Obrigado, San Antonio

Por Matheus Prá (@blockpartty)

Certo — imagine isso: Você tem uma entrevista de emprego importantíssima. Você se preparou a sua vida inteira para isso. E para essa empresa que, wow… para esse emprego, nessa indústria? Será um dos melhores lugares para se trabalhar. Essa entrevista é do outro lado do mundo, mas você não se importa. Você pega o avião, voa através do oceano para conhecer o chefe da companhia.

Parece promissor, certo?

É agora que as coisas ficam ruins. Talvez seja o atraso do avião, ou talvez o nervosismo — mas o que quer que seja, quando você está na entrevista, você não está se sentindo você mesmo. Eles fazem você fazer uns exercícios, e, cara… É realmente frustrante. Porque não importa o quanto você tente, hoje você simplesmente está um passo mais lento. Você parece oprimido — e não qualificado. E após cerca de dez minutos, o chefão diz que já viu o que tinha que ver. É isso. Você está acabado. Obrigado por vir.

Parece um pesadelo, certo?

Bem, como você pode adivinhar, essa história é a minha história. Aquele foi meu primeiro treino com um time da NBA, durante o processo pré-Draft em 2001 — e foi um desastre. Eu joguei muito mal. E quando acabou, eu pensei que, com certeza, meu sonho de chegar à NBA tinha acabado.

Mas enquanto vocês adivinharam que aquela era a minha história, eu aposto que muitos de vocês não adivinharam o time para qual eu tinha feito o treino.

Foi para o Spurs.

É verdade — eu joguei talvez o pior basquete da minha vida, no pior momento possível, na frente do Pop e de todos os outros. Pop e R.C. (Buford, GM do Spurs), eles trouxeram um cara chamado Lance Blanks, um jogador aposentado da NBA, para fazer o treino comigo, e ele apenas me dominou. Ele me fez parecer… Bem, ele me fez parecer como um adolescente que eu era.

E eu acho que eu trouxe essa história porque, você sabe — muitas pessoas acham que o treinador Popovich é aquele cara difícil. Mas eu vou te dizer, é engraçado: eu talvez não teria nem chegado à liga se o Pop não tivesse decidido me dar uma segunda chance para impressioná-lo. Ele me convidou para outro treino, e eu garanti que não estragaria tudo. Eu joguei bem melhor contra o Lance dessa vez. Ele ainda foi muito bem, mas eu consegui mostrar um pouco do meu jogo. E cara, isso é louco. Porque a próxima coisa que você sabe, eu estou assistindo o recrutamento, e — com a 28ª escolha do draft de 2001, o San Antonio Spurs escolhe Tony Parker, do Racing Club Paris, França.

Em outras palavras: eu consegui o emprego 🙂

E agora estamos aqui, 17 anos depois — e eu quase não consigo acreditar nisso, você sabe? Aqui estou, o mesmo garoto de 19 anos. Só que agora, de repente, eu tenho 36 anos e já sou um homem. E estou saindo para outro emprego.

Mas antes de eu ir para a minha próxima oportunidade, em Charlotte, eu espero que seja ok para todos se eu puder escrever algumas palavras.

As pessoas falam muito sobre “A cultura do Spurs”… Tanto que eu acho que, às vezes, você pode se perder no que isso significa. Mas mesmo com toda essa conversa, eu tenho certos momentos do meu período em San Antonio que ainda se destacam — e eu acho que me ajudam a entender qual a diferença, e o grande privilégio, de ter entrado na liga como um Spur.

Uma das coisas de ter chegado na liga em um time de veteranos, um time que já tinha vencido um campeonato e tinha o objetivo de conquistar mais, é que não há esse mesmo espaço para erros que você pode ter quando um jovem jogador é selecionado por uma equipe de loteria — onde eles podem dizer a você: “Beleza, não se preocupe com o resto, nós vamos focar apenas no seu desenvolvimento nesse ano.” E sim, é verdade: com o Spurs, nós estávamos montados para vencer. Vencer era a coisa mais importante. Mas o que eu sempre vou me lembrar, e sempre ser grato durante esses anos, é como — mesmo com essas prioridades — de algum jeito meu desenvolvimento nunca ficou de lado.

Os veteranos me colocaram em baixo das suas asas logo de cara. Eles sempre abriram um espaço para isso — e eu não digo “parem tudo e ensinem o garoto francês sobre o significado da vida” nesse sentido. Apenas coisas pequenas como uma rápida lição aqui, uma pequena conversa ali.

