Nenê considera sair de seu último ano de contrato com o Nuggets

O pivô brasileiro Nenê Hilário (foto) disse nessa segunda-feira que está considerando seriamente a possibilidade de sair de seu último ano de contrato com o Denver Nuggets e testar o mercado de agentes livres.

“Já estou aqui em Denver há nove anos. Agora é hora de sentar e avaliar todas as possibilidades, tudo que eu posso fazer. Eu fiz meu melhor para a equipe, para a cidade, para os nossos torcedores. Mas o Nuggets não fez todos os sacrifícios que eu fiz. É difícil quando você não se sente prestigiado. Sou muito profissional. Faço o meu melhor e quero que a equipe faça o seu melhor também, que monte um time forte. Honrei o nome da equipe porque eu quero estar aqui, me sinto bem aqui, quero me aposentar em Denver, mas o futuro está nas mãos de Deus”, disse o brasileiro, em entrevista ao jornal The Denver Post.

Em seu último ano de contrato, que expira ao final da próxima temporada, Nenê, que está com 28 anos, receberá 11.6 milhões de dólares. A direção do Nuggets já demonstrou interesse em estender o contrato do brasileiro por mais três anos, mas ainda não se sabe se ela estará disposta a oferecer altos valores no novo vínculo com o jogador.

Durante sua carreira em Denver, Nenê enfrentou alguns problemas de lesões. Na temporada 2005/2006, ele disputou apenas três minutos do jogo de abertura do Nuggets, antes de sofrer uma grave lesão no joelho direito. Em novembro de 2007, ele teve um problema no polegar esquerdo e ficou de fora de vários jogos. Já em janeiro de 2008, o pivô passou pelo seu momento mais difícil, quando teve um tumor removido de um dos testículos.

Sem as lesões de outrora, Nenê disputou ao menos 75 jogos em cada uma das últimas três temporadas. Na atual, ele teve médias de 14.5 pontos e 7.6 rebotes. Além disso, o brasileiro conseguiu um recorde na carreira: 61.5% de aproveitamento nos arremessos de quadra.

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.