“Nove razões para encerrar a guerra contra a maconha”, por Al Harrington

Por Matheus Prá (@blockpartty)

Al Harrington, NBA / Retired - The Players' Tribune

 

Eu me lembro da primeira vez que minha avó usou maconha. Ela tinha 80 anos de idade. Nós estávamos sentados na minha garagem em Denver, em 2011. Eu quase caí da cadeira quando ela me disse que usou. Ela estava 100% séria.

Mas a história é ainda mais louca quando eu te contar quem é a minha avó. Ela é uma pequena e doce senhora cristã chamada Viola, que ainda me chama de bebê. Sabe de uma coisa? Não fico bravo com o apelido. Nós sempre fomos muito próximos.

E outra coisa, ela sempre teve medo de maconha. Ela cresceu acreditando no que o governo dizia sobre maconha — sobre como era perigoso quanto outras drogas como êxtase e heroína. Você sabe, todas aquelas coisas que ouvimos sobre como você se torna um criminoso, uma pessoa má… Um bandido.

De volta a 2011, estávamos minha avó e eu — a mulher que ainda carregava a Bíblia com ela quando viajava — estávamos na garagem. E nós estávamos lá conversando quando ela disse que estava lutando contra uma dor crônica por um longo período. Foi um dia que nunca ire esquecer. Minha avó nunca me disse sobre essa dor antes. Ela começou falando sobre o constante problema nos olhos. Estava ficando péssimo a ponto de afetar a sua visão. Foi difícil para mim ver ela daquele jeito.

“É você, bebê? Eu mal consigo te ver.” Ela dizia coisas desse tipo. Foi difícil.

Ela me disse que os médicos prescreveram analgésicos e outros remédios para ela. Eles não estavam ajudando e a estavam deixando apática e depressiva. Ela estava mal. E ficou assim por anos.

O uso de maconha já era permitido no estado do Colorado, mas eu não tinha mexido com isso ainda. Eu ainda estava na liga e a NBA fazia testes antidrogas. Mas ainda mais que isso, eu tinha uma visão antiquada sobre isso. Eu via do jeito de quando era criança: uma droga assustadora e nada mais que isso.

Mas no segundo dia comigo, ela me chocou aceitando em tentar. É bom você se lembrar: essa é uma velhinha devota de Deus que nunca tocou em nenhuma droga antes na sua vida. Ela não bebia álcool. Ela não gostavam nem de ir em restaurantes. Minha avó cara… Moda antiga. Mas ela estava desesperada por uma alternativa.

Nada mais foi o mesmo desde que ela usou.

No dia seguinte após ela ter usado maconha pela primeira vez, ela ligou para minha mãe para contar tudo a respeito. Minha mãe recorda a conversa porque ela estava muito chocada. Na gravação, você consegue ouvir a minha avó dizendo que o mundo ficou mais “brilhante”. Ela estava chamando isso de milagre. “Eu consigo ler a minha Bíblia de novo!”, dizia. Desde então, a minha avó continuou a usar maconha e ela achou a dose certa para os seus sintomas. Ela tem muito menos dor, e é incrível que ela consiga enxergar.

Agora você conhece um pouco sobre a minha avó. Ela é muito legal.

Agora deixe-me te perguntar uma coisa: a minha avó está fazendo algo de errado? De acordo com as leis federais, sim. Ela está cometendo um crime.

Mas aí é que está. Nós realmente estamos tentando colocar as vovós na prisão por uso de maconha para tratar a dor?

Eu vou contar a você qual a estatística sobre a maconha é mais importante na minha opinião. Primeiro, nós vamos voltar para os anos 80, de volta a  Orange, New Jersey, onde eu cresci e vivi até o ensino médio. Sabe quando as pessoas dizem: “você sabe de onde eu vim?”. Orange é o tipo de lugar que as pessoas dizem que, se você viveu, você conhece.

Para imaginar onde eu vivia, imagine um enorme complexo em forma de “U”. Havia centenas de apartamentos naquele complexo. No centro do “U” tinha um grande espaço de grama onde eu e outras crianças jogávamos futebol, beisebol, quando tínhamos 10, 11, 12 anos de idade. Quase todos os dias depois dos jogos, todo mundo iria para uma pequena loja de conveniência na esquina entre Tremont e Scotland. Eu geralmente pegava uma água e um chips, custava algo em torno de 65 centavos. No fundo da loja tinham aqueles videogames — Street Fighter e NBA Jam. Se nós ainda tivéssemos dinheiro, nós jogaríamos aqueles jogos. Caso contrário, iríamos para fora passar o tempo com as outras crianças.

Eu vivi durante a guerra contra as drogas. Eu não sabia como isso se chamava. Mas eu sabia o que eu via. Quase toda semana, uma hora ou outra, o carro da polícia iria aparecer na esquina. Se houvesse um grupo de jovens negros na esquina, era apenas questão de tempo. Isso era normal para nós. Nós estaríamos lá e a polícia chegaria e faria a gente esvaziar os nossos bolsos. Eles procuravam drogas, faziam a gente ficar contra a parede, aquele procedimento todo. “Quem tem drogas? Me mostre as drogas.” Mas eu e meus amigos nunca tivemos nada. Eu nunca mexi com maconha quando era criança. Eu sabia que minha mãe iria me matar se isso acontecesse. Eu tinha 12 anos, cara, e aquela merda era assustadora. As sirenes paravam e você era procurado por caras com arma. É louco, eu sempre me senti como se estivesse fazendo algo de errado, mesmo não fazendo.

