Playoffs da Euroliga sob o olhar dos scouts da NBA

Por Gabriel Andrade

No próximo dia 17 de abril, os playoffs da Euroliga começarão a dar o ar da graça. Oito equipes se classificaram após uma temporada regular de 30 jogos. Segundo o regulamento, as quartas de final serão em melhor de cinco partidas, sendo que as quatro equipes classificadas se encontrarão novamente no Final Four, em Belgrado, na Sérvia.

E se você pensa que apenas o público europeu (ou quem acompanha a Euroliga por entretenimento) está interessado, é bom saber que muita gente lá nos Estados Unidos está observando os talentos de perto, seja para Draft, Agência Livre ou acompanhar o desenvolvimento de algum jovem que foi draftado nos anos anteriores.

Nomes como Darius Miller, Ekpe Udoh, Daniel Theis, Cedi Osman, Ante Zizic, Bogdan Bogdanovic, Milos Teodosic, Khem Birch, Brandon Paul e Mike James (que já está de volta à Europa) são jogadores que disputaram a Euroliga na temporada passada e acabaram assinando com a NBA na offseason. Confronto por confronto, vou apontar nomes que eventualmente chamarão a atenção de algum time.

CSKA vs Khimki

Jogadores com mercado

CSKA: Cory Higgins, Will Clyburn e Nikita Kurbanov.

Khimki: Alexey Shved, Tyler Honeycutt e Anthony Gill.

Líder durante toda a temporada regular da Euroliga, o CSKA conta na dupla de armação Sergio Rodriguez e Nando De Colo seus maiores talentos. No Sixers temporada passada, Chacho dificilmente retorna para a NBA. De Colo, que conta com muitos interessados e é, mais uma vez, fortíssimo candidato ao MVP da Euroliga com médias de 17.2 pontos, 4 rebotes, 56.4% nos arremessos de quadra, 51% nos chutes de 3 e 94.5% nos lances livres, mas seu contrato acaba em 2019 e não possui cláusula de saída para a NBA.

Por isso são os role players do CSKA que interessam, com destaque para Will Clyburn. O ala americano possui 2,01m de altura 2,14m de envergadura, medidas semelhantes às de Robert Covington, bastante sólido para jogar como wing na NBA. Seu forte está na defesa, Clyburn é um ala muito atlético, provavelmente o jogador mais explosivo da Euroliga ao lado de Jan Vesely e Adam Hanga, que entende rotações, joga duro, defende múltiplas posições e é um terror em transição. Um dos segredos da melhora defensiva do CSKA nesta temporada passada por ele:

Ofensivamente, é melhor quando tem liberdade para correr a quadra, uma força atlética que joga por cima do aro.

Entretanto, possui visão de túnel e constantemente trava a movimentação. É melhor quando joga apenas como um finalizador secundário. Na NBA, seria projetado como 3-and-D, contudo, o chute de três pontos não é uma grande força. Apesar do bom aproveitamento de 39.7% nesta temporada, veio em baixo volume (2.3 tentativas por jogo) e tem aproveitamento abaixo dos 30% na carreira. A mecânica de chute é alta, mas bastante lenta e alongada, a bola sai com muito arco de suas mãos.

Cory Higgins, por outro lado, é um jogador com mais capacidades ofensivas. Com curta passagem pelo Charlotte Hornets entre 2011 e 2013, o ala-armador é provavelmente o americano em melhor fase na Europa, aguentando papel maior na equipe após a saída de Teodosic. Seu ataque é diversificado, não é uma força atlética como Clyburn, mas é muito mais polido, capaz de pontuar via infiltrações com mudanças de velocidade no pick-and-roll, dar arremessos de meia distância (seu carro-chefe) e chutar de três pontos com grande eficiência (46.3% em suas 3 temporadas de Euroliga), embora em baixo volume.

Defensivamente, não chama a atenção por ser alto e longo, mas possui altura e envergadura para defender armadores e ala-armadores, além de tremenda agilidade lateral para se manter de frente aos adversários. Possui fluidez para perseguir arremessadores por entre corta-luzes e trabalho duro para atravessar bloqueios no pick-and-roll, bom defensor no mano-a-mano.

