Os 25 melhores jogadores da NBA abaixo de 25 anos (Parte 1)

Nov 21, 2019; Phoenix, AZ, USA; New Orleans Pelicans guard Lonzo Ball against the Phoenix Suns at Talking Stick Resort Arena. Mandatory Credit: Mark J. Rebilas-USA TODAY Sports

Quem são os melhores jogadores jovens da NBA na atualidade? 

Qualquer ranqueamento causa divergências. Imagine, então, uma lista sobre jogadores jovens – em que, por mais que estejamos analisando os melhores da atualidade, nossa percepção de potencial acaba influenciando a análise. O Jumper Brasil, em tempos de isolamento social, está preparado para mexer nesse “vespeiro” com um post inédito, especial e relativamente polêmico em nosso site. 

Nós reunimos uma equipe de 12 votantes, que inclui integrantes do site e convidados especiais, para fazer uma lista que sempre causa discussão: quem são os 25 melhores jogadores da NBA na atualidade abaixo dos 25 anos de idade? A procura por múltiplos votantes ambiciona trazer várias visões e opiniões, não só uma posição possivelmente “viciada” do time Jumper. 

Aqui está a lista dos votantes de nossa missão especial, além do meio representam e as iniciais pelas quais serão identificados ao longo da postagem: 

Antonio “Ton” Gomes (Jumper Brasil) – A.G. 
Eduardo Ribeiro (Jumper Brasil) – E.R. 
Gustavo Freitas (Jumper Brasil) – G.F. 
Gustavo Lima (Jumper Brasil) – Gu 
Gêra Lobo (4 the win) – G.L. 
Lucas Pastore (UOL Esporte) – L.P. 
Luís Araújo (Triple-Double) – L.A. 
Michel Moral (Jumper Brasil) – M.M. 
Renan Ronchi (Na Era do Garrafão) – Re 
Ricardo Romanelli (Hoop 78) – R.R. 
Ricardo Stabolito Junior (Jumper Brasil) – R.S. 
Vitor Camargo (Na Era do Garrafão) – V.C. 

Todos os atletas citados receberam pontuação inversa à posição em que aparecem na relação de cada consultado para finalizarmos um ranking de consenso. Como assim? Exemplo simples: o 25o colocado da lista de um votante ganha um ponto, enquanto o primeiro colocado contabiliza 25 pontos. E assim por diante, em ordem, para cada um dos 12 jornalistas/blogueiros/twitteiros/podcasters procurados. 

Em caso de pontuação exatamente igual após a apuração da lista dos 12 jornalistas (e adianto que, por mais improvável que pareça, isso aconteceu), tivemos os critérios de desempate estabelecidos antes do início da contagem de votos da seguinte forma: 

  1. Maior número de citações entre os 12 votantes
  2. Maior posição conquistada em um ranking individual
  3. Maior índice de eficiência P.E.R. na atual temporada
  4. Jogador mais velho 

É preciso lembrar ainda que foram elegíveis todos os jogadores que ainda não haviam completado 25 anos de idade até o dia 13 de abril. Essa postagem vai ser dividida em cinco partes, que devem aparecer em nosso site ao longo das próximas semanas sem uma periodicidade definida. 

Essa é a primeira parte do ranking, que apresenta os jogadores que ficaram entre as 25ª e 21ª colocação em nossa lista de consenso. Observe que uma barra especial vai indicar onde cada um dos votantes posicionou cada atleta em seus ranqueamentos individuais. 

  

 

 

É surreal pensar que um jogador de apenas 24 anos já seja considerado uma decepção, mas, com Aaron Gordon, a história é (mais ou menos) essa: depois de seis temporadas e 400 jogos na NBA, o quarto selecionado do draft de 2014 não cresceu da forma como muitos imaginavam – e, certamente, não evoluiu como o Magic precisava. Paciência… expectativas são uma criação e problema dos outros.  

A verdade é que, embora não seja o astro que analistas e franquias projetavam lá atrás, Gordon trilha uma carreira bem sólida na liga. Sinais de sua versatilidade nos dois lados da quadra continuam, pontualmente, aparecendo a cada jogo – e, nos últimos anos, ele melhorou sensivelmente como passador. A impressão, porém, é que o jovem ala nunca conseguiu reunir todas essas habilidades de forma consistente. 

Uma estatística curiosa 

Gordon acertou 70% dos 233 arremessos realizados dentro do garrafão na temporada, incluindo algumas de suas fantásticas enterradas. No entanto, fora da área pintada, a história tem sido bem diferente: teve só 30.6% de aproveitamento em 493 tentativas. 

Daqui para frente 

Orlando cogita negociá-lo há algum tempo e muitas equipes deverão mostrar interesse. Gordon é um jovem talento que, certamente, pode evoluir para algo mais próximo do que imaginávamos atuando em um time mais estruturado do que o Magic. 

  

 

 

As lesões têm sido o grande (e, talvez, único) obstáculo para que a carreira de Jonathan Isaac realmente “decole” na NBA. O jovem ala disputou menos de 35 jogos em duas de suas três temporadas profissionais, mas, enquanto esteve em quadra, mostrou que não havia exagero nas projeções de draft: sua versatilidade e capacidade como protetor de aro já o fazem um marcador de elite para um dos melhores times defensivos da liga. 