Na Orange, era mais maconha o que eles procuravam. Eu tenho certeza que havia coisas pesadas lá, mas eles procuravam mais drogas. Era o gueto — e o gueto significa erva barata. As pessoas vinham de todos os lugares para pegar.

Às vezes, algumas crianças eram pegas. Algumas vezes você não ouvia mais falar delas depois disso. Hoje, eu tenho 37 anos e, algumas vezes, ainda me questiono sobre o que aconteceu com algumas daquelas crianças. Talvez elas tenham se acertado na vida. Mas sabe como é, cara, se você é do bairro, você ouve tantas histórias — a vida muda para sempre, relações mudam para sempre, homem negro que não consegue um emprego porque eles foram pegos com maconha.

Eu me mudei de Orange para um bairro bacana no ensino médio. Depois fui para a liga. Pela primeira vez em minha vida, eu estava conhecendo pessoas com diferentes histórias de vida. Algumas nascidas em berço de ouro, outras de lugares como Orange. A maioria delas foi para a faculdade.

Conversando com elas, eu ouvi outro lado da guerra contra as drogas. Do jeito que elas descreveram, a maconha estava em todos os lugares, nos subúrbios e nas faculdades. Mas a polícia não ligava muito para isso. Eu via pessoas vendendo erva como se fosse nada — e nunca foram pegos. Eu estava vendo como todo mundo fumava maconha na faculdade como se fosse apenas mais uma aula. Basicamente, eu vi como a polícia em algumas comunidades não estava realmente policiando a maconha do mesmo jeito que eu conhecia.

Certo, agora eu vou finalmente te contar a estatística. Eu vi isso uns dois anos atrás: a taxa de usuários de maconha é relativamente similar entre as diferentes raças. Mas os negros são quase quatro vezes mais pegos por isso.

Pense sobre isso por um segundo. Em outras palavras, todo mundo usa maconha em um mesmo nível, mas nem todos são punidos igualmente.

A guerra contra a maconha custa em torno de US$3.6 bilhões por ano, mas isso não tem parado ou diminuído o uso da droga.

Mais importante: a vida de muitas pessoas foi alterada por usar ou vender algo que é legal hoje em vários estados. Hoje, a indústria da maconha faz bilhões de dólares, e ainda tem gente em outras partes do país, no geral, as minorias, de acordo com as estatísticas, que estão sendo presas por causa da mesma substância.

Talvez eu não sabia a definição de “guerra contra as drogas” quando eu tinha 12 anos de idade, mas agora eu sei. Não era uma guerra contra as drogas. Era uma guerra contra certas pessoas que usavam drogas. E isso é um fato.

Eu encontrei dor no início da minha carreira. Então, eu descobri as pílulas que eles dizem que vai ajudar você. Tive a sorte de nunca me enganar.

Depois do meu segundo ano na liga, tive que me submeter a uma cirurgia nas costas. Foi a minha primeira vez sabendo da verdadeira dor e do sofrimento prolongado. A inflamação nas minhas costas e, depois, em meus joelhos, foi uma batalha, que lutei durante toda a minha carreira. Os médicos me deram Vicodin e outros analgésicos fortes durante um ou dois meses logo após a cirurgia, quando a dor estava realmente forte. Mas então eu parei. Eu realmente não gostei do jeito que me sentia. Eu estava tendo todos os tipos de efeitos colaterais – dores no estômago, sentindo-me com tonturas. Foi terrível.

Mas eu me considero sortudo, não forte. Era uma janela para o mundo dos opiáceos. Os analgésicos fazem o que o nome diz. Eles acabam com a dor. Mas é temporário… e então você precisa de mais apenas para mascarar a mesma dor. Talvez você visse esta estatística: este ano, 64 mil pessoas na América morreram de overdoses de opióides. Quando eu li isso, meu primeiro pensamento foi sobre o quanto o vício começa com uma lesão real, como a que eu tinha nas minhas costas. E, em seguida, sai fora de controle a partir daí. É por isso que eu me considero sortudo.