Com um cara como David (Robinson)… Eu quero dizer, era apenas incrível de ver. Você tem um cara do calibre dele, hall da fama, e ele está no meio de outra corrida por um título — e ele não me olha como se eu fosse um jovem e um fardo a ser carregado. Com David, e com outros veteranos do Spurs, sempre pareceu como esse era o jeito natural das coisas. Todos têm a expectativa de ganhar campeonatos. Mas então, eles têm essa outra responsabilidade, que eles valorizam muito, é algo como… deixe o time em melhor posição do que quando você chegou. E essa é a cultura do Spurs para mim, sabe? Alcançar suas expectativas, ao mesmo tempo abrindo espaço para os outros.

É claro, que a maior razão pela qual a cultura do Spurs existe… Essa é muito simples, não é? Nós tivemos um dos melhores jogadores de todos os tempos, por 19 temporadas: Tim (Duncan). Mas o negócio com o Tim é que ele não era apenas o melhor jogador durante esse tempo. Ele era também o melhor companheiro de time. Beleza, talvez isso seja clichê. Mas eu não acho que as pessoas percebem o quanto toda a cultura de nossa equipe pode realmente ser trazida de volta para apenas Tim, sendo Tim. Essa é a verdade.

Aqui vai um exemplo: as pessoas sempre perguntam porque os jogadores nos nossos times são tão “coachable” (ser fácil de treinar, aceitar papéis menores) — sobre como sempre conseguimos tirar o máximo de jogadores que passaram pela organização. E como, quando os novos jogadores chegam aqui, eles parecem que em um passe de mágica ficam melhores, você sabe, ou transformam o seu jeito de trabalhar, ou melhoram em algum aspecto do seu jogo. E eu digo as pessoas, sempre, que isso não é mágica. Eu falo que nós temos uma equipe de técnicos de elite. E eu falo a eles que nós temos obviamente um treinador único em Pop. Mas se você quer saber o que nos diferencia nessas situações? É o Timmy, cara. Era realmente o Timmy. Simples assim.

Sobre Tim Duncan: ele foi o maior jogador de todos os tempos? Eu não sei — ele é o melhor que eu já joguei, eu vou dizer isso, e eu vou deixar os especialistas pegarem isso. Mas aqui está uma coisa que eu vou te dizer, absolutamente: Timmy foi o jogador mais fácil de ser treinado de todos os tempos.

Essa foi sempre a nossa arma secreta, para mim: você vê esse jogador de impacto mundial, esse First Time All-NBA, MVP das Finais, prestes a ser MVP, o cara da liga, e aqui está ele, no treino, disposto a ser treinado como se ele estivesse lutando por um lugar no time. Era surreal. E se você acha que é muito passivo para uma estrela? Bem, então você não está pensando no nível de Tim. Porque Tim sabia a verdade: que era deixar-se ser treinado dessa maneira, você sabe… Esse é o verdadeiro carisma. É como se ele estivesse desafiando todo mundo em nosso time: o melhor jogador de toda a liga está disposto a colocar seu ego de lado pelo bem dessa equipe — e você?

E esse era o acordo, sabe? Os caras viriam, davam uma olhada, e eventualmente fariam como Tim fazia.

Isso era a Cultura Spurs.

E então, se Tim fosse a força motriz do programa que construímos, eu diria que Pop estava em segundo lugar muito próximo.

É difícil explicar o que faz de Pop um líder tão especial. Claro, há as coisas que você sabe: ele é um comunicador genial, um pensador esperto, um motivador brilhante e um ótimo cara. Mas eu acho que o que o torna único como técnico da NBA são seus princípios: a maneira como ele os estabeleceu desde o início – e depois a maneira como ele os manteve desde então.

Às vezes, esses princípios estão a seu favor e é o que você quer ouvir. Quando eu fiz aquele segundo treino, pré-draft, apesar de ter arruinado o primeiro… Era o Pop apenas agindo de acordo com seus princípios, sabe? Ele achou que viu um bom jogador em mim, ponto final. E por isso não importava para ele que eu tivesse tido um treino ruim — ele não deixaria aquele barulho atrapalhar o que seu instinto lhe dizia para fazer: que era me dar outra olhada, e então ele me draftou. E foi a mesma coisa quando, no meu ano de estreia, Pop começou a me dar cada vez mais tempo — até o ponto em que eu fiquei em segundo em minutos para a nossa série contra o Lakers, com quase 40 por noite. E foi a mesma coisa quando, cerca de cinco anos depois, Pop nos deu luz verde para começar a atacar um pouco mais do meu jeito — ao ponto de eu liderar o time em 2006 e depois, como eu consegui, indo durante os playoffs de 2007, até ganhar o MVP da Finais.

