Previsão da temporada 2019-20 – Divisão do Pacífico

CONFERÊNCIA OESTE – DIVISÃO DO PACÍFICO

GOLDEN STATE WARRIORS

Quem chegou?

D’Angelo Russell (armador, Brooklyn Nets)
Willie Cauley-Stein (pivô, Sacramento Kings)
Omari Spellman (pivô, Atlanta Hawks)
Glenn Robinson III (ala, Detroit Pistons)
Marquese Chriss (ala-pivô, Cleveland Cavaliers)
Alec Burks (ala-armador, Sacramento Kings)
Jordan Poole (ala-armador, calouro)
Eric Paschall (ala-pivô, calouro)
Alen Smailagic (ala-pivô, calouro)

 

Quem saiu?

Kevin Durant (ala, Brooklyn Nets)
DeMarcus Cousins (pivô, Los Angeles Lakers)
Andre Iguodala (ala, Memphis Grizzlies)
Andrew Bogut (pivô, Sydney Kings – AUS)
Shaun Livingston (armador, aposentadoria)
Quinn Cook (armador, Los Angeles Lakers)
Jonas Jerebko (ala-pivô, agente livre )
Jordan Bell (ala-pivô, Minnesota Timberwolves)
Damian Jones (pivô, Atlanta Hawks)
Alfonzo McKinnie (ala, dispensado)

 

Projetando o time

Willie Cauley-Stein

Draymond Green Glenn Robinson III D’Angelo Russell

Stephen Curry

Principais reservas

Kevon Looney
Marquese Chriss
Alec Burks
Omari Spellman
Jordan Poole

Técnico: Steve Kerr

 

O “cara” da franquia

Stephen Curry
Sem Kevin Durant, e com Klay Thompson afastado pelo menos até o All-Star Game (fevereiro de 2020), a expectativa é de que Curry tenha uma temporada assombrosa em termos estatísticos, já que será o foco ofensivo do Warriors.

Fique de olho!

D’Angelo Russell
Principal reforço do Warriors para a temporada, Russell espera repetir na equipe californiana o mesmo sucesso que teve na última temporada pelo Brooklyn Nets, quando foi escolhido para o All-Star Game pela primeira vez na carreira. Em San Francisco, o armador terá que se adaptar a um novo papel, dividindo a bola com nada mais nada menos do que Stephen Curry. Os dois terão a missão de conduzir o ataque do Warriors, tão eficiente nos últimos anos.

O ponto de interrogação

Klay Thompson
A lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, angariada no jogo 6 das últimas finais, vai deixar Thompson no estaleiro por pelo menos mais quatro meses. Ter o ala-armador 100% recuperado é primordial para que o Warriors possa pensar em algum sucesso em 2019/20, especialmente nos playoffs.

O que esperar do Warriors 2019-20?

O Warriors talvez seja o maior ponto de interrogação da temporada. Perdeu jogadores que ajudaram o time a estabelecer uma dinastia na NBA e terá o importante desfalque de Klay Thompson por quase toda a temporada regular. Da espinha-dorsal da equipe nos últimos anos ficaram Stephen Curry, Draymond Green, Kevon Looney e o lesionado Thompson. A inesperada chegada de D’Angelo Russell na agência livre e o encaixe com Curry nas ações ofensivas é outra coisa que deixa a torcida com a pulga atrás da orelha. A defesa do time californiano deverá sentir bastante as saídas de Durant e Iguodala. E o elenco que já não era tão profundo assim…

Mesmo com todas as mudanças, e o enfraquecimento do elenco, não dá para subestimar o coração de um time que chegou às últimas cinco finais e foi campeão em três delas. Curry tem tudo para fazer uma temporada espetacular, e Green, que acabou de estender o seu contrato, também deve vir faminto em 2019/20. Soma-se a isso a manutenção da comissão técnica chefiada por Steve Kerr e a chegada de um All-Star como Russell. Por tudo isso, acho impensável o time de San Francisco fora dos playoffs. E, caso Thompson se recupere totalmente da lesão no joelho, o Warriors será um adversário indigesto para qualquer time do Oeste na pós-temporada.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 3º lugar     Conferência: 6º lugar


LOS ANGELES CLIPPERS

Quem chegou?

Kawhi Leonard (ala, Toronto Raptors)
Paul George (ala, Oklahoma City Thunder)
Maurice Harkless (ala, Portland Trail Blazers)
Rodney McGruder (ala, Miami Heat)
Patrick Patterson (ala-pivô, Oklahoma City Thunder)
Mfiondu Kabengele (posição, time)
Terance Mann (posição, time)

Quem saiu?