A coisa mais comum prescrita para mim foi algo chamado “Celebrex”, para inflamação. Eu joguei por 16 anos, e maldito seja, quase toda minha carreira eu estava usando algum tipo de pílula para inflamação. Eu tomava dois Celebrex – um na manhã e outro à noite – para inflamação, apenas para estar apto a treinar, jogar ou passar o dia. Eu provavelmente ainda tenho caixas de Celebrex em alguma gaveta na minha casa. Olhando para trás, quem que sabe se isso vai ter algum efeito em mim futuramente. Mas ninguém realmente fala sobre os efeitos a longo prazo. Você apenas deve tomar a pílula e deixar isso fazer o seu efeito. Você assiste a esses comercias na TV onde o narrador está sempre parecendo feliz quando ele lista 43 efeitos colaterais? “Vai curar isso, mas o seu glóbulo ocular vai cair fora! Você vai se sentir feliz, mas tem a chance de morte súbita!”. Isso é uma loucura, cara. Nós chegamos a um lugar onde os efeitos colaterais são considerados apenas um pequeno ruído. Eu desafio você a me dizer quantos casos de overdose foram causados por maconha. Eu vou esperar.
Como eu disse, eu nunca usei maconha quando eu estava na liga, mas eu tentei de tudo que os médicos falavam. Depois da minha carreira, quando eu tinha uns 32, depois de ver o que a maconha fez para a minha avó, eu usei “Canabidiol”, que é a forma não-psicoativa disso — você obtém os efeitos anti-inflamatórios e o alívio da dor sem o THC, o produto químico na maconha que te deixa “leve’. Peguei o Canabidiol (CBD) como um creme ou óleo que poderia ser esfregado.
Olhe, eu não estou tentando te dar conselhos médicos, eu só vou dizer o seguinte: a maconha mudou minha experiência com a dor. Tem melhorado, com menos efeitos colaterais que qualquer outro médico já tenha me dado. Hoje, aos 37, depois de 16 anos na NBA, com cirurgia nas costas e todas as outras dores no meu corpo, eu ainda estou jogando basquete toda semana em Los Angeles. Encontre-me lá. Corridas à tarde nas terças e quintas. Você não quer nada disso!

Alguns anos atrás, eu fui o co-fundador de um empreendimento que produzia Cannabis não-psicoativa. A maconha mudou a minha vida com relação a dor. Agora é o meu segundo chamado depois do basquete. E, de certa maneira, tudo volta aquele dia, sete anos atrás na garagem com a minha avó.

Ser a minoria na indústria da Cannabis me fez perceber o quão raro ainda é. Por isso que eu sou ativo na “Minority Cannabis Business Association”(MCBA). A MCBA é sobre crescer o acesso e o fortalecimento para as minorias na indústria. É resumidamente isso: nós somos a comunidade mais afetada pela guerra contra as drogas. Agora que a maconha é permitida em várias partes do pais, nós não deveríamos ficar sentados enquanto a indústria decola.

O abuso de álcool faz parte da NBA. Você não ouve muito sobre isso, mas ele está lá. Voa sob o radar.

Essa é a realidade: os jogadores da NBA são afetados pela ansiedade e pelo estresse. Nós somos iguais a qualquer outra pessoa que trabalha o dia inteiro em um emprego que envolve o lado emocional e físico, com altos e baixos.

Muitos jogadores da NBA tomam um pouco de bebida alcoólica diariamente. Eu vi o progresso onde eles bebiam mais do que um copo — apenas para relaxar um pouco ou aliviar alguma dor. Logo logo, é fácil começar a fazer isso após os jogos. A dor faz parte dos esportes e os atletas irão procurar maneiras de aliviar essa dor.

Não vou citar nomes, mas nos meus 16 anos na liga conheci pelo menos dez ou 12 jogadores que tiveram suas carreiras encurtadas por causa do álcool. Afetava eles tanto fisicamente como mentalmente, mas de um jeito ou de outro, o álcool encurtou suas carreiras. Sem julgamentos da minha parte, apenas fatos. Nós todos deveríamos ser honestos. É sabido o quanto a bebida pode destruir vidas. Mas nós ainda estamos desmoralizando a Cannabis enquanto álcool é promovido nos eventos de esporte? Tudo começa com alguma honestidade.

Jeff Sessions, cara. Eu quase o deixei fora disso porque eu geralmente não entro em assuntos políticos.

Mas então eu pensei, nós não podemos simplesmente deixar os políticos de fora.

Você talvez viu como Sessions, o procurador-geral, disse, alguns dias atrás, como ele planeja reforçar as leis federais contra a maconha em estados onde já é permitido o uso da mesma. Sessions diz que a maconha é uma questão federal.

Mas acho que ele está confuso sobre a sua própria política.

Quando se trata dos votos das pessoas nos estados onde a Cannabis é legal, as sessões são sobre o poder do Governo Federal. Mas então, quando se tratam de leis que tornariam mais fácil para as minorias votarem, ele é um homem que defende os direitos dos estados?

Jeff Sessions, cara.

As pessoas jovens devem correr para um cargo público. Esse é o meu primeiro pensamento sobre esse assunto.

Mas não apenas isso, eu tenho alguns conselhos para você: se você quer vencer, faça a legalização da maconha como uma de suas principais questões. Você pode vencer nessa questão sozinho, eu realmente acredito nisso. Porque não é apenas sobre a legalização, trata-se de abordar o racismo, policiamento, o sistema prisional, leis de sentença — tudo isso. A descriminalização da maconha é uma das questões que dividem os partidos.

