“O Wizards deu-me as chaves da franquia”, conta Beal, justificando renovação

O sonho de outras franquias da NBA contarem com Bradley Beal caiu por terra no início da temporada, quando o astro surpreendeu a NBA e decidiu assinar uma extensão de contrato com o Washington Wizards até 2023. Antes, times vitoriosos especulavam a contratação do atleta na espera de um possível pedido de troca. Mas, para o pontuador, seguir na equipe foi um compromisso com quem mais acredita em seu potencial.  

“Estou em uma organização que, basicamente, deu-me o comando. Recebi as chaves da franquia. Eles querem montar um time em torno de mim – e isso é muito poderoso. Se eu for para outro lugar, talvez uma boa equipe, seria só mais um. Provavelmente, meu papel seria outro. E eu amo o que sou e faço aqui. Adoro Scott Brooks e nosso elenco. Amo o que temos”, explicou o ala-armador, em entrevista ao podcast “The Lowe Post”. 

Permanecer no Wizards permitiu que Beal mantivesse o status que sempre ambicionou na carreira. No entanto, obviamente, trouxe alguns pontos negativos. Ele vivenciou um deles na atual temporada, quando foi apontado como um dos grandes injustiçados da convocação do Jogo das Estrelas. Segundo a ESPN, o ala-armador tornou-se o atleta de maior média de pontos na história moderna da NBA a não ser eleito um all-star. 

“Eu fiquei nervoso na época, mas, colocando em perspectiva, quero chegar aos playoffs. O Jogo das Estrelas é algo menor. Não estou chateado com quem não votou em mim ou quem foi eleito. Não questiono o mérito de nenhum dos 24 jogadores escolhidos porque, ano passado, era eu quem estava lá. Não seria justo fazer algo assim. Mas, com certeza, sinto que merecia ter sido convocado para o evento”, refletiu o craque. 

Na próxima temporada, o Wizards deverá ter chances reais de retornar aos playoffs com a volta do astro John Wall, afastado das quadras por mais de um ano. Existiram vários rumores de que a relação entre os dois jogadores não era a ideal, à medida que Beal foi alçado ao estrelato e virou “concorrente interno” do armador. O segundo maior cestinha da temporada (30.5 pontos por jogo), porém, reafirmou que tudo não passa de boatos. 

“John é um irmão mais velho para mim, que me guiou desde o primeiro dia que pisei em Washington. Ambos somos líderes, vencedores e queremos tentar o arremesso decisivo, no último segundo. Mas, acima de tudo, confiamos um no outro. Eu sei que não estaria aqui sem ele e gosto de acreditar que ele não seria quem é sem mim. Temos um acordo e uma ótima relação”, assegurou o titular de 26 anos. 

Mas, para que Wall e Beal possam jogar juntos, antes a atual temporada precisa acabar. E quando ela vai terminar? O ala-armador só sabe que, assim que a NBA chamar, ele vai estar pronto. “Sempre quero competir e sou um abençoado por ter uma quadra em casa, então ainda posso fazer os meus arremessos e manter a forma. Com sorte, eu poderei retomar de onde parei quando a temporada for reiniciada”, concluiu o astro. 

Gustavo Freitas
Gustavo Freitas
Mineiro de Uberaba, é co-fundador do Jumper Brasil e fã do Boston Red Sox.