Ainda assim, o grande defensor dessa equipe é outro jogador, o russo Nikita Kurbanov. Aos 32 anos, o russo de 2,02m de altura defende das posições 1-5 no nível da Europa, usa seu corpo muito forte para batalhar contra pivôs no poste baixo, se comunica bastante na defesa para fechar espaços, além de defender armadores ou demais jogadores mais baixos em trocas de marcação. Joga duro o tempo inteiro, do tipo que vira favorito dos fãs.

No ataque, é basicamente um spot up shooter, mas bastante inconsistente nesse sentido. Consegue pontuar em cima de adversários menores de costas para a cesta também.

Já no Khimki, destaque para Alexey Shved, que chegou a fazer grande ano de novato pelo Minnesota Timberwolves, além de passar por Philadelphia 76ers, Houston Rockets e New York Knicks. O cestinha do último EuroBasket e da atual Euroliga ganha o maior salário da Europa na atualidade (fala-se em cerca de 4 milhões de euros) e possui luxos como ter a própria marca de roupa e um ônibus dedicado a ele em Moscou.

Conta-se que Shved ouviu propostas de NBA nos anos anteriores, mas todas ou com salário menor, ou com qualquer pequeno proposto dentro da equipe. Confiante em seu próprio jogo, Shved arremessa agressivamente após o drible e tem distância de NBA em seu chute de três pontos, mas a seleção de arremessos tende a ser bem instável, o tipo de jogador que pode ganhar e perder jogos sozinhos. Caberia como um sexto homem pontuador. Outro problema é que precisaria ser escondido na defesa, é um dos defensores menores concentrados que vai se achar por aí. Mas o talento é inegável.

Já Tyler Honeycutt e Anthony Gill são a base da defesa do Khimki, dois combo forwards atléticos, fluidos, capazes de trocar a marcação no perímetro, mas também pegar rebotes e defender o garrafão. Em especial, Tyler é uma força atlética com grande destreza para mudar o corpo no meio do ar e receber diferentes tipos de passe para pontes aéreas. Também é ótimo protetor de aro para um ala, ótimo cobrindo espaços do lado contrário e distribuindo tocos. Ótimo projeto de 3-and-D. Gill é melhor arremessador e mais forte para defender o garrafão como um Stretch Four.

 

Panathinaikos vs Real Madrid

Jogadores com mercado

Panathinaikos: Chris Singleton e Nick Calathes.

Real Madrid: Luka Doncic, Anthony Randolph, Dino Radoncic, Santiago Yusta, Walter Tavares e Jeffery Taylor.

A grande atração deste confronto é, sem dúvida alguma, Luka Doncic. O prospecto de Draft com mais experiência e mais testado a nível profissional a já passar pelo recrutamento terá um duelo difícil pela frente, o atlético time do Panathinaikos, que possui uma diversidade de jogadores longos e ágeis para testar a polidez e capacidade de criação de separação de Doncic.

No jogo anterior contra a equipe grega, Luka saiu com 19 pontos, seis rebotes e três assistências (5-14 nos arremessos de quadra, 3-9 nas bolas de três pontos e oito desperdícios de bola). Provável que alguém entre KC Rivers, Thanasis Antetokounmpo (irmão do Giannis) ou Chris Singleton encare a responsa, trocando sempre nos corta-luzes. Os olheiros estarão bastante atentos como Luka se comportará em seu primeiro playoff como líder de sua equipe, já que antes a responsabilidade era de Sergio Llull, que rompeu os ligamentos do joelho na offseason. As vezes exausto, em outras super confiante, o Real deu descanso na reta final da temporada regular para Doncic recuperar a forma e chegar em alto nível para o ponto alto da temporada.

Além de um concorrente forte para a primeira escolha do Draft deste ano, o Real Madrid possui dois valores bem avaliados para a segunda rodada de recrutamentos futuros: Santiago Yusta e Rino Randoncic. O primeiro é quem mais chances de ter minutos, um fluido e atlético ala, ótimo em atacar a cesta, defender múltiplas posições e pegar rebotes, mas que não tem físico de elite no conjunto explosão, tamanho e envergadura, além de ser um arremessador bem limitado neste estágio de seu desenvolvimento. Radoncic, por outro lado, dominava o Real na base como cestinha em todos os níveis de competição, pontuador alto, forte e versátil, capaz de usar seu tamanho e arremesso alto de canhota. Entretanto, tende a cometer bastantes erros defensivos ainda, além de ter uma tendência a prender bastante a bola, já que ainda está aprendendo a jogar sem ser o foco das ações.

