NBA e FIBA fazem visita histórica a Cuba

por Assessoria de Comunicação

A NBA (National Basketball Association) e a FIBA (Federação Internacional de Basquete) anunciaram nesta terça-feira que as duas entidades vão organizar o primeiro acampamento de desenvolvimento de basquete para homens e mulheres em Havana, entre os dias 23 e 26 deste mês. Essa será a primeira visita de uma liga profissional de esportes americanos a Cuba desde que as relações diplomáticas entre os dois países foram retomadas, em dezembro do ano passado.

O recém-aposentado Steve Nash, duas vezes eleito MVP da NBA; Dikembe Mutombo, embaixador global da NBA e eleito esta semana para o Hall da Fama, e Ticha Penicheiro, lenda da WNBA, vão comandar os quatro dias do camp com as seleções masculina e feminina cubanas, além dos projetos comunitários em parceria com o Ministério de Esportes de Cuba, o INDER, e a Federação Cubana de Basquete.

Pela primeira vez, a NBA e a FIBA vão convidar dois jogadores e um técnico cubanos para participar do próximo ‘Basquete Sem Fronteiras’ (Basketball Without Borders).

“Esse é um grande dia para o basquete cubano e nossa federação. É magnífico ter NBA e FIBA colaborando com o desenvolvimento do jogo e com a juventude do nosso país. Quero agradecer ao governo de Cuba e ao INDER por abrir as portas para esses acampamentos de basquete que trazem benefícios para o futuro do basquete nacional e internacional”, disse Ruperto Ferreira, presidente da Federação Cubana de Basquete.

“Vimos as pontes que o basquete pode construir através da cultura. Estamos ansiosos para compartilhar os valores do basquete com a juventude de Cuba e aprendermos juntos por meio da linguagem do esporte”, afirmou Mark Tatum, comissário-adjunto da NBA.

“No esforço contínuo de fortalecer nossas federações nacionais, é extremamente gratificante ver Cuba servindo como centro de um camp de desenvolvimento dessa magnitude. Este é um país que ama o basquete e estamos muito orgulhosos em trabalhar ao lado da NBA nessa iniciativa histórica”, comentou Horacio Muratore, presidente da FIBA.

Através do NBA Cares, o programa global de responsabilidade social da liga, a NBA e a FIBA vão reformar três quadras de basquete e ministrar clínicas para jovens em duas áreas de Havana. Tatum estará com as ‘lendas’ e autoridades locais participando de cerimônias em quadra com foco no incentivo à vida saudável, atividades e ensinamentos de valores do esporte como trabalho em equipe, respeito e dedicação.

James Borrego, técnico do Orlando Magic, Quin Snyder, técnico do Utah Jazz, Brad Jones, assistente-técnico do Utah Jazz, Don Showalter, técnico de desenvolvimento de jovens do USA Basketball (seleção americana) e Victor Ojeda, diretor da Academia de Basketball das Américas, vão participar do acampamento de treinamentos com as equipes cubanas adultas masculina e feminina e categorias de base.

Além disso, os treinadores estão acompanhados de Tommy Sheppard, vice-presidente de administração de basquete do Washington Wizards, Anthony Goenaga, preparador-físico do New York Knicks, e do brasileiro Geraldo Fontana, coordenador de arbitragem da FIBA Américas, que vão ministrar clínicas para técnicos, preparadores e profissionais de outras áreas do esporte.

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • unica jogadora de basquete portugues da wnba, poucos devem conhecer, mas e nosso orgulho no basquete, força ticha

  • Álvaro S.R.

    Legal essa iniciativa da NBA e da FIBA.

  • John

    Cuba, país que pertence a uma família. Nojo

    • Galvão – EL HEAT

      Cuba, país que pertence a uma família. Nojo (2)

  • André

    É existe basquete masculino em Cuba? Uma ilha que enquanto esteve organizada e conseguiu sobreviver aos embargos foi uma verdadeira potência esportiva! Hoje sem dinheiro nem pra limpar a banda não tem mais força esportiva nenhuma…. Uma pena.

    • joaomcgrady

      Com o patrocínio soviético também era muito mais fácil