Por onde andam cinco ex-jogadores do New York Knicks?

1- Latrell Sprewell

Latrell Sprewell foi um jogador acima da média. Muito talentoso e com a vocação para ser cestinha, atuou no Golden State Warriors, New York Knicks e Minnesota Timberwolves. Controverso, foi suspenso e, posteriormente, trocado do Warriors para o Knicks após tentar estrangular o então técnico P.J. Carlesimo. Foram cinco anos no time de Nova York e, por lá, disputou um Jogo das Estrelas e foi finalista em 1998-99 contra o San Antonio Spurs. Ficou até 2002-03, quando foi negociado para o Minnesota Timberwolves, naquele time que tinha Kevin Garnett, Wally Szczerbiak e Sam Cassell.

Em 2003-04, foi para as finais do Oeste, mas caiu diante do Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal, Kobe Bryant, Karl Malone e Gary Payton. Ainda jogou o ano seguinte, mas apresentou queda de rendimento e não renovou seu contrato com o Timberwolves, aguardando uma proposta no mercado. Ele recebeu US$14.6 milhões em seu último acordo e esperava algo parecido. Nenhuma foi satisfatória, incluindo a de extensão por três anos por US$21 milhões. Segundo ele, aquele valor não seria suficiente para alimentar sua família. Não jogou mais na NBA.

Encerrar a carreira aos 34 anos pode parecer muito, mas no caso de Sprewell, foi prematuro.  Ele tinha talento para seguir em frente e, no basquete de hoje, essa idade ainda pode proporcionar mais três ou quatro anos, sem grandes problemas. Lembra que ele parou de jogar porque o salário não alimentaria sua família? Pois é. Ele acabou se separando, perdeu a casa, perdeu o rumo mesmo depois de ter recebido mais de US$100 milhões em salários. Hoje, ele possui aproximadamente US$50 mil e mora de aluguel. Sprewell trabalha ocasionalmente para o Knicks como uma espécie de embaixador em clínicas de basquete.

2- Chris Duhon

A passagem de Chris Duhon pelo New York Knicks foi rápida, apenas dois anos. Como armador, ele tinha experiência de quatro temporadas pelo Chicago Bulls, sempre como um jogador comum. Mas no Knicks, que tinha Mike D’Antoni como treinador, Duhon apareceu bem em seu primeiro ano, em 2008-09. No dia 29 de novembro de 2008, ele distribuiu 22 assistências na vitória do Knicks sobre o Golden State Warriors. Foram 16 jogos naquela campanha com dez passes decisivos ou mais, mas apenas quatro na temporada seguinte, encerrando seu período na equipe. Duhon ainda passou, sem sucesso, por Orlando Magic e Los Angeles Lakers antes de encerrar a carreira em 2012-13, aos 30 anos.

Duhon foi assistente da universidade de Marshall, com Dan D’Antoni, entre 2014 e 2017. Depois, teve o mesmo cargo em Illinois State, entre 2018 e 2019.

3- Walt Frazier

Armador do New York Knicks entre 1967-68 e 1976-77, Walt Frazier foi campeão em duas oportunidades com a equipe, além de ter sido eleito sete vezes para o Jogo das Estrelas, seis vezes All NBA e MVP em 1974-75. Depois do time de Nova York, ele passou três temporadas no Cleveland Cavaliers, antes de se aposentar em 1979-80.

Em 1996, ele foi eleito entre os 50 melhores jogadores de todos os tempos quando a NBA completou 50 anos. Hall da Fama, Frazier hoje é figurinha carimbada em transmissões do MSG Network nos jogos do Knicks como comentarista.

4- Charlie Ward

Vigésima sexta escolha do draft de 1994, Charlie Ward poderia ter outra carreira profissional se quisesse. Vencedor do Heisman Trophy em 1993, pensou seriamente em ser jogador de futebol americano. Ainda que tenha optado pelo basquete, Ward também flertou com o beisebol e foi selecionado como pitcher pelo Milwaukee Brewers no draft dos agentes livres em 1993 e, em 1994, pelo New York Yankees. No Knicks, ele ficou por dez temporadas, sempre como especialista em defesa e em arremessos de três. Em 1998-99, no ano do primeiro locaute, o Knicks disputou a final da NBA contra o San Antonio Spurs, mas perdeu por 4 a 1. Ward ainda passou por San Antonio Spurs e Houston Rockets, mas sem o mesmo impacto.

Aposentado, ele tornou-se assistente de Jeff Van Gundy no Houston Rockets, mas a experiência não durou muito e ele deixou a NBA em busca de treinar times de colégio e universidades. Em 2007, Ward foi contratado como assistente do time de Westbury Christian School, do basquete colegial. Posteriormente, virou técnico de futebol americano e, em seguida, retornou ao basquete. Em 2017, ele lançou um livro, “Unprecedented: The Life of Charlie Ward”. Em junho de 2018, Ward sofreu um infarto, mas recuperou-se totalmente.

5- Bernard King

Selecionado pelo New Jersey Nets como a sétima escolha do draft de 1977, Bernard King chegou ao New York Knicks em 1982, após ser trocado pelo Golden State Warriors por Micheal Ray Richardson e uma escolha de draft. No Knicks, ele foi para o Jogo das Estrelas em duas ocasiões e liderou a liga em 1984-85 com 32.9 pontos. No entanto, uma gravíssima lesão no joelho em março de 1985 o tirou do restante daquela temporada, da seguinte e de quase toda a campanha 1986-87, colocando fim ao seu período na equipe.

Após várias tentativas de retorno às quadras, King aposentou-se em 1992-93. Ele foi indicado para o Hall da Fama em 2013 e, posteriormente, passou a fazer parte das transmissões da NBA TV e MSG Network.

Gustavo Freitas
Gustavo Freitas
Mineiro de Uberaba, é co-fundador do Jumper Brasil e fã do Boston Red Sox.