Prospecto do Draft 2016 – Kay Felder

Kay Felder

Idade: 21 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Oakland
Experiência: Junior
Posição: armador
Altura: 5’9.5’’ (1.77m)

Médias na temporada 2015-16: 24.4 pontos, 4.3 rebotes, 9.3 assistências, 2.0 roubos de bola, 0.3 toco, 3.4 erros de ataque, 44.0% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 35.5% de aproveitamento nas bolas de três pontos, 84.8% de conversão nos lances livres, 36.7 minutos em quadra

Pontos fortes: Um dos maiores cestinhas da última temporada na NCAA, Felder é o prospecto mais baixo do recrutamento. O armador foi o “dono” do fraco time de Oakland e fazia de tudo um pouco em quadra. Veloz, forte fisicamente e dotado de envergadura e agilidade lateral elogiáveis, o canhoto Felder é capaz de pontuar de várias formas (tiros de três pontos, jump shots de média distância, infiltrações) e não foge do jogo de contato, apesar da baixa estatura. Seu domínio de bola é excelente e ele é um driblador de primeira linha (tem facilidade em mudar de velocidade e direção quando ataca a cesta). Aliás, a maioria de seus pontos é originada de arremessos após o drible (step back jumper é sua marca registrada). Já na defesa, ele utiliza bem seus atributos físico-atléticos para ser excelente em cortar linhas de passes e pressionar o adversário que está com a bola. E Felder não é apenas cestinha. Líder em assistências na NCAA em 2015/16, o armador é um passador criativo (eficiente nas situações de pick and roll e drive and dish) e que tem uma ótima proporção de assistências por desperdícios de posse (2.73). Enfim, Felder é um prospecto intrigante que tem potencial para ser o “novo Isaiah Thomas”.

Pontos fracos: Além da baixa estatura, o fato de ter atuado em um time fraco e ter enfrentado adversários não muito qualificados “complica” a subida do jogador nas projeções. Felder deverá ter dificuldades para finalizar no nível profissional, quando terá pela frente adversários mais altos, fortes fisicamente e atléticos. O fato de não se destacar no quesito impulsão e finalizar essencialmente com a mão esquerda podem lhe trazer problemas ao atacar a cesta na NBA. Outro aspecto que ele precisa melhorar é a seleção de arremessos (força muitos floaters). Felder tem as ferramentas necessárias para se tornar um bom defensor em nível profissional, mas sua baixa estatura e esforço questionável na marcação (se perde facilmente quando tem que defender o jogador que não está com a bola) causam sérias dúvidas se ele pode ser útil nesse lado da quadra. Difícil pensar que ele conseguirá ser eficiente marcando a maioria dos armadores da NBA, que são atléticos e altos.

Comparações: um mix de Nate Robinson (ex-Chicago Bulls), Isaiah Thomas (Boston Celtics) e J.J. Barea (Dallas Mavericks)

Projeção: entre as escolhas 31 e 50

Confira alguns lances de Kay Felder

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.