Previsão da temporada – Divisão do Atlântico

CONFERÊNCIA LESTE – DIVISÃO DO ATLÂNTICO

Boston Celtics

 

Quem chegou?

Carsen Edwards (calouro)
Enes Kanter (pivô, Portland Trail Blazers)
Tacko Fall (calouro)
Javonte Green (calouro)
Romeo Langford (calouro)
Vincent Poirier (calouro)
Kemba Walker (armador, Charlotte Hornets)
Grant Williams (calouro)

Quem saiu?

Kyrie Irving (armador, Brooklyn Nets)
Marcus Morris (ala, New York Knicks)
Al Horford (ala-pivô, Philadelphia 76ers)
Aron Baynes (pivô, Phoenix Suns)
Terry Rozier (armador, Charlotte Hornets)

Projetando o time

Robert Williams Jayson Tatum Gordon Hayward Jaylen Brown Kemba Walker
  Principais reservas

Enes Kanter
Marcus Smart
Daniel Theis
Carsen Edwards
Grant Williams

Técnico: Brad Stevens

O “cara” da franquia

Kemba Walker

O astro Kemba Walker chega ao Boston Celtics após oito anos de Charlotte Hornets, os três últimos como jogador de All Star Game. Walker vem de sua melhor temporada como profissional após atingir médias de 25.6 pontos, 5.9 assistências e 4.4 rebotes. Apesar do status de novo melhor jogador da franquia, o armador acredita que terá muito menos pressão em Boston, pois era a única grande referência no Hornets. No Celtics, ele terá as companhias dos promissores Jayson Tatum, Jaylen Brown, além de Gordon Hayward. O jogador vai utilizar a camisa 8, que pertenceu a Antoine Walker. A piada, segundo ele, é que o torcedor mais antigo do Celtics vai poder economizar alguns trocados, pois os dois possuem o mesmo sobrenome.

Fique de olho!

Jayson Tatum

O que se espera de 2019-20 no Boston Celtics é que Jayson Tatum vai explodir. Ao menos, é o que a torcida, o técnico Brad Stevens e ele, acreditam. Tatum, de apenas 21 anos, vai para a sua terceira temporada na liga, mas desde a sua primeira campanha já parecia um veterano. Por mais que não tenha evoluído o quanto esperava, as saídas de Kyrie Irving, Al Horford e Marcus Morris devem dar a ele um novo patamar na equipe de Massachusetts, então ele terá de ser muito mais agressivo. O atleta fez parte do elenco que fracassou no último Mundial pela seleção dos Estados Unidos, mas pouco teve culpa, por conta de uma lesão logo no início do torneio. Nessa temporada, ele vai atuar como ala-pivô, posição que jogou em determinadas partidas nos últimos dois anos.

O ponto de interrogação

Gordon Hayward

Que duro golpe sofreu Gordon Hayward com a lesão no primeiro jogo em 2017-18. O ala, que acabara de ser All Star na temporada anterior, teve uma grave contusão na estreia pelo Boston Celtics, mas conseguiu se recuperar. O problema é que, apesar de estar totalmente curado clinicamente, Hayward pareceu travado e, por muitas vezes, sem confiança. Perdeu a titularidade no início de 2018-19 e teve um trabalho muito mais mental ao lado de Brad Stevens, com quem já esteve na Universidade de Butler. A esperança é que ele volte a ser minimamente eficaz como era nos tempos de Utah Jazz, como fez na partida contra o Minnesota Timberwolves, em janeiro deste ano (vídeo).

O que esperar do Celtics 2019-20?

Por mais que o Boston Celtics tenha perdido dois dos melhores jogadores da liga, o fator Brad Stevens fala mais alto. Claro que, ao lado de vários jogadores jovens e talentosos, o trabalho de Stevens fica um pouco mais fácil. Mas as chegadas de Kemba Walker, um All Star com rodagem e Enes Kanter, pivô que promete ajudar em uma das piores áreas do time, os rebotes, fazem acreditar que o elenco ainda é bom o suficiente para brigar por algo na conferência Leste.