Mas há também o outro lado dessa moeda, quando se trata dos princípios de Pop. Às vezes, essas mesmas ideias, agora elas não estão a seu favor… E isso pode ser muito difícil de ouvir. Foi o que aconteceu comigo nos playoffs de 2003. Durante toda a temporada, comecei como titular. Mas então, durante os playoffs, quando comecei a jogar um pouco mal, Pop decidiu que Steve (Ker) ficasse no meu lugar no final dos jogos. Também foi o que aconteceu mais tarde naquele mesmo verão, quando — depois de ajudar o time no seu segundo campeonato (meu primeiro) como um armador de 21 anos – a conversa na agência livre se tornou sobre como iríamos atrás de Jason Kidd, uma estrela, um armador veterano. E então outra experiência difícil quando ainda era um jogador jovem foi nas finais de 2005, quando ganhamos nosso terceiro campeonato (meu segundo), mas Pop decidiu dar algumas das minhas responsabilidades nessa série para Manu (Ginobili).

Você vê o que eu estou dizendo?

Aqui vai uma coisa, no entanto, com todas essas experiências, tanto as “boas” quanto as “ruins”: todas elas me tornaram um jogador melhor — e todas elas me tornaram uma pessoa melhor. E isso é só Pop, cara. Isso é o que o torna tão especial. Não é besteira quando ele está te dando essas palavras de encorajamento… E não é besteira quando ele está te dando essas palavras de crítica. Quando ele está começando os jogos com você, quando ele está te colocando no banco, quando ele está entregando-lhe as chaves do ataque, ou mesmo quando ele está oferecendo as chaves na agência livre para outra pessoa… Cara, você ainda está recebendo o mesmo do Pop, operando no mesmo princípio, todas as vezes. E esse princípio é: qualquer coisa que acontece com você, acontece por uma razão e uma única razão. O bem do Spurs.

Como você pode não respeitar isso?

E a verdade é que, em pouco tempo, você não apenas respeita isso — você também aprende com isso.

Eu acho que é por isso que você vê o Spurs, como uma organização, sendo tão bom em fazer malabarismos com esses grandes nomes, muitos desses grandes jogadores, todos ao mesmo tempo. Porque quem quer que seja o cara, isso não importa — a questão nunca muda. É sempre a mesma pergunta do Pop: o que vai acontecer aqui é para o bem do Spurs?

Se Timmy está dominando as finais de 2003, então Manu e eu temos sorrisos em nossos rostos.

Se Manu e esse cabelo de seu manequim – Manu, por que você mudou seu cabelo? O cara era imparável com o cabelo desleixado, SMH — está dominando

Se as coisas estão indo na minha direção nas finais de 2007, e eu estou entrando em uma zona lá — então Manu e Timmy, você sabe, você pode apostar que eles também têm sorrisos em seus rostos.

E então, mesmo que não seja nenhum de nós, sabe? Se não é nenhum do Big Three original, e agora de repente é a jovem arma, Kawhi (Leonard), dominando nas finais de 2014 — cara, Timmy e Manu e eu, você nunca viu sorrisos como os que tivemos em quando estamos levantando esse troféu.

Tudo o que queríamos, no final, era ganhar títulos juntos. Isso é tudo que importava. Era o jeito do Pop, o que significava que era do nosso jeito.

O que significava que era o caminho do Spurs.

A última “decisão pop” da minha carreira no Spurs, eu vou dizer, eu acho que é muito revelador — porque era como se o sapato agora estivesse em outro pé. Desta vez foi Dejounte (Murray) quem desempenhou o meu papel, como o jovem armador do Spurs, e que iria receber algumas novidades. E então foi quase como, para este, eu era a figura Pop liderando a conversa agora.