Na trupe de ex-NBA, Jeffery Taylor foi um que saiu nas portas dos fundos após passar pelo Charlotte Hornets (na época, Bobcats), preso por violência doméstica algumas vezes. Depois de uma primeira temporada complicada, desafiado como chutador ruim e defensor desatento, melhorou bastante na defesa e começou a usar seu atleticismo de melhor forma em cortes fora da bola, além de melhorar sensivelmente o chute. Caso retorne, será como 3-and-D, embora o chute ainda não seja uma arma tão forte assim.

Agora naturalizado esloveno, Anthony Randolph tem muito de JaVale McGee em seu jogo, uma aberração atlética de 2,09m de altura e 2,21m de envergadura, explosivo, muito móvel e fluido e que salta como um cavalo de hipismo. Quando concentrado, é capaz de defender do perímetro ao garrafão com seu conjunto único de ferramentas.

No ataque, é um Stretch Four com chute errático, mas que causa estragos nos dias mais quentes, além de ser um grande alvo para pontes aéreas e jogadas sem a bola. Quando obrigado a tomar muitas decisões, vai dar passes malucos, achar que sabe driblar e fazer jogadas em isolação. Para manter sob controle, precisa ser com papel limitado, seguro e sem muita pressão.

Ex-DPOY da G-League, Walter Tavares é um ser humano de 2,21m de altura por 2,36m de envergadura, enorme demais, além de ser focado e com timing para proteger o aro, para além dos atributos físicos citados. Na Europa, é menos exposto na defesa de perímetro, onde falta agilidade lateral. Quando focado na defesa de garrafão, consegue cobrir tudo que é espaço, inclusive na meia distância, usando seu enorme alcance para prevenir ações de armadores sem perder seu pivô de vista. Para a NBA, é muito limitado no ataque e na defesa de quadra espaçada para ter muitos minutos, mas dá para ter um papel de nicho.

No Panathinaikos, Mike James retornou pra Europa após se aventurar nos Two-Way Contracts da NBA. O explosivo e fominha armador não tem o chute e eficiência ofensiva para prolongar sua vida na NBA, além da falta de versatilidade defensiva.

Dentro os que ainda têm mercado na NBA, destaque para Nick Calathes, que compete duro para o MVP da temporada, após um 2016-2017 bem fraco. Ótimo passador e com passagem razoável pelo Memphis Grizzlies, o alto armador desenvolveu seu jogo de floater e arremessos de curta distância/costas para a cesta para maquiar um pouco a sua falta de chute. Sempre flertando com o triplo-duplo, a falta de atleticismo de elite e um arremesso minimamente decente o torna um encaixe complicado na NBA moderna.

Outro com passagem pela NBA, Chris Singleton mudou de ala para pivô na Europa, usando sua mobilidade, capacidade atlética, envergadura e força para defender as três posições de frontcourt e trocar marcação. Contudo, sua defesa vem e vai, é comum que seja um defensor desconcentrado, que não contesta sempre próximo ao aro ou parece estar jogando em seu máximo esforço, o que pode ser frustrante. O chute evoluiu bastante ano a ano, o que pode fazer que seja um Stretch Four interessante para alguns times.

Fenerbahçe vs Baskonia

Jogadores com mercado

Fenerbahçe: Nicolo Melli, Brad Wanamaker, Nikola Kalinic, James Nunnally e Jan Vesely.

Baskonia: Janis Timma, Johannes Voigtmann, Ilimane Diop e Rodrigue Beaubois.

Provavelmente o confronto com mais nomes possíveis que giram no mercado da NBA, Fenerbahçe e Baskonia é cercado por ótimos alas, com destaque para Nikola Kalinic, o sérvio que joga muito duro e extremamente versátil, ótimo passador, capaz de preencher vários espaços na quadra e jogar com muita inteligência, sobretudo no ataque.

Nunnally é um 3-and-D, mais “3” do que “D”, digamos. Com passagem por Atlanta Hawks e Philadelphia 76ers, o ex-MVP da Liga Italiana está chutando 45.1% nessa temporada da Euroliga, em 4.7 tentativas por 40 minutos, juntando ações como spot up shooter e outras correndo por entre corta-luzes, com mecânica rápida e compacta.

Entretanto, sua defesa é um pouco errática, o que pode limitar seus minutos, principalmente quando envolvido em corta-luzes.

