Previsão da temporada – Los Angeles Clippers

Los Angeles Clippers

Campanha em 2016-17: 51-31, quarto colocado na conferência Oeste
Playoffs: eliminado pelo Utah Jazz na primeira rodada da conferência Oeste, em sete jogos
Técnico: Doc Rivers (quinta temporada)
GM: Michael Winger (primeira temporada)
Destaques: Blake Griffin e DeAndre Jordan
Time-base: Milos Teodosic – Patrick Beverley – Danilo Gallinari – Blake Griffin – DeAndre Jordan

Elenco

4 – Milos Teodosic, armador
21 – Patrick Beverley, armador
1 – Jawun Evans, armador
12 – Tyrone Wallace, armador
23 – Lou Williams, ala-armador
25 – Austin Rivers, ala-armador
0 – Sindarius Thornwell, ala-armador
9 – CJ Williams, ala-armador
8 – Danilo Gallinari, ala
33 – Wesley Johnson, ala
7 – Sam Dekker, ala
32 – Blake Griffin, ala-pivô
5 – Montrezl Harrell, ala-pivô
11 – Brice Johnson, ala-pivô
6 – DeAndre Jordan, pivô
40 – Marshall Plumlee, pivô
35 – Willie Reed, pivô

Quem chegou: Milos Teodosic, Patrick Beverley, Lou Williams, Willie Reed, Danilo Gallinari, Marshall Plumlee, Sam Dekker, Montrezl Harrell,  CJ Williams

Quem saiu: Chris Paul, JJ Redick, Jamal Crawford, Brandon Bass, Luc Mbah A Moute, Marreese Speights

Revisão

A temporada 2016/17 do Clippers não fugiu muito da expectativa de torcedores e analistas. No papel, todos sabiam da competência do time, particularmente quando seu Big Three, composto por Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, estava saudável. Porém, as constantes lesões e falta de qualidade no banco faziam do Clippers um time bom para ganhar jogos, mas não o suficiente para alçar sonhos mais altos.

O começo da temporada foi animador para o torcedor da franquia angelina. Foram 14 vitórias nas 16 primeiras partidas da equipe. As coisas voltaram ao normal quando a equipe perdeu seus três jogos finais do mês de novembro, e teve uma campanha com mais derrotas que vitórias no mês seguinte.

O resto da temporada foi mais ou menos como esperado: com dificuldades para ganhar do Warriors e Rockets, o Clippers baseava sua campanha em vencer jogos contra adversários inferiores. Apesar disso, a equipe esboçava lampejos do time que poderia ser, tendo em seu currículo duas vitórias contra o Cavaliers e três contra o Spurs. Outro ponto que animou os torcedores foi o bom final de temporada, com sete vitórias nas últimas sete partidas.

Nos playoffs, os erros de sempre voltaram a assolar o Clippers. Comumente criticado pela falta de aparição de seus grandes jogadores na hora decisiva, o Clippers enfrentou um jovem time do Jazz, naquela que foi uma das principais séries da primeira rodada dos pós-temporada. No primeiro jogo, a equipe já foi surpreendida e perdeu a vantagem do mando de quadra após grande jogo de Joe Johnson. Após fazer a segunda em casa, o Clippers foi a Salt Lake City e, mesmo com Blake Griffin se machucando, conseguiu recuperar a liderança no confronto. No entanto, a lesão do ala-pivô foi sentida nos demais jogos da série, que teve o Jazz saindo como vitorioso após ganhar o sétimo e derradeiro jogo em pleno Staples Center.

O perímetro

 

Com uma cara completamente diferente da do ano passado, o perímetro do Clippers traz um trio de titulares completamente novo, com dois europeus: o sérvio Milos Teodosic e o italiano Danilo Gallinari. Junto deles, Patrick Beverley fecha a rotação.

Teodosic entra em sua primeira temporada de NBA com a nada simples missão de substituir Chris Paul, um dos principais armadores da NBA há muitos anos. Contudo, o sérvio já tem muita experiência no basquete europeu, e mostrou um repertório de passes extremamente sofisticado durante a pré-temporada da NBA. Com seu jogo já amadurecido após muitos anos na Rússia, o “calouro” deve ser um dos principais nomes do Clippers na temporada.