Eu abordei o Pop um dia, e contei a ele meus pensamentos: era a hora de Dejounte assumir como nosso armador principal. Eu não queria que fosse uma coisa dramática, ou essa coisa do ego, ou uma dessas grandes coisas da mídia, mas eu só queria deixar isso claro — para o bem do desenvolvimento de Dejounte, e para o bem do equipe. Pop concordou e me agradeceu. E então eu fui e tive a mesma conversa com Dejounte. Ele ficou grato.

Você sabe, eu não estou tentando parecer um robô aqui ou algo assim, mas realmente não foi. É uma coisa de disciplina, eu acho. Esse é o jeito que eu cresci e como cresci como jogador — para sempre seguir em frente. É claro que não me entenda mal: de vez em quando, sabe, Manu, Timmy e eu, nos reunimos para jantar… E quando isso acontece, com certeza, é hora de um pouco de nostalgia. Você não pode evitar — e nós nos divertimos muito, compartilhando todas essas ótimas lembranças. Mas quando está na temporada? E estou no modo trabalho? Quando você está no modo de trabalho nesta liga, eu acho, você tem que ser bem disciplinado: sobre deixar o presente ficar no presente, e o passado ficar no passado.

E foi assim que tentei manter esse momento. Eu queria que Dejounte soubesse que ele havia merecido — mas também que a decisão se resumiu, no final, foi exatamente a mesma coisa que sempre aconteceria durante seu tempo em San Antonio: o bem do Spurs.

E, na maioria das vezes, acho que é assim que eu queria que esse verão fosse também. Daqui a alguns anos, quando me aposentar, imagino que haverá tempo para a nostalgia. Mas enquanto isso? Eu assinei um contrato de dois anos com Charlotte, e estou muito animado para jogar. Será uma nova experiência para mim, com uma nova organização. E se você está procurando uma segunda equipe para torcer, no Leste, você sabe… Talvez até nos dê uma olhada 🙂 Eu prometo que vamos dar trabalho a eles.

Mas principalmente, eu só queria agradecer.

Obrigado à organização do Spurs, de cima a baixo, pela oportunidade mais incrível da minha vida — e por 17 anos do melhor trabalho do planeta. Obrigado aos fãs do Spurs, em todos os lugares, por sempre aparecerem, sempre sendo barulhentos, e sempre, sempre me apoiando. E obrigado à cidade de San Antonio, por ser a única coisa que eu poderia chamá-la agora: casa.

A verdade é que sei que é impossível resumir o que o meu tempo com o que o Spurs significou para mim, em uma carta como esta.

Mas acho que também é a beleza do basquete e da vida de certa forma. Como isso pode se tornar menos sobre o resumo das coisas — e mais sobre uma coleção de momentos. Como você acabou de se tornar esses momentos, você sabe o que eu quero dizer? Todas essas amizades e conversas e lições e decisões. Todas essas pequenas coisas que apenas o colocam sorrateiramente em você, e começam a moldá-lo, e eventualmente, se você tiver sorte, até vir a definir você.

E embora eu não tente definir quem eu me tornei, nestes últimos 17 anos, em uma única carta… Eu posso dizer com certeza: eu tenho o Spurs e tenho que agradecer a San Antonio por isso.

E vou carregar isso com orgulho.

Tony Parker

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Richard Cardoso

    Uma coisa que eu respeito no Pop e nos Spurs é a sua cultura de merecimento e o ” fodas ” para os nomes de quem está em quadra… Quantas vezes já vi um péssimo 4 minutos de jogo do Spurs e o Pop pedir tempo putaço e trocar por inteiro o quinteto inicial cara. 😂😂😂 E nenhum dos jogadores ficam com raiva dele, pq sabe que com ele é basquete, e ponto, não importa se vc é o Tim, ou apenas um novato… No Spurs os caras tem a absoluta consciência que a franquia é, e sempre será maior que qualquer jogador. E hoje há caras como Howard, Carmelo e etc que se acham maior que a franquia as vezes, ou tornam o vestiário um campo de batalha, ou apenas não percebem que não são mais os mesmos e merecem um banco ou um papel secundário as vezes. E realmente caras assim merecem não ter nenhum anel realmente… E caras como Manu, Parker e Tim merecem cada anel de campeão que tem nos dedos, pq não importava quem pontuava ou quem estava melhor na temporada, o ego de ninguém inflava, eles ficam felizes pelo próximo e a benção de ser campeão. Prova disso são os MVP’s de finais divididos a diferentes jogadores nos seus anos de campeão !!! Parabéns ao Parker, ao Pop, e a franquia do Spurs, por quem eu tenho o máximo respeito !