Meu jogador preferido no elenco é Nicolo Melli. O ala-pivô italiano é um defensor inteligente, ágil lateralmente, ótimo reboteiro, capaz de cobrir espaços, rotacionar e trocar marcação. Está entre os melhores defensores da Euroliga, grande asset para defender o perímetro.

Ofensivamente, Melli é um Stretch Four não muito longo ou explosivo, mas bastante fluido e com ótima mecânica de arremesso, compacta, rápida, com a bola saindo rápido de suas mãos, embora mais confortável na meia distância. De toda forma, sua melhor característica no ataque é o passe, capaz de fazer ações como estas:

Brad Wanamaker talvez seja o único armador na Europa com típico físico de NBA, dono de 1,93m de altura, braços longos e um corpo forte. Além do mais, melhorou bastante atleticamente desde que saiu do College, explosivo e veloz.

O que mais atrai em Wanamaker é sua habilidade de atuar em múltiplas funções. Sua visão de jogo e QI de Basquete lhe permitem que atue como o armador principal e criador de jogadas, além da capacidade de criar arremessos na meia distância. Além do mais, tem chute, inteligência e versatilidade para jogar sem a bola em mãos. É um defensor capaz de marcar armadores e alas-armadores, além de ser muito vocal em quadra. Diz-se que, já na temporada passada, negociou com times de NBA, notadamente Oklahoma City Thunder e Denver Nuggets.

Jan Vesely talvez seja o nome mais conhecido. O explosivo pivô tcheco foi uma alta escolha de Draft pelo Washington Wizards, mas usado de maneira terrível pelo clube da capital americana na época. Ele foi utilizado como jogador de perímetro, que claramente não é a dele. Vesely é um atlético roll man, capaz de receber passes para pontes aéreas por cima de qualquer defesa, uma aberração atlética que é confortável dentro do garrafão.

Além do mais, o atleta do Fener melhorou nos lances livres (71.1% na atual temporada contra 55.6% na carreira), além de ser um defensor mais capaz, que até consegue ir para o perímetro em certas doses.

Pelo lado do Baskonia, o ex-Dallas Mavericks, Rodrigue Beaubois, parece pronto para um retorno à NBA. O combo guard de 1,89m de altura e 2,08m de envergadura (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) está cada vez melhor defensivamente. O francês usa bem a sua envergadura para interceptar passes e causar um terror na pressão defensiva. Contudo, é no ataque que está o seu maior trunfo. Ele é um arremessador dinâmico que pode ser acionado após corta-luzes ou criando a partir do drible, para além de chutar quando receber a bola parado. Sua habilidade defensiva e de fazer cestas o torna um bom encaixe em vários esquemas táticos que não precisam de um armador dominador da bola (alô Nuggets, Jazz, Warriors e Mavs).

Outros destaques ficam para os pivôs Johannes Voigtmann e Ilimane Diop. O primeiro é um Strecht Five, alto, não tão longo, mas fluido, bom reboteiro e muito eficiente no ataque. É bom arremessador e finalizador ao redor do aro, mas seus passes são ainda mais chamativos. Seu conjunto versátil de ferramentas é bastante útil na NBA moderna. O problema é que trata-se de um jogador que toma decisões questionáveis em quadra, além de não ser elite em termos de agilidade lateral.

Diop já é mais um pivô nos moldes de Myles Turner, alto, com braços enormes, atlético para receber pontes aéreas, mas com mecânica de chute para arremessar confortavelmente da meia distância. Uma lesão o tirou de boa parte da temporada, mas seu jogo nos moldes da atual NBA de rim running-proteção de aro-rebotes é sempre bem vindo.

Janis Timma, stash do Orlando Magic no Baskonia, é um ala faz tudo, capaz de arremessar de diferentes posições da quadra com certa versatilidade, dar passes no perímetro e no garrafão, atacar adversários no poste baixo e defender múltiplas posições. O ala de 2,01m de altura não possui grande envergadura nem explosão ou atleticismo de elite. Seu melhor atributo é poder jogar em qualquer esquema tático e maximizar isso em grande eficiência ofensiva (66% nos chutes de 2 pontos e 41,4% pra 3 pontos, em sete tentativas por 40 minutos na Euroliga deste ano, 64.9%/44.3% na Eurocup do ano passado).