Defensivamente, no garrafão, o time perde com a saída de Al Horford e com a adição de Kanter (Robert Williams e Daniel Theis brigam pela titularidade com o pivô). Não existe qualquer tipo de comparação. Aron Baynes também saiu. Mas a esperança é que a equipe consiga proteger um pouco mais o rebote defensivo com o box out e sendo mais agressivo na defesa de perímetro. Para isso, lá está Marcus Smart, um dos melhores da liga.

O Celtics pode e deve brigar pelo mando de quadra nos playoffs. Walker não deverá ter grandes problemas em se adaptar ao novo time e, com as ajudas de Jayson Tatum, Jaylen Brown e, claro, Gordon Hayward, vai poder atuar sem toda a pressão por ser a única grande referência de um time. O time perdeu peças, mas ainda é forte.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 2º lugar
Conferência: 3º lugar


Brooklyn Nets

Quem chegou?

Taurean Prince (ala, Atlanta Hawks)
Nicolas Claxton (ala-pivô, calouro)
Kevin Durant (ala, Golden State Warriors)
DeAndre Jordan (pivô, New York Knicks)
Kyrie Irving (armador, Boston Celtics)
Wilson Chandler (ala, Los Angeles Clippers)
Garrett Temple (ala-armador, Los Angeles Clippers)
Henry Ellenson (ala-pivô, New York Knicks)
Lance Thomas (ala, New York Knicks)

Quem saiu?

D’Angelo Russell (armador, Golden State Warriors)
DeMarre Carroll (ala, San Antonio Spurs)
Allen Crabbe (ala-armador, Atlanta Hawks)
Rondae Hollis-Jefferson (ala, Toronto Raptors)
Ed Davis (pivô, Utah Jazz)
Treveon Graham (ala, Minnesota Timberwolves)
Shabazz Napier (armador, Minnesota Timberwolves)
Jared Dudley (ala, Los Angeles Lakers)
Allan Williams (pivô, agente livre)

Projetando o time

         
Jarrett Allen Rodion Kurucs Joe Harris Caris LeVert Kyrie Irving
  Principais reservas

DeAndre Jordan
Spencer Dinwiddie
Taurean Prince
Garrett Temple
David Nwaba

Técnico: Kenny Atkinson

O “cara” da franquia

Kyrie Irving

Assim que Kyrie Irving e Kevin Durant confirmaram que o Brooklyn Nets era o próximo destino deles, o time tornou-se um dos principais candidatos ao título de 2020-21. Tudo bem, pode até não ser imediato, pois Durant está lesionado e não joga em 2019-20, mas a presença de Irving já deve fazer com que a equipe suba alguns degraus na conferência Leste. Irving, campeão com o Cleveland Cavaliers, passou os últimos dois anos no Boston Celtics como a grande referência que queria ser. Terá mais um ano assim, antes que Durant retorne às quadras. Os problemas dentro dos vestiários ficaram para trás e, agora, ele busca um recomeço vitorioso com um time que já foi aos playoffs na campanha passada.

Fique de olho!

Caris LeVert

A lesão sofrida por Caris LeVert logo no início da temporada passada deixou a sensação de que ele demoraria muito no retorno às quadras. Só que o ala-armador se recuperou tão bem que ainda conseguiu voltar em 2018-19 em tempo de ajudar o Brooklyn Nets nos playoffs. Mesmo com D’Angelo Russell no elenco, jogando por cerca de 29 minutos, LeVert foi o cestinha da equipe na fase de mata-matas, acertando 46.2% dos arremessos de longa distância. Após aquele período, o atleta revelou que intensificaria os treinamentos físicos, pois se sentia exausto depois dos jogos. E assim o fez. Agora, LeVert está pronto para ser a segunda referência, ao lado de Kyrie Irving.