Alguns políticos entendem o que nós deveríamos fazer. Eu sou grato que o senador de New Jersey, Cory Booker, introduziu o ato da Justiça da maconha em um projeto inspirado na Proposição 64 da Califórnia, que acaba com a proibição federal da maconha e concentra-se em comunidades mais devastadas pela guerra contra as drogas. Eu trabalhei com a “Drug Policy Alliance” para apoiar a Proposição 64, aqui, na Califórnia. Agora continuo dando o meu apoio ao projeto de lei do senador Booker. Espero que você leia sobre isso e veja por que isso faz sentido em um nível de direitos civis e um nível de senso comum.

Always Working….

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Acredito que entre 70 e 80% dos jogadores da NBA, hoje, utilizam a maconha de alguma forma. Não estou exagerando. Eu não faço nenhuma pesquisa ou algo do tipo. Eu apenas joguei na liga por 16 anos, e essa é a minha opinião.

Devido à proibição da Cannabis pela NBA, muito dos atletas fazem o uso dela na offseason. E eu realmente acredito que o número é alto assim.

Aqui está a razão para que eu esteja contando isso. Esses caras são super estrelas na NBA. Não é o último cara do banco de reservas. Eles são ícones globais — líderes, companheiros de equipe, pais, cidadãos. São atletas de classe mundial, cara. Eles têm dor, estresse e ansiedade, tudo o que um ser humano tem. A NBA nunca foi tão cheia de jogadores habilidosos ou legal de assistir como agora.

Então me diga: a Cannabis está arruinando a vida desses atletas? Ou nossas leis e ideias estão atrasadas?

Eu comecei com uma estatística, agora vou encerrar o texto com outra. É para preencher o espaço vazio, e toda resposta é a mesma.

  1.      É estimado que 88 mil pessoas morrem, anualmente, de causas relacionadas a (ao) _______ .
  2.      Em 2014, a Organização Mundial de Saúde relatou que a (o) ______ contribuiu para mais de 200 doenças e problemas com dores.
  3.      O consumo de ________ eleva o risco de câncer de boca, esôfago, faringe, laringe, fígado e mama.

Preencha cada resposta acima com maconha ou álcool.

Eu realmente preciso te falar as respostas?

 

  • Carta traduzida por Matheus Prá, do Block Party. Sigam o blog no Twitter (@blockpartty ).
  • O link para a carta original no The Players Tribune está aqui.
Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Beto cargnin

    Baita texto.

  • Davis Santos

    Bem as leis de lá são parecidas com as daqui , se coce esta no gueto com maconha já era .
    se coce esta e algum local “bacana” ou “universidades” esta tudo bem .kkkk

    • Marcelo Desoxi

      kk fato.

  • danielzera

    Concordo quanto ao álcool, é muita hipocrisia vetar maconha e liberar o uso recreativo do álcool e cigarro. E outra, se você for contra a maconha por se tratar de uma substancia que vicia e altera o seu estado mental, você deveria também rever o seu conceito em relação ao café…

  • Eduardo Rebelatto

    Só assino embaixo

  • Barba do Capeta

    Otimo Texto

  • Dudu Ferrero

    Se maconha fosse boa não era chamada de droga, e liberação da maconha “medicinal” é so uma forma de querer a liberação , o governo ama isso porque so de impostos nos EUA arrecada mais de 1 Bilhão

    • Barba do Capeta

      Ele não falou que a maconha não é uma droga, ele disse que ela trás resultados benéficos diferente do álcool.

    • Felipe Martins

      Até aí todo medicamento que você compra na drogaria (farmácia) tb é considerado uma droga… Dá uma lida sobre o potencial medicinal da cannabis para casos como epilepsia, esclerose, dores crônicas, glaucoma, parkinson, alivio dos efeitos colaterais na quimioterapia, ansiedade e etc que você vai ver que todo esse papo é embasado por pesquisas sérias, não é um lobby irresponsável da industria pró-maconha e tal…

    • suiciniV_Vascão

      Claro que a legalização do uso medicinal é um passo antes do uso recreativo, mas todo mundo que tá bem informado tá cansado de saber que tem inúmeros efeitos positivos pra saúde. “Droga” e “remédio” como o amigo em baixo falou quase sempre são sinônimos, a sociedade é muito hipócrita, faz uso de uma infinidade de substâncias nocivas como café e açucar, que inclusive causam dependência, mas finge não ver o que tem de positivo na cannabis, por que na verdade quem tá com o poder de decisão sobre isso lucra muito com isso, e quando legaliza quem lucra é o estádo, além das empresas produtoras, e o consumidor ou usuário medicinal, em questões de qualidade, segurança e estigma.

  • Rafael Victor

    Que texto foda!

    Belo soco na cara da hipocrisia!

    Citou a repressão (que em sua maioria é direcionada a usuários de determinada cor e classe social), o efeito nocivo que pode ter alguns analgésicos (mesmo sob prescrição médica) e no espinhoso assunto do abuso de álcool entre jogadores da NBA (que não tem o mesmo tom de combate e vilania que a maconha ainda tem na Liga, mesmo com casos como o do Vin Baker, Steve Francis e etc)

    Santa Vovozinha!