Shai Gilgeous-Alexander (armador, Oklahoma City Thunder)
Danilo Gallinari (ala, Oklahoma City Thunder)
Wilson Chandler (ala, Brooklyn Nets)
Garrett Temple (ala-armador, Brooklyn Nets)
Milos Teodosic (armador, Virtus Bologna – ITA)
Sindarius Thornwell (ala, sem time)
Tyrone Wallace (ala-armador, Minnesota Timberwolves)
Ángel Delgado (pivô, Beijing Royal Fighters – CHN)

 

Projetando o time

   

Ivica Zubac

Paul George Kawhi Leonard Landry Shamet

Patrick Beverley

Principais reservas

Lou Williams
Montrezl Harrell
Maurice Harkless
JaMychal Green
Rodney McGruder

Técnico: Doc Rivers

 

O “cara” da franquia

Kawhi Leonard
Kawhi Leonard começou a última temporada sob o olhar da desconfiança em razão do tempo parado e de todo o imbróglio com o San Antonio Spurs. Em uma história que parece roteiro de cinema, deu a volta por cima, terminou a temporada com mais um anel de campeão e mais um prêmio de MVP das finais no currículo. O casamento perfeito e rápido com o Toronto Raptors vai ficar marcado na história do time canadense, que conquistou o seu primeiro título da NBA. 

Disputado pelo próprio Raptors e pelas equipes de Los Angeles na agência livre, Leonard decidiu voltar à sua cidade natal. Ele escolheu o Clippers e, de quebra, “ajudou” a franquia na contratação do amigo Paul George, outro nascido na região de Los Angeles. 

Como não é para menos, a expectativa é a de que Kawhi lidere o Clippers a uma conquista inédita, assim como ele fez em Toronto. Em Los Angeles, ele terá a ajuda de um elenco forte, uma comissão técnica competente e uma diretoria disposta a trazer o primeiro título à franquia. Kawhi está em casa, motivado e com um contrato de US$142 milhões válido pelas próximas quatro temporadas. A torcida do Clippers tem mais é que ficar animada!

Fique de olho!

Paul George
Contratado a peso de ouro (dado o monte de escolhas de Draft e atletas cedidos ao Oklahoma City Thunder), Paul George fará uma dupla letal com Kawhi Leonard nos dois lados da quadra. O ala perderá, pelo menos, os primeiros dez jogos da temporada porque ainda se recupera de cirurgias realizadas nos dois ombros. A franquia, obviamente, não vai apressar o retorno do astro.

Em forma e recuperado do problema no ombro que o prejudicou na reta final da última temporada, George será peça fundamental para que o Clippers brigue “nas cabeças” do Oeste selvagem. A exemplo de Kawhi, ele terá papel de destaque nos dois lados da quadra. E, assim como a franquia, George também vai em busca de sua primeira conquista na NBA.

O ponto de interrogação

Inegavelmente, o Clippers tem um dos elencos mais fortes e versáteis, talvez o melhor banco de reservas da liga, um potencial defensivo enorme no perímetro, mas… Sempre tem um mas… Duas coisas me incomodam na equipe: a falta de um playmaker (criador de jogadas) e de um pivô com boa capacidade para proteger o aro. Não acho que isso possa colocar em risco a chance que o time tem de alcançar o sucesso na temporada, mas tem que haver um ponto de interrogação, não é verdade? A temporada regular é longa e o time deve se movimentar (especialmente no mercado de buyout), caso tenha a oportunidade de sanar esses problemas.

O que esperar do Clippers 2019-20?

Título. Já vou dar spoiler do meu voto para quem será o campeão da temporada. O Clippers montou um time para disputar o título e tem uma dupla de estrelas (Kawhi Leonard e Paul George) que desequilibra nos dois lados da quadra, algo que poucas equipes possuem. Doc Rivers vem de seu melhor trabalho em Los Angeles e tem toda a capacidade de levar o Clippers à conquista inédita. Não vai ser fácil, é claro. A conferência Oeste será insana em 2019-20, com pelo menos um time bom ficando de fora dos playoffs. Há no mínimo cinco times (só do Oeste) em condições de pensar no título. Mas a combinação elenco forte, dois astros no auge e comissão técnica qualificada me fazem acreditar no Clippers. Só não foi projetado como primeiro da conferência em virtude da ausência de George nos primeiros jogos da temporada. Vimos a história ser feita pelo Raptors nas últimas finais. O Clippers tem potencial para ser o próximo felizardo.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 1º lugar      Conferência: 3º lugar


LOS ANGELES LAKERS

Quem chegou?