Beverley foi um dos principais nomes envolvidos na troca de Chris Paul para o Rockets. Nele, o Clippers encontra um dos melhores defensores da posição de armador na liga, além de uma opção confiável para cestas de três sem forte marcação. Ele e Teodosic já atuaram juntos no Olympiacos, da Grécia, durante a temporada 2019-10.

A terceira cara nova do perímetro é Danilo Gallinari, que após mais de seis temporadas com o Nuggets veio para o Clippers tentar ser a solução à conhecida falta de produção ofensiva da equipe na posição.

No banco de reservas, os principais nomes são os de Austin Rivers e Lou Williams. O primeiro, filho do treinador Doc, já é figurinha conhecida pela torcida angelina, e sempre costuma ter atuações regulares vindo do banco de reservas. Já Williams vem de excelente temporada no Rockets, onde o estilo de jogo de sua equipe contribuiu para sua melhor utilização. Ele deverá ser o maior pontuador do Clippers vindo do banco.

Fora eles, Sam Dekker e o calouro Jawun Evans também podem aparecer na rotação.

O garrafão

 

Enquanto o perímetro do Clippers está marcado por uma profunda reformulação, o garrafão da equipe continua sendo o ponto forte da equipe. A dupla formada por Blake Griffin (de contrato renovado) e DeAndre Jordan tem sido uma das melhores da liga nos últimos anos, e a expectativa é que isso se mantenha.

Griffin é um dos melhores ala-pivôs da liga, mas tem sofrido com contusões e desfalcado o Clippers em diversas ocasiões. Quando está em quadra, Griffin é uma perigosa presença dentro do garrafão, e tem trabalhado no seu arremesso de meia e longa distância, além de ser um dos melhores pivôs passadores da liga. Já Jordan sempre é um dos favoritos a competir pelo prêmio de melhor defensor do ano. Contudo, o pivô do Clippers sofre no ataque, tendo baixo repertório de arremessos, e um péssimo aproveitamento da linha de lance livre. 

O banco não vem tão fortalecido esse ano. A melhor opção é o pivô Willie Reed, que deixou boa impressão no pouco tempo de quadra que teve no Miami Heat. A tendência é que ao menos Griffin ou Jordan estejam em quadra durante toda a extensão do jogo. Outro que deve ter minutos é Montrezl Harrell, um dos envolvidos na mega troca com o Rockets. Em formações mais baixas, Dekker deverá ser aproveitado na posição 4.

Análise geral

O Clippers aparentemente deu um passo para trás em relação ao time formado em temporadas anteriores. A impressão é que o time era bom, mas não o suficiente para realmente ser competitivo na briga pelo título da NBA. O problema é que, de certa forma, a equipe parece ter o mesmo destino de anos anteriores: com uma rotação titular muito qualificada e algumas boas opções no banco de reservas, é difícil imaginar que a equipe comandada por Doc Rivers não brigue por vaga na pós-temporada. Contudo, caso chegue lá, a tendência é que seja presa fácil para alguns dos times de melhor elenco, como o Golden State Warriors e o Houston Rockets.

Falando de desafios que a equipe deve superar para superar as expectativas, talvez o principal seja a falta de qualidade e experiência vinda do banco de reservas. Blake Griffin é um jogador de características únicas, e nenhum outro jogador na equipe parece estar perto do nível dele.

Outro potencial problema para a equipe angelina é a tendência de seus principais jogadores se machucarem. Blake Griffin, como é bem sabido, sofre com lesões desde quando chegou à NBA. E agora, seu parceiro na ala será Danilo Gallinari, que também é conhecido justamente por ficar muito tempo fora de quadra. Se os dois conseguirem terminar a temporada regular saudáveis, a aumentam as chances do Clippers em fazer uma boa campanha.

Como dito anteriormente, o Clippers passa por um processo de semi-renovação. Sem Paul, Redick e Crawford, já não era esperado muito da equipe para a temporada 2017-18. O “problema” é que a equipe se reforçou muito bem. Caso os jogadores fiquem longe do departamento médico e o entrosamento apareça rapidamente, o Clippers volta a estar no patamar de antes: bom, mas não o suficiente.

Previsão: sétimo colocado na conferência Oeste