mas no jumper a maioria das pessoas sabem comentar, tirando alguns que gostam de aparecer, e como não sabem nada de basquete, ficam vomitando pelo site…

            Vlw!

    • Zack Batista

      Não cheguei a ver o comentário do Wlamir durante a transmissão, mas, pelo q ando lendo, foi infeliz na declaração. Pela vivência no esporte q possui deveria ao menos ser um pouco mais sensato em suas análises. Talvez esteja sendo levado por influência interna, é uma possibilidade, não descarto.

      Confesso q dou pouca importância para q o Wlamir e o Oscar falam, e não é de agora.

    • Jahlin Habei

      Cara, pensei a msm coisa…2 competições seguidas é mto puxado! deviam ter levado outro time como a argentina.

    • Forrest Gump

      Leandrinho jogando como ala, sendo que tem o cabloco só pode está brincando né

      • Cabloco tem MUITO potencial, mas ainda não o levaria para olímpiadas, para amistosos aí sim convocaria, mas a trinca Leandrinho, Alex e Benite me agrada

        • Forrest Gump

          Mano eu concordo Leandrinho, Alex e Benite. Mas com eles jogando na 2 que é ela-armador. Na posição 3 a de ala o ideal seria Marquinhos e Cabloco. Se Coloca-se o Leandrinho jogando na 3 o Brasil ia perde muito na defesa

          • Eu sei o que você está falando… mas o Cabloco nunca foi convocado e ainda não atua na NBA, minha lista de HOJE da seleção ele estaria fora… agora claro que convocaria para amistosos, claro se o Toronto deixar, até para essa copa américa ele poderia ter sido convocado, além disso o Augusto poderia jogar na três sem problema. Ala do Brasil é um problema, além de Marquinhos quem poderia jogar?? Leo Mendl me decepcionou muito nas duas competições, Cabloco ainda não mostrou o que promete… complicado

  • O que mais me intriga é o Brasil ter em sua base um bom nível de talento (talvez não forme um elenco) e esses jogadores não serem testados no longo prazo. Pra mim o Magnano enquanto treinador faz um excelente trabalho, mas este é o segundo ciclo olímpico com que dá pra considerar uma das melhores gerações que produzimos e a renovação é pifia ou praticamente reduzida.

    Entendo que existe várias restrições quanto a utilização dos jogadores jovens da NBA, mas nossa seleção é realmente algo pra nãoser renovado agora?

    F – Nenê = 34; Vareja = 34; Splitter = 32; Marquinhos = 33; (Dificilmente vai abrir espaço para três destes: Bebê, Cristiano Felício, Augusto Lima, Wesley da Silva e Lucas Dias).

    G – Huertas = 33; Alex Garcia = 36; Leandrinho = 33; Raulzinho = 24; (Dificilmente vai abrir espaço para três destes: Georginho, Danilo Fuzaro, Vitor Benite, Rafael Luz e Fischer).

    • TRUETHIAGO

      Creio que esse seja o fator mais preocupante mesmo, existe um “hiato” que não foi preenchido pensando nos próximos ciclos. Quase não temos jogadores entre 20-25 com bagagem internacional para mesclar com os experientes. Se pegarmos os elencos de 2010 (Mundial da Turquia), 2012 (Londres) e 2014 (Espanha) a única exceção é o Raulzinho. Agora, para o Rio, Augusto Lima (23/24), Benite (25) e talvez o Rafael Luz. Ok, eles já são chamados desde aquele Pré-Olimpico 2011, mas como experiência, não tinham papel relevante na rotação. No caso do Benite, só agora ele está indo para uma Liga competitiva de verdade (ACB).

      É muito pouco, se pensarmos e compararmos com as principais seleções da Europa, por exemplo. Quase surreal não termos “formado” no mínimo um reserva para a ala, tendo que depender novamente de Marquinhos ou Alex (veteranaço)

      Infelizmente, nesses detalhes eu não apostaria em medalha. Dependeremos de jogadores que não atravessam mais seus auges (físico/técnico) e os substitutos dificilmente darão conta do recado.

      Daí, novamente, teremos que começar meio que da “estaca 0” pensando em Tóquio (2020). Vejo apenas o Splitter – que tem 30, não 32 – participando dessa próxima transição. Os outros, sem chance, estarão beirando os 40 anos.