    Resolveu fazer uso pra ajudar a combater seus problemas médicos e abriu a cabeça do neto, assim como o levou a enxergar além do que os mitos e falsas verdades o faziam ver!

  • Rodrigo T. Aragão

    Ele defende para uso medicinal e não recreativo.

    Isso eu também sempre fui a favor.

  • Weezy

    Belo texto Al harrington. Jogando na cara da sociedade muitas verdades que o pessoal finge não ver. É muito triste a hipocrisia das pessoas como da minha família mesmo que vivem criticando a legalização da maconha porém bebem álcool e fumam cigarro.

  • Gustavo – DefendTheLand

    Sinceramente eu n vejo um argumento forte pra maconha n ser liberada, tanto para recreação quanto para medicina. No Brasil acontece a msm coisa que ele citou, policial só vai atras de maconha na periferia enquanto nos bairros nobres e faculdades o pessoal fuma sem problemas. Tirando o fato que poderia ser mais uma fonte de arrecadação de impostos, dinheiro esse que hj financia as organizações criminosas.
    O mais legal nesse texto é ver como as pessoas são hipócritas, muitos condenam a maconha mas se entopem de remédios, que tbm é uma “droga”, quando estão com dor, ou então usam alcool e cigarros por exemplo, como o amigo deu exemplo embaixo.
    O único motivo que consigo pensar pra que n seja liberada, é que o governo quer ver as periferias reféns do trafico msm, pra dps virem com discurso moralista, pagando de bom moço, protetor da moral e bons costumes.

    • Eduardo Rebelatto

      Guerra ao tráfico é a maior piada que existe, nem vou me alongar no assunto.

  • Marcelo Desoxi

    w e e d

  • chateadi

    Legalize já!!!

  • Marcos Gordinho

    Boas colocações, referenciou muito bem a discriminação e preconceito que ronda o combate as “drogas”, têm feito bem mais que artistas midiáticos que cobram 100 pila por playboy que vão fingir que sabem a letra das canções e baforam tudo sem tragar nada só para sentirem transgredindo leis. Tive pressão de todos os lados para me afastar de todo tipo de droga, e hoje, mais maduro, entendo por conta própria que o lance é grana, álcool legal pode, tabaco legal pode (esse não faz bem nenhum mesmo), café açúcar, refrigerante, margarina, analgésicos, antidepressivos e etc… podem pois pagam sua cota para serem legalizados. Chegou a vez da maconha, que hoje é reconhecida não como droga de entrada pois a maioria dos usuários recreativos passam pelo consumo de álcool antes, ser legalizada é questão de tempo, daí virão os abusos por excessos. Normal, vivemos em uma sociedade ainda em evolução e vai demorar muito para acharmos um senso comum. No meu caso, por hora, não encho o saco de quem usa, até porquê os que conheço que usam não me enchem o saco por não usar. Quanto a atividade terapêutica, é real, Já comprovado e sim, pode ser uma opção viável para muitos. No fim, um motorista alcoolizado dirige a 180km/h pensando que está a 90, enquanto um maconheiro dirige a 45km/h pensando que está a 90. Não precisa ser gênio para imaginar qual causará maior estrago.

    • Frederico Vidigal

      Gordinho, falou tudo.

      • Marcos Gordinho

        Valeu!!!

  • felipe fernando Oliveira

    Existe uma grande diferença entre uso medicinal e o chamado uso “recreativo” . Mas pra mim é papo de maconheiro.

    • chateadi

      Legaliza os dois

  • Jefferson Cavalcanti

    Não existe um único motivo pra proibir.

    Infelizmente, a maioria das pessoas ainda não possuem maturidade e conhecimento para entender isso. É aquela velha história de alguém querendo decidir o que uma outra pessoa pode, ou não, consumir ou fazer.

    As mesmas pessoas que defendem a proibição de drogas, são as que querem que tatuagem seja proibido, que gays não se casem etc.

    Importante falar antes que me julguem: Não uso nenhum tipo de droga ilícita, só torço pro Phoenix Suns.

    • MDias

      Comoletamente nocivo a sociedade esse seu comentário.

      Se todos pensassem assim o mundo seria uma completa anarquia.

      Querido, todos precisam de leis, regras e convenções.
      Não há progresso sem leis e regras

      • chateadi

        Beleza, então quer dizer que só pq foi rotulado como lei devemos aceitá-lo como certo? Esse tipo de pensamento seu é meio limitado…
        Se fosse assim ainda estaríamos na idade média. A sociedade evolui e as leis devem acompanhar essas mudanças e não vice versa.

        • MDias

          Cara você entendeu errado.

          Não falei se é certo ou errado o uso da maconha. Meu comentário foi sobre a frase que o colega colocou acima: “aquela velha história de alguém querendo decidir sobre o que uma ou outra pessoa pode ou não consumir ou fazer.”

          Meu posicionamento foi sobre a ideia dele sobre essa frase. Não foi sobre a liberação ou proibição da maconha.