 

Olympiakos vs Zalgiris

Jogadores com mercado

Olympiakos: Nikola Milutinov

Zalgiris: Kevin Pangos, Aaron White e Vasilije Micic

Este é o confronto menos recheado de talentos nível NBA. Pelo lado do Olympiakos, vale atualizar as notas sobre Nikola Milutinov, pivô escolhido na primeira rodada da NBA pelo San Antonio Spurs, que está precisando de alguém mais defensivo na posição, já que isso não está muito bem nas mãos de Joffrey Lauvergne e Pau Gasol. Mais móvel e mais confortável defendendo o perímetro que no passado, Milutinov é enorme, forte, bom reboteiro e protetor de aro. No ataque, se limita mais a jogadas de pick and roll e arremessos de meia distância, não exatamente alguém muito versátil.

No Zalgiris, a ex-estrela da universidade de Gonzaga, Kevin Pangos, comanda um show com pacote de timing de passes, bandejas inusitadas e arremessos em movimento. Um grande QI de Basquete capaz de fazer cestas de vários lugares diferentes, mas limitado pela falta de tamanho, envergadura e atleticismo de elite. Contudo, é alguém nos moldes de Fred VanVleet, bom arremessador, tomador de decisões que pressiona o adversário na defesa.

Aaron White, stash do Washington Wizards na Europa, é um ala-pivô que tenta enterrar tudo o que vem. Sua capacidade de salto o torna um alvo imediato de lobs, ótimo em quadra espaçada, além de ter chute para arremessar parado para três pontos. A bronca fica em seu impacto defensivo, um jogador desatento e que constantemente escolhe ângulos ruins ou fica fora de posição.

Outro stash é Vasilije Micic, escolha de segunda rodada do Sixers. Bastante frustrante de se assistir por tomadas de decisões ruins e falta de chute/poder de finalização, Micic encanta na criatividade com a bola em mãos para passes, pressão defensiva usando sua altura e agilidade, além da capacidade de controlar a bola e mudar velocidades para contrapor que não é um atleta explosivo ou muito atlético. Em sua breakout season pela Euroliga, estar sob a tutela de Sarunas Jasikevicius é um luxo para qualquer prospecto de armação. O Sixers muito provavelmente está monitorando este prospecto, apesar de já estar cheio de bons criadores na posição.

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Bruno Carvalho Costa

    Um jogador que sempre me chamou atenção na europa foi o Mantas Kalnietis, pena que sua idade está passando e não deve jogar mais na NBA.

    • Gabriel Andrade

      Ele sempre jogou muito melhor na seleção que no nível de clubes. É bem frustrante de se ver jogar nos últimos 4-5 anos

  • felipe fernando Oliveira

    OKC estava negociando com Wanamaker e Burke, quando Burke deu certeza OKC liberou Wanamaker. Mas com o bolo que tomou de Burke OKC tentou retomar negociações mas ele já tinha fechado com time turco e por isso fecharam com Felton. Mas Brad Wanamaker e Vesely são dois jogadores que eu gostaria de vê los em OKC.

  • São muito fodas essas matérias, mas (e me sinto até mal por “criticar”) elas não poderiam ser menores?

    • Gabriel Andrade

      Todo crítica é bem vinda. Assim, conteúdo analítico o texto tende a ficar maior mesmo, ainda mais uma matéria carregada de informação como essa. Como a data já está próxima dos jogos, acabei não dividindo em partes para publicar aos poucos, que seria o ideal, fazer uma pra cada confronto.
      Abraços

    • Doug

      O texto em si até que não é grande. O espaço utilizado que ficou grande, em razão dos vídeos. Mas, ficou muito boa mesmo.

  • Cesar Barros

    Excelente matéria nível jumper Brasil!

  • Diego Costa

    Shved tinha uma hype enorme.
    Jamais vingou.

    • Jetro

      Shved jogou muito bem na época do tank (final de temporada) quando esteve no Knicks… achei que ele ia ficar no time… mas acho que foi a defesa e o chamado do CSKA que o tiraram de NYC

  • Ben Hur

    Alguma emissora vai transmitir para o Brasil este ano??

    • Gabriel Andrade

      Nenhuma. Único torneio europeu que passa na tv brasileira é a Liga Espanhola

  • Thiago Legori

    Acredito que o Vesely volte um dia a jogar na NBA, tem bola pra isso