Anthony Davis (ala-pivô, New Orleans Pelicans)
Dwight Howard (pivô, Memphis Grizzlies)
DeMarcus Cousins (pivô, Golden State Warriors)
Danny Green (ala-armador, Toronto Raptors)
Quinn Cook (armador, Golden State Warriors)
Jared Dudley (ala, Brooklyn Nets)
Avery Bradley (ala-armador, Memphis Grizzlies)
Troy Daniels (ala-armador, Phoenix Suns)
Kostas Antetokounmpo  (ala-pivô, Dallas Mavericks)
Talen Horton-Tucker (ala, calouro) 
Zach Norvell Jr. (ala-armador, calouro) 

 

Quem saiu?

Brandon Ingram (ala, New Orleans Pelicans)
Lonzo Ball (armador, New Orleans Pelicans)
Josh Hart (ala-armador, New Orleans Pelicans)
Reggie Bullock (ala, New York Knicks)
Tyson Chandler (pivô, Houston Rockets)
Moritz Wagner (ala-pivô, Washington Wizards)
Mike Muscala (ala-pivô, Oklahoma City Thunder)
Lance Stephenson (ala-armador, Liaoning Flying Leopards – CHN)
Isaac Bonga (ala-armador, Washington Wizards)
Jemerrio Jones (ala, Washington Wizards)
Scott Machado (armador, Cairns Taipans – AUS)

 

Projetando o time

 
JaVale McGee Anthony Davis Danny Green Avery Bradley LeBron James
Principais reservas

Kyle Kuzma
Dwight Howard
Kentavious Caldwell-Pope
Rajon Rondo
Quinn Cook

Técnico: Frank Vogel

 

O “cara” da franquia

LeBron James
O melhor jogador da década na NBA espera retomar o caminho do sucesso, após a frustração da última temporada, em que ficou de fora dos playoffs pela primeira vez em 14 anos. Com um elenco mais qualificado ao seu redor, o astro LeBron James espera levar o Lakers de volta à pós-temporada (já são seis anos de jejum) e, quem sabe, brigar pelo título. A tendência é a de que LeBron seja, de fato, o armador principal da equipe angelina.

Fique de olho!

Anthony Davis produz bastante dos dois lados da quadra e chega ao Lakers para ser a segunda estrela da equipe. É fundamental para o sucesso do time na temporada que o melhor ala-pivô da NBA fique saudável. A dupla com LeBron promete demais e, talvez, seja a mais talentosa da liga. Na pré-temporada já tivemos uma amostra do que eles são capazes juntos. Com a possibilidade de se tornar agente livre e receber uma boa grana em 2020, David deverá fazer uma temporada espetacular.

O ponto de interrogação

O elenco de apoio
Inegavelmente, a situação é melhor que a da última temporada, mas o elenco de apoio do Lakers não me inspira muita confiança. Kyle Kuzma parece ser a exceção e tem potencial para brigar pelo prêmio de melhor reserva da temporada. As manutenções de Rajon Rondo, JaVale McGee e Kentavious Caldwell-Pope são questionáveis, assim como a contratação de Avery Bradley, que há tempos não mostra regularidade em quadra. Sem contar a surpreendente chegada de Dwight Howard. São muitos veteranos, muitas apostas em jogadores em declínio na carreira.

O que esperar do Lakers 2019-20?

A expectativa é alta para o time mais popular da NBA. São seis anos de fracassos e é impensável que LeBron James fique de fora dos playoffs pelo segundo ano seguido. A saída de jovens para a chegada da segunda estrela do time, Anthony Davis, a contratação/manutenção de diversos veteranos e a chegada de um técnico mais experiente do que o anterior mostram que o Lakers não pode se dar ao luxo de fracassar novamente. Ter a melhor dupla da NBA deverá ser suficiente para que o jejum acabe, mas um elenco recheado de apostas pode limitar as chances da equipe angelina em termos de título. Ainda mais em uma conferência Oeste com vários times fortes. Para pensar em conquista, o Lakers vai precisar se movimentar (e desconfio que isso vá acontecer) ao longo da temporada regular. Uma pena a lesão do pivô DeMarcus Cousins (rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo), que, provavelmente, vai tirá-lo de toda a temporada. Um verdadeiro balde de água fria para todos os torcedores do Lakers.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 2º lugar      Conferência: 4º lugar


PHOENIX SUNS

Quem chegou?