O ponto de interrogação

Rodion Kurucs

Envolvido em uma polêmica ao ser preso por supostamente agredir a ex-namorada no mês passado, Rodion Kurucs tem a temporada em cheque. Talentoso e bom arremessador, o ala-pivô pode virar desfalque da noite para o dia, mas busca na justiça americana a anulação do processo. Kurucs seria reserva caso Kevin Durant estivesse saudável. A outra opção era Wilson Chandler, mas ele foi suspenso por uso de substâncias proibidas pela liga. Então, o atleta que ganhou a titularidade em seu primeiro ano como profissional, recebe mais uma oportunidade.

O que esperar do Nets 2019-20?

Mesmo sem a presença de Kevin Durant na temporada, o Brooklyn Nets tem totais condições de disputar as primeiras posições da conferência Leste. Capitaneado por Kyrie Irving, o Nets montou um elenco forte e com boas peças de reposição, além de uma diretoria extremamente competente e um treinador capacitado.

Com Joe Harris e Caris LeVert abertos, Irving não terá problemas para encontrar espaçamento de quadra. O Nets chega para a temporada que se aproxima como uma das grandes forças nos arremessos de longa distância. Dentro do garrafão a briga é boa entre Jarrett Allen, titular há uma temporada e meia e o experiente DeAndre Jordan. Seja lá qual for o dono do garrafão, o time do Brooklyn certamente estará em boas condições de defender o rebote com o box out, como fizeram bem durante a pré-temporada.

A ausência de Durant será sentida, mesmo que ele jamais tenha atuado pela equipe. Wilson Chandler seria a segunda opção, mas está suspenso, então quem assume a posição é Rodion Kurucs. Na pior das hipóteses, Kenny Atkinson pode utilizar Taurean Prince como ala-pivô. O técnico disse recentemente que pretende utilizar o ex-jogador do Atlanta Hawks em diversas posições.

A tendência é que o Nets brigue com times como Toronto Raptors e Indiana Pacers pelo mando de quadra nos playoffs.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 3º lugar
Conferência: 4º lugar


New York Knicks

 

Quem chegou?

Elfrid Payton (armador, New Orleans Pelicans)
Julius Randle (ala-pivô, New Orleans Pelicans)
Marcus Morris (ala, Boston Celtics)
Bobby Portis (ala-pivô, Washington Wizards)
Taj Gibson (ala-pivô, Minnesota Timberwolves)
Reggie Bullock (ala, Los Angeles Lakers)
R.J. Barrett (ala-armador, calouro)
Ignas Brazdeikis (ala, calouro)

Quem saiu?

Mario Hezonja (ala, Portland Trail Blazers)
DeAndre Jordan (pivô, Brooklyn Nets)
Luke Kornet (ala-pivô, Chicago Bulls)
Lance Thomas (ala, Brooklyn Nets)
Noah Vonleh (ala-pivô, Minnesota Timberwolves)

Projetando o time​​

     
Mitchell Robinson Julius Randle Marcus Morris RJ Barrett Dennis Smith
  Principais reservas

Elfrid Payton
Bobby Portis
Frank Ntilikina
Kevin Knox
Taj Gibson

Técnico: David Fizdale

O “cara” da franquia

Julius Randle

O ala-pivô Julius Randle vem, provavelmente, de sua melhor temporada na carreira, quando jogou pelo New Orleans Pelicans. O atleta, que começou sua trajetória no Los Angeles Lakers, chega ao New York Knicks como o grande nome da franquia na offesason, claro, ao lado do calouro RJ Barrett. Ao contrário do calouro, Randle está pronto para comandar a equipe novaiorquina desde já. No Knicks, espera-se que ele volte a “cuidar” da bola. Invariavelmente, Randle pega o rebote defensivo e parte para o ataque, coordenando sua equipe no lado ofensivo. O técnico David Fizdale afirmou recentemente que vai encorajá-lo a organizar o time.