É verdade que seu jogo ofensivo ainda não é totalmente confiável, com o arremesso de longa distância instável, mas ele melhorou como reboteiro e suas tentativas de quadra acontecem cada vez mais dentro do garrafão (onde registra 65% de conversão). E não esqueça do principal: esse garoto, antes de lesionar-se novamente, já vinha sendo fortemente considerado para o prêmio de melhor defensor dessa temporada. 

Uma estatística curiosa 

Quando está em quadra, Isaac responde por mais de 60% dos bloqueios de arremessos que o Magic distribui. Ele é o único não pivô a figurar entre os 20 melhores jogadores nesse quesito ao longo dessa temporada. 

Daqui para frente 

A tendência é que Isaac vire para o Magic o que Aaron Gordon vinha sendo nos últimos anos: a esperança de dias melhores. É um perfeito encaixe em uma equipe que aposta na defesa e, ficando longe de problemas físicos, tem tudo para “estourar” em breve.

 

 

 

Um dos perfis técnicos mais alinhados com os preceitos do basquete contemporâneo é o pivô móvel capaz de proteger o aro e espaçar a quadra com volume de arremessos – e, se quiser uma prova fácil, observe como Brook Lopez converteu o Bucks na equipe mais consistente da NBA nos últimos dois anos. Pode-se dizer que, na novíssima geração, há poucos atletas (se algum) que atendem melhor esse perfil do que Jaren Jackson Jr. 

O pivô de 20 anos é um dos mais instintivos jovens protetores de aro da liga, com seus 1.6 tocos por partida ainda não fazendo total jus a sua versatilidade defensiva, além de converter quase 40% dos 6.3 arremessos de longa distância que tenta na temporada – volume digno de armador. Jackson está longe de ser produto final (rebotes e faltas são problemas), mas esse é parte do apelo de um atleta tão jovem e só 112 jogos na NBA. 

Uma estatística curiosa 

Quem diria que o jogador mais jovem da história da NBA a converter nove bolas de três pontos em um jogo seria um pivô? Pois é. Jackson virou dono da marca em dezembro desse ano, durante derrota contra o Bucks, com apenas 20 anos e 89 dias de vida. 

Daqui para frente 

Jackson tem tudo para ficar muitos anos em Memphis, ser o parceiro perfeito para um armador dinâmico como Ja Morant e tornar-se um dos pilares do futuro do Grizzlies. 

 

 

 

A pressão de ser uma segunda escolha de draft e corresponder tamanha expectativa na NBA é enorme. Imagine, então, equilibrar essa situação com um pai falastrão, atuando sob os holofotes de Los Angeles e diante de um grupo de pessoas que já torcem contra você antes mesmo de estrear. Não foi fácil ser Lonzo Ball nos últimos anos. E, não por acaso, ele precisou de um reinício na carreira para finalmente se acertar. 

Trocado pelo Lakers na última offseason, a temporada do armador pelo Pelicans é um sucesso. Seu dinamismo nos dois lados da quadra nunca esteve tanto em evidência, quebrando linhas de passe e marcando qualquer oponente ao mesmo tempo em que ajuda nos rebotes e distribui assistências com fluidez. A surpresa agradável fica por conta de sua reestruturada mecânica de arremesso, que leva-o ao maior índice de aproveitamento de tiros de três pontos da carreira. 

Uma estatística curiosa 

A diferença entre o índice de acerto de arremessos de três pontos e lances livres de Ball é apenas 18.4%. Nenhum outro jogador que tenha tentado, no mínimo, cinco cestas de três pontos por partida nessa temporada possui diferença menor do que 30%.  

Daqui para frente 

É difícil pensar que Ball seja absolutamente intocável em Nova Orleans, mas o Pelicans parece tranquilo com a aposta de que ele seja um ótimo encaixe com Brandon Ingram e Zion Williamson. Não o vejo saindo tão cedo da franquia. 

 

 

 

Essa é uma temporada bem diferente das quatro primeiras que Myles Turner disputou na carreira. No entanto, logicamente, nem tudo mudou. Ele continua a ser um atleta ativo e impactante no lado defensivo da quadra: corre a quadra com velocidade para marcar em transição, desvia passes, contesta arremessos cometendo cada vez menos faltas e virou um dos mais prolíficos bloqueadores de arremessos da NBA atual. 

Foi a ascensão de Domantas Sabonis em Indiana que alterou o jogo para Turner: passou de referência do garrafão para um papel complementar, abrindo a quadra para o all-star do time. Só para ter uma ideia: no intervalo de uma temporada, os arremessos de longa distância passaram de 24.8% para 44% do seu volume ofensivo. Não é o estilo de jogo que ressalta os seus pontos fortes, mas é o que o time precisa hoje. Pontos para ele. 

Uma estatística curiosa 

Turner é um dos cinco jogadores da temporada que tiveram dez ou mais atuações com mínimo de quatro tocos – ao lado de Brook Lopez, Anthony Davis, Kristaps Porzingis e Hassan Whiteside. 

Daqui para frente 

Vira e mexe, Turner aparece em rumores de troca. Vários times da liga não creem que o Pacers possa ter sucesso com o pivô e Sabonis atuando amplos minutos juntos. Indiana não parece ter interesse de negociá-lo, mas, se mudanças forem necessárias no elenco, ele é o provável primeiro jogador na fila de saída. 

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.