  • João Carlos

    Criticar o Wlamir é de uma pobreza de conhecimento que só posso ter pena de quem o fez.

    • Gustavo Freitas

      Não critiquei o Wlamir. Critiquei o discurso e esse movimento anti-estrangeiro no comando da seleção. Isso é dorzinha de cotovelo e muita pretensão achar que o brasileiro é melhor que qualquer um.

      Mas obrigado pela pena.

      • Zack Batista

        Pronto! Toma o meu like…rs

      • TRUETHIAGO

        Traçando um paralelo com o EuroBasket para exemplificar quanto esse pensamento bairrista é tacanho:

        Espanha > treinador italiano (Sergio Scariolo)
        Alemanha > treinador americano (Chris Fleming, será assistente no Denver)
        Polonia > outro norteamericano (Mike Taylor)
        Islandia > canadense (Craig Pedersen)
        Republica Tcheca > treinador israelense (Ronen Ginzburg)

        A própria seleção russa recentemente, não pensou duas vezes em colocar o David Blatt, sem o menor melindre ou remorso nacionalista.

        • BetoMavs

          Concordo. E não são só técnicos todas as grandes seleções de basquetebol contam com jogadores estrangeiros naturalizados, e só aqui no Brasil eu vejo essa resistência ridícula contra estrangeiros. E pior que isso, não se resume apenas aos esportes, é algo cultural do nosso país.

          • Gabriel Souza

            Não são todas as grandes seleções que usam jogadores naturalizados. Alguns países europeus tem o sentimento patriótico muito forte, principalmente no basquete. Como exemplo a Sérvia. O Teodosic (armador titular, e pra mim um dos melhores fora da NBA) disse em entrevista que se naturalizassem algum jogador norte-americano para jogar pela Sérvia, ele não jogaria mais pela seleção.

          • TRUETHIAGO

            A Sérvia é uma exceção. Praticamente todos naturalizam sim: Croácia, Grécia, Turquia, Alemanha, Itália, Espanha… até a Rússia já naturalizou jogador (Holden)

            Embora eu nem ache esse o “X” da questão, afinal para se naturalizar envolve série de fatores; não é sair por aí recrutando estrangeiro, precisa no mínimo ter jogado/morado por aqui, etc. Não há nenhum problema em ter somente jogadores nativos do país e a FIBA inclusive limita nesse sentido, pode apenas 1 atleta por seleção.

            Agora, essa mentalidade fechada que é ridícula. Ficar numa redoma como se não tivessemos nada para aprender com outras culturas de basquete ou treinadores de fora. O Brasil não tem resultados relevantes nos torneios tops há décadas.

    • Jahlin Habei

      Critica correta!vParabéns.
      O corporativismo acaba com esse país! Só pq ele é ídolo de alguns, ele entende do jogo? O pelé foi o maior da história e NÃO sabe PORRA nenhuma de futebol! e fala MERDA aos montes! Não confunda o ídolo com o comentarista… como comentarista não sabe de nada… vergonha alheia! Ele e o senhor Oscar são dois que só vivem do passado.

  • Ricardo Aguiar

    Perfeito em todas as suas colocações, principalmente no desfecho do texto!!!!! Concordo plenamente. Como no futebol, ainda existe esse “mimimi” dos técnicos brasileiros com os estrangeiros. Bom seria se eles aproveitassem para se aperfeiçoar pq é inegável que estamos mto atrás dos gringos desde a gestão, ao trabalho de base e por aí vai… Parabéns pelo texto.

    • TRUETHIAGO

      Futebol ainda tem a desculpa do “somos pentacampeão” embora o maior atraso esteja nos treinadores ultrapassados, sem dúvida nenhuma.

      Daniel Alves deu entrevista dizendo que o Guardiola aceitaria treinar o Brasil até de graça e a CBF continua rodando em círculos (Luxemburgo, Felipão, Parreira, Mano, Dunga…)

      O Basquete, com todo respeito, foi bicampeão Mundial em 1900 e bolinha. A última medalha olímpica na modalidade já tem mais de 50 anos. Fora isso, é no máximo título de Copa América e Panamericano, nada além disso… Oscar falastrão nunca sentiu nem o cheiro de disputar medalhas em Mundial/Olimpiadas e fica vomitando bravatas ou cobrando resultados do Magnano que sequer teve ele.

  • Jahlin Habei

    Grande texto. Perfeito.