Fique de olho!

Mitchell Robinson

A temporada 2018-19 serviu de aprendizado para o pivô Mitchell Robinson. O atleta, de 21 anos, foi um dos poucos alentos para o New York Knicks na campanha passada. Ótimo protetor de aro, Robinson sofreu com uma grande quantidade de faltas cometidas (3.3 em cerca de 21 minutos por jogo), mas obteve 2.4 bloqueios, segunda melhor marca da NBA. A preocupação do jogador agora é evitar que essas faltas o atrapalhe na nova temporada. Ele afirmou que seus números podem ter algumas alterações, já que ele pretende se preservar um pouco mais.

O ponto de interrogação

Dennis Smith

Dennis Smith pintou na NBA como um dos armadores mais promissores do draft de 2017. No entanto, o jogador ainda “não aconteceu” na liga. Smith durou apenas uma temporada e meia no Dallas Mavericks, time que o selecionou na nona escolha no recrutamento. Foi para o New York Knicks, mas os arremessos (40.7% na carreira) que ele errava no Texas, seguiu errando em Nova York. As tomadas de decisão erradas persistem (2.9 erros de ataque para 5.0 assistências). Em um primeiro momento, a diretoria do Knicks esperava contratar um jogador com status de reserva para ele. Chegou Elfrid Payton, que pode tomar seu lugar no quinteto inicial.

O que esperar do Knicks 2019-20?

Poderíamos dizer que o New York Knicks montou um time de aluguel. Mas, sim. Podemos dizer isso, até porque vários dos jogadores contratados possuem acordos por um ano, sendo que o segundo é de opção do Knicks. Marcus Morris, que chegou após acerto verbal com o San Antonio Spurs, pode ajudar, mas a diretoria sabe que a classificação só vai acontecer por um milagre, apesar das presenças de RJ Barrett e Julius Randle. No entanto, a meta é fazer com que os jovens atletas evoluam o suficiente para atraírem a atenção de futuros agentes livres na próxima abertura de mercado.

Enquanto isso não acontece, o Knicks vai sofrer. A equipe, que não se classifica para os playoffs desde 2012-13, tenta criar perspectivas. Minimamente, algo parece estar sendo feito em Nova York. Parece pouco, mas é mais do que acontecia há alguns anos. O 12° lugar na conferência Leste é, possivelmente, o melhor que o time pode alcançar no momento.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 5º lugar
Conferência: 12º lugar


Philadelphia 76ers

Quem chegou?

Al Horford (ala-pivô, Boston Celtics)
Josh Richardson (ala-armador, Miami Heat)
Matisse Thybulle (ala-armador, calouro)
Kyle O’Quinn (pivô, Indiana Pacers)
Raul Neto (armador, Utah Jazz)
Trey Burke (armador, Dallas Mavericks)
Isaiah Miles (ala, calouro)
Christ Koumadje (pivô, calouro)
Norvel Pelle (ala-pivô, calouro)

Quem saiu?

Amir Johnson (ala-pivô, agente livre)
Boban Marjanovic (pivô, Dallas Mavericks)
T.J. McConnell (armador, Indiana Pacers)
J.J. Redick (ala-armador, New Orleans Pelicans)
Jonathon Simmons (ala, agente livre)
Jimmy Butler (ala-armador, Miami Heat)

Projetando o time

 
Joel Embiid Al Horford Tobias Harris Josh Richardson Ben Simmons
  Principais reservas

Mike Scott
Matisse Thybulle
Kyle O’Quinn
James Ennis
Trey Burke
Raul Neto

Técnico: Brett Brown

O “cara” da franquia

Joel Embiid

Chega de descanso! O pivô Joel Embiid está mirando os prêmios de MVP e de melhor defensor da temporada. Claro, que para que ele tenha chances de conseguir, vai precisar jogar mais do que nas últimas campanhas. E foi pensando nisso que ele conversou com a diretoria e a comissão técnica e foi definido que ele irá jogar sem restrições. É óbvio que, em algum momento, se acontecer algo, Embiid voltará ao estágio anterior, quando não atingiu 70 jogos por temporada. Em 2018-19, ele obteve 27.5 pontos e 13.6 rebotes, além de 3.7 assistências. Números assim, com uma boa posição do Sixers na conferência Leste, o credenciam ao maior prêmio individual da liga. 