  • Marcinho Mueller

    Um time que conseguiu ser campeão na época do Lakers de Kobe e Shaq, destronou aquele Pistons que surpreendeu o mundo, ganhou do Cavs de Lebrons, Suns de Nash e companhia, Miami de Lebron, e que só não deu mais trabalho pro GSW por causa da lesão de Kawhi. O último campeão depois dessa era de Cavs e GSW. E SEMPRE COM A MESMA BASE. Preciso falar mais alguma coisa? Máximo respeito ao Spurs, Máximo respeito ao Parker, Timmy, Ginobli e companhia, Máximo respeito ao melhor técnico da era moderna da NBA, senão o melhor da história, não preciso nem dizer o nome. No mais, sorte de DeRozan e azar o do Kawhi. Depois de ler um carta dessa, de um cara que conviveu tanto tempo lá dentro, contando um pouco mais sobre o ambiente, fica cada vez mais complicado defender Kawhi. E digo mais, ninguém tá falando de Spurs né? É só GSW, Rockets e Lakers. Aguardem os meninos e o mestre Pop.

    • Vinícius Maia

      Eu acho que o Spurs precisava ter sido mais agressivo na offseason. O time não trouxe nenhum reforço capaz de mudar o patamar da equipe. Apenas DeRozan e Aldridge ainda é pouco para enfrentar o GSW. Não estou falando que o time precisava de mais um all star, mas precisava trazer mais jovens, melhorar o banco. Parece que ignoraram o que o Ginobili constatou na ultima temporada quando ele declarou publicamente que faltava talento no Spurs. Depois de ler um texto desse e entender melhor como as coisas funcionam em San Antonio, eu acho que dá para mensurar o quão sério Ginobili estava falando sobre a falta de talento. Não acredito que o Manu daria uma declaração pública dessas apenas para gerar intriga e “chorar” na imprensa.

      • Marcinho Mueller

        Quantas vezes desde que você acompanha a NBA você viu o Spurs serem agressivos no mercado? Foram muito poucas, o histórico da franquia é de formar o time com a base e os jogadores que já conhecem o estilo de jogo implantado. Você dá um limão pro Pop e ele não faz uma limonada, ele faz um limoeiro crescer em 1 ano…

        • Vinícius Maia

          Mas com Tim Duncan, Ginobili e Parker, não precisa mesmo ser agressivo no mercado por muitos anos né?! kkkkk, mas agora a coisa mudou um pouco. Acho que o DeRozan e o Aldridge precisam de um pouco mais de ajuda do que o Aldridge teve ano passado.

          • Daniel Scheffer

            Em relação ao ano passado trouxo DeRozan, que ainda pode melhorar, Belineli que mais certeiro que Danny Green, e parece que Murrary e White estão em plena evolução. Perdeu o Green e Kawhi nem jogou. Se Rudy Gay estiver saldável, e Lamarus manter o pique, Spurs conseguem até mando de quadra na primeira rodada dos offs. Anotem!! GoSpursGo

          • Marcinho Mueller

            Mas da onde vieram Timmy, Parker e Ginobli? Do draft, com exceção do Timmy em 1997 (que foi a última vez que o Spurs tankou). Foram todos picks muito altas, o próprio Kawhi não foi uma pick alta. Então não tem como julgar eles por não serem agressivos. Eles têm toda uma cultura de formar (uns baita) jogadores e desenvolverem eles exatamente pra seu sistema de jogo, pode perceber que muitos jogsdores que saem do Spurs acabam não rendendo o esperado. To muito curioso pra ver o Parker e o Kawhi fora do Spurs e afirmar que não serão os mesmos do Spurs, Parker nem tanto porque já tá mais velhobe tal, e Kawhi vão falar que é por caisa de lesão. Mas eu creio que esse sistema do Spurs favoreça muito quem joga por lá. Creio que DeRozan vai evoluir muito, assim como Aldridge depois de entender o esquema evoluiu e fez uma das melhores temporadas da carreira. Muito mérito dessa cultura do Spurs.

