Paul George: “Pacers não quis adquirir melhor ala-pivô da NBA em 2017”

Paul George jogou suas primeiras sete temporadas na NBA pelo Indiana Pacers, onde chegou ao estrelato e disputou duas finais de conferência. Sua trajetória na franquia teve ponto final em 2017, com um repentino pedido de troca que mexeu com os bastidores da liga por alguns dias. O que ocasionou a decisão tão rápida? Ele revelou ter ficado irritado com uma postura específica da direção do time.

“Eu não citarei nomes aqui, mas, naquele ano, o melhor ala-pivô da liga falou que queria vir para Indiana jogar comigo. Fui até os executivos e eles só disseram que não poderiam viabilizar aquilo, não havia como acontecer por sermos um mercado menor. Um atleta desse nível queria atuar em Indiana e não dava para fazer? Eles não quiseram”, relembrou o ala, em entrevista ao podcast “Knuckeheads”.

Assim que George contou a história, vários palpites começaram a “pipocar” sobre quem seria o tal ala-pivô de elite. O astro Blake Griffin foi agente livre em 2017, mas, segundo Alex Kennedy (do site HoopsHype), a percepção em torno da liga é que Anthony Davis – que já dava sinais de desgaste no New Orleans Pelicans – seja o “coadjuvante misterioso” da história da saída do jogador de Indiana.

O craque recorda-se que a situação fez com que iniciasse uma reflexão profunda, perguntando os motivos de fazer parte de uma franquia indisposta a fazer o que fosse preciso para brigar por títulos. “Eu fiquei revoltado porque você começa a refletir sobre o que está fazendo ali, sabe? Indiana não é um lugar que atrai os astros, esse cara quer vir e simplesmente não quiseram?”, questionou.

A situação, porém, não era tão simples. Nos bastidores, todos já sabiam que Davis tinha interesse em atuar em um grande mercado (Nova Iorque e Los Angeles, em especial) e a tendência era que o ala-pivô saísse de Indianápolis como agente livre na primeira chance que tivesse. O próprio George, na verdade, especulava-se que faria o mesmo – e, não por acaso, hoje é atleta do Los Angeles Clippers.

“O pessoal da franquia ligou em seguida e falaram que estavam de olho em outro ala-pivô. Sem citar nomes, ele era um dos 20 ou 25 melhores da posição e estaria disponível na agência livre após vir de uma lesão. Não me senti confortável com a situação. Eu saí da chamada, liguei para o meu agente e simplesmente disse para tirar-me de Indiana. Eles não queriam vencer”, concluiu George.