Ricky Rubio (armador, Utah Jazz)
Dario Saric (ala-pivô, Minnesota Timberwolves)
Aron Baynes (pivô, Boston Celtics)
Jevon Carter (armador, Memphis Grizzlies)
Frank Kaminsky (ala-pivô, Charlotte Hornets)
Cheick Diallo (pivô, New Orleans Pelicans)
Cam Johnson (ala, calouro)
Ty Jerome (armador, calouro)
Jalen Lecque (armador, calouro)
Jared Harper (armador, calouro)

 

Quem saiu?

T.J. Warren (ala, Indiana Pacers)
Josh Jackson (ala, Memphis Grizzlies)
De’Anthony Melton (armador, Memphis Grizzlies)
Jamal Crawford (ala-armador, sem time)
Richaun Holmes (pivô, Sacramento Kings)
Dragan Bender (ala-pivô, Milwaukee Bucks)
Troy Daniels (ala-armador, Los Angeles Lakers)
Ray Spalding (ala-pivô, Houston Rockets)
Jimmer Fredette (ala-armador, Panathinaikos – GRE)
George King (ala, Dolomiti Energia Trento – ITA)

 

Projetando o time

Deandre Ayton Dario Saric Mikal Bridges Devin Booker Ricky Rubio
  Principais reservas

Kelly Oubre Jr.
Aron Baynes
Tyler Johnson
Ty Jerome
Cam Johnson
Frank Kaminsky

Técnico: Monty Williams

 

O “cara” da franquia

Devin Booker
Booker tem apenas 22 anos, já disputou quatro temporadas pelo time do Arizona, foi comandado por quatro treinadores diferentes e se tornou a referência de um time que coleciona campanhas medíocres. A chegada de um playmaker como Ricky Rubio deverá ser muito benéfica ao ala-armador. A presença do espanhol será importante para tirar de Booker o peso de criar a maior parte das jogadas do time. Com isso, ele terá mais liberdade para pontuar nas situações de catch and shoot e melhorar o seu aproveitamento do perímetro, que ficou abaixo dos 33% na última temporada.

Fique de olho!

Deandre Ayton
Primeira escolha do Draft de 2018, Ayton teve uma boa primeira temporada na NBA. Mas ela poderia ter sido melhor caso ele tivesse demonstrado mais vontade (e fundamentos) na defesa e um armador capaz de criar jogadas para ele no garrafão. Pelo menos esse segundo aspecto deverá ser melhorado com a vinda de Rubio, um especialista em criar para pivôs em situações de pick-and-roll. Além disso, a chegada de jogadores capazes de espaçar a quadra (Cam Johnnson, Frank Kaminsky e Dario Saric) será benéfica para que Ayton tenha mais espaço para operar na área pintada. Quanto à defesa, o pivô de Bahamas tem muito a aprender com o técnico Monty Williams e o companheiro de posição, o australiano Aron Baynes.

O ponto de interrogação

Kelly Oubre Jr.
Quatro meses foram suficientes para que Oubre caísse nas graças da torcida do Suns. Com o seu carisma e o bom desempenho em quadra, sempre jogando com muita energia, o ala foi uma das poucas coisas boas da equipe de Phoenix na última temporada. Agente livre, Oubre conseguiu uma lucrativa extensão contratual com o time – US$30 milhões por duas temporadas – e pode ser uma peça importante para a volta por cima da franquia. Ainda não se sabe se Oubre será titular ou se será a principal peça do banco do Suns em 2019/20. Resta saber, ainda, se as grandes atuações na temporada passada estiveram relacionadas apenas ao “ano de contrato”.

O que esperar do Suns 2019-20?

Uma campanha decente e o desenvolvimento do núcleo jovem. As movimentações do Suns na offseason dão a impressão de que, pela primeira vez, nos últimos anos, a franquia parece ter um planejamento. O técnico Monty Williams chega à equipe com um contrato longo (cinco anos) e a missão de recolocar o time nos trilhos. James Jones foi efetivado como gerente-geral da franquia e tem a dura tarefa de desfazer maus negócios fechados pelo GM anterior.

Em termos de elenco, o Suns trouxe jogadores qualificados e com experiência em playoffs como Ricky Rubio, Dario Saric e Aron Baynes. Aliás, desde a era Steve Nash que o time de Phoenix não tinha um playmaker de categoria. Booker e Ayton têm tudo para melhorar de rendimento com a chegada de Rubio. No Draft, a aposta na primeira rodada foi em prospectos “veteranos” como Cam Johnson (que é mais velho do que Booker) e Ty Jerome, que vieram de programas vitoriosos no College e estão prontos para contribuir de imediato na NBA. A renovação do vínculo com Kelly Oubre, sensação do time na reta final da campanha passada, e por um preço justo, foi um acerto da franquia. 

