NCAA – Grayson Allen brilha e Duke bate Michigan State

(3-0) Duke 88 x 81 Michigan State (1-1)

No primeiro jogo do Champions Classic, realizado no United Center, em Chicago, Duke bateu Michigan State por 88 a 81 e mostrou que vem forte para a temporada.

A equipe treinada por Mike Krzyzewski contou com uma atuação espetacular do ala-armador Grayson Allen, que converteu sete arremessos de longa distância e terminou o duelo como cestinha ao anotar 37 pontos. Com o resultado, o Coach K melhorou seu retrospecto contra o treinador rival, Tom Izzo, para 11 a 1 no confronto entre as equipes treinadas por eles.

O armador Trevon Duval, considerado um dos melhores novatos da posição, também teve uma atuação destacada. Apesar do baixo aproveitamento nos arremessos (35%), ele chamou a atenção pela agressividade nos dois lados da quadra, por cuidar bem da bola e envolver os companheiros no ataque.

Marvin Bagley, um dos jogadores mais promissores do basquete universitário nesta temporada, atuou por apenas dez minutos. O ala-pivô de Duke deixou a quadra ainda no primeiro tempo após ter sido atingido no olho direito, acidentalmente, pelo companheiro de time, Javin DeLaurier.

Pelo lado de Michigan State, vale registrar o bom desempenho do trio Jaren Jackson, Miles Bridges e Nick Ward, que combinou para 57 pontos, 17 rebotes e nove tocos. O novato Jackson impressionou pelo tamanho, atleticismo, capacidade de dar tocos e por ter um arremesso confiável no perímetro, com três cestas de longa distância. Bridges mostrou versatilidade defensiva e que é um gatilho confiável nas bolas de três pontos. No entanto, o ala não foi tão agressivo no ataque e não cuidou bem da bola. Por fim, o pivô Ward foi eficiente na área próxima à cesta, com 19 pontos anotados em 18 minutos.

Duke
Grayson Allen: 37 pontos, sete bolas de três pontos convertidas, 11-20 nos arremessos de quadra e 8-8 nos lances livres
Trevon Duval: 17 pontos, dez assistências, seis roubos de bola e 7-20 nos arremessos de quadra
Wendell Carter: 12 pontos e 12 rebotes

Michigan State
Jaren Jackson: 19 pontos, sete rebotes, três tocos e 7-10 nos arremessos de quadra
Miles Bridges: 19 pontos, cinco rebotes, quatro assistências, quatro tocos, cinco bolas de três pontos convertidas, cinco desperdícios de bola e 7-15 nos arremessos de quadra
Nick Ward: 19 pontos, cinco rebotes, dois tocos e 8-13 nos arremessos de quadra


(2-1) Kentucky 61 x 65 Kansas (2-0)

Kentucky
Kevin Knox: 20 pontos, sete rebotes e 8-13 nos arremessos de quadra
Hamidou Diallo: 14 pontos, cinco rebotes e quatro assistências

Kansas
Sviatoslav Mikhailiuk: 17 pontos
Udoka Azubuike: 13 pontos, sete rebotes e dois tocos
Malik Newman: 12 pontos, nove rebotes e quatro roubos de bola
Devonte’ Graham: 11 pontos, quatro rebotes e cinco assistências


(2-1) Lipscomb 64 x 86 Alabama (2-0)

Alabama
Collin Sexton: 22 pontos, cinco assistências e 7-10 nos arremessos de quadra
John Petty: 14 pontos e seis rebotes
Dazon Ingram: 13 pontos, sete rebotes e cinco assistências


(3-0) Purdue 86 x 71 Marquette (1-1)

Purdue
Isaac Hass: 22 pontos e cinco rebotes
Carsen Edwards: 15 pontos e seis rebotes

Marquette
Andrew Rowsey: 25 pontos, seis assistências e quatro bolas de três pontos convertidas
Markus Howard: 24 pontos e quatro bolas de três pontos convertidas
Sam Hauser: 12 pontos e oito rebotes


(1-1) Nicholls 77 x 113 Villanova (2-0)

Villanova
Mikal Bridges: 23 pontos, seis rebotes, quatro assistências, cinco roubos de bola, quatro tocos, quatro bolas de três pontos convertidas e 7-11 nos arremessos de quadra
Donte DiVincenzo: 20 pontos, quatro rebotes e quatro assistências
Jalen Brunson: 17 pontos, quatro rebotes, cinco assistências e 7-9 nos arremessos de quadra
Phil Booth: 12 pontos
Eric Paschall: 11 pontos, seis rebotes e dois tocos

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Marcelo Desoxi

    Bulga soltou que o Bagley é o mais impactante desde Anthony Davis. ‘-‘

    • Igor

      É discutível, mas não chega a ser absurdo, eu acho. Wiggins e Embiid não dominaram tanto no college, Jabari Parker muito menos. Ben Simmons e Markelle Fultz não devem ser considerados pelo nível de competição que eles enfrentaram. Sobra então Karl Towns, acho que ele foi o mais dominante depois de AD, Bagley pode superar. Se tiver mais alguém que teve destaque semelhante eu não to lembrando

      • Igor

        Jahlil Okafor, se não foi mais dominante que o KAT, foi tão quanto.

    • felipe fernando Oliveira

      Cheirou cravo e canela

  • Alan Cleber Knickerbockers

    A panelinha de Kentucky tem muito talento, porém pouca experiência, e isso conta bastante na hora do pega pra capar no March Madness, “experiência”.

  • TRUETHIAGO

    Dois jogaços, agora sim começou pra valer a temporada da NCAA.

    Claro que ainda é cedo para tirar conclusões, mas o início do Trevon Duval é super animador. Ainda mais quando inevitavelmente lembramos das decepções que foram Derryck Thornton e, em menor grau, o Frank Jackson. Parece que acertaram a mão dessa vez no PG, traz características que tendem a complementar muito bem com o Grayson Allen. Pena o problema no olho do Bagley logo no início, seria um grande teste enfrentar esse garrafão de MSU.
    De qualquer forma, Duke mostrou força e Coach K manteve a freguesia diante do Tom Izzo (11-1).

    Kansas x Kentucky foi ainda mais pegado, e no final realmente ficou essa sensação que a experiência acabou sendo o fator determinante. Nos Jayhawks, gostei bastante da atuação do Malik Newman. Lembrando que ele era um dos jogadores mais “hypados” da classe de 2015, MVP do Mundial sub-17 em 2014, tinha propostas das principais universidades, incluindo estas duas do jogo de ontem, porém optou por jogar na modesta Mississippi State, pela identificação com o estado, onde atuou na sua carreira no High School. Enfim, não fez uma boa temporada lá, ficou de Redshirt na season passada e vai ter a chance de mostrar seu potencial num bom time. Pelos Wildcats, o Kevin Knox já havia chamado minha atenção nos jogos anteriores, a despeito do aproveitamento ruim nos arremessos. Absurda a versatilidade defensiva dele, mal completou 18 anos e o físico também impressiona para alguém da sua idade.