  • Rodrigo Soares

    Que texto !! Que texto !!! Essa definição dele para o “Cultura Spurs” é a mais perfeita que ja vi. Não importa o ego, o jogador ou seja o que for, o que importa é só o bem para o Spurs! Da orgulho de ler um texto desse, daqui uns anos vamos poder contar que vimos o trio Parker, Timmy e Manu em quadra. Que essa cultura e legado prossiga por varias e varias decadas! GO SPURS GO

    • O Almirante

      Não esqueça de quem começou tudo isso : )

  • Joabe#VamoSpurs

    Quero dizer o meu muito obrigado por todos os seus serviços prestados a franquia , q vc tenha sucesso lá nos Hornets, e espero q vc venha fazer sua ultima temporada de carreira nos Spurs.
    No mais essa carta define bem o q é ser um Spurs, onde todos se valorizam, onde a individualidade passa longe. Isso é basquete, é tentar colocar o coletivo sempre acima do individual.
    Qdo vejo um texto desse, cada vez me orgulho mais de torcer por essa franquia maravilhosa. #ILOVESPURS #GOSPURS #FOREVERSPURS

  • Allan Lopes Soledade

    Aplausos para o Jumper por nos presentear com esse belo texto.O Spurs de Parker,Tim e Manu fez história. E moldará os próximos times do Spurs.Parker traduziu em palavras a paixão dele por basquete e pelo Spurs.

  • Victor Chittolina

    Ver o Parker sair do Spurs ainda é uma coisa que eu não assimilei. E, pior, não sei se vou assimilar. Até hoje eu estranho em ver o Gerrard vestindo uma camisa que não seja do Liverpool, ou o Iniesta jogando fora do Barça.

    Ele é uma entidade em San Antonio. É um daqueles casos que o relacionamento jogador/franquia/cidade foi sempre de benefício mútuo, uma relação muito legal por tudo que o Parker deu a San Antonio e ao Spurs e tudo que recebeu em troca: uma cidade que o acolheu e que ele pôde chamar de lar e uma família dentro da quadra, um time competitivo, que o transformou em uma lenda.

  • Will #lakaodamassa

    Acho que exagerou um pouco em relação ao Duncan…
    Mas enfim, chegou ao fim uma era no spurs, uma pena, um puta time, adversário temido até pelo Lakers e Kobe e Shaq.
    Cultura vencedora, treinador top dos tops, exemplo de franquia mesmo.
    E ao Parker, Boa sorte!

  • Fernando

    O DeRozan deveria agradecer a oportunidade de atuar no Spurs sob o comando do Pop. A cultura do time e o Pop como pessoa e profissional são espetaculares.

  • Guilherme

    Lenda!

  • PauloLAKERS

    É aquele tipo de jogador que vamos estranhar ver com outra camisa na próxima temporada.

  • Claudio R.

    Eu ia ate flar alguma coisa, mas só vou deixar meu obrigado, por ter tido privilegio de assistir esse time por mais de 1 decada…. e Popovich, VC É RIDICULO!!!….

  • Yan

    Grande Tonynho

  • Marcos Oliveira

    Será que vai ter a camisa aposentada? Grande Parker

    • Danilo Celtics #Banner18

      vc ainda duvida?

      • Marcos Oliveira

        Tentei ser irônico… kkkk

      • Rogério Rodrigues

        17 anos na franquia, 4x campeao, MVP finals.

    • Brinell Arcanjo

      Até Bruce Bowen teve.

  • Felipe Macedo

    Aí vc vai ler a carta mequetrefe do merdão do Kawhi que ele nem deve ter sido ele próprio que escreveu….

    https://uploads.disquscdn.com/images/051cfb45e9609781f04264941d1031019b5bf6b807d1acea17d3e9f27a7cdad6.gif

    • Rogério Rodrigues

      Leonard fez carta? posta o link ai

      • Felipe Macedo

        http://www.espn.com.br/basquete/artigo/_/id/4626532/trocado-com-os-raptors-kawhi-leonard-se-despede-de-san-antonio-em-carta-sempre-serei-grato-pelo-meu-crescimento

        ——-

        San Antonio,

        Eu passei as últimas semanas tentando encontrar as palavras certas, mas no final tudo se resume a: OBRIGADO!

        Minha família e eu queremos dizer OBRIGADO para toda a organização do Spurs, a população e os torcedores de San Antonio.

        OBRIGADO a cada um dos companheiros que jogaram comigo durante esses sete anos na NBA.

        OBRIGADO Pop. Sempre serei grato pelo meu crescimento sob a sua orientação.