          • chateadi

            Desculpa, entendi errado. Abs

          • Jefferson Cavalcanti

            Desde que não prejudique o próximo, não há nenhum problema. Estou me referindo as leis que restringem o direito do outro,

            -Qual é o mal que uma pessoa que fuma maconha pode causar a sociedade?
            (aqui tem que ficar claro que estou me referindo à maconha. Crack ou alguma outra droga pesada já vira problema de saúde pública)

            -Quão nocivo a sociedade é um homem se casando com outro homem?

            -Se eu quiser ter um corpo tatuado, em que situação isso o prejudica?

            Achei que meu comentário estavam bem explicito que se referia a direitos individuais. Se não estava, agora com este complemento eu acho que fica.

      • Alexandry Mazoni

        Cara, pelo jeito tu confunde os conceitos de Anarquia com Caos.

  • Matheus Bernardo

    A galera esquece que estamos no Brasil, mesmo se liberarem acha mesmo que o cara vai querer comprar nos estabelecimentos regulamentados? Brasileiro é um povo que gosta de dar uma de esperto, a maioria vai continuar comprando do traficando pq provavelmente vai ser muito mais barato, ou vc acha que o governo não iria entupir de impostos?. Além disso, falam de liberação para uso medicinal mas só querem liberação pra ficar chapado, falam de hipocrisia mas também são hipócritas.

    • chateadi

      Eu vou. Prefiro muito mais comprar em un lugar autorizado, no qual vc tem certeza da qualidade que está consumindo, do que comprar numa boca de fumo, aonde vc fuma algo que é extremamente nocivo para a saúde, pois misturado com diversos produtos “desconhecidos” ( amonia…). Isso sem contar que não estaria alimentando mais essa cadeia sinistra do tráfico de drogas. Além disso teria a opção de plantar, coisa que não faço hj pq se te pegam, vc tá fudido….esse meu pensamento é compartilhado por milhares de pessoas nesse país e os consumidores de maconha são milhões de pessoas no brasil. De qualquer forma é muita hipocrisia rotular tal ou tal produto como droga e outros não. Pq isso? Pq tem muitos interesses financeiros por trás. Imagina proibir a venda de alcool, cigarros ou medicamentos dessas poderosíssimas indústrias? Nunca vai acontecer né? Só que o fato é q a indústria da maconha tb pode gerar muita grana e alguns países estão começando a se ligar nisso, inclusive o brasil e espero que seja legalizado em breve.
      De qualquer forma, já está provado qe a guerra contra o tráfico não funciona, que só gera mais violência, destruição e morte. Eu pessoalmente ( vou ser linchado por isso), sou a favor da legalização de todas as drogas e mudança radical de política da repressão para a prevenção. As drogas estão em todos os lugares, é tão fácil comprá-las como comprar um pão na padaria. Todos sabemos disso e quem quer se drogar, vai fazê-lo sendo legal ou não. Portanto é pura hipocrisia esse combate as drogas no qual não se combate nada e ceifa milhares de vidas ( sobretudo pobres) todos os anos. E já está provado em países que legalizaram todas as drogas ( como portugal) que o consumo das mesmas não vai aumentar. É preciso adotar uma política forte de prevensão e não de repressão. Eu sei…é só um sonho, mas para mim é algo tão claro…

  • Pra mim não vai mudar nada, pelo menos se fosse no Brasil, pois o problema aqui é muito mais abaixo e tem a ver com cultura e educação, nos EUA se mudar em alguns estados acho até pode haver um tipo de controle, igual a pessoa usar como remédio para tratar convulsões ou diminuir as dores é diferente da maconha em si, as pessoas se esquecem que o canabidiol é extraído da folha mas não precisa fumar a erva para isso, são duas coisas bem diferentes

  • Gustavo Rocha

    Muito interessante.
    Posso dizer com segurança que vivi/vivo os principais pontos abordados no texto, com a exceção que minha avó, pelo menos que eu saiba, ainda não está consumindo maconha rs.

    Sobre a repressão a um determinado nicho da sociedade, enquanto para outro é totalmente liberado tive conhecimento desde a infância. Os meus 28 anos foram vividos em um bairro de periferia, aqui em uma cidade do interior de São Paulo. É um bairro comum, muito longe de ser uma favela ou coisa do tipo, mas com predominantemente pessoas pobres morando. São inúmeras as batidas diariamente. Comigo, levei várias quando era criança, com 10 anos, sofrendo a mesma pergunta: “onde está a droga?”.
    Hoje sou advogado e milito também na área criminal. Posso afirmar para vocês que o tratamento dado a uma pessoa com posse de droga, depende diretamente se ela é rica ou pobre. Resumindo, o pobre quase sempre que está com droga é traficante, sujeito a reclusão de 5 a 15 anos. Já o rico, normalmente é apenas usuário e não sofre mais do que uma advertência. Situação ridícula mas que acontece diariamente.