Pelo menos no papel, o Suns tem um time competitivo e capaz de fazer uma temporada digna sob o comando de Williams. Vencer ao menos 30 jogos já estará de bom tamanho, em uma conferência tão forte como a Oeste. Mais do que nunca, o torcedor do time de Phoenix deve ter paciência. Pelo menos, desta vez, as movimentações da franquia parecem fazer sentido. Já é uma luz no fim do túnel. 

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 5º lugar       Conferência: 13º lugar


SACRAMENTO KINGS

 

Quem chegou?

Trevor Ariza (ala, Washington Wizards)
Dewayne Dedmon (pivô, Atlanta Hawks)
Richaun Holmes (pivô, Phoenix Suns)
Cory Joseph (armador, Indiana Pacers)
Tyler Lydon (ala-pivô, Denver Nuggets)
Tyler Ulis (armador, Chicago Bulls)
Kyle Guy (ala-armador, calouro)
Justin James (ala-armador, calouro)

 

Quem saiu?

Willie Cauley-Stein (pivô, Golden State Warriors)
Alec Burks (ala-armador, Golden State Warriors)
Frank Mason III (armador, Milwaukee Bucks)

 

Projetando o time

 
Dewayne Dedmon Marvin Bagley Harrison Barnes Buddy Hield De’Aaron Fox
  Principais reservas

Bogdan Bogdanovic
Trevor Ariza
Nemanja Bjelica
Cory Joseph
Harry Giles
Richaun Holmes

Técnico: Luke Walton

 

O “cara” da franquia

De’Aaron Fox
Na última temporada, Fox mostrou porque o Kings acertou em cheio ao selecioná-lo na quinta escolha geral do Draft de 2017. É esperado que o veloz armador de 21 anos continue se desenvolvendo em diversas áreas do jogo, como a criação de jogadas, a defesa e o aproveitamento nos arremessos de quadra, especialmente do perímetro. A dupla com Hield na temporada passada chamou bastante a atenção e contribuiu para que o Kings fizesse uma campanha decente.

Fique de olho!

Marvin Bagley
A expectativa da torcida do Kings é a de que Bagley tenha mais tempo de quadra e possa deslanchar em seu segundo ano na liga. A temporada de calouro foi boa, mas o jogador já mostrou que tem talento para contribuir mais com a equipe. A chegada de um pivô que espaça a quadra (Dewayne Dedmon) deve facilitar a vida de Bagley, que, com seu atleticismo e capacidade de pontuar perto da cesta, promete fazer estragos nas defesas rivais.

O ponto de interrogação

Buddy Hield
Hield vem de um ótimo desempenho na última temporada, quando teve médias superiores a 20 pontos e um aproveitamento de quase 43% nos arremessos do perímetro. A expectativa é a de que ele mantenha o bom nível de atuações e renove seu vínculo com o Kings, que expira ao final da temporada. O problema é que, na última semana, Hield revelou detalhes de sua negociação para extensão prévia de contrato com a franquia e causou uma crise nos bastidores da franquia. Ele disse ter ficado ofendido pela oferta de US$90 milhões por quatro anos oficializada pelo time (os representantes do jogador estariam visando um contrato na faixa dos US$110 milhões por quatro temporadas). Hield foi além e deu a entender que pode pedir para ser trocado, caso um acordo não seja alcançado. As inesperadas declarações caíram como uma bomba nos bastidores da franquia às vésperas do início da temporada e podem ter um impacto negativo em quadra.

O que esperar do Kings 2019-20?

O Kings foi uma das grandes surpresas de 2018-19, quando terminou a temporada regular na nona posição do Oeste, brigando por vaga nos playoffs e fazendo a melhor campanha desde que o time alcançou a pós-temporada pela última vez (2005/06). Mesmo com um time muito inexperiente, a equipe de Sacramento mostrou-se competitiva e animou a sua torcida. Para esta temporada, o Kings, que é dono do maior jejum de playoffs da NBA, manteve as suas principais peças e se reforçou com jogadores experientes capazes de contribuir em quadra, como Trevor Ariza, Dewayne Dedmon e Cory Joseph. O objetivo é brigar novamente por vaga na pós-temporada, agora sob o comando de Luke Walton. A missão na conferência Oeste não é das mais fáceis, mas a franquia de Sacramento deixou de ser a chacota de outrora e voltou a ser relevante na NBA. A ida para os playoffs está amadurecendo, a equipe está no caminho certo e, uma possível não classificação em 2019/20 não pode desanimar a torcida e ser considerada um fracasso. 

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 4º lugar      Conferência: 10º lugar

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.