        OBRIGADO torcedores! Não existem torcedores mais apaixonados e dedicados do que os que eu testemunhei em San Antonio.

        Apesar de todos os altos e baixos — fico feliz que tenha havido mais altos! — nunca esquecerei o que dividimos e realizamos juntos.

        Enquanto eu aguardo ansioso o próximo capítulo da minha carreira, sempre lembrarei da cidade e do povo de San Antonio!

        OBRIGADO!

        — Kawhi Leonard

    • Poli Canassa

      Dps dessa carta do TP o Leonardo deveria ter deixado a dele pra lá, ia ser menos feio.

  • pedrokadf

    Esse tem o meu respeito rs #craque

  • Billy Batson (Shazam)

    Melhor armador da história do Spurs. Vai fazer falta.

  • SAS

    Valeu TP

    Muito obrigado pelas alegrias e serviços prestados pelo Spurs.. Boa sorte em Charlotte

    #GoSpursGo

  • Rafael Victor

    Bela carta!

    Grande Parker!

    E confirmou que a Cultura Spurs era ver o Tim Duncan trabalhando duro, sem ego e aceitar as decisões do Popovich que buscam sempre o melhor pro Spurs!

  • Mathias

    Suor hétero aqui nos meus olhos. Que texto! Orgulho dessa franquia, Pop é um mito.

    • Gustavo Macedo

      Boa! Suor hétero!
      eheheheh

  • Brockbell

    É o que está escrito nessa carta que me fez torcedor de SA. Não peguei a época de Robinson, mas tive a sorte de assistir esses 3 juntos. E acredito que foi a combinação de personalidades e filosofias que fizeram/fazem esse time grande.
    Que as próximas gerações administrativas, gerencia, médica, auxiliar, técnica e etc, aprendam e perpetuem essa filosofia com os novos garotos que vão chegar.

  • E o nosso obrigado Parker! Sensacional a carta, e ver quanto a filosofia do time influencia o cara não só dentro de quadra, mas também na conduta do atleta em tudo o que faz, vai ser difícil saber que uma hora o Popovich aposentará também, a passagem de bastão e o fato do Tony ter conversado com o Murray também o colocam como uma figura muito importante na franquia não só por tudo o que fez em SA dentro de quadra…

  • O Almirante

    Só posso dizer muito obrigado ao Parker, que tempos… pedir desculpas também por te-lo chamado de vaga-lume em 2 temporadas… foi mau, a emoção falou mais alto hehe mas simplesmente muito obrigado garoto.

    E essa cultura é uma marca do Spurs, mas tem algo que nunca é tão valorizado como deveria ser, isso tudo começou com um cidadão chamado David Robinson(como Parker comentou no inicio), obvio com a chegada de Popovich teve o casamento perfeito, mas essa cultura da estrela treinar mais que todo mundo, se esforçar mais que todo mundo, querer ganhar em quadra mais que todo mundo, ser ético(talvez a diferença de outras grandes estrelas) no trabalho e na vida começou com o gigante David Robinson, e Tim Duncan o maior craque de todos os tempos do Spurs tem muito a agradece-lo também, certamente ele não seria o que foi(assim como Spurs não seria o q é sem ele) sem aquele inicio no lugar certo, na hora certa. A chegada do Tim foi a cereja do bolo do casamento que tinha sido iniciado. Muito obrigado ao Parker e a todos por essas décadas e legado absurdo, Almirante: Maior jogador da Franquia de todos os tempos; Popó: Disparado o melhor; e Tim o melhor jogador da franquia de todos os tempos. Parker talvez tenha sido melhor PG também, mas meu sentimento não me deixa falar isso tão claramente, The Liltte General está no meu coração porque também fez parte do inicio dessa cultura.

  • Marcos Gordinho

    Mais uma lágrima para conta!!! Essa série é demais!!!

  • Andre Soares

    Parabéns parkPa. Gratidão é um sentimento muito bacana. Vc ajudou os Spurs, mas os spurs foramsua casa, seu porto seguro, sua inspiração.

    Obrigado por toda a dedicação e respeito. E lhe desejo todo sucesso nessa nova trajetória em Charlote.

    GospursGo

  • Brinell Arcanjo

    Podia dar uma aula pro Kawhi. Vai ser difícil ver usando outra camisa, mas boa sorte no seu novo “emprego”.