    Também posso falar sobre a nocividade do álcool e ele é sim uma droga. A algum tempo começou a me parecer extremamente estranho o fato dele ser totalmente aceito socialmente. Alias, muito mais que isso, o consumo do álcool é extremamente ESTIMULADO pela sociedade. Não por acaso, os comercias na tv em horário nobre usando grandes figuras públicas, vide Neymar, são certezas na programação da Rede Globo. Comecei a notar isso quando percebi, em mim, mal estar. Consumir cerveja, do jeito que eu estava, já estava me fazendo mal. Tive um grande aumento de peso (de 88kg a 115kg) e o meu físico estava afetado. Decidi, então, parar de beber. Mas como eu disse, a sociedade cobra de você o consumo e foi extremamente dificultoso, mas consegui =D.

    Com a maconha também tive experiência. A primeira vez que experimentei foi por diversão mesmo. Mas o mais interessante que achei foi o efeito depois da “loucura”. Tive problema com ansiedade e insônia, razão pela qual tomei alguns medicamentos para combater isso. Mas nunca gostei de tomar remédios e lutei para parar de tomar. Quando experimentei a droga, percebi que o resultado era MUITO mas MUITO idêntico ao medicamento, mas como dito no texto, com muito menos efeito colateral. 90% das pessoas que conheço alegam que começaram a consumir maconha justamente por esse motivo, pra auxiliar no sono ou aliviar o estresse. Ah, e não sei se vocês sabem, mas existe MILHÕES de pessoas que sofrem com esses mesmo problemas. O Brasil, por exemplo, é o maior consumidor de Rivotril (remédio voltado para tratar ansiedade) do mundo.

    Enfim, existe muita coisa por trás desse assunto que talvez nunca saberemos. Mas é bem nítido que existe bastante hipocrisia e ignorância. E que fique claro galera: Maconha tem seus benefícios, é inegável, mas também faz mal.

  • Rodrigo SMC

    As pessoas acham que mercado negro existe só pra venda/negociação de produtos ilegais.
    Também serve pra produtos legais, sem taxação do governo.

    Adivinha o que já está acontecendo nos EUA. Empresas farmacêuticas pedindo pro governo atuar contra essas pessoas que vendem maconha…por um preço menor que o de mercado. Ou seja…pedindo para a polícia atuar contra traficante.

    Quanto seria a taxação da maconha aqui no Brasil? Sairia um preço quase 200% maior que na rua? Claro, não fiz nenhuma pesquisa, mas alguém acredita que não vai ficar caro essa conta?

    A maioria dos argumentos sobre qualquer coisa hoje em dia é muito simplista. Libera as drogas, acaba o tráfico. Acaba o trafico pra quem? Só se for pra ex-jogador milionário que pode ter a própria plantação e pagar pesquisa pra empresa do ramo. Pois o cara da periferia vai continuar com o traficante do lado da sua rua. Ou esse cara vai descer o morro, ir no Leblon, entrar no shopping bonitinho e fazer sua compra do mês?

    • Gustavo – DefendTheLand

      Eu fui um dos que citou o trafico, porem em nenhum momento disse que iria acabar com ele com a simples legalização da maconha, pq todo mundo que raciocine tem noção que o trafico n é apenas maconha. Segundo que sempre vai existir a pirataria, mas é a msm coisa que acontece com o alcool, o que tu prefere comprar uma garrafa original que tu sabe que tem procedencia ou do beco que pode te gerar milhares de efeitos ou um cigarro do paraguaí, sabendo que tu vai se prejudicar mais. N adianta jogar a maconha em um bolo diferente pq tudo que pode acontecer ja acontece com o cigarro ou alcool. E assim como esses obviamente haverá uma marca que é mais acessível para a população, afinal estamos falando do mercado, e o mercado n quer perder clientes. É muito simples msm.

      • Rodrigo SMC

        Não me referi ao seu comentário e sim ao consenso geral que foi criado em cima do tema que se liberar, acaba o tráfico.

    • Gustavo

      Até acho que faz bastante sentido o que você disse, mas tem um ponto que você não abordou. O fato das drogas serem ilegais agregam muito custo na cadeia de produção, sobretudo da parte de logística e segurança, custos que para um produtor legalizado seriam bem menores. Até acho que impostos e encargos iriam encarecer mais para o produtor legalizado, mas não sei a diferença no preço final seria tão absurda.

      • Rodrigo SMC

        Também não sei, mas hoje em dia, você vai num jogo de futebol, show de música, vai num parque, numa praia, e tá lotado de gente fumando maconha. Eu tenho a impressão que comprar e vender se tornou a coisa mais fácil do mundo e ocorre em qualquer esquina.

  • Allan Lopes Soledade

    Belo texto,abordou muitas questões que vão além da droga em si.
    Seria muito bom o uso da maconha para fins medicinais, isso no Brasil resolveria muitos problemas. Mas estamos muito longe de avançar nesse aspecto. Se nem o jogos de azar ainda foram legalizados,tamanha lentidão dos senhores deputados,imagina isso.

    P.S:Comecei a torcer pelo Warriors desde 2008 e pelo Jazz desde 2011.No jogo NBA 08 tinha um certo Al Harringhton que doutrinava junto com Baron Davis e me fez ganhar 3 títulos da NBA kkkkkkkk Obrigado Al

  • Hilton Silva

    “Legalize já, legalize já. Porque uma erva natural não pode te prejudicar. O álcool mata bancado pelo código penal. Onde quem fuma maconha é que é o marginal. E por que não legalizar? E por que não legalizar?”