Fique de olho!

Ben Simmons

Uma das maiores notícias sobre a pré-temporada ficou por conta de Ben Simmons e o seu arremesso de três pontos. Simmons, que até então jamais havia acertado um chute de três na carreira, converteu uma tentativa na fase de amistosos. Mas mesmo que tenha sido apenas uma coisa esporádica, o atleta deixou seus fãs esperançosos com a chance de expandir ainda mais o seu jogo. Simmons pode aproveitar, ainda, do fato de que todos os outros titulares conseguem espaçar a quadra, deixando o garrafão vazio para bater para dentro no um contra um.

O ponto de interrogação

Tobias Harris

Tobias Harris jogou quase toda a carreira como ala-pivô, embora tenha começado no Milwaukee Bucks como ala. E é nessa posição que Harris vai atuar em 2019-20. O atleta, que assinou extensão com o Sixers até 2023-24, vai encarar jogadores mais baixos, mas mais rápidos do que nos últimos anos, embora no ataque sua função será basicamente a mesma. Se Harris conseguir se readaptar ao perímetro, o time possui grandes chances de se dar bem. Em 35 jogos por Philadelphia na temporada passada, o jogador obteve médias de 18.2 pontos, 7.9 rebotes e acertou 32.6% dos arremessos de longa distância.

O que esperar do Sixers 2019-20?

Lembra quando o Philadelphia 76ers não vencia ninguém, Brett Brown era o técnico e o time era a vergonha da liga? Pois é. Na NBA, as coisas acontecem de uma forma muito rápida. Em 2016-17, o Sixers obteve 28 vitórias. Na campanha seguinte, 52. O time da Pennsylvania tornou-se candidato ao título de um ano para o outro. É claro que isso não aconteceu do nada. Foi no draft, nas trocas que abriram espaço na folha salarial, no trabalho da diretoria para recolocar a equipe entre as primeiras da conferência Leste. Só que depois de todo esse processo, o time agora montou um elenco para brigar pelo título. O quinteto é o maior da liga: Joel Embiid, Al Horford, Tobias Harris, Josh Richardson e Ben Simmons.

Por mais que exista a desconfiança se o time titular vai encaixar, é bom lembrar que o Sixers é muito, mas muito forte defensivamente. Embiid encabeça os candidatos ao prêmio de melhor defensor da temporada, mas não podem ser descartados Horford ou Richardson. Agora, o calouro Matisse Thybulle é mais um que vai dar muito trabalho aos adversários.

O Sixers perdeu Jimmy Butler e JJ Redick, mas ganhou Horford e Richardson. O time, que era forte, agora é candidato ao título.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 1º lugar
Conferência: 2º lugar


Toronto Raptors

 

Quem chegou?

Stanley Johnson (ala, New Orleans Pelicans)
Rondae Hollis-Jefferson (ala, Brooklyn Nets)
Cameron Payne (armador, Cleveland Cavaliers)
Malcolm Thomas (ala-pivô, agente livre)

Quem saiu?