  • Duas razões para encerrar a guera contra a maconha: Lei da oferta e demanda.

    O ser humano sempre buscou formas de se entorpecer, se analisarmos as civilizações antigas (Grécia e Roma por exemplo) veremos que antes da era cristã já existia o uso de entorpecentes. Ou seja, o homem sempre fez uso desse tipo de substância.
    Em uma sociedade capitalista tudo se torna comércio, se tem quem compre terá quem venda, independente se é ilegal, onde tem demanda terá oferta, isso é básico no nosso sistema.

    O ser humano sempre fez uso de entorpecentes, dessa forma sempre terá demanda, e devido ao nosso sistema sempre terá oferta, logo não faz sentido insistir em uma guerra que não se pode ganhar, e é extremamente custosa para a sociedade, tanto em vidas quanto em dinheiros. O modelo proibitivo existe a décadas e nunca resolveu o problema, é mais inteligente buscar alternativas diferentes. Sendo legalizado, o que se gasta no “combate” poderia se investido em pesquisas sobre o tema e seus determinantes, educação sobre o assuno, políticas públicas em geral.

    Claro que isso é complexo, como seria a legalização? Quem produziria, forneceria e qual seria a tributação? Não é simples, mas vale a discussão, pelo contexto do nosso país, o que não faz sentido é continuar perdendo vidas e dinheiro em um modelo de combate que já provou que não funciona.

    • Diego Costa

      A questão é exatamente essa, isso é algo muito complexo. Não é só liberar ou não, tem que ver a estrutura geral em volta. E sinceramente o Brasil não tem uma cultura pra aguentar isso. Brasileiro gosta do mais fácil, não está nem aí pra meios legais, vão legalizar, mas ao mesmo tempo será feito um monte de burocracias. Limite de compra, impostos lá em cima, cadastro pra poder comprar e etc. Pro cara passar por vários meios legais, ele prefere subir o morro e levar logo sem problema nenhum. Fora que vejo gente comparando álcool e maconha, o álcool até tem efeitos piores concordo, porém o cheiro da maconha é algo absurdamente forte, Brasil é um país sem educação, pode falar que não, mas certamente teria muita gente usando em lugares com bastante movimentação, se hoje vc acha, imagina quando for liberado…

      • Sim é complexo, mas como eu disse vale a discussão, vale um estudo sólido sobre o assunto, e mais do que isso, cabe a nossa participação nessa discussão, não é deixar para o legislativo, precisamos aprender que a Constituição de 1988 não é chamada de “constituição cidadã” atoa, ela determina o controle e participação popular em praticamente tudo. Então não vale dizer, “vão enfiar um monte de burocracia, impostos altos e bla bla bla”, fazem o que bem entenderem, pois adotamos o hábito de nos isentarmos de nossas responsabilidades ao invés de impormos o que desejamos, usando de nossos direitos constitucionais.

        Essa visão do brasileiro é muito fatalista, é muito determinismo, é claro que o tráfico não acabaria e muitos ainda optariam por essa forma de compra, mas existe há possibilidade de enfraquece-lo. A questão é que ficar do jeito que está não dá, vejo o RJ, a polícia sobe o morro e troca tiro com bandido há mais de 50 anos e nada muda, morrem policiais, civis inocentes, o Estado gasta o dinheiro público nesse confronto, e o crime continua o mesmo, o traficante é morto ou preso e logo tem alguém para substituir, é um ciclo inatingível da forma que lidamos com ele.

  • JAMnba

    Não tenho opinião formada sobre o assunto, acho complexo demais para qualquer tipo de afirmação, porém acho interessante a forma que um ex atleta de alto nivel abordou o assunto, principalmente sendo um ex KNICKS! mostra que atletas nao são apenas robos que sao pagos pra quicar uma bola, podem sim ter opinião embasada em qualquer assunto da sociedade.

  • jonas torre

    Quem mais sairá ganhando com legalização das drogas ilícitas serão os governos, que já estão de olho gordo nas receitas que terão com a tributação.Com relação ao tráfico: não vai acabar. Vide os produtos piratas; pouco importa se são de qualidade inferior, o preço menor faz uma grande parte da população comprar. No tocante a violência, talvez diminua um pouco, mas ainda existirá muita disputa por pontos de venda e polícia atirando contra “sonegadores”. Quanto a corrupção, continuarão molhando a mão de policiais e juízes e financiando políticos; só que haverá um plus: as indústrias farmacêuticas na ganância de desenvolver novos produtos “melhores” e mais viciantes vão forçar a aprovação e distribuição desses produtos pagando propina a servidores de agências reguladoras e oferecendo agrados a um exército de médicos para receitem/recomendem suas drogas aos pacientes. Coisa que já fazem com alguns medicamentos, que depois se descobre que tem efeitos colaterais piores que os descritos na bula. Enfim, o problema não vai acabar só vai mudar, continuando a beneficiar uns e lascando outros. A solução? Sei lá, e boa sorte!