Kawhi Leonard (ala, Los Angeles Clippers)
Danny Green (ala-armador, Los Angeles Lakers)
Jeremy Lin (armador, agente livre)
Jodie Meeks (ala-armador, agente livre) 

Projetando o time

   
Marc Gasol Pascal Siakam OG Anunoby Fred VanVleet Kyle Lowry
  Principais reservas

Stanley Johnson
Serge Ibaka
Rondae Hollis-Jefferson
Norman Powell
Malcolm Miller
Cameron Payne

Técnico: Nick Nurse

O “cara” da franquia

Pascal Siakam

Sem a presença de Kawhi Leonard, quem assume as principais ações ofensivas do Toronto Raptors é o ala (ou ala-pivô, como queira) Pascal Siakam. Eleito o jogador que mais evoluiu na temporada passada, Siakam agora tem status de principal nome da franquia. Claro que ainda tem ali Kyle Lowry, Serge Ibaka e Marc Gasol, mas Siakam hoje já ultrapassou os três na preferência do técnico Nick Nurse e será o chamado go-to guy.

Fique de olho!

Fred VanVleet

As saídas de Kawhi Leonard e Danny Green deixaram duas vagas em aberto no quinteto titular. Enquanto OG Anunoby parece ter garantido uma delas, a outra estaria entre Fred VanVleet e Norman Powell. O técnico Nick Nurse afirmou recentemente que pretende dar ao armador mais tempo de quadra e, possivelmente, um espaço entre os cinco iniciais. Ótimo arremessador de três pontos, o atleta foi o principal reserva da equipe na final da NBA contra o Golden State Warriors, quando obteve média de 12 pontos.

O ponto de interrogação

Marc Gasol

Provavelmente um dos pivôs mais talentosos da liga, Marc Gasol pode perder a titularidade para Serge Ibaka na temporada que está por vir. Nos primeiros amistosos da pré-temporada, o atleta foi reserva, algo inusitado em sua carreira na NBA (781 de 795 jogos no quinteto inicial). Mas já na saída do Memphis Grizzlies para o Toronto Raptors, Gasol deixou de ter um papel tão importante no ataque. No Grizzlies, ele arremessava, em média, 12.9 vezes por partida e caiu para 7.2 no time canadense, além de ter perdido cerca de nove minutos por jogo nessa transição. É óbvio que isso vai fazer diferença, mas a presença de Ibaka, quase cinco anos mais jovem, pode pesar. Gasol disse recentemente que não teria grandes problemas com isso, mas que não era o que ele estaria acostumado a fazer.

O que esperar do Raptors 2019-20?

Vamos pensar da seguinte forma: o Toronto Raptors perdeu um dos melhores jogadores da liga e não conseguiu reposição, nem de longe, para o seu lugar. Isso, por si só, seria algo suficiente para começarmos a falar de rebuild e tudo mais. Mas não no time canadense. O restante da base daquele elenco permaneceu em Toronto e sabe-se que o grupo é muito forte, especialmente na defesa. Não é terra arrasada, como acontece com times que LeBron James, por exemplo, deixa. Existe uma estrutura muito bem montada para que o Raptors siga como time de playoff.

Sim, não vamos nos enganar. Perder Kawhi Leonard é muito preocupante para quem postula ao título. O Raptors hoje não é exatamente um candidato, mas também não é um time para se descartar. Está num limbo. E é aí que a diretoria deve agir. Masai Ujiri é um GM competente e que sabe bem o que faz. Basta lembrar que o pensamento inicial dos mandatários era de partir para a reconstrução de elenco quando Ujiri foi contratado, mas ele bancou as permanências de Kyle Lowry e DeMar DeRozan, em 2013 e o time passou a brigar pelos primeiros lugares da conferência. Agora, por pouco, Lowry não pediu para ser trocado. O armador recebeu proposta de extensão e permanece na equipe.

Mesmo que o time caia antes da final de conferência, esse Raptors jamais será carta fora do baralho. Na principal divisão do Leste, o time de Toronto deve fazer o dever de casa e se classificar sem grandes dificuldades.

Projeção Jumper Brasil

Divisão: 4º lugar
Conferência: 5º lugar

Gustavo Freitas
Gustavo Freitas
Mineiro de Uberaba, é co-fundador do Jumper Brasil e fã do Boston Red Sox.